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1. Os juniores do FCP e do Valência já jogavam quando entrei no estádio, que ainda mostrava pouco público nas bancadas. Gostei do número 10 e do 11, Josué e Diogo Viana, respectivamente. O primeiro é um tradicional distribuidor, com pé esquerdo, talentoso, e com visão de jogo. O segundo, o tal que veio do Sporting, incluído no negócio Postiga, é muito rápido, tem boa finta em progressão e mostra capacidade nos livres directos. Do novo ponta-de-lança checo, Jakubov, pouco vi, já que lhe chegou pouco jogo. O Valência evidenciou uma capacidade física muito superior à nossa e aí esteve grande parte do mérito da sua vitória.
2. A apresentação do plantel ocorreu já depois da tradicional "Dança do Dragão" e de um ritual efectuado por Jesualdo Ferreira junto do bicho. Não sei se aquilo vai dar sorte, mas é sempre melhor do que ter uma ave de rapina esfomeada a pousar sobre um naco de carne.
3. Gostei da forma como os jogadores foram apresentados, por sectores, saindo dos acessos das bancadas e descendo pelas escadas em direcção ao relvado. Assim, poupou-se tempo e deu-se oportunidade aos adeptos de mandar uns cachaços aos jogadores. O relvado estava bem decorado, com bandeiras e um globo terrestre simbolizando a universalidade deste FC Porto, com adeptos nos quatro cantos do mundo.
4. Havia quem esperasse uma surpresa, um jogador contratado à última hora, uma estrela capaz de incendiar as bancadas, mas tal não aconteceu. O que não quer dizer que não vá acontecer, uma vez que Quaresma ainda cá está (e não acredito que fique) e o fecho das inscrições para a próxima época ainda vem longe.
5. O jogo, para início de época, foi agradável. A equipa confirmou aquilo que já escrevi sobre ela, mostra muita qualidade individual, mas ainda pouco entrosamento. Dominámos o jogo, criámos oportunidades, falhámos na hora da finalização. Em suma, estamos a aquecer os motores. O Celtic foi um excelente adversário em termos competitivos pois exigiu o máximo dos nossos jogadores. Os destaques positivos, neste jogo, na minha opinião: Sapunaru, Rodriguez, Lucho e Bruno Alves. Os menos positivos: Bolatti e Farías.
6. Apesar da derrota, o jogo acabou com os aplausos dos mais de 40 mil que se deslocaram ao Dragão. Os adeptos percebem que perder na pré-época não é alarmante, quando a equipa mostra saúde e qualidade. Agora que vêm aí os primeiros troféus (Torneio Internacional de Braga e Supertaça), Jesualdo deverá começar a formatar o 11 titular.
7. Esse onze, numa perspectiva de 4-3-3 e com todos os jogadores de perfeita saúde, deveria ser o seguinte, na minha opinião: Helton, Sapunaru, Bruno Alves, Pedro Emanuel e Fucile; Guarín, Raul Meireles e Lucho; Tarik, Lisandro e Rodriguez. Num cenário de 4-4-2, a entrada de Fernando e o adiantamento de Guarín poderia ser uma hipótese, bem como a entrada de Tomás Costa para médio-direito e a manutenção de Guarín na posição 6. A extrema disponibilidade física de Rodriguez também possibilita o seu recuo para a linha de 4 médios e a inclusão de Farias ao lado de Lisandro. Acima de tudo, parece ser uma evidência que este plantel é mais versátil do que o do ano passado, mostrando que é possível termos um banco de qualidade.
PS - A Bola de sábado informou-nos, na primeira página, que Pablo Aimar deixou água na boca (dos benfiquistas, suponho eu). Ontem, naquele jogo de solteiros contra casados, fiquei sem perceber a razão de tal deslumbramento. Os comentadores da SIC, esses estavam muito preocupados em despachar o Edcarlos, que, lembre-se, foi mais uma das contratações estrondosas da época passada. Mas voltarei ao quarto classificado oportunamente. Porque é divertido.
Depois de ficarmos a conhecer a teia de interesses e relações que ajudaram o Benfica a dominar o futebol português no tempo da ditadura, é altura de mostrar que também no doping há muita coisa por contar a respeito desse clube. São por demais conhecidos os problemas neste âmbito recentemente associados a jogadores do quarto classificado, desde o futebol (Nuno Assis) ao basquetebol (David Tavares), passando pelo râguebi (Paulo Barata)... Há inclusivamente quem associe as mortes de Feher e de Rui Baião a este tenebroso tema. Eu não vou por aí.
Em todo o caso, queria revelar a todos os digníssimos visitantes portistas do Pobo do Norte um pequeno excerto de uma entrevista do ex-treinador de futebol, Manuel de Oliveira, ao jornal A Bola, em Dezembro de 2007, em que se faz uma curta, mas importante alusão ao Benfica. Isto a propósito de uma pergunta do jornalista sobre a fama que Manuel de Oliveira tinha de recorrer ao doping:
"- Não será daí, do ser o salvador de equipas em risco, que vem a fama de dopar os jogadores?"
