outubro 31, 2007

Oito pontos

1. Entrámos decididos a resolver o jogo rapidamente e conseguimos fazê-lo. Afinal, a exibição de Marselha não foi um oásis no deserto. O resto do jogo, como disse um amigo meu, "foi uma seca". "Sim, mas preferias estar à procura do primeiro golo já na segunda parte, sofrendo a bom sofrer?", perguntei eu.

2. Tarik Sektioui é um jogador refinado tecnicamente, já se sabia, por causa daquele vídeo. Agora, só tem de ser mais constante em todo o tempo que está em campo. De qualquer modo, esta é a melhor "contratação" desta época.

3. Lisandro foi, mais uma vez, o melhor. Já aqui tinha dito, no início da época, que Licha iria ter fazer a sua melhor época em Portugal. E no centro do ataque, como sempre disse que ele rendia mais. Bastava estar atento ao seu percurso na Argentina. Obrigado, Jesualdo por apostares nele.

4. Raul Meireles está numa forma extraordinária. Alguém ainda prefere Ibson?

5. Quaresma precisa urgentemente de fazer um número mágico. O problema é que, até isso acontecer, vão-se perder muitas jogadas de ataque colectivo que poderiam dar golo. Mas nós esperamos por ti, ó cigano, não te preocupes.

6. Mariano González joga sobre brasas. A bola queima. O público é impiedoso e os assobios ferem o craque argentino. Assobiar um jogador de azul-e-branco vestido, no Dragão, devia ser crime punido com um kit sócio do Benfica.

7. Falando dos nossos adversários, o Sporting esvazia o balão e não se vê qualidade naquele banco, capaz de virar o estado das coisas. Enquanto isso, enerva o discurso dos Paulos Bentos e dos Dias Ferreiras, considerando "normais" as derrotas com FC Porto, Roma e o empate com o Benfica. Com "tamanha" ambição, a lata que têm estes gajos em falar de arbitragens...

8. O rapaz de origem africana levanta-se do banco, as bancadas entram em polvorosa, o rapaz marca a 10 minutos do fim e resolve os problemas que 11, antes dele, não souberam resolver. Este filme é recorrente no clube de bairro de Lisboa. Primeiro com Mantorras, agora com Adu. Em seguida, o departamento médico do clube encarregar-se-á do resto.

Publicado por guardabel em 12:03 AM | Comentários (19) | TrackBack

outubro 26, 2007

Pais e filhos (IV)

The Sousas

Fazer melhor que o pai. Ora aqui está uma missão impossível para Ricardo Sousa, jogador que foi um dia uma grande esperança do FC Porto, vindo dos juniores, rotulado como um número 10 para encher o campo, mandar na equipa e marcar livres directos como o pai fazia. Nada disto aconteceu, aliás, nem tenho a certeza se Ricardo chegou a fazer parte de algum plantel do FC Porto. Hoje joga no Omonia Nicosia do Chipre, depois de já ter passado pelo Hannover da Alemanha e, em Portugal, pelo Boavista e Beira-Mar, pelo menos. Aos 28 anos, Ricardo Sousa está longe de estar acabado para o futebol, mas as perspectivas de poder vir a ser o que prometia parecem quase nulas. Muitas foram as razões apontadas para o seu falhanço no FC Porto. Houve quem dissesse que foi vítima das circunstâncias - lembro que quando apareceu estávamos em plena construção do pentacampeonato -, houve quem atribuísse o seu fracasso a uma personalidade pouco humilde.

Quanto a António Sousa, foi para mim um dos médios mais fascinantes da década de 80 do nosso futebol. Era um jogador que tinha tudo: capacidade defensiva, visão de jogo (fantásticos os seus lançamentos em profundidade naquele jeito muito próprio de chutar a bola) e mestria na marcação de livres directos. Marcou o nosso golo na final de Basileia e foi campeão europeu em 1987. Um símbolo do clube.

Publicado por guardabel em 09:10 PM | Comentários (24) | TrackBack

outubro 25, 2007

Voltem a jogar mal, se fazem favor

Depois do jogo de ontem, apetece pedir à nossa equipa que volte àquele jogo chato e desconexo que caracterizou os últimos jogos para o campeonato, e que ganhe. E já contra o Leixões, na segunda-feira. Jogar tão bem como o fizemos ontem durante grande parte do tempo e chegar ao fim com um empate é frustrante. Também espero que aqueles que ainda põem em causa o mérito da nossa liderança intramuros, tenham visto o jogo de ontem e tenham percebido porque estamos a léguas da concorrência.

