setembro 26, 2007

Fátima Cup

Conclusão: os três grandes não jogaram um caracol. Foram os três a penaltis. Só o FC Porto perdeu. Fosse eu o presidente e vinham todos a pé de Fátima. O Lino e o Mariano Gonzalez vinham de joelhos. O Leandro Lima e o Stepanov, vá, podiam apanhar um taxi..

O Estádio da Reboleira vai passar a chamar-se Estádio da Roubalheira. Aquele penalti que deu o 1-1 é a coisa mais estranha que vi no futebol. Mais estranha ainda foi a forma descontraída como Daúto Faquirá comentou o erro do árbitro assistente. "Errar é humano", disse ele. "São coisas que acontecem", acrescentou. Só faltou pedir desculpa por existir.

Agora, sábado há que fazer seis vitórias consecutivas. Que regressem os titulares!

Publicado por guardabel em 11:29 PM | Comentários (41) | TrackBack

setembro 24, 2007

Assim se fazem campeões

Assim se fazem campeões. O FC Porto cumpriu a sua obrigação, ganhando em Paços de Ferreira. O Sporting empatou em casa com o Setúbal. O Benfica não foi além do nulo em Braga, onde, já agora, o FC Porto tinha ganho. O campeão nacional teve Quaresma - que não foi vendido - e nesse jogo resolveu a questão com dois livres directos. O Benfica não tem Simão - que foi vendido - e já não pode decidir a favor do quarto classificado. Quanto ao Sporting, quem joga com Farnerud e Gladstone a titulares não pode aspirar a muito mais do que lutar por um lugar na Champions. O FC Porto prefere manter a aposta nos jogadores da época passada, dando alguns minutos a alguns reforços para se irem ambientando. Lisandro é o jogador em melhor forma, a defesa está certinha, o meio-campo estável. O Benfica sofre, mais uma vez, a desilusão de não se verem confirmadas as maravilhas que alguns apregoam no início da época: "Zoro é um animal dentro de campo", "Cardozo não engana", "Freddy Adu, o prodígio", "Di María Mamma Mia", e "Camacho é o salvador da pátria". Uma coisa é certa, Fernando Santos ainda se está a rir.

Publicado por guardabel em 03:24 PM | Comentários (17) | TrackBack

setembro 21, 2007

Botação: vamos dar emprego ao Mourinho

José Mourinho tomou conta dos noticiários desportivos nacionais. Nunca vi tal coisa por parte de um só indivíduo (se exceptuarmos a prisão de Vale e Azevedo, o passaporte falso de Mantorras e o arresto do Veiga). As competições europeias desapareceram das primeiras páginas e a próxima jornada do campeonato parece que vem longe. Só dá Mourinho (o que até vem a calhar para desviar algumas atenções). E, nesta altura, especula-se sobre qual será o destino do special one. Vamos ,também nós, dar o nosso contributo, participando para o efeito na botação. Pretende-se saber qual dos gigantes europeus irá contar com Mourinho a curto prazo no banco da respectiva equipa. É na barra lateral. Todos os desportistas podem participar (e os adeptos do quarto classificado também). Obrigado.

Publicado por guardabel em 05:52 PM | Comentários (14) | TrackBack

setembro 20, 2007

O castigo da UEFA

Pobo do Norte adianta em primeira mão o castigo que a UEFA irá aplicar a Luiz Felipe Scolari: substituição imediata por José Mourinho na função de seleccionador de Portugal. Tão certo como o pedido de desculpas de Scolari ter sido autêntico.

Publicado por guardabel em 10:35 AM | Comentários (24) | TrackBack

setembro 19, 2007

Um bom mau começo

Podemos falar em "bom mau começo", na estreia na Liga dos Campeões? Talvez.

Empatar em casa 1-1 com o cabeça-de-série do grupo, vice-campeão da Europa, e um dos candidatos à vitória final, com jogadores como Gerrard, Kujt, Torres, Babbel, Mascherano, Carragher, não é mau. É até um bom começo para nós, que nos temos habituado, nos últimos anos, a entrar com o pé esquerdo.

