1. A Turquia bebeu do seu próprio veneno e foi eliminada ao cair do pano. Ao ver esta meia-final, lembrei-me muito de Portugal. Na baliza da Turquia parecia estar o Ricardo e na defesa parecia estar o Paulo Ferreira. Mas a forma como estes turcos souberam fazer sofrer os alemães foi notável, por isso transcrevo o comentário do Kostadinov, que faz um excelente paralelismo entre a nossa selecção e Turquia contra os alemães:
"Para o saloios "Scolari-lovers", que cacarejam por aqui: Vai um exercício de comparaçao? Comparem a equipa titular da Turquia ontem, que tinha 10!!! jogadores indisponíveis e tinha médios a laterais e o diabo que o parta, com a de Portugal. Comparem os clubes onde jogam os jogadores portugueses titulares com os clubes onde jogam os turcos (quase tudo da Turquia).
Comparem a abordagem táctica de Fatih com a de Scolari, sendo que o treinador turco quase nem tinha jogadores para fazer número.
Comparem as duas exibiçoes. A Turquia ontem deu uma banho de bola à Alemanha (que chegou a estar sufocada) e foi eliminada com muito azar. Portugal fez um jogo tacticamente péssimo e nunca pareceu estar dentro do jogo, no qual os alemaes jogaram quase a rítmo de treino, fazendo-se valer de um melhor posicionamento no campo e da bosta de guarda-redes que temos.
Fatih Terim quase nao tinha homens para fazer equipa. Scolari tinha uma equipa de sonho. Perdem os dois pelo mesmo resultado, mas Fatih teve a sua equipa de remendos a cheirar a vitória. Scolari teve a sua constelaçao de estrelas constantemente a correr atrás do prejuízo.
Scolari foi competente? Eu achu qui nao..."
(Kostadinov, hoje, às 10:18)
2. E no domingo serei espanhol desde pequenino. Foi uma delícia ver esta Espanha dar a segunda goleada neste Euro à Rússia, mesmo sem David Villa, que saiu lesionado. Os Russos foram completamente reduzidos a nada (mas ainda houve tempo para Casillas mostrar que merece o título de GR do Euro) numa estratégia absolutamente inatacável por parte do seleccionador espanhol. Não se pode ir buscar Aragonés?
Por esta altura, o quarto classificado já pagou o que deve por Alcides (quem?), por isso está a salvo de perder 6 pontos. Desconhece-se se há mais alguma dívida por saldar, mas, pelo observado neste caso, a situação parece ter passado "ao lado" de certa imprensa. Parece-me que estamos, então, perante um caso de concorrência desleal porque, em vez de regularizar as suas dívidas, o quarto classificado optou por comprar jogadores em Janeiro (Makukula), atingindo, assim, o objectivo de se qualificar para a Taça Uefa, em prejuízo de outros clubes. Espero que o Setúbal se queixe.
PS - O craque Balboa disse que espera ser campeão e jogar ainda esta época a Champions League. Quem o terá enganado?
A contratação de Cristian Rodriguez é uma grande contratação. Até posso vir a enganar-me, como já aconteceu no passado, mas prefiro falar antes e não vir com o discurso "ah, eu já desconfiava, mas nunca disse". Rodriguez foi um bom jogador que o quarto classificado contratou, o que, por si só, já é notícia. Mas o quarto classificado recusou investir dinheiro neste jogador e garanti-lo a título definitivo, e preferiu utilizá-lo (o dinheiro) na aquisição de Makukula. Agora, aguentem-se à bronca. Se querem incendiar algum meio de transporte para atenuar a vossa fúria escolham o carro do vosso presidentezinho da treta. Ele esbanjou, provavelmente, a melhor contratação dos últimos anos. Repito: aguentem-se à bronca. E, já agora, digam lá que Pinto da Costa está acabado.