- É natural mas é mentira. Quem me levantou esse problema foram dois guarda-redes, o Barroca e o Trindade. Não tinha necessidade de dar o que fosse, as minhas equipas sempre tiveram médicos. Logo o Barroca, que contava tantas histórias do Benfica..."
Gostava, sinceramente, que houvesse um jornalismo de investigação virado a sul. Aquele tipo de jornalismo que se dedica, de há tantos anos a esta parte, a investigar e a fabricar mentiras sobre tudo o que tem a ver com o FC Porto (quem não se lembra do lamentável "Donos da Bola"?). Gostava que fossem atrás de Manuel de Oliveira, do tal guarda-redes, o Barroca, que lhes fizessem perguntas, que tirassem as coisas a limpo.
PS - E quem fala do doping poderia falar do caso de Howard King. Ainda estou para perceber como foi possível, até hoje, ninguém querer investigar a fundo as declarações gravíssimas que aquele árbitro inglês proferiu sobre a oferta de meninas por parte do Benfica e do Sporting em jogos arbitrados por si...
É por estas e por outras que se diz que há clubes que acertam mais do que outros. Isto por muito que a imprensa tente criar cenários apoteóticos para entusiasmar as massas. Adu chegou a Portugal faz agora mais ou menos um ano, com fama de ser um prodígio daqueles que escasseiam no futebol. A Bola chamou-lhe "Fenómeno", o que vai dar ao mesmo. Criou-se a expectativa, Vieira falou com orgulho de mais uma estrela que iria certamente iluminar o céu benfiquista, os adeptos exultaram, foram ao You Tube, viram um ou outro malabarismo. Houve quem falasse num "novo Pelé". Simão, esse foi esquecido por alguns dias (o puto que escreveu o papel que a capa de A Bola exibe já terá recuperado do trauma?). Todos nós sabemos o que se passou nos meses seguintes. Agora, surge a notícia: a "nova estrela" de há um ano foi chutada para fora da órbita do quarto classificado. E eu dou por mim a sorrir perante mais esta história do nosso futebol.
Independentemente das exibições individuais, umas mais conseguidas do que outras, aquilo que mais me agradou nos dois jogos e meio que vi do FC Porto foi a subida gradual de dinâmica e rotinas de jogo, acompanhada de uma crescente evolução ao nível físico. Então, do jogo com o PAOK (de que vi apenas a segunda parte) para este último, com o Bochum, essa diferença foi notória.
A primeira coisa a observar neste FC Porto 2008/2009 é a variedade de soluções existentes no meio-campo, vertente em que tínhamos alguns problemas na época passada. Não só temos jogadores de qualidade, como jogadores capazes de desempenhar mais do que uma função no meio-campo. Tomás Costa e Guarín são exemplos disso mesmo. Depois, há Fernando, para mim, o futuro médio-defensivo da equipa. Se o vai ou deve ser já esta próxima época é uma questão a debater, até porque Guarín parece ser um candidato muito sério à posição, e ter Fernando "encostado" pode ser um desperdício de que não nos podemos dar ao luxo.
Na defesa, a inclusão de Sapunaru e Rolando trazem qualidade, mas exige-se ainda uma adaptação a um clube com a dimensão do FC Porto. Benitez é visto com alguma reserva pois não se mostrou muito profícuo em termos atacantes. Eu lembro que um defesa é para... defender, e nem todos podem ser "Bosingwas". Demos o necessário espaço a este argentino. Lino é que parece ter acordado e, com o livre directo ao Bochum, marcou pontos importantes para assumir a titularidade. O problema é que Lino não provou ainda ser um defesa seguro, e nesse aspecto, Fucile leva vantagem. Voltando ao centro da defesa, continuo a não acreditar em Stepanov. Parece-me um claro erro de casting. Numa altura em que Pedro Emanuel começa a aproximar-se do ocaso da sua carreira, esta pode ser a oportunidade de Rolando se afirmar.
No ataque, Lisandro e Rodriguez parecem-me titulares indiscutíveis, e Farías uma boa opção para jogar na área. Sektioui vem aí e, apesar de esquecido por muitos portistas, para mim, é um jogador com que temos de contar pela qualidade e capacidade de sacrifício. Com Quaresma de abalada, Candeias pode encontrar o seu espaço no plantel, e tendo em conta o que pouco que vi nele, acho-o com qualidade para fazer parte do grupo. Mariano Gonzalez também espreita um lugar no onze, mas continuo a dizer que falta algo a este argentino, que no mesmo lance mostra qualidade e logo a seguir deita tudo a perder. Um caso estranho. Entretanto, espera-se a tal surpresa de que falou Pinto da Costa. Será Miccoli?
