A ida de Sektioui à CAN deu espaço a Farías para entrar no onze e o argentino mostrou que não é uma contratação falhada ao contrário do que muitos apregoavam. Se, por um lado, a entrada de El Tecla no onze revelou um goleador ainda com potencial para evoluir na nossa equipa, por outro lado, obrigou ao encosto de Lisandro à linha, correndo-se o risco de desperdiçar noutras funções aquele que para mim já é o jogador do ano 2007/2008. Entretanto, Sektioui voltou e sentou-se no banco. Na altura, era complicado tirar um Farías moralizado da equipa, mas também achei injusto penalizar um jogador só porque foi à competição africana de selecções mais importante. E depois, o marroquino é um jogador empolgante, que mexe com a equipa e mexe com as bancadas. Com Quaresma (quase) intocável no onze, Jesualdo tem um grande problema: que trio de ataque utilizar? Eu optaria, nesta altura, por fazer regressar a equipa ao estilo clássico: Quaresma-Lisandro-Sektioui. E os prezados leitores do Pobo do Norte? Podem deixar a vossa preferência na barra lateral e expressar o que vos vai na alma nos comentários. É mais uma botação do Pobo do Norte.
PS - Este é o post 1000 da era moderna do Pobo do Norte (sim, porque nós já somos muito antigos!) Obrigado por nos lerem.
1. Mariano Gonzalez marcou o primeiro golo ao serviço do FC Porto com um excelente remate pleno de força e colocação. Agora é só marcar na Taça frente ao Gil Vicente e depois no Bessa para ser considerado o mais recente fenómeno argentino do plantel. Nem ele é um tosco, nem um prodígio. Mas nós estamos habituados a reacções extremas. Veja-se o caso de Farías.
2. Bynia fez ontem o seu primeiro lançamento lateral dentro das regras desde que chegou a Portugal. O resultado foi o que se viu. Entretanto, parece que o camaronês ainda tem muito a aprender depois do lance impressionante que encostou o jogador do Arsenal, Eduardo da Silva.
3. A pior coisa que podia acontecer a Stojkovic, o guarda-redes sérvio do Sporting, foi o frango de Rui Patrício. É que ninguém tira da equipa um miúdo de 19 anos depois de um frango daqueles. E a grande prova de fogo vai ser em Alvalade, frente ao homem-que-nunca-mais-atinge-os-20-golos e ao homem-que-a-rematar-faz-lembrar-o-Eusébio.
4. Rui Santos foi agredido num parque de estacionamento. Disse que os homens vieram encapuzados e traziam barrotes. Disse ainda que conseguiu oferecer resistência com alguns pontapés, enquanto tentava entrar no carro. Depois, o comentador da SIC terminou, como só ele sabe, avisando: "Não deixarei que este seja mais um caso Bexiga". Pinto da Costa já afirmou hoje, em conferência de imprensa expressamente realizada para o efeito, que nada tem a ver com o caso uma vez que o FC Porto atravessa um período de boas relações com a SIC e, para além disso, citamos "se houvesse alguém em quem arrear, neste momento, esse alguém seria o Jorge Baptista". No entanto, não deixou de terminar a conferência perguntando aos jornalistas: "E ele ficou a falar?"
5 de Março é a data relevante para a época do FCP. Está mais do que visto que nenhum clube português consegue parar a nossa equipa num dia "normal". Apesar disso, esta semana voltamos a ter um treinador que perdeu 3-0 e se queixou da arbitragem - uma vez mais, para além do número de oportunidades, do domínio do jogo e da flagrante diferença de qualidade, estes Srs. recusam ver os erros que prejudicam o FCP, que se pode queixar igualmente de ter sido anulada uma jogada de perigo iminente devido a um fora-de-jogo inexistente. Afinal, os erros da arbitragem servem somente de desculpa para as derrotas ou para tentar reduzir o mérito de quem vence como temos vencido este ano.
Em suma, na Liga Portuguesa perdemos apenas 2 dos 20 jogos disputados até ao momento (e empatamos outros 2): alguém acredita que, independentemente do que venham a fazer os nossos adversários mais próximos (ou menos afastados?!), o Porto não consiga vencer 6 dos 10 que se disputarão até ao final? Resta dizer que, já na próxima jornada, vamos ao Bessa e o SLB joga em Alvalade...