A Bola não deu a notícia no próprio dia, preferindo, no dia seguinte, revelar que Rodriguez já tinha acordo com o FC Porto há cinco meses. Eu acho que ele já tinha acordo com o tricampeão nacional mesmo antes de vir rodar, para ganhar ritmo, para o quarto classificado. Haja pachorra para estes jornaleiros! (por falar em jornaleiros, um deles, de uma das TVs, que fez a reportagem sobre o incêndio no autocarro dos adeptos do hepta-campeão, conseguiu orientar a entrevista ao condutor do autocarro para o facto de ele ter estacionado mal o veículo, porque deveria ter ido para o parque de autocarros, e não foi! Enfim...)
Voltando a Rodriguez, ele foi criticado por toda a gente quando fez o primeiro jogo pelo quarto classificado. Eu lembro-me. A imprensa e os próprios adeptos vermelho-garrafão chamaram-lhe gordo e lento. Portistas e sportinguistas gozaram. Por uma vez, estávamos todos enganados. O uruguaio revelou-se ser um jogador rápido, agressivo e talentoso com a bola nos pés e solidário a defender. Em suma, um jogador à Porto. Era óbvio que estava deslocado. Era óbvio que lhe faltava um clube ganhador. E aí está ele, no único clube em Portugal que lhe pode dar condições de se orgulhar ser futebolista, daqueles que ganham títulos.
Esta contratação é também a resposta à saga demente e saloia de um clube que, tendo-se classificado em quarto lugar, quis um lugar na Champions através da secretaria. Curiosamente, esta resposta é dada em campo, através da contratação de um jogador que o quarto classificado não quis. E vai continuar a ser assim, em campo, com os melhores jogadores, o melhor treinador, a melhor organização. Por muito que doa aos gloriosos decadentes.
A nível interno, pode esta contratação significar o adeus a Quaresma, facto para o qual a maioria dos portistas, julgo, já estão preparados. Perderemos um jogador que deu muito ao clube, sim, mas cuja atitude já não se coaduna com os valores do FC Porto. Ganharemos um reforço para o regresso do 4-4-2 que tantas saudades deixou. Bem-vindo, Cebola!
1. É por coisas destas que o futebol é o melhor desporto do mundo. A Rússia que iniciou penosamente este Euro a ser goleada pela Espanha acaba por passar às meias-finais impondo-se categoricamente àquela que já todos vaticinavam como a futura campeão da europa, a Holanda. Aquela Rússia e esta Rússia parecem selecções diferentes. Com Zirkhov a furar, Arshavin a mandar e Pavlyuchenko a marcar, esta é uma equipa que dá gosto ver jogar (até rimou).
2. A França regressou a casa vergada à humilhação de ter sido última no seu grupo e com apenas 1 golo marcado. Quanto tempo demora a achar um Zidane?
3. Portugal também regressou a casa, mas pode dizer-se que a sua prestação correspondeu ao que dela se esperava, que é o que se espera sempre de uma selecção que, em vês de um treinador, prefere contratar um psicólogo, e que, em vez de um guarda-redes daqueles que sabem sair a cruzamentos, prefere um apanha-bolas (no fundo da baliza).
4. O jogo com a Alemanha foi o espelho de toda a nossa prestação neste Euro: Pepe e Deco a jogar, Cristiano Ronaldo a olhar para o ecrã gigante (quando não olhava para o próprio umbigo), Simão, qual sub-15, a correr atrás dos gigantones, e Nani e Quaresma a curtirem banco, num desperdício de talento sem paralelo em qualquer selecção mundial. Foi assim o nosso Euro.
5. Cristiano Ronaldo correspondeu plenamente às expectativas, ele que disse, antes de começar a competição, que não tinha nada a provar a ninguém. E não provou. Objectivo cumprido.
6. Pelos vistos, Scolari tinha já, antes do Euro começar, a ida para o Chelsea acertada, o que muito irritou Nossa Senhora de Caravaggio, que, amuada, resolveu oferecer os seus préstimos a outra selecção. A Turquia agradeceu.
7. Fiquei com pena da Croácia, uma das selecções que, na minha opinião, tinha mais potencial para vencer este Euro, juntando talento e garra ao mesmo tempo.