Empatar em casa 1-1 contra uma equipa que fez um remate na direcção da baliza em todo o jogo e marcou, e que ficou a jogar com 10 a meia-hora do final, é péssimo. E traz-nos aquele sabor estranho a derrota. De quem é a culpa? Estão preparados? Vamos lá.

Jesualdo deixou o mais creativo jogador do plantel na bancada, Leandro Lima, talvez, digo eu, porque tinha jogado com o umbigo contra o Marítimo. Por outro lado, não se pode acusar o treinador de não ter arriscado a jogar contra dez: meteu um ponta-de-lança (que não teve bolas jogáveis) e um médio-extremo (que não soube jogar a bola). O pior é que a equipa não mostrou nem criatividade nem estratégia para entrar no double-decker bus que os ingleses estacionaram à frente da baliza. Poderia ter tirado um defesa? Talvez, mas o Liverpool é fudamentalmente uma equipa perigosa no contra-ataque.

João Paulo esqueceu-se de Kujt no golo, mas Nuno tinha obrigação de sair após a cabeçada de Hyppia. A bola passou demasiado tempo no ar para que o nosso guarda-redes ficasse colado à linha de baliza.

Sektioui tem de ser sempre substituído? Como sócio pagante do clube, gostava que me dessem uma justificação. É por causa do Ramadão ou é uma questão de (ausência) estatuto na equipa? Se é por causa do Ramadão, creio que se aceita, mas não deixa de ser um erro estratégico contratar um jogador que sabemos não vai aguentar 90 minutos em campo durante uma época do ano. Se é por falta de estatuto na equipa, então estamos conversados quanto ao suposto carácter disciplinador de Jesualdo Ferreira, que prefere não tocar nos "intocáveis", mesmo que estejam a render "zero".

Neste jogo, acabámos por ser indirectamente prejudicados pelo quarto classificado (aquele com quem o Milan fez um treino ligeiro ontem), porque, desta vez, Benitez não cometeu os mesmos erros que o fizeram sair da Luz com uma derrota por 0-1, há dois anos. Desta vez, colocou o melhor jogador em campo (Gerrard) e a sua equipa jogou "a sério", como se fosse um verdadeiro jogo de campeões, como o foi.

Publicado por guardabel em 02:45 PM | Comentários (18) | TrackBack

setembro 17, 2007

Força Porto!

Entre o Marítimo e o Liverpool temos dois dias e pouco de nervosismo e unhas roídas. Internamente vamos na frente, com 12 pontos ganhos a quatro adversários difíceis, mas parece-me que ainda falta qualquer coisa para nos batermos de igual para igual com Gerrard, Torres e companhia. A fé é sempre a última a morrer, mas vai ser muito difícil. Força, Porto!

Publicado por guardabel em 05:14 PM | Comentários (38) | TrackBack

setembro 13, 2007

Aproveitem a oportunidade: rua com o bronco

Devo desde já esclarecer que o Sr. Scolari, "ex-campeão do mundo", como os seus apóstolos lusos insistem em relembrar, nunca foi um treinador do meu agrado. Para além da aura de justiceiro que os adeptos do SLB e do SCP lhe atribuiram (por hostilizar o FCP e afastar alguns dos seus jogadores da equipa nacional), da lógica de "capelinha" (seleccionar sempre os mesmos, independentemente do seu desempenho) e de alguns amuos supostamente disciplinadores (o caso do afastamento do Maniche é só o mais recente), o que entendo é que o homem é um treinador ao nível da mediania portuguesa (tipo Nandinho Santos, Inácio, Vítor Manuel e semelhantes).

Sim, claro, venceu o Mundial mais mal jogado dos últimos 30 anos... com a selecção do Brasil. Mas alguém se lembra do jogo de equipa desse conjunto? Eu lembro a insistência nos dois médios defensivos, a roubalheira frente à Bélgica e alguns rasgos de génio do Ronaldo e do Ronaldinho.