Claro está, para o FCP uma época bem sucedida implica passar, pelo menos, esta eliminatória da Champions. Depois disso, as coisas tornar-se-ão muito mais complicadas. Porque, se eliminarmos o Schalke, esperar-nos-á (exceptuando o caso dos sevilhanos) uma das maiores potencias europeias:
- o Real Madrid (o 1-2 de Roma será certamente recuperável em Espanha);
- o Chelsea (o 0-0 na Grécia abre óptimas perspectivas);
- o Liverpool (mesmo jogando em casa, não me parece que o Inter consiga marcar 3 golos sem sofrer nenhum);
- o Barcelona (ganhou fora e deu um banho de bola aos Escoceses);
- o Manchester United (que tem o melhor plantel da Europa e, ainda por cima, foi feliz no modo como empatou em França);
- o Sevilha (a quem um golo caseiro basta, apesar de eu achar que esta é a eliminatória mais equilibrada);
- o Milan ou o Arsenal (os "velhinhos" italianos vivem para esta competição mas um golo marcado fora pode abrir as portas da eliminatória aos ingleses).
Este ano, fruto do sorteio e dos resultados da fase de Grupos, é mesmo uma honra estar entre os 8 sobreviventes. Eu acredito que, apesar das nossas fragilidades e das diferenças nos orçamentos, a actual equipa do Porto tem lugar nesta elite.
Gostei da entrevista do nosso Presidente. A sua presença na SIC não trouxe grandes novidades quanto às questões do Apito Dourado, até porque já não estamos no tempo em que se podia linchar um homem na praça pública sem julgamento. A novidade em si foi ouvirmos da sua própria boca tudo aquilo que temos vindo a ler, a comentar e a discutir na blogosfera azul-e-branca. Ficamos assim descansados ao constatarmos que Pinto da Costa não está a dormir. Quem gostaria de ter ouvido uma confissão ao vivo e em directo ou alguma novidade quanto à evolução do seu problema de flatulência ficou, mais uma vez, defraudado.
Portugal precisa de pontos para ainda ter hipóteses de manter os actuais lugares nas competições europeias. O Porto perdeu o seu jogo da Champions ("outro campeonato") , o Sporting fez o que lhe competia com brilhantismo e o SLB deu uma péssima imagem do futebol português na Alemanha.
Claro está, aos 15 minutos de jogo, o comentador da TVi já dizia: "trata-se do antepenúltimo classificado, mas da Bundesliga" - cauteloso e pouco confiante na performance do clube do seu coração, o repórter parecia que adivinhava o que viria a acontecer. E aconteceu, pelo menos até ao Cardozo aproveitar uma bola que andou para ali a saltar à entrada da área alemã e fazer o 2-1. Para quem não viu o jogo, o cronómetro marcava minuto 89... Depois disso, o desespero adversário acabaria por oferecer o empate ao Di Maria.
Só para resumir: o Nuremberga é uma equipa mesmo muito fraca. A defesa é uma desgraça, o meio campo não existe e os dois grandalhões da frente são jogadores a caminho da reforma. Apesar disso, o 3º a contar do fim da Bundesliga esteve quase a eliminar o SLB e, a acontecer, fá-lo-ia com toda a justiça.
Resta dizer que o Benfica, mesmo com todas as limitações que se sabe possuir e com um treinador ainda mais burro do que o Scolari (é da mesma "escola") tinha a obrigação de vencer os dois jogos por 2 ou 3 golos de diferença. Agora vai enfrentar os nuestros hermanos do GETAFE, 13º da Liga Espanhola, ou seja, mais uma potência do futebol europeu. Esperemos que façam o favor de não nos envergonhar.
São jogos destes que nos fazem cair na real e pensar que 10 pontos de vantagem, no nosso campeonato, sobre uma equipa da 2ª divisão europeia não podem fazer com que entremos da forma como entrámos hoje em campo. Já tínhamos sido muito felizes ali, mas isso não nos dava o direito de entrar sobranceiros e adormecidos como o fizemos.
O Schalke 04, logo que se apanhou a ganhar, e principalmente na segunda parte, tratou de defender bem o resultado, aqui e ali com porradinha de qualidade à mistura, mas acima de tudo com uma condição física para a qual não tivemos resposta.