8. Este é o Euro de alguma velhada em assinalável estado de decomposição, mas nele despontam dois miúdos de que vamos ouvir falar muito nos próximos anos: Modric (Croácia) e Arshavin (Rússia).
A história do jogo de hoje é a de sempre: ganha quem marca mais golos. Porém, hoje não foi o psicólogo quem borrou a pintura. Aliás, a pintura já está borrada desde que ele colocou o frangueiro do Montijo na baliza de Portugal.
O resto é a tristeza de ter o melhor jogador do mundo mas ele nunca aparecer quando é preciso. E, sejamos honestos, apesar das opiniões dos comentadores que falam em função dos resultados e não daquilo que efectivamente acontece, a Alemanha nunca foi propriamente uma equipa dominadora, nem a atacar e muito menos a defender. Teve a sorte do jogo do seu lado no primeiro golo (que surgiu depois de um golo falhado pelo Moutinho), teve a azelhice das nossas marcações no 2º e, por fim, a felicidade de enfrentar o pior guarda-redes da fase final no que diz respeito a sair da baliza.
E, por fim, fica-me uma certeza: de facto, a diferença de qualidade do nosso jogo colectivo deste Euro por comparação com o Mundial de 2006 não residiu no trabalho do Big Phil em Viseu - a diferença chamou-se Anderson Luiz de Sousa, que foi o que menos mereceu sair desta competição tão cedo.
Pobo do Norte soube, de fonte segura, que João "esta foi uma vitória do benfica" Correia e Saldanha "Pinto da Costa ganha 400 euros" Sanches foram separados à nascença, vindo agora a reencontar-se na cruzada anti-FC Porto. O quarto classificado pode ter sido chutado da Liga dos Campeões, mas mantém viva a luta por uma sociedade mais justa e fraterna. Bem hajam!
Ontem ouvi um pouco dos "Artistas da Bola" (Antena 1) no caminho para casa e fiquei com duas certezas:
1. o vocalista dos Blind Zero é simplesmente o melhor "representante" do FCP nos debates que actualmente existem na Rádio e na TV;
2. o A. P. Vasconcelos (que substituiu o Medeiros Ferreira - uma espécie de Dias da Cunha "vermelhusco") é um nojo, ou melhor, um benfiquista que está ao nível dos raivosos que lideram aquele clube. Trata-se do mesmo tipo que exultou com as decisões da "justiça" quando foi noticiado que o Porto seria afastado da Champions mas que agora, em função do evoluir do mesmo processo jurídico-desportivo, vem dizer que a "justiça" é uma vergonha, para o país e para o futebol europeu.
Eis o conceito de justiça à moda do benfas: se é em favor dos seus interesses, é a "justiça a funcionar"; quando a decisão não os beneficia, é "uma vergonha".
Por aqui se percebe que este pessoal tenha tantas saudades do antigamente... é a diferença entre a realidade e a ficção realizada - mas o homem deveria saber isso, não é?
A Suiça já lá vai e sempre serviu para ver que o Miguel está uma miséria, que o outro vaidoso está mesmo com a bunda grande mas tem um penteado que merece outro campeonato e, por fim, que o Postiga é tão mau como o Nulo Gomes.. mas que se "movimenta bem". Metê-las lá dentro é que é um problema! O Quaresma foi igual a si mesmo, no melhor e no pior, o Nani fez também os seus números individuais e o resto do pessoal andou perdido no campo. Excepto o Ricardo, que "só" se perdeu quando a bola vinha pelo ar.
Vi o jogo da Alemanha com a Áustria e para além de 4 grandes jogadores e o golo falhado mais hilariante do Europeu não vi nada que me tenha surpreendido pela positiva. Eles são largos, altos e muito brutos, mas se mantivermos a bolinha no chão ganharemos esta eliminatória.
