
Bruno Alves afirma-se cada vez mais como um dos melhores centrais do futebol português. Depois de jogar pela equipa B até 2002, foi colocado pelo FC Porto a rodar em vários clubes, sempre com um grau de exigência crescente - Farense, Guimarães e AEK. Quando passou a fazer parte definitivamente do plantel, em 2004, Bruno Alves ainda era um jogador relativamente desconhecido do grande público (a ida para a Grécia tinha-o "afastado" dos olhos dos portugueses), ainda que um habitual nas selecções jovens. A sua impulsão e jogo de cabeça eram poderosos, mas pela relva demonstrava uma agressividade incontrolável que o levava a cometer alguns excessos, talvez fruto de alguma insegurança típica de quem precisa de se afirmar num grande clube com o FC Porto. Essa característica veio a ser amplamente demonstrada no célebre lance que o levou a confundir a cabeça de Nuno Gomes com uma bola. Nessa altura, houve quem lhe fizesse o "funeral" em termos profissionais, mas Bruno Alves surpreendeu tudo e todos (inclusivamente os portistas) evoluindo a todos os níveis como jogador de futebol. Afirmou-se na primeira equipa, primeiro ao lado de Pepe, com quem fez uma das melhores duplas da Europa, e agora como elemento imprescindível da "espinha dorsal" da equipa. Pelo meio, já ganhou dois campeonatos, e agora surge a titular da selecção nacional, tendo marcado um golo neste fim-de-semana.
Bruno Alves é filho de Washington, central brasileiro que fez (alguma) história no futebol português nas décadas de 70/80, ao serviço do Varzim, clube onde foi colega de equipa do nosso André. Nunca vi Washington jogar. Se alguém tem memória desse central - que foi também treinador de Bruno Alves nas escolas do Varzim - , faça o favor de comentar.
Publicado por guardabel em outubro 14, 2007 07:56 PM | TrackBackComo é que é possivel que este post tenha sido publicado às 7.56 PM, quando ainda são 3.58?! :)
Acho que este post tem razão de ser, devido a tudo que este senhor tem vindo a demonstrar e também devido ao seu renascimento das cinzas ápós aquele traumático FCPorto-SLB.
Primera | Atlético de Madrid
El Atlético sólo ha pagado 17 millones por Simao
Esa cantidad es la que aparece en las cuentas del Benfica
El diario luso Record revelaba ayer que el Benfica sólo ha percibido 17 millones de euros por el traspaso de Simao. Durante el pasado mes de julio, el club rojiblanco se salió con la suya y contrató al por entonces capitán de las Águilas rebajando ostensiblemente el precio de su cláusula de rescisión, que ascendía a 25 millones de euros. Luis Filipe Vieira, presidente del Benfica, aseguró que el Atlético había "cubierto con creces los 25 millones de la cláusula de rescisión de su futbolista".
El máximo dirigente encarnado no hizo públicas las cifras reales, pero la filtración apuntaba a que se había cerrado la operación por 20 millones más la transferencia de parte de los derechos de dos futuros descartes rojiblancos. Ahora, el Informe de Gestión y Cuentas revela que el Benfica sólo ingresó 17 millones y que se llegaría hasta los 20 millones con la amortización. Luis Filipe Vieira, presidente del Benfica, vive momentos difíciles con la Justicia observando todos sus movimientos. Se le investiga por presunta implicación en la corrupción del fútbol portugués, según informa el Correio de Manha. Además, también su nombre aparece como objetivo en pesquisas policiales sobre el tráfico de estupefacientes según explica el mismo medio portugués.
El informe sobre el dinero percibido por Simao aparece como resultado de la investigación sobre las cuentas del Benfica. Los traspasos de Pedro Mantorras, Kikín Fonseca y Marcel están siendo investigados por las autoridades lusas como consecuencia de un posible desvío de algunas cantidades correspondientes a dichos traspasos a las cuentas personales de Luis Filipe Vieira. En este momento, las autoridades portuguesas tienen en su poder un documento de 27 páginas remitido de forma anónima en el que se dan cuenta detalles de lo anteriormente expuesto. El presidente de las Águilas se mantiene sereno: "No estoy acusado de nada, el Benfica no ha sido favorecido y espero que se investigue hasta las últimas consecuencias".