Individualmente, apetecia-me destacar, pela positiva, Helton, Paulo Assunção, Pedro Emanuel e Lisandro. Pela negativa, Fucile e Quaresma. É claro que o Miguel Sousa Tavares vai continuar a sua cruzada anti-Helton, dizendo que ele esteve mal no golo, e desta vez não se deve referir ao Quaresma, a não ser para dizer que foi um incompreendido dentro do campo.
No Dragão, acredito que ultrapassaremos estes alemães, mas a equipa tem jogar nos limites. E com Bosingwa, já agora. Cá os esperamos.
O resultado do jogo disputado no Arena AufSchalke é mau. O 1-0 que os alemães defenderam durante toda a 2ª parte permitir-lhes-á jogar no Dragão completamente fechados cá atrás e à espera de um golo salvador que resolva a eliminatória. Claro está, para quem só tenha visto os primeiros 20 minutos é quase um milagre o facto de não termos sofrido mais golos. Mas a realidade dos restantes 70 foi completamente diferente.
Durante 20 longos minutos fomos completamente atropelados pela avalanche de ataque do Schalke, com os nossos centrais à procura dos dois pontas de lança adversários e os médios alemães, especialmente o habilidoso nº 10 croata, a entrarem nos espaços que o nosso meio-campo "light" não tapava. Por outro lado, o Fucile, que está uma lástima em termos físicos, enfrentou sozinho, durante a 1ª meia-hora, a torrente atacante que Quaresma não ajudava a estancar. Sofremos um golo por esse lado e até poderiam ter sido mais, tal era a facilidade com que os alemães se impunham, à custa do seu poder físico e alguma dureza, sobre o nosso inexistente meio-campo.
Jesualdo fez então uma modificação que nos assegurou o equilíbrio defensivo e que, com um bocadinho mais de inspiração do Quaresma, do Lucho e/ou do Lisandro, poderia mesmo ter dado um golo decisivo - trocou as posições do João Paulo e do Fucile. Com o robusto português mais reservado na esquerda e com o Fucile menos pressionado na direita o Porto cresceu. E cresceu tanto que, à medida que o tempo avançava, o treinador do Schalke ia retirando de campo os seus homens da frente (primeiro o nº 10 e depois os 2 avançados), tendo adoptado uma postura de wait and see, confiando na segurança dos dois armários do meio campo (Ernst e e Jones) e do Kobiashvili, um defesa-esquerdo transformado em terceiro médio defensivo.
O Meireles foi aparecendo no jogo, o Lucho ia dando uns toques de classe mas quem enchia o campo era, quanto a mim, o Paulo Assunção, que nunca permitiu grandes aventuras no nosso meio campo durante toda a 2ª parte. Todavia, a nossa esmagadora percentagem de posse de bola na 2ª parte nunca se transformou em perigo efectivo, excepto em 2 ou 3 ocasiões. Aliás, o jogo foi parco em oportunidades de golo: 3 para os alemães (todas nos 20 minutos iniciais) e 1 para o Porto (um cruzamento de Quaresma que Lisandro não conseguiu emendar convenientemente).
Dados do jogo: o Porto fez 16 remates (7 foram à baliza) e o Schalke apenas 7 (2 foram defendidos pelo Hélton e um entrou mesmo). Acresce que o Porto fez apenas 14 faltas, enquanto que o seu adversário fez 24! Um pormenor: o médio Ernst deveria ter sido expulso quando, a 5 minutos do final, cortou um lance com a mão deliberadamente (e já tinha um amarelo, fruto de mais um entrada durinha sobre o Meireles).
Em suma: poderíamos e deveríamos ter feito melhor, o que, no presente caso e com um resultado negativo desde os 3 minutos de jogo, significa que era esencial marcar um golo. O Bosingwa fez muita falta porque as suas velozes subidas teriam mantido os alemães lá atrás e aberto espaço para os nossos médios. Tal como eu previa, mas por motivos diferentes, o lado esquerdo da nossa defesa foi o maior problema da equipa - não deixa de ser curioso que, existindo 2 laterais esquerdos no plantel, o treinador opte sistematicamente por adaptações.