A Alemanha vive, essencialmente, da força do colectivo e do talento de Ballack, Lahm, Podolsky e Klose. Os nossos centrais são melhores, o nosso defesa direito é melhor do que o deles, o Deco é menos "finalizador" do que o Ballack mas, enquanto "10", faz jogar jogar a equipa e vale mais um Ronaldo inspirado do que os dois avançados polacos "importados". Em contrapartida, o GR deles dá menos barraca do que o nosso e o defesa esquerdo deles é simplesmente o melhor do Euro 2008 (o nosso nem defesa esquerdo é...). Quanto ao resto da nossa malta (Moutinho, Petit e Simão), não se distinguem da qualidade geral dos jogadores deles. E, claro, o nosso ponta-de-lança (esse e os outros 2 que estão no banco) é pior do que o gajo (Gomez) que falhou um golo incrível frente aos austríacos.
Em suma, acho que temos mais hipóteses do que eles, mas teremos que assumir o jogo, jogar para ganhar, controlar a bola e evitar o choque - se nos deixarmos encostar, há-de surgir uma bola pelo ar, um livre à entrada da área ou um lance duvidoso para penalty que permita que os alemães permaneçam em prova - a UEFA prefere essa hipótese, porque é melhor para o negócio.
Enfim: estou moderadamente optimista. Oxalá o psicólogo não se acagasse (como costuma acontecer com o nosso Jesualdo).
1. Portugal provou o efeito "Fátima-Jesualdo" contra a Suiça. De 5 ou 6 alterações previstas pelo próprio psicólogo da selecção a 8 foi um instantinho e a nossa selecção apresentou-se como um conjunto de bons jogadores que como equipa não funcionou. Houve vontade de mostrar, raça, querer, etc, mas quando se tem à frente um homem que é mais psicólogo do que treinador, as coisas acabam por correr mal.
2. Postiga fez uma exibição medíocre, aliás, na linha do que já há muito tempo vinha fazendo no FC Porto e nos clubes a quem foi emprestado. Desde golos falhados, a quatro vezes apanhado em fora-de-jogo, passando por uma falta sobre o guarda-redes e bolas perdidas no um-contra-um, Postiga foi igual ao Postiga que os adeptos do FC Porto quiseram ver pelas costas. No entanto, Valdemar Duarte, da TVI, conseguiu transformar a prestação de Postiga numa exibição positiva, com argumentos tão irrefutáveis como estes: "Movimentou-se bem"; "Está sempre no sítio certo"; "Está bastante mexido". O que uma transferência para o Sporting faz a um jogador.
3. Falando ainda de Valdemar Duarte, para além daquele tique de linguagem irritante (e tão lisboeta) de iniciar a frase com um "Bem!" após uma situação de maior emoção, este senhor tem o dom de transformar qualquer simples lance num acontecimento do outro mundo. Tudo para ele é "fantástico", "espectacular", "incrível". Só para ilustrar o que estou a dizer, lembro-me do passe de Miguel Veloso que possibilitou o remate ao poste de Nani. A bola chegou a este com alguma sorte, pois o passe de Veloso foi direitinho ao defesa suiço, que, algo atabalhoadamente, interceptou mal a bola. Valdemar Duarte achou que o passe foi "fantástico."
4. Perdi o Turquia-República Checa e fiquei triste. Nem vi o resumo. Pode ser que no YouTube...
5. Ao ver a Polónia jogar, interrogo-me sobre como foi possível não lhes termos ganho na fase de qualificação. Não deve ter sido culpa do psicólogo.
Aproveita e compra uma manta. A Champions no quentinho do sofá tem outro sabor.

Metro, 16/06/08
O FC Porto está na Champions League da próxima época, no lugar que lhe pertence por mérito próprio. Ainda hoje o quarto classificado enviou para a UEFA uma missiva a queixar-se de João Leal. Pode agora o quarto classificado continuar a sua cruzada de "queixinhas" na UEFA. Pode o seu advogado, João Correia, continuar a dizer que a decisão anterior (de voltar tudo à 1ª instância) foi uma vitória do quarto classificado. Podem mandar o Chalana fazer greve de fome à porta da UEFA. Podem pedir a Carolina que escreva mais um livro. Estrebuchem, berrem, cubram-se de ridículo, que nós cá estamos para nos divertirmos. Uma coisa é certa: a Champions League livrou-se do quarto classificado do campeonato português.