Ajeno.
Por su parte, Simao vive ajeno a todo y está feliz en el Atlético. En Madrid ha encontrado ambición deportiva y tranquilidad para su familia, ya que tanto él como su mujer eran objeto de los paparazzi portugueses. El centrocampista, sin embargo, no pudo entrar ayer ni siquiera en la convocatoria de Scolari frente a Azerbayán. Los problemas que arrastra en su tobillo derecho no le permitieron pasar la prueba física final a la que fue sometido, pero el técnico brasileño espera contar con él para el partido frente a Kazajistán.
http://www.as.com/futbol/articulo/futbol-atletico-solo-ha-pagado/dasftbpri/20071014dasdaiftb_47/Tes
Afixado por: Traficante de pneus em outubro 15, 2007 04:05 PMA com enorme satisfação que vejo o meu conterraneo Bruno Alves ser considerado um jogador chave do Porto, apesar de muitos não acreditarem nele (inclusive eu). Ainda tenho algumas recordações de ver o pai dele a jogar no Varzim era um jogador duro, e um excelente marcador de livres.
Afixado por: AZUL em outubro 15, 2007 04:38 PMO washington nao era aquele gajo que assava frangos no Senhor de Matosinhos ao lado do Rei das farturas em frente a Obra do Padre Grilo?
Afixado por: pausanto em outubro 15, 2007 05:11 PMLá vai o Orelhas invadir a redacção do AS hi hi hi
Afixado por: Gil Oliveira em outubro 15, 2007 06:45 PMO Washington era um caceteiro de 1ª, os próprios varzinistas diziam q com ele ou passava a bola ou o jogador, os dois é q não podia. Ainda bem que o Bruno herdou alguma das coisas do pai, pois com os anjinhos que temos no meio campo precisamos de alguém que meta os adversários em sentido(à boa escola de F.Couto & J.Costa)
Afixado por: Miguel em outubro 15, 2007 08:48 PMSó não concordo com a parte em que se diz neste post, que após a cabeçada a nulo golos, houve quem lhe fizesse o funeral, pois eu estava no estádio do dragão nesse fatídico dia, e ouvi muito bem, vindo de uma bancada alto e bom som: - bruno Alves olé, bruno Alves olé...
Afixado por: silvino martins em outubro 15, 2007 10:14 PMpor acaso concordo com o silvino, acho que a cabeçada foi um dos poucos momentos de lucidez do bruno alves nesse jogo
Afixado por: esmantorra em outubro 15, 2007 10:24 PMEle deveria ter era o bigode do Pai. Aquilo sim, impõe respeito.
Afixado por: Fitzx em outubro 16, 2007 01:26 AMJulgo que o Washington ainda jogou com, Benje, Cacheira, Horácio, etc...bom...ó fachavor...além de saberem jogar à bola aquilo era como o aço. Nós também tínhamos o nosso excelente Freitas. Não tenho dúvidas, como nunca tive, que Bruno Alves será ao lado de Ricardo Carvalho uma das melhores duplas de sempre d futebol mundial.
Afixado por: Cacheira em outubro 16, 2007 11:22 AMComo é possível, o homem do Sistema, do partido, da familia dos Viscondes,dos corredores do poder, ser constituído arguido?
Não arranjam forma de ir à Televisão do Regime, à grande entrevista da esposa do Seara, para fazer uma lavagem de tão horrível lapso? É que deve haver uma explicação técnica para atirar areia para os olhos de seis milhões de analfabetos.
Ficamos a saber pela televisão do Regime, que Scolari passou informações a Murtosa por transmissão de pensamento!
Não há dúvida que esta televisão suportada com o dinheiro do povo, cultiva, educa e prepara a populaça para os dasafios da modernidade. Com um jeitinho ainda fazem uma campanha para a canonização do traste brasileiro. É que com tantos poderes e um canal directo para a Srª do Caravaggio, Caixa e para a Nike, tudo é possível.