O jogo de hoje foi, pelo menos para mim, a primeira oportunidade de ver em acção a equipa que estamos a preparar para 2008/2009. Foram 90 minutos jogados por muita gente, o que raramente permite que o encontro se desenvolva com na perspectiva do melhor resultado, mas deu para ficar com uma ideia do que nos espera. O adversário era bisonho, também fez muitas mudanças, mas acabou por ser feliz. De qualquer forma, o que constava do placard final não era por certo aquilo que preocupava o Jesualdo.
Antes de avançar, gostaria de chamar a atenção para o facto de, a nível interno, nem sequer ser preciso fazer grandes aquisições para fazer frente às exigências do SLB e do SCP. Afinal, para já, o Porto perdeu apenas 2 elementos do 11 inicial de 2007/2008 - Bosingwa e Assunção. E, se é verdade que a posição de médio defensivo é crucial para o equilíbrio da equipa, ficaria muito mais preocupado se saísse o Lucho ou o Lisandro. Quanto ao Quaresma, se for por "bom dinheiro" (mais de 25 milhões de euros) acho que o Porto o deve deixar sair. Afinal, deve ter sido para isso que o Rodriguez foi contratado.
Quero com isto dizer que, para vencer a Liga, bastaria o que tínhamos, com as limitações/perdas que todos conhecem. O Benfica perdeu o Rodriguez e, sobretudo, o Rui Costa - falta saber se o Aimar valerá o que pagaram por ele, porque os outros, exceptuando o Rubem Amorim, são gente que não acrescenta nada. O Sporting recuperou o Rochemback mas o brasileiro só é opção se o Veloso saltar fora do 11. O Caneira é uma contratação assim-assim (dá para tapar furos à esquerda ou ao centro), o novo GR deve ser para encostar e o Postiga vai continuar a ser aquilo que sempre foi - um desperdício de talento.
As minhas primeiras impressões, em função do jogo de hoje e das entradas/saídas:
A defesa
À direita, o Bosingwa deixará saudades, mas o Fucile não compromete e tenho fé no que poderá fazer o reforço romeno. Na esquerda, trocamos o frágil Cech por um Benitez que é uma incógnita a cheirar a Mareque - se se confirmar que o Lino não tem nível para o FCP teremos um problema sério. Na baliza está tudo pacífico: o Hélton nunca será um Vítor Baía mas é um GR de qualidade. O Nuno não dá barraca quando é chamado, nem arma confusão no balneário e o jovem que ocupa a terceira vaga dificilmente jogará. No centro, acredito que o Rolando será uma opção com futuro (imediato?), mas com o Pedro Emanuel a aproximar-se do fim e o Stepanov a demonstrar permanentemente que é um "enterra" só sobra como certeza o Bruno Alves. Seria boa ideia recrutar mais alguém para esta posição.
O meio-campo
A "fuga" do Assunção foi uma grande perda e, talvez, uma das grandes falhas da gestão do Porto nos últimos anos. Mas, por outro lado, abrirá a oportunidade para afirmação (?!) do Bolatti ou até do Fernando, um jogador por quem nutro alguma simpatia dada a sua forma empenhada mas discreta de actuar. Parece-me que a experiência de hoje, com o Guarin naquela posição, foi um flop total para a equipa e para o jogador, que só mostrou alguma coisa quando, na 2ª parte, começou a actuar em terrenos mais avançados.
Se nada acontecer no mercado de transferências, o Lucho tem lugar cativo, independentemente do sistema adoptado, mas parece-me que o Meireles, um dos meus preferidos, pode ter a vaga em causa. E o primeiro candidato chama-se Tomás Costa, um médio igualmente franzino mas com muita rotação e garra. Quem referiu que este gajo era lento deve estar equivocado. O que acontecerá ao resto da malta do meio campo já é mais difícil de antever: Guarin e Mariano serão suplentes no 4-3-3 mas Rodriguez será sempre opção no mesmo 4-3-3 (com Quaresma ou sem Quaresma) e uma certeza absoluta no 4-4-2. Quanto ao Tengarrinha, nunca vi jogar.
O ataque
Aqui só existe uma certeza embora seja uma benção continuar a contar com um jogador assim: o Lisandro é o melhor avançado do campeonato português e um dos melhores a actuar na Europa. Por outro lado, se o Quaresma ficar, as possibilidades do 4-4-2 falhar são maiores. Aliás, a aplicação do 4-4-2 prejudica ainda mais o outro extremo que temos, o Tarik - com este arranjo táctico e a opção "Cebola" o banco é o destino mais certo do marroquino. Por seu turno, Farias ganhará por certo um lugar no 11 inicial caso seja adoptado o sistema 4-4-2. Quanto aos restantes: não sei o que valem o Candeias nem o Rabiola e o Alan não é jogador para o Porto. Se ninguém sair, a surpresa prometida pelo PC terá que ser alguém para este sector.