Hoje se verá se temos gente para vencer o Europeu. Na minha opinião, parte da diferença, doravante, dependerá da sorte (claro) mas também da existência de alternativas aos 11 iniciais. Sempre fui e continuo a ser alguém que não vê em Scolari aquilo que muitos pretendem atribuir-lhe, mas já não via a nossa selecção jogar decentemente numa grande competição desde o jogo com a Espanha no Euro 2004. Parece que, afinal, o estágio em Viseu deve ter tido alguma utilidade.
Ou talvez não... talvez a diferença resida neste revigorado Deco, na presença de um Pepe que vai a todas e num Cristiano Ronaldo que até jogando abaixo das suas capacidades é capaz de arrastar 2 defesas com ele e abrir espaço para o resto da equipa. Pena é que o Simão esteja tão ausente, que o Quaresma jogue para ser comprado neste Verão e que o Nani se esqueça de jogar com a equipa. Ainda assim, estamos bem mas, apesar disso, não embarco na euforia: a selecção continua a ter um guarda-redes do mais fraco que existe neste Euro e um pseudo-defesa esquerdo. Além disso, exceptuando o RC7, o Bruno Alves e o Meira, temos uma equipa de "pesos pluma", algo que nos pode colocar em inferioridade, por exemplo, contra a Alemanha.
Quanto a outros candidatos, estou maravilhado com a energia holandesa e com o facto de terem, como referiu o Guardabel, um avançado como o Huntelaar no banco - este puto é o herdeiro mais fiel de uma linhagem que começou no próprio Van Basten e passou pelo Bergkamp. Gostei também da Espanha (que tem o Fabregas no banco?!!!) e acho que ter um avançado como o David Villa em estado de graça é uma vantagem a ter em conta. Ainda não consegui ver nenhum jogo da Croácia.
Uma nota suplementar: não podemos estar sempre a desejar que as Alemanhas deste tipo de competições nos passem ao lado. Se queremos ser campeões temos que estar preparados para enfrentar qualquer equipa - ainda que o desgate potencial seja maior, vencer os melhores valorizaria o nosso potencial triunfo (essa é a diferença que existe por exemplo para a Holanda - já venceu concludentemente o campeão do mundo em título e o finalista vencido).
1. Não vi ainda, neste Euro 2008, selecção com mais garra e vontade de vencer do que a Croácia. A sua vitória sobre a Alemanha foi o prémio merecido para a forma como encararam o jogo. Longe dos tempos de Boban, Prosinecki ou Suker, estes croatas, sem estrelas consagradas, jogam como um bloco e pressionam o adversário como ninguém. E aquele puto chamado Modric é uma maravilha com a bola nos pés (faz-me lembrar o nosso Alenitchev).
2. Buffon vale o seu peso em ouro. Aquela defesa no penalti de Mutu não é sorte, não é acaso. Aquilo é excelência. Sobre a Itália, volto a dizer o que já disse: é um conjunto de trintões na curva descendente. É impressionante a quantidade de jogadores com mais de 30: Panucci (35), Materazzi (35), Zambrotta (31), Gattuso (30), Ambrosini (31), Camoranesi (32), Perrotta (31), Del Piero (33) e o próprio Luca Toni (31). Falta a esta Itália um rasgo de juventude, um Baggio ou um Totti dos melhores dias.
3. O Holanda-França foi o que se pode chamar um jogo rasgadinho. Os holandeses confirmaram que são, para mim, os principais candidatos à vitória final. É precisamente aquilo que falta à Itália que sobeja na Holanda: juventude, irreverência, velocidade, risco. E quem se dá ao luxo de deixar no banco Huntelaar...
4. Não vi a segunda jornada do grupo D, mas, pelos resultados, confirma-se a Espanha como uma das candidatas ao título. Ali trata-se muito bem a bolinha. E o Lisandro espanhol voltou a marcar. E vão quatro...
5. A Grécia saiu pela porta pequena. Uma punição justa para quem apresenta, talvez, o pior futebol deste Euro. Rehhagel disse que "em 2004, houve um milagre, que só acontece em 30 anos". Scolari é assim oficialmente, a partir de hoje, elevado à categoria de santo.