Resta-nos a consolação de que este resultado é perfeitamente recuperável no Dragão - fiquei com a clara impressão que, apesar do impacto inicial do ataque alemão ter sido demolidor, a equipa do Schalke é, comparativamente, muito limitada ao nível técnico - os 2 centrais são altos e fortes mais pouco móveis; os 3 médios defensivos lutam, fazem faltas e correm mas não são grande coisa a construir jogo. Contudo, lá na frente mora um óptimo avançado, o Kuranyi, que é forte, rápido e eficaz.
Seja como for, continuo a acreditar que, mesmo com o 0-1, somos os favoritos desta eliminatória. No Dragão tudo será diferente.
O Porto venceu, como antecipadamente disse o nosso treinador, um dos mais difíceis jogos que teríamos até ao final do presente campeonato. O árbitro fez um trabalho fraquinho (poupando nos amarelos durante a 1ª parte e desatando a amarelar o pessoal de ambas as equipas na 2ª).
No final, o jornalista de serviço colocou a palavra "injustiça" e antecipou a suposta revolta do treinador brasileiro do Marítimo, como que dizendo que a vítoria do FCP não era merecida e teria sido supostamente ditada pela pressão sobre o árbitro.
Pois bem, o que aqueles Srs. se esqueceram de dizer foi que o árbitro se limitou a fazer o que era suposto fazer quando deu o 2º amarelo e mandou o jogador do Marítimo tomar banho mais cedo. Adicionalmente, convirá não esquecer que, quando a expulsão aconteceu, o Porto vencia por 1-0 e estava a dominar o jogo. Acresce ainda que o único penalty que ficou por marcar neste encontro até seria a favor do Porto - afinal, de que se queixa Lazaroni?
Abdiquei de comentar mais uma fantástica exibição da selecção portuguesa (o jogo particular contra a Itália) porque já perdi demasiado tempo a falar do Sr. Scolari e do seu comportamento como treinador de futebol. Todavia, dado que os subservientes jornalistas portugueses insistem em bajular a criatura, e a criatura insiste em dizer barbaridades, não tenho alternativa. Além do mais, hoje festeja-se (ou lamenta-se) os seus 5 anos à frente da selecção portuguesa e lá tive que aturar a personagem em todos os telejornais. É preciso que alguém diga não à acéfala "mitificação" dos feitos do Sr. Scolari.
O Sr. Scolari tem dito coisas fabulosas e que só não têm consequências porque o presidente da FPF é um fraco e o pobo vermelhusco vê nele o herói anti-Porto que o orelhas não consegue ser.
Algumas das pérolas:
A propósito do jogo com a Itália
"temos ´óptimos jogadores mas não temos equipa"
Comentário PDN - afinal, de quem é a responsabilidade de formar a equipa? será minha? sou eu que usufruo do salário principesco de seleccionador nacional?
"alguns jogadores pensam que são o Pelé e Pelé só teve um"
Comentário PDN - a quem é que o homem se referia? ao Quaresma que, no meio daquela pobreza até foi o melhor em campo? Ao Cristiano, que joga fantasticamente no seu clube e, exceptuando os livres, não faz nada de comparável na selecção?
A propósito do jogo dos críticos que dizem que ele está acomodado às óptimas condições de que usufrui em Portugal
"façam uma estatística e vejam que só perdemos um jogo nas últimas qualificações"
Comentário PDN - reparem nos Grupos de Qualificação em que Portugal este envolvido e tirem as vossas conclusões:
Euro 2004 - apurados como país organizador...
Mundial 2006 - Eslováquia, Rússia, Estónia, Letónia, Liechtenstein e Luxemburgo... exceptuando a Rússia (se fosse a selecção do tempo da URSS), perder com qualquer equipa destas seria difícil!
Euro 2008: Polónia, Sérvia, Finlândia, Bélgica, Cazaquistão, Arménia e Azerbaijão... claro está, só perdemos com a Polónia... mas não conseguimos vencer nenhum dos jogos com a Sérvia, Finlândia e, inclusivé, o jogo em casa com os polacos.
Conclusão: afinal, de que se gaba o homem? Pensa que somos todos parvos?