Bruxo, queres apostar em como seis milhões de portugueses acreditam piamente que o homem tem esses poderes?
Afixado por: Benfiquista em outubro 16, 2007 12:02 PMToca a ler que é de borla
POr Miguel Sousa Tavares
AZERBAIJÃO, CAZAQUISTÃO E ABSURDISTÃO ( 16 Outubro 2007)
O núcleo duro da União Europeia discute apaixonadamente há dois anos se a Turquia é ou não uma nação europeia e se, consequentemente, tem ou não direito a integrar o selecto clube dos, por ora, 27 membros. E enquanto a Europa política discute se a Turquia é europeia ou asiática, a Europa desportiva não tem dúvidas em estender o seu conceito de nação europeia vários milhares de quilómetros mais para leste, até ao Azerbaijão e Cazaquistão. Nem tanto ao mar nem tanto à terra, nem tão pouco para leste nem tanto para o fim do mundo: a Turquia é, como a história demonstra, tanto europeia quanto asiática; o Azerbaijão e o Cazaquistão não é por terem nascido do desmembramento do ex-império soviético, que ia de Riga, na Letónia, a Vladivostock, na costa do Pacífico, que passaram a ser nações europeias. A capital cazaque fica apenas a 260 quilómetros da fronteira chinesa — menos do que a distância do Porto a Lisboa e em plena Ásia Central. Não se percebe bem como é que a UEFA conseguiu descobrir estas nações «europeias» no coração do antigo império de Gengis Khan. E menos ainda se percebe quando se olha para os calendários do futebol europeu e facilmente se constata que eles estão saturados — de jogos e de viagens. Obrigar, como no caso da Selecção Portuguesa, à realização de 14 jogos de apuramento para o Europeu e com deslocações aos confins do mundo para jogar em relvados sem condições, é uma violência cujos efeitos se fazem depois sentir necessariamente na qualidade do futebol que interessa. Ao menos que fizessem, como na Champions, um pré-grupo de classificação, com todas as nações asiáticas, mais os casos exóticos, como S. Marino ou as Ilhas Faroe.
Também não consigo alcançar bem o interesse e a urgência das reformas propostas pelo presidente da UEFA, Michel Platini, para a Champions League. Por princípio, não consigo entender a necessidade de mexer no que está provadamente bem, e a Champions, depois de tactear uns tempos à procura do modelo certo, é hoje a mais competitiva, a mais prestigiante e a mais cobiçada de todas as competições futebolísticas. O seu êxito assenta exactamente no sistema de quotas — que, se privilegia os clubes dos países mais poderosos futebolisticamente, assegura, correspondentemente, os êxitos e audiências televisivas que fazem o seu sucesso. Sem o terceiro classificado de Inglaterra, Espanha ou Itália (e estamos a falar de equipas como um Arsenal, um Valência ou um Milan), em benefício do campeão da Eslovénia ou da Irlanda, a Champions deixará de ser a montra privilegiada do melhor futebol europeu de clubes. E as audiências e patrocinadores não podem senão recuar. É evidente que os pobres serão beneficiados e os ricos prejudicados com a reforma proposta por Platini. Sem dúvida. Mas aí, há que escolher claramente o que se quer: uma competição mais igualitária formalmente (e apenas formalmente) ou uma competição fundada essencialmente na qualidade. Um país, um voto; ou uma grande equipa, um voto. Acresce que se os ricos serão prejudicados e os pobres beneficiados, já os do meio não terão nada a ganhar com a reforma. A curto/médio prazo, se isto for por diante, Portugal perderá o direito à candidatura do terceiro classificado do campeonato e, logo depois, do segundo. Esperemos que os nossos homens na UEFA saibam justificar porque lá estão e não se distraiam na defesa dos interesses dos clubes portugueses (o Benfica, em especial, o mais beneficiado historicamente com os terceiros lugares, agradece o empenho).