A desorientação vermelhusca é evidente. Com blogues a anunciar "em primeira mão" a confirmação do afastamento do FC Proto da Liga dos Campeões, com jornais a opinar sobre a tarefa quase impossível que se colocava ao TriCampeão Nacional, é natural o desespero. Agora, é João Leal que mudou a opinião (a anterior estava certa, suponho), agora é a UEFA que deve ter lá alguém corrupto. Enfim...
Ao contrário do que essas galinhas sem cabeça dizem, que "hoje nada ficou decidido", hoje, na realidade, ficou decidido que a primeira decisão foi revogada, ou seja, foi anulada. Esta foi a decisão. A guerra continua dentro de momentos...
1. A notícia do dia foi a vitória de Portugal sobre a República Checa. Já lá vamos. A segunda notícia do dia foi a ida do nosso psicólogo para o Chelsea, confirmando-se o desinvestimento do clube inglês em treinadores de futebol. Depois de um de classe mundial (Mourinho), veio Avram Grant, agora Scolari. All the way down... Estou curioso para ver a prestação do sargentão em Inglaterra. Cuidado, Petr Cech... Creio que apenas os adeptos do quarto classificado lamentarão a notícia. Afinal, quem está habituado a Camachos e a Chalanas só pode ficar triste com a saída de um bronco. Quanto à nossa selecção, lá vamos voltar a ficar em grupos de qualificação e de fases finais complicados, com adversários que jogam mesmo à bola. É que, se algum mérito teve Scolari, foi o de nos trazer toda a sorte do mundo nos sorteios...
2. Deco foi o melhor em campo no jogo de ontem, mas não me escandaliza que Cristiano ó-pra-mim-ali-no-ecrã-gigante Ronaldo tenha sido considerado o man of the match. Afinal, ele esteve nos três golos e pôs à prova a excelência de Cech por mais do que uma vez. Quando se decide a jogar com os colegas, Ronaldo é, de facto, o melhor do mundo. Quando joga para o umbigo, todos saem prejudicados (exceptos os defesas adversários). Ao contrário do que disse antes do Europeu, que não tinha de "provar nada a ninguém", parece ser isso mesmo que, sofregamente, Ronaldo está a tentar fazer. No dia em que eu disser ao meu patrão que não tenho de provar nada a ninguém estarei a cavar o meu despedimento. Que bom é ser jogador de futebol!
3. Deco fez muito mais pela equipa. Pô-la a jogar, arrancou passes, serpenteou por entre os adversários, fez assistências, marcou um golo. É o número 10, joga com os dois pés...
1. No Dia de Portugal, e, ao ver o Espanha-Rússia, dei por mim a cometer uma espécie de heresia patriótica: e se fôssemos espanhóis? Para além de pagarmos combustíveis mais baratos, a ideia de uma selecção ibérica seria engraçada: Casillas; Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho e Capdevilla; Xavi, Deco e Fabregas (ou Iniesta ou Moutinho); Torres, Villa e Ronaldo. Éramos campeões do mundo ou não?
2. Tenho saudades da União Soviética de Blokhine, Zavarov, Belanov e Mikhailichenko. Esta Rússia (e aquela que goleámos por 7-0) é uma pobre caricatura da máquina trituradora dos anos 80 (que só uma super-Holanda conseguiu derrotar). Sem contar com os jogadores do Zenit impedidos de jogar, apenas Zirkhov (que os três grandes portugueses conhecem bem) me parece jogador de classe acima da média.
3. David Villa faz lembrar Lisandro Lopez. Que grande jogador.
1. Ora aqui está um golo que pode ficar na história pelos piores motivos. O fora-de-jogo de Van Nistelrooy é evidente e não se percebe como é que o bandeirinha não viu. A Itália é que nunca mais se recompôs, ainda para mais, quando teima em apostar em trintões que já passaram o prazo de validade... Quanto à Holanda, espero que esta exibição (sim, potenciada com um golo qu não deveria ter sido) nos faça descer à Terra.