Quanto aos que saíram, discordo do empréstimo do Hélder Barbosa e da reincidente cedência do Paulo Machado. Nenhum dos dois teve ainda o número de oportunidades que merece. Os outros serão certamente mais felizes noutro lugar (Kaz, Vieirinha, João Paulo, Bruno Gama, Postiga e Cech) ou terão a oportunidade de ganhar experiência competitiva e mostrar que poderão ser opções no futuro (Leandro Lima, Rui Pedro, Castro e Edson). O Bosingwa, claro, contribuiu, uma vez mais, para demonstrar algo que é uma verdade inegável: o Porto valoriza os seus activos melhor do que o SLB e o SCP. O Benfica não tem presentemente ninguém que valha dinheiro a sério (o Aimar tem quase 29 anos e acabou de chegar; pode ser que o Cardozo venha a render, mas para já ninguém lhe pega). Quanto ao Sporting, afinal, tanta gente queria o Moutinho e o Veloso... mas ninguém se chega à frente.
Como alguém já disse no passado, o Benfica é um circo e, digo eu, está bem fornecido de palhaços. Hoje, na ausência do Gato Fedorento, resolvi apostar no programa de humor do Canal 1, uma coisa chamada "Mais Grande Entrevista" onde figurava o maior concorrente do RAP, por sinal, também uma gaivota. Pelo que se vê, o humor está-lhes no sangue.
E o que disse palhaço Orelhas? Pouca coisa mas demorou muito tempo - e foi divertido. Infelizmente, parecia ser uma daquelas reposições de Verão, um episódio repetido:
1 - a verdade, as escutas e os papéis que lhe chegam à mão demonstram cabalmente que há corrupção no futebol português e que no passado era ainda pior (ficamos sem saber se estava a falar do tempo da velha senhora...); afinal, o que interessam as decisões da justiça, as mentiras da rameira terem sido desmascaradas, a validade das escutas estar em causa, o TAS ter indeferido as pretensões das gaivotas e a justiça civil não ter condenado ninguém quando, afinal, o homem tudo sabe, tudo viu, tudo demonstrou?
2 - a culpa dos fracassos desportivos do SLB é dos treinadores, porque ele não contratou ninguém - foram eles que escolheram os que queriam - quanto a quem escolheu os treinadores, foi um "órgão colegial solidário"... Pois, e os 17 pontos de atraso resultaram do "escândalo do Bessa". E como é um gestor exemplar, já arranjou um culpado para o insucesso da próxima época: aquele que trata carinhosamente por "o Rui"!
3 - a Liga, a Federação e, porque não, a UEFA são constantemente alvo de "pressões", de telefonemas - o palhaço Orelhas não pressiona ninguém e até tem orgulho no célebre telefonema em que ajusta o árbitro de uma final da Taça... O pessoal do SLB que foi à sede da UEFA estava a fazer o Interail.
4 - grande revelação de honra e dignidade: o clube da Gaivota não ocuparia uma eventual vaga na Liga dos Campeões se o TAS lhe tivesse dado razão, pelo menos, se dependesse do orelhas - esqueceram-se foi de dizer isso publicamente antes da decisão desfavorável ser conhecida...
5 - as decisões da justiça desportiva europeia devem ser, no entender do humorista, tomadas pelo presidente da UEFA, que "fala e ninguém o ouve". De facto, para que servem tantos conselhos, especialistas e regulamentos - se o Platini mandasse em tudo era mais barato e mais expedito. Tantos séculos a apregoarem a virtude democrática da separação de poderes e, afinal, até uma gaivota sabe que o despotismo iluminado é a via do futuro para os países modernos e para as todas as organizações que se prezem.
6 - o Quique foi a 1ª escolha, perdão, havia três nomes e o Rui telefonou-lhe (de Manchester, porque as chamadas do Reino Unido para Espanha são mais baratas) a dizer que "este" (alegadamente, o espanhol) era o que ele queria, o escolhido - aqui se prova que as viagens pela RyanAir e os tarifários pré-pagos da O2 estão na base do sucesso desportivo do SLB;
7 - "o Presidente do Benfica não joga à bola": dirige o clube, honra os compromissos com os seus profissionais e define objectivos. Quando questionado sobre quais eram afinal os objectivos de Quique Flores, a língua entorpeceu, ficando-se pelo vago "ganhar". Salvou-o o "adepto Luís Filipe Vieira" que quer que o Benfica seja campeão. Ganda adepto!
8 - segundo o humorista, quando todos pensavam que o clube da gaivota estava de rastos com a decisão da UEFA (que, conforme ficamos a saber, se deveu ao facto do FCP ter contratado muitos advogados suíços e estar em vantagem numérica), o SLB surge "pujante", com "uma grande equipa técnica", "grandes contratações" e com um "balneário onde não acontecerão as coisas que aconteciam no passado" porque agora "está lá o Rui" (nota da redacção do PdN: antes estava lá o Costa). Enfim, na senda da equipa de 2007/2008, que tão brilhantemente garantiu um lugar na Taça UEFA, temos agora "a equipa mais pujante dos últimos 11 anos".