Uma breve resenha histórica, só para dar aos mais distraidos uma forma de comparar as supostas diferenças entre o que o Sr. Scolari fez e o que os "fracos" que o antecederam não conseguiram alegadamente fazer:
- o Grupo de Apuramento para o Mundial de 2002 era formado por Irlanda do Norte, Holanda, Estónia, Chipre e Andorra (acabamos o Grupo em 1º lugar, com 7 vitórias e 3 empates, apesar da equipa holandesa ser, claramente, muito mais forte do que qualquer umas das que Scolari enfrentou em fases de qualificação);
- o Grupo de Apuramento para o Euro 2000 era formado por Roménia, Eslováquia, Hungria, Azerbeijão e Liechtenstein - o resultado? Apurados com 7 vitórias, 2 empates e uma derrota com a equipa que ficou em 1º lugar, a Roménia;
- o Grupo de Apuramento para o Mundial de 1998 era formado por Alemanha, Ucrânia, Arménia, Irlanda do Norte e Albânia (falhamos o apuramento face a uma Alemanha que era muito forte, com os nossas 5 vitórias e 4 empates... mas só perdemos um jogo!).
Ou seja, num período comparável ao do notável e espantoso Sr. Scolari, a diferença essencial é que os infelizes e limitados seleccionadores portugueses de então perderam 2 jogos e o absolutamente iluminado campeão mundial brasileiro perdeu somente um! Ena, que grande diferença!
A propósito dos "sucessos" no Euro 2004 e Mundial de 2006
"Portugal nunca tinha estado numa final do Euro"
Comentário PDN - sim, é verdade. Como é verdade que nunca tinha sido o país organizador. Do mesmo modo que nunca teve à sua disponibilidade tantos jogadores de classe mundial e experiência internacional como nos últimos 7 ou 8 anos. E também nunca tinha tido jogadores portugueses a competir nas maiores equipas do Mundo (Barcelona, Real Madrid, Man United, AC Milan, etc.) nem uma equipa portuguesa tinha vencido a Champions League (ou o seu equivalente) nos últimos 15 anos. Ficamos de que qualquer modo a saber que, na capital do nosso país e com estádio cheio de gente a apoiar as nossas cores, foi um sucesso perder com uma selecção como a Grécia.
Muito obrigado, Sr. Scolari.
Estou a escrever estas linhas e a ouvir um José Mota furioso com a arbitragem de Augusto Duarte, que, como todos vimos, prejudicou o Paços de Ferreira. Mas o jogo começou uns dias antes, quando surgiu nos jornais desportivos a estranheza, por parte do Benfica, de um árbitro envolvido no Apito Dourado ter sido colocado neste jogo. A pressão começou bem cedo e teve hoje o efeito desejado pelo clube que jogou em casa. A SIC fez o resto, entrevistanto o árbitro momentos antes de o jogo começar, centrando toda a entrevista sobre o tema Apito Dourado. Quem nomeou o árbitro acabou por criar o ambiente mais favorável à equipa que se queixou, o Benfica.
Os erros do árbitro foram grosseiros e influenciaram o resultado. Poucos minutos depois do golo do Paços, Wesley isola-se e tem tudo para fazer o 0-2, mas a jogada é interrompida por pretenso fora-de-jogo. O primeiro penalti é falso como Judas, uma vez que Rodriguez chuta no pé do defesa do Paços. O alarido foi muito, o uruguaio esperneou o suficiente para que Augusto Duarte lhe desse o prémio. E deu. O segundo penalti não levanta dúvidas (o defesa agarrou Makukula até este cair), mas a jogada é precedida de falta escandalosa sobre um jogador do Paços, ainda no meio campo, que o árbitro não marcou. Perante estes casos, Luis Filipe Vieira pode fazer mais uma intervenção explosiva numa qualquer casa do Benfica de Cascalheiras-de-Cima.
O título deste artigo é a frase que se ouviu em "off", portanto, acidentalmente, dita pelo jornalista da SIC, já depois do final do jogo e de se ter despedido dos espectadores. Depreende-se que o final da frase seja "...bem" e que a satisfação seja pela vitória do glorioso decadente. De que outra coisa poderiam estar a falar?
Durante o jogo, já tinha dado para reparar nos diferentes estados de espírito desse projecto de comentador chamado Jorge Baptista antes e depois dos golos do Benfica. Antes, enquanto o Benfica perdia, mostrava-se muito apreensivo, num tom de voz mesmo crispado. Depois dos penaltis da reviravolta, cada intervenção do senhor era salpicada com uma piada, num tom de voz alegre. Não critico o facto de os senhores terem o seu clube do coração e serem benfiquistas. Critico o branqueamento que depois fazem dos casos do jogo, como se nada tivesse acontecido.