PS - Bosingwa já é um dos três melhores laterais-direitos da Europa.

Publicado por guardabel em 05:27 PM | Comentários (12) | TrackBack

outubro 19, 2007

6 milhões assustados

Camacho, quita la droga, pá!

Andam os benfiquistas a trabalhar honestamente (ok, uma parte deles), levantam-se às 7 e pico da manhã, saem de casa, olham para as primeiras páginas dos jornais e deparam-se com isto: "Estamos a assustar muita gente". Camacho dixit. Eu sei que A Bola, tal como os outros três desportivos, precisa de vender nesta altura de paragem no campeonato, mas gozar com as pessoas cujo clube está em quarto lugar no campeonato também não me parece bem. É claro que os benfiquistas estão assustados. Pelo andar da carruagem bermelha, mais do que o provável não apuramente para a Liga dos Campeões, está em causa a ida à taça UEFA, por isso o senhor Camacho devia ter mais cuidado antes de ferir as suscetibilidades dos 6 milhões.

Publicado por guardabel em 07:13 PM | Comentários (64) | TrackBack

outubro 18, 2007

pais e filhos (III)

The Makukulas

Makukula marcou um golo ao Cazaquistão e já é o maior. Não precisava de ter marcado, porque, do alto dos seus 190 centímetros, já era o maior jogador português em campo. Calma. O rapaz está a viver como que um recomeço. A sua carreira, até agora, não lhe trouxe grandes motivos para sorrir, tendo em conta as expectativas que sobre ele recaíram quando surgiu em Guimarães (99/00). Chegou a ser apontado como the next big thing da grande-área, mas rapidamente desapareceu, fruto de lesões que o perseguiram. Este ano, no Marítimo e agora nesta chamada à selecção, Ariza Makukula tem sabido mostrar que está vivo para o futebol e que pode ser um caso sério. Se continuar a este ritmo, não me importo que o FC Porto o vá buscar em Janeiro. O pai certamente ficaria satisfeito por ver o filho atingir um clube grande, feito que, na década de 80 nunca conseguiu. Makukula pai era um excelente jogador, um extremo-esquerdo rapidíssimo que espalhava o pânico nos defesas-direitos adversários (excepto se se chamasse João Pinto e vestisse de azul-e-branco). Jogou no Guimarães, no Setúbal, no Chaves e no Leixões (não necessariamente por esta ordem) e foi graças a esse percurso que agora o filho pode envergar a camisola das quinas.

PS - A fotografia do Makukula pai foi descaradamente roubada do excelente Cromos da Bola.

Publicado por guardabel em 07:13 PM | Comentários (6) | TrackBack

outubro 17, 2007

Os "fês" pelos "vês"

Falho 20 golos por época

(Update: versão original, colocada nos comentários pelo Pentadragão)

Publicado por guardabel em 05:23 PM | Comentários (10) | TrackBack

outubro 16, 2007

MST e PC

A propósito do anúncio de saída de Gilberto Madaíl, disse Miguel Sousa Tavares, hoje, na TVI, que achava bem porque as pessoas não devem ficar eternamente à frente das instituições. E acrescentou que Portugal estava cheio de exemplos de pessoas agarradas aos poder, que não sabem sair quando estão "por cima". E passou aos exemplos. O primeiro que encontrou foi o de Pinto da Costa, o segundo, Alberto João Jardim, e ficou-se por aí... (mais adiante haveria de referir também Pedro Santana Lopes, um dos seus "ódios de estimação"). Todos concordamos que Pinto da Costa está há muito tempo ao comando do FC Porto. Concordamos porque é um facto objectivo. No entanto, a polémica surge quando se opina sobre se já deveria ter ou não saído. Eu, por mim, vejo-o muito bem onde está. Nos últimos cinco anos, levou o clube a ganhar quatro campeonatos, duas taças europeias e uma intercontinental, vitórias que eu não trocaria por "sangue novo" na presidência do clube. O Miguel Sousa Tavares, pelos vistos, trocaria. Estará o próprio Miguel há demasiado tempo "agarrado" à cadeira no telejornal da TVI?

