Gostava de pedir aos adeptos do FC Porto que ocuparam os comentários do post anterior com insultos ao presidente e à SAD que guardassem esses insultos para o momento em que o dinheiro da venda de Anderson for aplicado. É aí que vamos ter direito à indignação, ou não, dependendo do que acontecer. Para já, é exagerado reagir da forma como alguns estão a reagir, até porque o clube não acabou e o estádio do Dragão ainda está de pé, lindo como sempre, ali ao lado da VCI.
Agora, sejamos frios e objectivos. Quantas vezes vai chegar aqui um clube estrangeiro e prontificar-se a dar 30 milhões (sim, eu sei que só detinhamos 80% do passe) por um nosso jogador? Sim, poder-se-á sempre argumentar que o FC Porto poderia ter segurado o jogador e recusado a venda, etc... Mas aí corríamos o risco de termos um jogador desmotivado, à espera do momento em que lhe tinha sido prometida a saída, como aconteceu com os casos de Maniche, Costinha e Derlei. Alguém se lembra de como estes jogadores, que não saíram na altura em que desejavam, se arrastaram nos últimos tempos de FC Porto? Não estou a dizer que esse cenário se iria repetir com Anderson, mas nunca se sabe. E depois temos de meter na cabeça que não estamos em condições de competir com outros "futebóis" e que temos de aproveitar o que de melhor há neste sistema de compra-e-venda de jogadores.
Anderson é uma perda incalculável em termos desportivos, isso é inegável. Mas já pensaram se ele foi assim tão decisivo na conquista deste campeonato? Eu acho que não foi! Aliás, foi até surpreendente a forma como a equipa soube superar a sua ausência por lesão. Agora, a nível europeu, é óbvio que ele era uma mais-valia que nos podia aproximar do sonho de voltarmos a chegar muito longe na Champions League. Mas quem nos garante que não virá aí um reforço tão bom ou melhor que ele? Deixemos o nosso presidente trabalhar em paz, tomemos um chazinho, amanhã é outro dia e, mais a frio, vamos esperar por novidades.
Acabou a época futebolística e nós avançamos para a 1ª edição dos prémios Pobo do Norte, que vão fazer uma avaliação exacta do que foi esta época. Houve campeão, mas muito ficou por decidir. Cabe agora a si, leitor do Pobo do Norte, escolher de entre as várias questões colocadas. Obrigado pela participação!
VÍDEO DO ANO (uma cortesia do Pentadragão e do seu Rascord online):

Os sons que se seguem são gravações feitas por mim, no dia da vitória sobre o Bayern. Agradece-se a ajuda a quem souber o nome do narrador da Rádio Renascença.
O golo do empate, por Madjer:
Gomes Amaro, no Quadrante Norte (Rádio Porto)
Óscar Coelho e António Pedro, na RDP Antena 1
Rádio Renascença
O golo da vitória, por Juary
Gomes Amaro, no Quadrante Norte (Rádio Porto)
Óscar Coelho e António Pedro, na RDP Antena 1
Rádio Renascença
Os últimos 5 minutos de jogo e o pós-jogo nas vozes de Gomes Amaro, Alberto Sérgio e João Veríssimo, no Quadrante Norte (Rádio Porto):
Os vídeos dos golos (pertencentes a www.fcp2003.net)
(Nota: este artigo estará em construção durante a semana. Serão adicionadas imagens e textos sobre o jogo.)
O Porto perdeu o jogo 7 da final da Liga de Basquetebol somente nos últimos 60 segundos. A Ovarense venceu e foi provavelmente o desfecho mais justo para uma época em que os de Ovar dominaram a fase regular e mostraram ter muitas soluções.
Porém, terminado a disputa, o que fica é a imagem de um jogador portista chamado Paulo Cunha, o verdadeiro vencedor de um jogo que está para além do desporto. Paulo Cunha jogou os 2 últimos meses da época sabendo que poderá padecer de um tumor nos testículos. Quem o viu defender as cores do Porto com toda aquela qualidade e aquela garra estaria longe de imaginar o que pode estar na mente de quem se vê perante tal ameaça.
Por tudo isto, o meu campeão é o Paulo Cunha - mais do que um grande portista, um portista muito, mas mesmo muito grande. Desejo que tudo não passe de um susto, que o dito seja benigno e que voltes a praticar o desporto que preferes, se possível, de azul e branco.