Em suma, depois da Série Lopes da Silva, o melhor que temos na TV portuguesa é a Série Gaivota, com a vantagem dos resumos diários n'A Bola e no Record. às gaivotas que nos visitam insistentemente, eu pergunto - como é que se pode deixar de falar nisto? Sois a coisa "mais grande" e mais trágico-cómica que acontece em Portugal. "O Rui" que se cuide.
Depois do TAS, o Aimar - o mundo está todo contra eles. Afinal, o "10" argentino que "A Bola" tem vindo a vender como garantido no SLB e como grande esperança do futebol das pampas (o gajo tem 28 anos...) parece que já não virá. Mesmo com o "maestro", a sina é a mesma: é só craques, só nomes desejosos de vestir a camisola das gaivotas mas no final sobram Binyas, Coentrões, Paulos Jorges, e Adus (o tal que era para ser uma espécie de Pelé...).
Ou seja, em lugar do Aimar e dos outros nomes sonantes, vão ficar com o Yebda, o Urreta, o Jorge Ribeiro e mais umas esperanças adiadas tipo Miguel Vitor. Devo confessar-vos que gostaria de ver o SLB a torrar o pouco dinheiro que tem no Aimar, que é claramente um jogador em queda. E, para que ele fosse mesmo ao fundo, temos que admitir que nenhum sítio é tão propício como o clube da Luz. Aimar, por favor, faz-lhes a vontade, não vá sobrar dinheiro para mais um Ruben Amorim.
UPDATE:
Já deu para perceber que a nação das gaivotas ficou contente com a chegada do Aimar e as TVs lá fizeram o favor de filmar tudo, incluindo a saída do avião particular que o transportou. Curiosamente, a histeria com o retorno do Camacho foi similar - teve direito a cobertura da chegada, etc. e tal, e o desenlace foi o do costume.
Pois bem, apesar da opinião de algumas gaivotas equivocadas, que aparentemente só leram o título do post, eu também fiquei muito feliz por terem investido 7,5 milhões num jogador que está na curva descendente da sua carreira, vem de um clube que desceu de divisão e, melhor ainda, não servia para o Quique Flores quando ele era treinador do Valência...
Ontem, toda a imprensa digital dava conta da satisfação dos advogados do Benfica e do Guimarães à saída da reunião no TAS. No entanto, nos textos que desenvolviam a notícia liam-se críticas à UEFA. Paulo Gonçalves, do Benfica, dizia mesmo "UEFA navega contra os seus próprios estatutos", numa demonstração de prepotência e arrogância tão típica do clube que representa, como se se achasse no direito de dar lições ao organismo que gere o futebol na Europa. Não foi preciso muita perspicácia para notar o ar amuado com que o mesmo Paulo Gonçalves fez declarações à TVI, à saída do TAS. A mesma TVI, que fez directos importantíssimos, mostrando-nos, em exclusivo nacional, as janelas do edifício, como se alguma novidade transpirasse para fora através de uma das frinchas. Curiosamente, do representante do FC Porto, nem uma palavra.
Perante aquele cenário, adivinhava-se algo que se veio a confirmar hoje. Os recursos foram rejeitados e o FC Porto continua, justamente, na Liga dos Campeões. Ainda assim, A Bola online diz que estamos "provisoriamente" na Liga dos Campeões, fazendo crer que a coisa ainda não está resolvida. José Manuel Delgado é um homem de fé, há que admitir. Esta barata tonta tem alimentado a sua sanha persecutória ao FC Porto, desdobrando-se em artigos sucessivos dedicados ao seu ódio de estimação. A desilusão deve ser grande, nesta altura. Não bastava terem chamado o 112 para irem a Espanha, agora isto. Não se faz.
(Actualização 1: UEFA ratifica FCP na Champions, diz A Bola)
(Actualização 2: afinal A Bola ainda tem esperança)
O último texto de Miguel Sousa Tavares n' A Bola diz tudo. Tudo sobre quê? Tudo o que eu penso sobre os últimos acontecimentos do Apito Final. Tudo aquilo com que qualquer adepto do quarto classificado recusa ver-se confrontado (a verdade dói, não dói?). Como estive ausente durante mais de uma semana destas lides (ainda me sobrou tempo para um textinho...), e apesar de não ser nosso hábito transcrever textos alheios, aqui fica aquilo que eu gostaria de ter escrito, mas que o MST fez o favor de esplanar na sua crónica semanal de modo, digo eu, brilhante. Esta crónica é ainda mais importante por constituir uma espécie de contra-poder aos Serpas e aos Delgados, que, durante esta semana que passou, desdobraram-se em textos de opinião e artigos de fundo sobre a questão do Apito Final, atirando subrepticiamente em tudo quanto é azul-e-branco (porque o verdadeiro problema deles não é o Boavista...) . Os Farinhas e os Márcios hão-de existir sempre, apenas mudam de nome.