Publicado por guardabel em 11:51 PM | Comentários (19) | TrackBack

pais e filhos (II)

Veloso e Miguel Veloso

Não se deixem enganar. O cromo de amarelo vestido é mesmo António Veloso, antigo jogador do Beira-Mar, clube ao serviço do qual atingiu o ponto mais alto da sua carreira. Não que o nome Cremildo lhe assentasse mal, mas o Miguel Veloso tem uma reputação a manter. Imagine-se o pobre rapaz a apresentar o pai às namoradas, "Olha, este é o meu pai, Cremildo".

Não posso assegurar a 100%, mas o Miguel (que até começou no Benfica, mas foi dispensado pelo Nené por ser muito... gordo) foi o resultado de uma relação extra-conjugal de António. Pelo menos lembro-me que, ainda nos anos 80, rebentou esse escândalo num dos jornais da altura: Veloso tinha um filho secreto. Se estiver a dizer alguma Vieirada, por favor, corrijam-me.

O que é certo é que este é mais um dos casos em que a carreira do filho pode suplantar a do pai. E não acredito que ao Miguel lhe tremam as pernas se for chamado a marcar um penalti numa final europeia.

Publicado por guardabel em 08:02 PM | Comentários (9) | TrackBack

outubro 14, 2007

pais e filhos (I)

Washington e Bruno Alves

Bruno Alves afirma-se cada vez mais como um dos melhores centrais do futebol português. Depois de jogar pela equipa B até 2002, foi colocado pelo FC Porto a rodar em vários clubes, sempre com um grau de exigência crescente - Farense, Guimarães e AEK. Quando passou a fazer parte definitivamente do plantel, em 2004, Bruno Alves ainda era um jogador relativamente desconhecido do grande público (a ida para a Grécia tinha-o "afastado" dos olhos dos portugueses), ainda que um habitual nas selecções jovens. A sua impulsão e jogo de cabeça eram poderosos, mas pela relva demonstrava uma agressividade incontrolável que o levava a cometer alguns excessos, talvez fruto de alguma insegurança típica de quem precisa de se afirmar num grande clube com o FC Porto. Essa característica veio a ser amplamente demonstrada no célebre lance que o levou a confundir a cabeça de Nuno Gomes com uma bola. Nessa altura, houve quem lhe fizesse o "funeral" em termos profissionais, mas Bruno Alves surpreendeu tudo e todos (inclusivamente os portistas) evoluindo a todos os níveis como jogador de futebol. Afirmou-se na primeira equipa, primeiro ao lado de Pepe, com quem fez uma das melhores duplas da Europa, e agora como elemento imprescindível da "espinha dorsal" da equipa. Pelo meio, já ganhou dois campeonatos, e agora surge a titular da selecção nacional, tendo marcado um golo neste fim-de-semana.

Bruno Alves é filho de Washington, central brasileiro que fez (alguma) história no futebol português nas décadas de 70/80, ao serviço do Varzim, clube onde foi colega de equipa do nosso André. Nunca vi Washington jogar. Se alguém tem memória desse central - que foi também treinador de Bruno Alves nas escolas do Varzim - , faça o favor de comentar.

Publicado por guardabel em 07:56 PM | Comentários (15) | TrackBack

outubro 08, 2007

Atitude

O FC Porto actual, que venceu os sete jogos até agora disputados, é uma equipa com grande atitude competitiva. É isso que nesta altura mais se destaca, uma vez que em termos de beleza de jogo pouco há a dizer. Aquilo que falta em termos de talento colectivo sobra em determinação e em garra.

Foi isso que eu vi hoje no jogo contra a Académica. Uma equipa a lutar do primeiro ao último minuto, a correr e a disputar cada lance como se fosse o último, a pressionar o adversário logo à saída do seu meio-campo. Por alguma razão temos a melhor defesa da competição, com apenas um golo sofrido. Bruno Alves e Stepanov já são a melhor dupla de centrais em Portugal. Na lateral esquerda, parece-me que Fucile está a defender muito bem, mas em termos ofensivos atravessa um mau momento.