"Pedimos a realização do treino de sábado à porta aberta! Desse modo a equipa poderia ser saudada pelos adeptos, e sobretudo pelas crianças, de uma forma mais próxima e mais "real", como acontecia no antigo campo de treino das Antas. Todos nós nos lembramos da alegria que era ir a um treino do F.C.Porto... Actualmente, tudo o que os miúdos podem fazer é colocar-se à saída do centro de treinos e pedir um autógrafo através da janela do carro... As crianças de hoje são os sócios e adeptos de amanhã!
Meditem nisso, responsáveis azuis e brancos..."
[Este é o texto que acompanha esta iniciativa da blogosfera azul-e-branca.]
Viena será palco, dentro de três dias, da final da Taça dos Campeões Europeus de futebol, época 86/87. Jogamos contra o poderoso Bayern de Munique, contra o qual o mercado de apostas e a imprensa europeia nos dá poucas ou nenhumas hipóteses. Até mesmo a nossa imprensa não contém o medo disfarçado que o FC Porto consiga aquilo que apenas um clube português até à data conseguiu.
Nós acreditamos. Porque temos o Futre. Porque temos o Madjer. Porque temos o Mly. Porque temos o Celso. Porque temos o Juary. Porque temos o Sousa. É certo que não contaremos com o Gomes e com o Lima Pereira, lesionados, mas não deixamos de acreditar. Porque também temos um grande treinador.

O nosso adversário é poderoso. Nomes como Augenthaler (em cima, 1º da direita), Brehme (em baixo, 2º da direita), Michael Rummenigge (em cima, 1º da esquerda), Pfaff (de amarelo) e, principalmente, Lothar Matthaus (no meio, o 3º da direita), entre outros, fazem tremer qualquer equipa. Que o digam o PSV Eindhoven, o Anderlecht e o Real Madrid, todos eles eliminados pelo campeão alemão na presente edição da Taça dos Campeões. Os alemães não ganham uma competição europeia há 11 anos, pelo que estão pressionados pelos seus adeptos que pretendem o regresso do clube às vitórias internacionais. Mas nós acreditamos, e do medo faremos coragem.

Para quem está menos familiarizado com o clube que vamos defrontar, aqui deixo o seu palmarés:
- 9 vezes campeão da RFA
- 8 vezes campeão da Taça da RFA
- 3 vezes vencedor da Taça dos Campeões Europeus (1974, 1975, 1976)
- 1 vez vencedor da Taça dos Vencedores das Taças (1967)
- 1 vez vencedor da Taça Intercontinental (1976)
Existe uma razão acrescida para querermos ganhar este jogo. Já estivemos numa final europeia e perdêmo-la. Foi há 3 anos, contra a Juventus e, já agora, o sr. Prokop. Não gostámos da sensação. E finais perdidas não dão currículo, não fazem história.
O nosso presidente, Pinto da Costa, leva 5 anos de presidência e, neste curto período, já ganhámos tanta coisa! A este ritmo, nem me atrevo imaginar o que conseguiremos alcançar nos próximos 10, 15 ou 20 anos!
O futuro imediato, porém, é o que mais importa. E o futuro imediato é já no próximo dia 27 de Maio de 1987. Façamos desse dia o momento mais sublime da história do FC Porto. Estou confiante!
[Este texto surge com 20 anos de atraso. Na altura, o adolescente que eu era poderia tê-lo escrito se houvesse Internet.]
1.... e lá fomos bicampeões, tal como todos nós prevíamos e, apesar de o negarem, os nossos adversários directos também, lá no fundo, o previam. Chegámos ao fim com mais pontos do que os outros e, por muito que um ou outro lagarto com barbas venha dizer que "se fosse o Sporting, o título assentar-lhe-ia bem", não vale a pena entrar por aí. Já todos sabemos que se chover, o chão ficará molhado. É claro que fizemos uma segunda volta má. Mas fizemos uma primeira volta excelente, ao contrário dos outros que estiveram mal na primeira volta do campeonato. E por que razão haveria o Sporting de merecer ser campeão só porque acabou o campeonato a marcar sempre nos 5 minutos iniciais graças a auto-estradas construídas pelos adversários expressamente para esse efeito?