Finalmente, a última parte da reforma proposta por Platini, a meu ver desfigura por completo a natureza e o historial único desta competição. Tanto a Champions como a sua antecessora, a Taça dos Campeões Europeus, têm como código genético desde sempre inscrito o facto de se tratar de uma competição reservada a clubes campeões ou que ficaram próximos. Premeia os melhores no campeonato, e não os vencedores de Taças, como agora se propõe. Incluir os vencedores de taças em detrimento de segundos ou terceiros classificados em campeonatos competitivos, significaria, bastantes vezes, apostar também numa diminuição da qualidade dos participantes. Mais uma vez, não entendo a necessidade de mudar o actual sistema, que assegura aos vencedores de taças o ingresso na Taça UEFA.
Esta teimosia de Platini (que, diga-se, já vem da sua campanha eleitoral), parece-me uma manifestação absurda de politicamente correcto que, seguramente, não vai defender o melhor futebol nem promover mais interesse e audiências.
Já que estamos no domínio dos absurdos, gostaria que alguém explicasse a necessidade de um jogador lesionado ao serviço de um clube e convocado para os trabalhos da Selecção, ter de se apresentar nesta apenas para ser dispensado logo depois. É claro que eu acredito que haja lesões «oportunas» e que dessas os responsáveis da Selecção tenham o direito de duvidar e de querer avaliar por si mesmos. Mas há outras que são públicas e notórias e que por vezes acontecem à vista de todos, no estádio ou na televisão. E há também, ou devia haver, um princípio de boa fé entre o corpo clínico de um clube e o da Selecção, que me parece que deveria ser corrente até prova em contrário. Por exemplo: que sentido faz obrigar um jogador que se lesionou à vista de todos — o Bosingwa — a ter de comparecer em Lisboa, no dia seguinte, apenas para receber a ordem, mais do que previsível, de regressar ao Porto por não estar em condições?
Mesmo em tempo de defeso originado pelos trabalhos da Selecção, os dirigentes sportinguistas não deram descanso ao seu disco rachado das lamúrias com as arbitragens. Muito gostaria eu, para pôr a coisa em pratos limpos, de os ver bombardeados com estatísticas reveladoras e comparativas com os dois outros rivais. Por exemplo, quantos jogadores adversários do Sporting foram expulsos nos últimos anos, em comparação com Benfica e FC Porto? E quantas expulsões houve de jogadores do Sporting? De quantos golos irregulares beneficiou o Sporting e os seus rivais, etc, ect.? Mas, felizmente, uma parte dessa lacuna foi preenchida recentemente com um trabalho de João Querido Manha, no Correio da Manhã. E logo acerca do mais importante — os penalties, sempre, sempre, tão reclamados pelos sportinguistas. Desse trabalho, fiquei a saber que, desde que o Século XXI é século, ou seja, nos últimos sete anos —, o Sporting beneficiou de 71 penalties para o campeonato, o Benfica de 48, e o FC Porto de 44. Ou seja, face ao FC Porto, o Sporting ultrapassou 60% de penalties a mais. Imagine-se como não seriam as contas se, além destes, tivessem sido assinalados todos aqueles que eles reclamam, semana após semana!
Pois é. A estatística é uma chatice: as melhores opiniões e as mais sólidas «verdades» morrem miseravelmente às mãos de uma vulgar estatística! Neste caso, ainda por cima, a estatística choca com outra realidade: é que é sabido e natural que, quem mais ataca, mais beneficia de penalties, por força da dinâmica do seu jogo ofensivo. E quem mais ataca é quem mais golos marca. Neste século, quem mais tem atacado e mais golos tem marcado é o FC Porto (à excepção daquele ano em que o Jardel, com a camisola do Sporting, só à sua conta beneficiou de 18 penalties).
É claro, porém, que nada disto serve para coisa alguma: o País inteiro viu e disse que o Katsouranis não meteu a mão à bola e eles lá continuam, impávidos, a debitarem a sua verdade de que o árbitro lhes roubou um penalty na Luz. E para a semana lá estarão a reclamar mais outro…
Afixado por: Nortada em outubro 16, 2007 02:01 PM