«Justiça, dizem eles…
1. O que mais vontade de rir me dá, naquela palhaçada protagonizada pelo Conselho de Justiça da FPF, é ver como aqueles que passaram meses a tentar desacreditar o dito Conselho, antevendo decisões favoráveis ao FC Porto e Boavista, agora, confrontados com o resultado inverso, descobrem nos «seus» conselheiros homens de «coragem», que «viraram uma página no futebol português». Sinceramente, só me dá vontade de rir.
Meses a fio, explicaram-nos que o CJ estava em contra-corrente com os «novos tempos» de «moralização» e que, por isso, só devíamos confiar no Conselho de Disciplina, onde pontifica um justiceiro inquebrável, embora com um pequeno defeito visual que só o deixa enxergar a norte. Repetiram-nos até à exaustão, por exemplo, que o presidente do CJ era mais do que suspeito para decidir qualquer processo relativo ao Boavista, visto que é vereador na Câmara de Gondomar (só «esquecendo» de acrescentar que ele é vereador sim, mas… da oposição a Valentim Loureiro). Ainda a semana passada, no recurso interposto perante o Tribunal Arbitral Desportivo da UEFA, o Benfica escrevia que não valia a pena esperar pela decisão de recurso do nosso CJ porque se tratava de um órgão «sem credibilidade». Afinal, ainda as facas estavam a ser afiadas na reunião do CJ, e já o Benfica estava a salivar por uma certidão da douta «decisão» de tão insigne órgão, que lhe permitisse esgrimir mais argumentos na UEFA a favor da sua tese de que o 4º classificado no campeonato, a 23 pontos do 1º, é que merece representar o país na Champions.
2. O que se terá passado, então, para justificar tamanha cambalhota? Pois, os meandros eu não sei. Sei é que, e tal como ficou cristalinamente claro, tirando um dos conselheiros do dito CJ, que passa por pessoa isenta, todos os outros tinham votos agenciados, ou a favor da facção FC Porto/Boavista ou a favor da facção Benfica/V. Guimarães. Sabia-se que a votação final seria sempre 4-3 e sempre se partiu de princípio de que ganharia a facção portista: daí a campanha de descredibilização e intimidação do CJ. Mas aconteceu que, à boca das urnas, se descobriu que um ou dois conselheiros tinham, entretanto, «deslizado» de posição — certamente convencidos por argumentos muito fortes. Vendo-se em minoria, a facção portista tentou um golpe, que perdeu, e a facção benfiquista ripostou então com um contra-golpe. Ambos jurídica e moralmente indigentes.
A verdade é que não há conselheiros bons e maus, nesta palhaçada. Nem há argumentos de direito de vencedores ou vencidos (e a prova é que, até hoje, não conhecemos os argumentos pelos quais a maioria do CJ «deliberou» despromover de divisão um clube e contribuir para afastar outro da Liga dos Campeões: como se isso fosse um pormenor irrelevante). O que há apenas são advogados ao serviço de interesses ou paixões clubísticas, travestidos de juízes e a brincar aos heróis moralizadores e justiceiros. Razão tive para, durante anos, à revelia de toda a imprensa desportiva mas em sintonia com o Conselho Superior da Magistratura, defender que os juízes fossem afastados do futebol, pelo desprestígio que isso trazia à magistratura e à ideia de Justiça. Hoje não há juízes, há advogados dos clubes e tudo é mais claro: quem ganha as eleições nos órgãos da Liga e da Federação dita as leis e faz «justiça». Resta afastar também os magistrados do Ministério Público desta selva.
3. Se os queridos conselheiros do CJ se movessem nem que fosse por um mínimo de razões de direito, não poderiam, obviamente, ignorar o despacho de arquivamento do processo-crime contra Pinto da Costa, proferido pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto, no processo da «fruta» e do FC Porto-Beira-Mar — um dos dois processos que justificaram a condenação decretada pelo CD da Liga. E não poderiam ignorá-lo, porque ele se ocupa justamente dos fundamentos usados pelo CD para condenar o clube e para manter a Dr.ª Maria José Morgado na sua cruzada. E o que faz é desfazê-los, sem dó nem piedade, reduzindo-os a resíduos de lama.