Este título pode também ser aplicado ao nosso desempenho na Sertã, onde afastámos o fantasma FAT (Fátima-Atlético-Torreense) de forma imperial, com grandes golos à mistura. Estamos nos quartos-de-final da Taça. Gostava que saísse um Sporting-FC Porto no sorteio.
Então a gaja disse que o Pinto da Costa mandou dar um enxerto no Bexiga e o caso é arquivado? Então não era ela uma testemunha crucial e credibilíssima em todo este processo? Já não percebo nada.
E não percebo mais uma coisa: então a gaja não disse que foi co-autora moral da sova ao rapaz de Gondomar? E isto não é uma confissão? E o caso foi arquivado? Ó Sô Bexiga, não vai fazer nada, agora que a gaja confessou? Continuo sem perceber. Ou talvez perceba.
E lá perdemos com a Itália. Uma manta de retalhos, a nossa selecção foi presa demasiado fácil para uma Itália adulta e a jogar futebol como uma equipa.
Scolari pode achar que é uma vergonha perdermos tantas vezes com a Itália, mas para mim a maior vergonha é ele não saber o que fazer com os grandes jogadores que tem à sua disposição. E em vez de fazer o seu trabalho, perde o tempo a enviar recados pela comunicação social, tentando dar uma imagem de disciplinador.
Um dia Figo disse que não estava para ir à selecção perder prestígio. Eu confesso que me custa muito ver acontecer o mesmo aos jogadores do meu clube.
Diz Paulo Bento sobre o jogo com o Belenenses: "Quem desperdiça 45 minutos de jogo, arrisca-se a perder um jogo. Ainda para mais quando estamos perante uma boa equipa. Mas, pelas oportunidades criadas, se calhar foi injusto".
Pois foi, Paulo Bento. Pelas oportunidades criadas pelo Sporting, o resultado foi injusto. Pena que não tenhas tido a mesma avaliação quando o FC Porto te sufocou em casa. Mas, tudo bem, 14 pontos dão para tudo, até para ter pena de vocês.
Que fim-de-semana, caros visitantes do Pobo do Norte! É por fins-de-semana como este que vale a pena ser portista.
No andebol, ganhámos ao Sporting (de Espinho) por 33-16, mantendo a segunda posição, a apenas 2 pontos do ABC e com mais 5 do que o Benfica.
E foi precisamente a este clube que fomos ganhar, em hóquei em patins, no seu reduto, por 4-2, cimentando a liderança e aumentando para 12 pontos a diferença entre as duas equipas. Ganhar na Luz é sempre um hábito saudável.
Em basquetebol, tivemos um fim-de-semana de emoções fortes, primeiro arrasando o CAB Madeira na meia-final da Taça da Liga (80-58) e depois vencendo o troféu, num jogo imprópio para cardíacos, contra a Ovarense, decidido no último segundo do prolongamento com um triplo magistral do norte-americano Fred Gentry. 67-64 foi o resultado final.
No futebol, ganhámos ao último classificado, contra todos os prognósticos do jornalista da SportTV que, no final do Sporting-FC Porto da semana passada, perguntava a todos os entrevistados se pensavam que o FC Porto iria começar um período negro, a exemplo do ano passado. Naquela altura perdemos com o E. Amadora, que era último, mas agora goleámos o Leiria, que também é último. Para o jornalista: continue a fazer perguntas relevantes.
Os deuses escreveram direito por linhas tortas, e se na semana passada nos foi marcado um golo em fora-de-jogo, neste jogo, também tivemos direito a marcar um. De resto, não há muito a dizer sobre este jogo, exceptuando que Farías está a calar muita gente e que Quaresma tem motivos para estar calado.
É claro que a cereja no topo do bolo foi o aumento da diferença em relação ao glorioso decadente para 10 pontos (parece que o hóquei e o futebol estão em competição interna). Se o campeonato não vive momentos de grande emoção, não é por culpa do FC Porto, que tudo está a fazer para relançar a luta pelo segundo lugar.
Este é um grande campeonato, digam o que disserem. A única equipa de classe europeia lidera com 10 pontos sobre o segundo e há apenas 9 pontos a separar o 2º e o 8º lugar, mostrando que há grande competitividade. Querem melhor?