Na vertente da construção de jogo de ataque as coisas não correm tão bem quanto esperava. A equipa parece atravessar uma fase de jogo directo, com pontapés longos para as faixas laterais. O meio-campo, muito trabalhador, mas pouco imaginativo, quase que se limita a funções defensivas, falhando muitos passes na construção do jogo de ataque. Paulo Assunção é um monstro a defender, Meireles é rápido sobre os adversários, e Lucho dá equilíbrio à equipa, mas os três juntos não têm o poder de explosão que, no ano passado, Anderson trazia à equipa. Ainda assim, as oportunidades vão surgindo, mas hoje estivemos particularmente perdulários.

Sektioui falhou o golo mais fácil da sua carreira. Se tivesse voltado imediatamente a entrar em campo em vez de ficar dentro da baliza a pensar como foi capaz de falhar aquilo, teria tido novamente oportuindade de marcar, pois a bola voltou a passar por ali, a cruzamento de Meireles. O falhanço de Lucho foi diferente, uma vez que contou com uma magnífica defesa de Pedro Roma, naquela que foi provavelmente a melhor jogada do FC Porto.

Agora segue-se uma paragem longa devido à selecção. Depois vêm aí quatro jogos para ganhar (Leixões e Belenenses em casa, Amadora fora e Setúbal em casa), antes de visitarmos o estádio do quarto classificado. É fundamental não perdermos pontos até lá.

Publicado por guardabel em 12:55 AM | Comentários (27)

outubro 04, 2007

De falhanço em falhanço até ao golo final

Houve dois factores que impediram que o Besiktas chegasse ao intervalo a vencer: Hélton e a falta de pontaria dos avançados da equipa turca. O internacional brasileiro mostrou por que razão deve ser o titular, ao contrário do que diz Rui Moreira (Trio de Ataque), que prefere colocar Nuno no seu onze. Os jogadores turcos estiveram por duas vezes, uma de cabeça e outra com o pé, a dois metros da baliza, muito perto de marcar, mas foram estranhamente afectados pela síndrome NG (Nuno Gomes). Chegámos, pois, ao intervalo sem nada para mostrar em termos atacantes e com muito que recear para a segunda parte.

No entanto, a segunda metade trouxe um jogo diferente, e aí fomos nós a estar sempre mais perto do golo, apesar daquela oportunidade claríssima dos turcos (a única na 2ª parte) negada com classe por Helton. Lucho acertou finalmente nos passes e a equipa estendeu-se muito mais. Foi com alguma apreensão que vi a entrada de Marek Cech, mas o eslovaco até esteve bem, em cruzamentos perigosos que procuravam Adriano. A saída de Lisandro, dada a boa forma do argentino, foi difícil de aceitar, mas percebeu-se que Jesualdo queria um "meco" plantado na área para prender os centrais e permitir que outros jogadores entrassem para a confusão. Foi, de resto, assim que nasceu aquele golo caído do céu. Depois da excelente visão de Leandro Lima, que viu Lucho sozinho na direita, bastou que o argentino falhasse o cruzamento e que Quaresma desse nas "orelhas" da bola para que esta entrasse pelo único sítio em que poderia ter entrado.

A única má notícia do dia foi mesmo a a vitória do Marselha em Liverpool, que vem lançar a confusão no grupo.

Publicado por guardabel em 11:38 PM | Comentários (7) | TrackBack

outubro 03, 2007

Há dias em que vale a pena sair de casa

Ainda estou a tentar perceber como é que ganhámos na Turquia. Por isso, só amanhã escreverei algumas palavras sobre o jogo. Se alguém quiser ir adiantando algumas explicações, faça o favor.

Publicado por guardabel em 11:59 PM | Comentários (11) | TrackBack

outubro 02, 2007

Os três penaltis da Luz

Para mim, são todos de assinalar.

1. Rasteira de Katsourainis a Romagnoli, sem jogar a bola.

2. Braço na bola de Katsouranis (e não bola no braço). Este é o mais controverso de todos. A minha opinião é a seguinte: o grego tem mais que tempo suficiente para desviar o braço da bola, que vem com pouca velocidade. E não era preciso decepar o braço ao homem :) Bastava que o grego levantasse ligeiramente o braço e a bola passava. Se não o levantou, para mim foi com a intenção de parar a passagem da bola com o braço. Se fosse um remate com força a curta distância, aí era diferente.

