julho 27, 2005

Não há pachorra

Já não há pachorra para este muro das lamentações em que os brasileiros se estão a tornar especialistas. Os brasileiros dispensados pelo FC Porto parece que entraram em acordo para bombardear ao mesmo tempo os treinadores com declarações disparadas de todo o lado e à queima-roupa. Podia ser em qualquer outro clube, mas trata-se, neste momento, do nosso. Aliás, há exemplos passados disto mesmo noutros clubes.

Leó Lima diz que o treinador nem o conheceu bem para o dispensar. Eu digo que bastou ver os vídeos dos jogos do ano passado. Aí, o Mister Co deve ter ficado elucidado sobre a "escola brasileira" que o Léo Lima tanto apregoa e diz ser superior à "escola holandesa". Léo Lima, se estás a ler isto, rapaz, não valia a pena tentares dar uma de Gabriel Alves, pá. É certo que a escola brasileira nem muitos títulos mundias e a holandesa nenhum, mas o que é que isso tem a ver com a tua lentidão em campo e apetência para tentares jogar sozinho?

Luís Fabiano tenta desculpar-se com o "chutão e porrada", o que não é descabido de todo, se pensarmos no sinal verde que os nossos adversários tiveram no ano passado para malhar forte e feio em tudo quanto fosse azul-e-branco. Para além disso, diz que o treinador português que chegou (Couceiro) "tirou meio mundo da equipa" e assim "Não tive mais oportunidade". Oh, meu amigo fabuloso, se há coisa de que o meu amigo não se pode queixar é de falta de oportunidades! Sendo assim, que diria, por exemplo, um Hugo Almeida? Luis Fabiano teve azar. Azar pelo que aconteceu à sua mãe, que o deixou num estado psicológico muito instável, naturalmente. Azar pelas lesões que teve. Azar por ter feito parte de um plantel de bons jogadores, mas a partir do qual nenhum treinador conseguiu construir uma equipa (Fernandez, as espaços, conseguiu-o). Em equipa que está mal, muito dificilmente um só jogador se torna imune ao mal geral. Do Luis Fabiano recordo um jogador com excelente toque de bola, boa capacidade de remate, mas de muitos falhanços imperdoáveis para um jogador dos seus créditos. Agora, ele não pode vir com este tipo de conversa esbatida de que a culpa foi da falta de oportunidades.

O empresário do Leandro do Bomfim merece uma referência especial, pois conseguiu ser, no meio de todas estas acusações, o mais criativo e original. Diz ele que a dispensa do Bomfim se deveu "às pressões dos sindicatos holandeses de jogadores e de treinadores" e que isto "prejudicou a própria entidade que o emprega". Eu já vi muitas desculpas para o insucesso de um jogador, mas como esta nunca tinha visto. Com que então, os sindicatos holandeses! Não existirão aqui também pressões da comissão de arbitragem da Holanda? Eu até tive pena de ver partir o Leandro do Bomfim, pois, daquilo que vi na sua maneira de jogar, gostei francamente. Por outro lado, compreendo a opção do treinador devido grande número de médios existente no plantel. Estas declarações são... qualquer coisa de extraodinário que ultrapassa o senso-comum. A única coisa que posso desejar ao Bomfim é boa sorte. E aos outros dois, já agora.

Publicado por guardabel em julho 27, 2005 07:56 PM
Comentários

Umas breves palavras sobre estes dispensados.

Léo Lima? Nem sequer devia ter vindo, quanto mais continuar no plantel. Sobre os comentários que o mesmo fez, penso que se deve a alguma paragem cerebral e nada mais que isso. O que o Mister criticou foi a atitude de alguns brasileiros que persistem continuamente nos mesmos erros.
Se o Mister manteve o Ibson, Leandro, o Diego, o Paulo Assunção, por alguma coisa deve ser.
O que eu não percebo é o que é que o Pepe ficou a fazer no plantel... ou o Alan... ou para que é que serve o Sokota... o César Peixoto... ou até o Hugo Almeida...

Sobre o Leandro do Bomfim, penso que se aqueles tivessem sido despachados já este não teria padecido. Das poucas vezes que se viu em campo o ano passado, deu para perceber que havia ali matéria para trabalhar e bom trato de bola.

Quanto ao Luís Fabiano penso que nunca lhe foram dadas reais oportunidades de mostrar o que realmente valia (agravado com as lesões e o problema da mãe).
E não me falem em perdidas escandalosas, senão até o Postiga tem de ser metido ao barulho...

De qualquer modo, há que dar tempo ao tempo para perceber se o 4x3x3 do Mister é o mais indicado.
Advinho problemas nas duas laterais da defesa (Leandro e Sonkaya), líbero (Raul Meireles? Ibson?) e na invenção de um meio campo só com Raul Meireles, Lucho e Hélder Postiga (alguém já o viu com a capacidade de sacrífício de vir cá atrás?)...
Na baliza a coisa está segura e firme, no centro da defesa Bruno Alves, Pedro e Ricardo Costa chegam e sobram... Nos flancos com Quaresma, Ivanildo e Lisandro também não deve haver novidade... Elá na frente, queiram ou não, Benny, Benny. Mas sem cotoveladas e afins...

Afixado por: Ferreira Pinto em julho 28, 2005 04:29 PM

Como em tudo na vida há escolas boas e escolas más, assim como há alunos bons e alunos maus, mas neste caso estes senhores não podem choramingar. Universidade do Futebol Clube do Porto eles chumbaram com nota zero.
Paciência...

Afixado por: Paulo em julho 28, 2005 04:39 PM

O Ferreira Pinto fez uma boa avaliação,o Helder Postiga falhou muito mais que o Fabiano.aliás muito o Fabiano fez tendo em conta que a bola raramente chegava ao ataque.Independentemente daquilo que o Fabiano disse,ele é um exelente avançado.Mas talvez por ser um jogador muito despendioso para o clube,teve de ser ele a pagar a factura de alguns maus momentos.

Afixado por: MAD/FCP em julho 29, 2005 10:13 AM

que falta de dignidade profissional dos brasucas dispensados parece que foram eles os Penta-Campeões Mundiais!

Afixado por: Apre em julho 29, 2005 07:10 PM