Quanto ao "muito que já deu ao futebol nacional", convirá relembrar algumas coisas que eu já tive a oportunidade de dizer em 2004 e em 2006: a selecção do Sr. Scolari começou por ser a equipa anti-Porto (Baía banido, por exemplo), das glórias em queda (Couto, Rui Costa e Figo em acentuada degenerescência competitiva) e do futebol improvisado. Uma equipa que não precisou de passar pela fase de qualificação do Euro 2004 (por ser o país organizador) mas que, casmurramente, a despeito dos dois gloriosos anos que o FCP teve por essa altura, não tinha lugar no onze inicial para o Deco, nem para o Maniche e, obviamente, também não tinha lugar nos mais de vinte convocados para aquele que foi eleito como o melhor guarda-redes europeu em 2003/2004.

O primeiro "grande contributo para o futebol português" foi colocar em campo, após a derrota inaugural, os jogadores que venceram a Liga dos Campeões, ou seja, fazer aquilo que toda a gente minimamente inteligente exigia há já muito tempo: colocar o Ricardo Carvalho no centro da defesa, o Nuno Valente à esquerda, e usar o triângulo do meio-campo portista. Aliás, fruto da forma articulada como este meio campo actuava, essa foi a única altura em que se notou alguma organização na equipa nacional do Sr. Scolari. Mas o mérito não era dele... era de um Sr. chamado José Mourinho. Mais: apesar deste "presente" que o teimoso brasileiro só aceitou depois de se ver em apuros, insistiu sempre nos "seus" como, por exemplo, um Pauleta que foi um nulidade absoluta ao longo do Euro 2004, com os resultados que se conhecem.

Depois do desmembramento da equipa do FCP, do auto-afastamento do Rui Costa e do "agora não me apetece porque eu apareço depois para jogar o Mundial 2006" do Luís Figo (mais um brilhante exemplo de como o brasileiro é "imune às pressões" e é um "disciplinador"...), a selecção do Sr. Scolari ficou entregue a um grupo de jogadores com lugar cativo e às habilidades da então emergente estrela mundial que dá pelo nome de Cristiano Ronaldo. "Fio de jogo"? "Organização ofensiva?" Nada! Avançamos pela qualificação graças a um grupo sobre o fraco (a 2ª equipa supostamente mais forte era uma Rússia em acentuada crise) e fizémos um Mundial na Alemanha sem brilho, não obstante a fantástica classificação. Para quem não se lembra, começamos por vencer Angola com dificuldade, batemos acagaçadamente o México (nota do autor: informação corrigida com o contributo de um leitor) e vencemos o Irão. Depois avançamos penosamente, com jogos muito sofridos e quase sem marcar golos, até sermos arrumados por uma selecção ainda mais cínica (a França) e humilhados no jogo de 3º e 4º lugar. Em suma, como se costuma dizer, neste Mundial "foi muito melhor o resultado do que a exibição".

Infelizmente, o Sr. Madaíl convenceu o brasileiro de que o SLB ia ser o seu fim como treinador e que mais valia continuar a ganhar 30 mil contos por mês na preguiça que é ser seleccionador nacional - e o homem foi ficando. A imprensa, obediente e submissa, rejubilou, tal como todos os anti-portistas deste país. Pelo meio, o Sr. Scolari tentou vender-se aos ingleses, mas o pessoal achou isso muito "normal" (como o soco de ontem...).

Finalmente chegados ao apuramento para o Euro 2008, com a necessidade evidente de renovar a selecção, Scolari insiste na tese do "clube Portugal", isto é, o Deco pode estar a meter nojo durante 90 minutos que jogará sempre, idem para o Meira, para o Ricardo, etc. etc. - são os "seus". Experimenta um ou outro "novo" jogador, sem grande lógica de continuidade e ao arrepio de qualquer aferição do nível de desempenho registado nos clubes (Nani, Antunes, R. Meireles, Moutinho e Quaresma foram sempre usados episodicamente e sem critério - entraram depois de muita insistência e, com assiduidade, sairam sem se perceber porquê).