2. Ontem, Podolski marcou dois golos e ficou impávido e sereno. Nenhum dos comentadores foi capaz de reparar na ausência de festejos. À noite, Luis Freitas Lobo atribuiu o facto ao carácter frio dos alemães. Teve que ser Toni a lembrar, com um certo ar embaraçado, tipo "desculpa, lá ó L. F. Lobo, mas esta até eu sei", que TALVEZ tivesse a ver com o facto de Podolski ter nascido na Polónia.
1. Se tudo correr pela normalidade, e se o nosso psicólogo não inventar, faremos os 9 pontos facilmente. A Turquia não teve argumentos para responder ao nosso talento e, pelo que vi do Suiça-República Checa, também não me parece que esses os tenham.
2. Para os próximos jogos, dava jeito que a UEFA mandasse desligar os ecrãs do estádio. É que precisamos de um Cristiano Ronaldo totalmente concentrado no jogo.
3. O naturalizado Pepe foi o melhor em campo, dando um exemplo de entrega a garra de vencer. Já tinha sido ele a aconselhar que se falasse menos dos clubes e mais da selecção. Curioso isto vir de um brasileiro, não é?
4. Esta vitória teve um cheirinho do FC Porto. Toda a defesa se exibiu a grande nível, Deco fez a equipa jogar e os golos foram marcados por um ex- e um actual jogador do tricampeão. Soube melhor.
No dia em que Portugal faz a sua estreia no Euro 2008, o Pobo do Norte recua 24 anos para recordar o single da canção da nossa selecção, os Patrícios, que, no Euro 1984, caiu aos pés da França, naquela meia-final inesquecível.
A canção chama-se Selecção de Todos Nós, tem letra de António A. Pinho e música de Tó-Zé Brito. O lado B cntém a versão em francês que contou com a colaboração de António Tavares Teles na letra.
A capa, magnífica, é um desenho de Francisco Zambujal. O primeiro a enviar os nomes de todos os que ali figuram recebe como resposta o ficheiro da canção. O e-mail está na coluna lateral. Atenção: os nomes têm de estar pela ordem em que surgem na imagem (para ver a imagem maior basta clicar). Enquanto não houver vencedor, a caixa de comentários fica desactivada.
E apesar de Scolari... FORÇA PORTUGAL!
Não tenho por hábito fazer posts quase exclusivamente compostos por textos de outro sites, mas este justifica-se porque era precisamente o que aquilo que tinha em mente escrever. Cá vai:
Comunicado da F.C. Porto – Futebol, SAD
A F.C. Porto – Futebol, SAD emitiu esta sexta-feira um comunicado, no qual comenta as declarações de ontem do presidente do SLB e que foram difundidas na respectiva página oficial.
COMUNICADO
Face ao elenco de afirmações supostamente proferidas pelo sr. Luis Filipe Vieira e reproduzidas no site oficial do SLB, o F.C. Porto vem, por este meio, promover os seguintes comentários:
1- Na sequência do que tem sido repetidamente denunciado pelo Presidente do Futebol Clube do Porto, o SLB pretende obter na secretaria, e longe dos palcos do jogo, aquilo que não conseguiu em campo e que constituiu mais um fracasso rotundo na sua deprimente história recente. Depois de ter anunciado com espavento ter reunido a melhor equipa dos últimos dez anos e assumido candidatura firme a todas as vitórias, o sr. Luis Filipe Vieira assistiu à espiral negativa da sua super-equipa, que se fixou no quarto lugar final, a mais de duas dezenas de pontos do campeão, e com o acesso vedado à UEFA Champions League;
2 – Esta é a verdade desportiva da Liga 2007/08. O sr. Luis Filipe Vieira não será capaz de a alterar ou branquear. Ainda menos quem lhe escreve discursos, sopra declarações ou alinhava entrevistas;
3 – O conteúdo publicado na página oficial do SLB pretende exercer uma pressão inadmissível junto do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol e junto do Conselho de Justiça da mesma entidade. Esta, de resto, é mais uma demonstração do poder subterrâneo, encafuado e ilegítimo que o SLB tão bem tem tentado utilizar, felizmente que, para quem gosta do futebol no relvado, sem êxitos desportivos dignos de registo;
4 – Ao F.C. Porto compete unicamente continuar a ser melhor, no caso do SLB, muito melhor, que os seus adversários e lamentar que esta pressão, perfeitamente dirigida, contribua em exclusivo para denegrir a imagem internacional do nosso futebol e para enfraquecer o seu impacto. Esta atitude, de resto, surge na linha de mediocridade que caracteriza a acção dos dirigentes daquele clube.