3. Rasteira de João Moutinho a Adu, sem jogar a bola.

Publicado por guardabel em 11:04 PM | Comentários (10) | TrackBack

Mourinho vai treinar o Inter de Milão

Interrompemos a emissão - espero que não se vão embora - para dar conta dos resultados finais da sondagem Vamos dar emprego ao Mourinho (ou simplesmente Um grande europeu para Mourinho). Segundo os leitores de Pobo do Norte, que nunca têm dúvidas e raramente se enganam, José Mourinho irá treinar o Inter de Milão. Mancini pode ir fazendo as malas. Em segundo lugar ficou o FC Porto e, na terceira posição, foi eleito o Barcelona. Resultados finais, após 220 cliques:

1. Inter de Milao - 74 (34%)
2. FC Porto - 57 (26%)
3. Barcelona - 35 (16%)

4. Real Madrid - 25 (11%)
5. Juventus - 20 (9%)
6. Bayern de Munique - 6 (3%)
7. Manchester United - 3 (1%)

Publicado por guardabel em 06:55 PM | Comentários (2) | TrackBack

outubro 01, 2007

Vieira ataca Marítimo!

- Diga lá, levantou a bandeirola porquê?
- Vi um jogador do Benfica jogar a bola com o braço dentro da grande-área.
- Viu? Tem a certeza?
- Sim, foi mesmo à minha frente. Ele até estava de frente para mim.
- Eu não vi nada!
- Mas eu vi, por isso levantei a bandeirola.
- E que jogador foi esse que, na sua opinião, jogou a bola com o braço?
- Foi o grego do Benfica.
- O grego? Desculpe, mas atitudes xenófobas são inaceitáveis na minha equipa de arbitragem. Sendo assim, não há nenhum penalti para marcar. E eu, como árbitro conhecido por actuar "à inglesa", devo fazer jus a essa honra e mandar jogar.

O diálogo que acabaram de ler é parvo. Assumo-o sem problemas. Mas como entender o que se passou naqueles breves minutos que se seguiram à falta de Katsouranis sem recorrer a uma explicação surreal, fantástica, imaginativa, enfim, "parva"? Impossível.

A esta hora, no site oficial da Liga ainda não consta um pedido de desculpas do árbitro ao Sporting pelos dois penaltis não assinalados (rasteira de Katsouranis a Romagnoli e braço de Katsouranis na bola) e outro pedido de desculpas ao Benfica pelo penalti também não assinalado no final do jogo (rasteira de João Moutinho a Adu).

No entanto, desconfio que tal não vai ser necessário. A avaliar pelo modo como os dois presidentes brindam, parece que está tudo bem. Pedro Henriques pode estar descansado. O problema não foram os três penaltis não assinalados. O problema, segundo o presidente do quinto classificado são as arbitragens que os têm, aos dois, prejudicado a favor de "outra equipa". O mistério instala-se. De que equipa estará o presidente do quinto classificado a falar? Há quatro hipóteses: FC Porto, Marítimo, Guimarães e Sporting, ou seja, os quatro que estão à sua frente.

Quanto a mim, o Sporting está fora das opções logo à partida pois, pelos vistos, é um dos tristes prejudicados. Ainda se poderia pensar numa estratégia assente na ironia por parte de Vieira, mas não lhe reconheço esse tipo de agilidade mental.

O FC Porto não pode ser, pois invocar as arbitragens para justificar uma diferença de 7 e 8 pontos (respectivamente) em apenas seis jogos só pode vir de alguém que não está na plena posse das suas faculdades mentais. E daí...

Também não acredito que o "Khadafi dos pneus" se esteja a referir ao Guimarães, até porque o clube acabou de regressar à primeira liga e as boas relações entre os clubes, nomeadamente na transferência de craques (Marco Ferreira, por exemplo), impede qualquer conflito via imprensa.

Resta, por isso, o Marítimo, um clube cujo presidente é amigo do chefe do governo regional, ele próprio adepto confesso dos insulares. É sabido o clima de crispação entre Alberto João Jardim e o continente, mais concretamente, em relação aos poderes centralizados na "capital do Império", Lisboa. Para além disso, já ouvimos da boca de Jardim, no passado, palavras elogiosas para com o grande timoneiro portista, Pinto da Costa. Por tudo isto, e também porque o aeroporto do Funchal não admite a presença de grupos de capangas ao serviço de clubes do continente, é natural que a bicada certeira de Vieira tenha por alvo o Marítimo. E que grande bicada!

Publicado por guardabel em 01:32 PM | Comentários (11) | TrackBack