Só que as coisas começaram logo mal na Finlândia, onde a brilhante teoria segundo a qual "vencendo em casa e empatando fora" seríamos apurados resultou numa exibição pálida, ainda assim bem melhor do que a registada na Arménia. Só que, por tacanhês, pelo Ronado estar ainda perro, por azar e azelhice do Ricardo, por causa de um golo em fora de jogo, mas sobretudo por falta de ambição e "tomates", não vencemos nem a Polónia nem a Sérvia. A selecção foi, nestes dois jogos, o espelho do que é o "legado" do Sr. Scolari ao desporto-rei português - futebol amorfo, dependência absoluta das individualidades, jogadores "instalados" no 11 e, esta não é culpa dele, com necessidade de um ponta-de-lança que marque golos, pelo menos, de vez em quando...

O murro? Pois, o murro. Acho que é uma agressão indesmentível, fruto do desvario (tenha ou não acertado no Sérvio), e deve ser punida, tal como o foram as do Sá Pinto, do Abel Xavier e a do João Pinto, entre outras. Mas o pior de tudo foi a maneira desavergonhada como este Sr. mentiu, negando ter agredido e atribuindo o seu acto à suposta defesa do Quaresma. O pedido de desculpa posterior, borrado com a insistência na tese de que tentou impedir uma agressão ao cigano, é só mais um exempo da falta de carácter deste Sr..

Resumindo: não reconheço outro "legado" ao Sr. Scolari que não o da falta de ambição e de competência para colocar uma equipa a jogar futebol colectivamente (nesse aspecto, até um treinador de 5ª categoria como era o Humberto Coelho fez melhor). Como tal, sem crucificar o Sr. por este episódio lamentável, porque toda a gente tem um momento mau, agradeço tão somente que aproveitem a oportunidade para o despachar (como brilhantemente fizeram com o Couceiro e com o Paulo Sousa). Obrigado.

Publicado por poncio em 11:43 PM | Comentários (28) | TrackBack

"Soco" em brasileiro? Ah, essa é fácil: "Scolari"!

O sargentão é fogo

Luis Felipe Scolari. Fixem este nome, porque ele passará à história como o primeiro seleccionador a defender a nossa honra com um soco a um jogador adversário. Depois de João Vieira Pinto na Coreia do Sul, este é o mais alto exemplo de patriotismo que poderíamos ter. E logo de um brasileiro irmão!

Bem, deixemo-nos de ironias. Espero que a UEFA mande este senhor com as urtigas nos próximos jogos. Até sugeria um castigo de... quatro jogos! Pode ser que sem ele no banco, a selecção consiga demonstrar um pouco mais de ambição e pensar mais além do que o simples empate. Precisamos de alguém que não prejudique a imagem da selecção. Precisamos de alguém que não nos tome por parvos ao responder "Porque a Sérvia foi melhor" quando o jornalista lhe pergunta por que razão jogámos pior na segunda parte.

Publicado por guardabel em 12:00 AM | Comentários (34) | TrackBack

setembro 08, 2007

Azar com os polacos

O Ricardo não teve responsabilidades no golo do empate da Polónia. É certo que é um remate de muito longe, mas é colocadíssimo e muito forte. Para além disso, há muitos jogadores no campo visual da bola. Ricardo tem, depois, o azar de ver o seu corpo meter a bola lá dentro.

Feita esta primeira defesa de alguém que eu já critiquei muito no passado, quero dizer que achei que jogámos o suficiente para ganharmos este jogo, mas pagámos o preço de não ter um ponta-de-lança a sério na frente. E o Nuno Gomes até nem esteve mal no que diz respeito às combinações com os médios, mas nunca impôs respeito à defesa polaca. E um ponta-de-lança forte, que semeie o pânico na defesa contrária, abre muito mais caminho às acções ofensivas dos médios. A única coisa que Nuno Gomes vai semeando são falhanços atrás de falhanços. E o pior é que nem Postiga nem Hugo Almeida me parecem ser esse ponta-de-lança de eleição de que pecisamos.