Porto, 06 de Junho de 2008
http://www.fcporto.pt/Info/Futebol/Noticias/infofut_futcomunicadosad_060608_35916.asp
Entre a convicção de que a guerra será ganha, agora que a questão se vai finalmente debater em termos jurídicos (e com gente séria envolvida), ficou a frase que mais me agradou:
"Continuaremos a ter os melhores jogadores, a melhor equipa, a melhor
organização, para continuarmos a ganhar."
Pinto da Costa, SIC, 04/06/08
Sinceramente, estou tranquilo. Se a UEFA nos der um pontapé no butt, o mundo não acabará. Haverá consequências a vários níveis, sim, mas daí ao cenário apocalíptico que alguns querem fazer passar (muitos deles adeptos de um certo clube que ficou recentemente dois anos seguidos fora das competições europeias) vai uma grande distância. Independentemente da decisão da UEFA, estou com muitas expectativas em relação à entrevista do nosso Presidente, amanhã, na SIC. Espero que seja claro e exaustivo em relação a todas as questões que têm rodeado o nosso clube recentemente. Entretanto, soube hoje de fonte bem credível que amanhã o sol continuará a brilhar na cidade do Porto.
PS - O fórum do Portal dos Dragões, o espaço de maior e de melhor partilha sobre os assuntos do FC Porto, foi desactivado. "Oportunamente serão facultadas informações adicionais", diz-se no portal. Temos pena.
Hélder Postiga foi provavelmente, depois de Domingos, o avançado vindo das camadas jovens em quem o mundo portista depositou maiores esperanças. Para quem o viu, como eu, num já longínquo FCP-SLB em juniores (6-0), fazer gato-sapato da defesa benfiquista, Hélder Postiga era uma promessa de futuro craque na equipa principal. Apesar de se ter imposto nas duas primeiras épocas, o que fica presentemente de Hélder Postiga é a ideia de uma espécie de Nuno Gomes, mais refinado tecnicamente, é certo, mas com a mesma vocação para… falhar.
Postiga vai para o Sporting e, sinceramente, acho que foi um bom negócio para o FC Porto. Só não digo que foi um GRANDE negócio porque não sabemos aquilo que poderá dar o Diogo Viana. Para já, uma coisa é certa: 2,5 milhões por 50% do passe de um jogador a quem já foram dadas todas a oportunidades (apesar de, nesta época, ele se ter queixado precisamente do contrário (!!!)) é muito bom. Ainda para mais quando se conhece o alto salário de que o jogador auferia no FC Porto (fala-se de uns pornográficos 120 mil…).
Não estou preocupado com o facto de o destino dele ser um dos nossos rivais. Sinceramente, até acho pouco provável que, com um Derlei em forma, Paulo Bento dê a titularidade a Postiga. E depois ainda há o Djaló, que é bem mais rápido e voluntarioso que o ex-portista. Se ele triunfar no Sporting, há que encarar isso com naturalidade. O futebol é um mundo de motivações e riscos. O Sporting arrisca e Postiga pode sentir-se mais motivado a correr em campo.Tudo pode acontecer.
Quanto ao FC Porto, e falando unicamente do ponto de vista desportivo, a saída de Postiga alivia um pouco o contingente de avançados-centro (ou pontas-de-lança, se quiserem) que lá temos, mas ainda é preciso definir mais algumas coisas. Quem poderá acompanhar Lisandro e Farias no FC Porto 2008/2009? Adriano, Rentería, Bruno Moraes, Edgar e Rui Pedro esperam decisões…