Pior para os justiceiros é que, tendo sido a primeira vez que um magistrado, fora destas guerras todas, observou de perto o resultado do trabalho da Dr.ª Morgado, a coisa foi logo calhar às mãos de um juiz que é simpatizante do Sporting e da Académica e, pior ainda, é o mais respeitado juiz dos Tribunais de Instrução Criminal do Porto. (E, já agora, esclareço um argumento que ouvi a um benfiquista: o facto de um juiz estar colocado num tribunal do Porto, não significa, antes pelo contrário, que ele seja portuense e, menos ainda portista. Como toda a gente sabe, os juízes rodam por diversas comarcas ao longo da sua carreira e, quem está hoje no Porto, pode estar em Outubro em Évora ou em Lisboa. Seria como dizer que o Embaixador de Portugal em Luanda é angolano).
4. E o que disse o juiz do TIC? Disse isto:
a) que a utilização de escutas telefónicas no próprio processo-crime foi ilegal, por se tratar de crime a que não corresponde pena superior a três anos. Por maioria de razão, é ainda mais ilegal a sua utilização para fins disciplinares desportivos (ao contrário do que alguns justiceiros acham, isto de escutar as conversas privadas das pessoas não é um exercício leviano…);
b) que, mesmo assim, o facto é que sete meses de escutas telefónicas infligidas a Pinto da Costa tiveram como resultado útil apenas UMA conversa que o MP considerou suspeita;
c) que, nessa conversa, o MP nunca conseguiu fazer prova que o «JP», referido na conversa, fosse o árbitro Jacinto Paixão, como sustenta o MP, e não o ex-dirigente portista Joaquim Pinheiro, como explicou Pinto da Costa — e daí o processo ter sido anteriormente arquivado, até que a Dr.ª Maria José Morgado o mandou reabrir;
d) que, ainda que se concluísse que a conversa versava sobre o árbitro Jacinto Paixão e visava garantir os seus favores na arbitragem do jogo FC Porto-Beira-Mar, faltava um elemento essencial para se concluir pela corrupção: o nexo de causalidade, ou seja, o resultado prático dessa suposta corrupção. Acontece que nenhum dos peritos consultados concluiu que o árbitro tivesse favorecido o FC Porto. (Qualquer aprendiz de direito sabe isto e por isso é que o Dr. Ricardo Costa inventou a tese milagreira da «tentativa de corrupção», para fugir à dificuldade. Só que cometeu um erro: se houve tentativa apenas, os árbitros não poderiam também ter sido condenados. Se o foram, é porque, afinal, ele acha que houve corrupção. E, se houve, cadê o nexozinho de causalidade?).
e) enfim, sobre a «prova» acrescida trazida pelas declarações de Carolina Salgado ao MP — e jamais contraditadas livremente pela defesa — o juiz do TIC foi demolidor: a senhora, pura e simplesmente, mentiu. E daí que ele tenha mandado instaurar-lhe processo-crime por falsas declarações agravadas.
A forma como o juiz do TIC chegou a esta última conclusão é fatal para a Dr.ª Morgado e para o Dr. Costa. Confrontado com a transcrição das suas declarações ao MP, onde Carolina Salgado jurava ter assistido à conversa entre o empresário António Araújo e Pinto da Costa, supostamente acerca do árbitro Jacinto Paixão, o juiz limitou-se a pedir a transcrição de todas as chamadas do telemóvel de Pinto da Costa, nesse dia. E por elas descobriu que, à hora a que senhora jurava ter estado com o presidente do FC Porto, ela estava sim no cabeleireiro ou a caminho de casa do pai — conforme os seus próprios telefonemas para o telemóvel de Pinto da Costa atestavam. Tão simples como isto. E tão simples, que é impossível não perguntar porque é que a Dr.ª Maria José Morgado e o seu «dream team», a quem cabia a investigação, não se deram ao trabalho de fazer o mesmo? Bem pode agora a ilustre magistrada do MP anunciar que vai recorrer da sentença de arquivamento do TIC (não paga custas, não está sob suspeição, não lhe custa nada prolongar a coisa). Mas o que era preciso é que ela respondesse antes a esta pergunta…
5. Como se sabe, foi com base nos elementos fornecidos pela Dr.ª Maria José Morgado, que o CD entendeu condenar o FC Porto. Com base nas escutas e no depoimento de Carolina Salgado ao MP. Agora, que um juiz de direito de um tribunal comum decreta que as escutas são ilegais e não fazem prova alguma e a testemunha é uma mentirosa, apanhada com a boca na botija, o que vale a condenação do CD? Não, não me venham dizer que a justiça desportiva deve ser independente da justiça comum. Tivessem-no dito quando ficaram tão entusiasmados com a chegada da Dr.ª Morgado ao Apito Dourado e quando tanto insistiram para que ela passasse ao CD as «provas» que lhe permitiu condenar o FC Porto. Mas, aparte essa outra cambalhota, resta o essencial. E o essencial é o quê: saber a verdade dos factos e garantir aos acusados um processo limpo e com garantias de defesa, ou afastar o FC Porto para que o Sr. Luís Filipe Viera consiga apagar uma década de falhanços consecutivos no Alverca e no Benfica, e para assim não ter de sair protegido pela polícia das reuniões com os próprios sócios do clube?»