Foi um deleite ver a capacidade organizativa de Deco, um verdadeiro maestro na arte do passe. Ronaldo faz sempre mossa nas defesas adversárias, mas o 1-contra-1 está um pouco enferrujado. Maniche é um homem para grande momentos, com boa presença na área, mas falta-lhe alguma frescura física. Simão esteve muito abaixo do que se esperava e deveria ter saído mais cedo para a entrada de um Quaresma que, em quase tudo o que tocou, transformou em ouro, ou seja, perigo. Na defesa, a velocidade de Bosingwa é uma mais-valia e apenas errou no lance em que deixou fugir Smolarek ainda na primeira parte. Os restantes elementos estiveram bem.

Apesar de o empate não satisfazer as nossas pretensões, ainda acredito que vamos chegar ao primeiro lugar do grupo.

Publicado por guardabel em 11:12 PM | Comentários (22) | TrackBack

setembro 06, 2007

Prémio "Se repetir isto muitas vezes talvez tenha hipóteses de jogar"

"Sabia que o Benfica era o maior do Mundo antes de chegar."
Freddy Adu, 06/09/07, MaisFutebol

Publicado por guardabel em 05:09 PM | Comentários (13) | TrackBack

setembro 04, 2007

Considerações gerais sobre o fenómeno futebolístico actual

Certa imprensa continua a dar-nos motivos para a utilizarmos apenas como alternativa ao papel higiénico. O Record trouxe para a primeira página de ontem o título "Um golo irregular em triunfo folgado". Um jornal honesto referir-se-ia apenas a um "triunfo folgado" e sem margem para discussão. Um jornal que quisesse ir pela linha do Record, mas ao contrário, diria "Um golo mal invalidade em triunfo folgado". Mas isto de apontar os erros contra o FC Porto no Record, já sabe, é como acertar no Euromilhões.

A Bola volta a fazer das suas à terça-feira, dia da crónica de Miguel Sousa Tavares. O cronista tem incluído nos seus textos algumas críticas a um ou outro aspecto que não lhe agrada no FC Porto. Isso é natural em qualquer portista que se preze, pois nunca nos acomodamos e temos sentido de auto-crítica. Para além dessas referências, MST comenta a actualidade futebolística em greal, não deixando de lançar a sua farpazita aos rivais. O que é curioso é que o título que A Bola chama para a primeira página tem sido sempre retirado da parte em que ele critica o FC Porto. Elucidativo.

Hoje, o órgão oficioso do actual quinto classificado e ex-terceiro classificado (ó Camacho, ainda não fizeste melhor que o Fernando Santos!) apresenta-nos "Rui Costa e sus muchachos", com o "número 10 em grande forma" e "novos craques a despontar". Até temos medo. Quase tanto medo quanto o que tivemos com "El primo Fernando e sus muchachos en el aeropuerto".

Falando do futebol dentro das quatro linhas, acho que toda a gente viu que a bola saiu antes de o Bruno "Toma lá uma cabeçada, ó Nuno Gomes" Alves cruzar para o golo do Lisandro. Até o árbitro viu, creio eu. Agora, concordo que era um crime anular aquela jogada de fino recorte técnico do nosso defesa-central. Esteve bem o Proença, portanto. Mal esteve Bruno Paixão, no Nacional-5ºclassificado, ao permitir que Diego Benaglio assistisse Cardozo para o golo. Aquilo não é futebol, não é nada. Aquilo é um favor. E, já agora, não sei se não haverá fora-de-jogo.

Outra coisa que me fez impressão foi a maneira como os defesas do Nacional fizeram todos os possíveis para não tirarem a bola ao Rui Costa. OK, o velhinho da Luz é ainda um grande jogador, sabe tudo sobre bola, mas, caramba, os defesas contrários parece que lhe pedem autorização para tentar importuná-lo. "Ó Sr. Rui Costa, dá licença que eu me aproxime de si para tentar tirar-lhe a bola?" Entretanto, o Rui Costa já lá vai. Não estou a defender qualquer estratégia "à Petit" ou "à Katsouranis", mas um pouquinho de menos respeito pelo maestro da banda do circo da Luz era capaz de ser bem-vindo.

No meio desta história toda, conseguimos os nove pontos que no ano passado não conseguimos contra estes mesmo três adversários. Continuamos a escovar os dentes. Mai' nada.

Publicado por guardabel em 08:06 PM | Comentários (8)