Miguel Sousa Tavares, in A Bola, 08/07/08
Rui Costa tem sido, no tempo que sucedeu à eliminação de Portugal no Euro, o verdadeiro "Dono d'A Bola". O jornal oficioso do quarto classificado tem construído uma campanha de promoção nunca antes vista a uma figura do desporto português. O próprio Rui Costa tem-se posto a jeito deste favorzinho e até já diz umas piadas nas conferências de imprensa. A vantagem que o Benfica tira desta situação é óbvia: o treinador passa quase despercebido, vê a sua imagem protegida e quando a equipa começar a perder o choque entre as expectativas iniciais e a dura realidade será mais atenuado. Quanto ao presidente, esse desaparece do mapa, o que é sempre positivo para qualquer benfiquista que tenha vergonha daquela figurinha deprimente.
N'A Bola de 2ª-feira, faz-se manchete com "Ataque final a Aimar", mas, como ante-título, revela-se que "Rui Costa toma hoje posse como administrador da SAD do Benfica". Num noticiário qualquer de uma das TVs mostra-se a conferência de imprensa do homem, mas a legenda já não diz "Director-Geral" ou "Desportivo", mas "Administrador da SAD". Nas páginas interiores de A Bola, o texto introdutório da notícia diz assim: "Maestro é hoje cooptado, acumulando cargo na SAD com o de director desportivo". Vou tentar fazer uma contabilização de quantas vezes uma e a outra designação são usadas para ver qual delas é da preferência dos jornalistas. O jornal acrescenta à notícia a opinião de Mourinho, que "acredita que ex-jogador vai entender-se bem com Quique." E quando Mourinho fala, a coisa pia mais fino...
Na mesma edição de A Bola, a notícia do arquivamento do "caso da fruta" é quase ficção, atirada para a última página. A diferença entre o destaque dado às notícias da acusação e da condenação pela justiça desportiva, há umas semanas atrás, e a este arquivamento é abissal. Apesar disso, vão-se escrevendo umas verdades: o juiz "entendeu não haver nexo de causalidade entre os factos, uma vez que as perícias não detectaram qualquer atropelo à verdade desportiva." Pois, já sabiamos disso. Aliás, toda a gente sabia disso, mesmo o mais empedernido e acéfalo benfiquista. Chega-se agora também à conclusão de que o depoimento de Carolina Salgado é falso, tendo o tribunal apurado que, por exemplo, a senhora não estava presente quando e onde disse que estava. Espero que alguém se lembre de traduzir esta notícia ao Platini.
N'A Bola de terça-feira, o destaque é dado a Carlos Martins, o por agora apelidado de "ex-prodígio leonino". Digo, "por agora" porque basta-lhe apontar um golo às três tabelas num jogo treino de pré-época contra uns amadores quaisquer para passar a "novo maestro". O próprio "Maestro-Administrador-da-SAD-Director-Geral-Homem-Forte-do-Futebol-Encarnado" diz, em frase atirada para a primeira página: "Pode ser o meu sucessor". A propósito do Tricampeão, há um títulozinho pequenino, no canto inferior direito, sobre o regresso ao trabalho: "Dragão de volta com demasiadas indefinições". Pelos vistos, começamos mal. Ainda bem, mais uma vez, digo eu.
Ninguém bate uma foto de Carlos Martins a segurar uma águia (ou será uma gaivota?*). Diz ele que se sente desejado na Luz e que volta "pela porta grande". Não sei em que é que entrar no quarto classificado, que vai assistir à Liga dos Campeões sentadinho no sofá é entrar "pela porta grande". Mas, se calhar, os dois, jogador e clube, estão bem um para o outro. Carlos Martins é a mais famosa e duradoura promessa adiada do futebol português. O Benfica é o clube que oferece as melhores reformas antecipadas do nosso futebol. Faz sentido.
(*Não sei se perceberam esta da "gaivota", mas eu explico. Ontem, num noticiário qualquer de uma TV qualquer, deu uma reportagem sobre um milionário português radicado no Canadá que cumpriu o sonho de se tornar sócio do quarto classificado. Teve direito a entrar no relvado do cesto do pão e tudo. E teve também direito a fazer-me soltar umas boas gargalhadas. Ao passar pelo túnel de acesso ao relvado, o cicerone benfiquista de serviço pergunta-lhe que símbolo era aquele (era suposto ele dizer "a águia"), ao que o homem, todo orgulhoso responde "É a gaivota!". Já antes tinha brilhado, na conferência de imprensa (sim, ele teve direito a uma conferência de imprensa), quando lhe perguntaram se ainda chorava quando o Benfica perdia, como acontecia quando era criança. Ele respondeu: "Bem, agora, já não choro, porque senão não fazia outra coisa na vida." Divinal!)