2. Há ainda outro tipo de sportinguista que elege o golo do Ronny com a mão, em Alvalade, como o momento-chave do campeonato. Se não fosse aquele lance, o Sporting era campeão. Estou a ver que esta é uma boa semana para os meninos, filhos de sportinguistas, aprenderem as orações condicionais. podem acrescentar esta: se o fiscal-de-linha do Sporting-Leiria não estivesse com sono teria visto uma bola 1 metro dentro da balzia do Ricardo. Enfim, não há pachorra para o mau perder de alguns. O que me irrita no meio disto tudo é não termos vozes na TV que ponham na ordem alguns senhores. Ainda ontem ouvi parte do Dia Seguinte da SIC e fico abismado com a passividade e sonolência de José Guilherme Aguiar quando vê à sua frente o nome do clube ser posto em causa. Que saudades de Pôncio Monteiro na TV.
3. A pancadaria entre alguns gunas de Valbom e do Lagarteiro que se verificou na baixa veio mesmo a calhar para alguma comunicação social tingir de negro a nossa festa azul-e-branca. Parece que tudo se resumiu àquilo. E houve até quem dissesse que tinha havido distúrbios na Alameda do Dragão. Daqui a uns dias, inventar-se-ão mortos e feridos dentro do estádio. Quem conhece bem o ambiente dos jogos no Dragão sabe que as duas claques portistas se dão bem, já tiveram iniciativas de solidariedade mútua e nunca houve notícia de desentendimentos. O que se passou na baixa é aquilo que inevitavelmente se passará sempre que bandos de gunas (podem chamar-lhes arruaceiros) aproveitarem grandes concentrações de pessoas para armar barraca. Já há muito que o ambiente da baixa, quando o FC Porto festeja vitórias, não é o mais aconselhável e, mais cedo ou mais tarde, algo como isto ia acontecer. A polícia é que já devia ter aberto os olhos.
4. Ontem dei por mim a entrar também pelos "SE": se não fosse o campeonato da vergonha, da Leal Cunha e do estádio do Algarvé (e muitos tiros no próprio pé), ontem estávamos a festejar o segundo PENTA. Mas isso agora não interessa nada, como dizia a outra. Agora, venha o TRI.
O cenário era previsível: 6 milhões (e mais qualquer coisa...) deambulam tristes e cabisbaixos pelas cidades. Na TV, um acabrunhado jornalista dá conta que "o Futebol Clube do Porto" venceu o Clube Desportivo das Aves no Estádio do Dragão, conquistando o seu 22º título" - e mais não diz. Mostrará umas imagens de uma peixeira aos berros, um tipo desdentado com ar de bêbado agarrado a uma bandeira do FCP, o emplastro a dizer que o PC é o seu pai e uma panorâmica geral das comemorações - Portugal ficará então a saber que que o Porto só tem adeptos desdentados, bêbados e peixeiras. Enfim, são os parolos do Norte.
Pois bem, os parolos do Norte, pela 22ª vez (e pela 6ª nos últimos 10 anos) vão ser melhores que os lampiões e os lagartos. Melhores do que os Lucílios e os Apitos Dourados, melhores do que os Kits e o deusébio, enfim, vão ser superiores a tudo isso e às suas próprias falhas e contradições.
O Porto vai ser melhor do que o seu temeroso treinador. Melhor do que a tremideira que dá nas pernas dos jogadores menos confiantes. Melhor do que as más aquisições que a SAD fez em Janeiro. Melhor do que todas as Carolinas e todos os orelhas do mundo.
Hoje jogamos a final - o destino de toda uma época num só jogo. Temos tudo a nosso favor: uma vitória nossa inviabiliza os desejos de terceiros, jogamos em casa (com 50 mil adeptos azuis a encher as bancadas) e enfrentamos uma equipa do fundo da tabela com a "corda na garganta". É um daqueles jogos em que teremos muito mais a perder do que a ganhar.
É nestas ocasiões que se vê quem tem classe e nível para jogar no topo. Espero que os nossos jogadores joguem como se não existisse amanhã, com a fibra, a raiva e o empenho de quem vence muito mais do que um mero jogo, tudo aquilo que tem faltado para "fechar" o campeonato.
Era mais ou menos assim que Eusébio, já em final de carreira, na década de 70, expressava todo o seu amor pelo Benfica. Jogava no Beira-Mar e, segundo as suas palavras na recente entrevista a Judite de Sousa, "recusei-me a marcar livres ou penalties contra o Benfica porque sabia que ia ser golo". Eu acho enternecedora esta prova de amor a um clube. Que existe de mais lindo do que a recusa de se marcar um penalti ou um livrezito contra o seu clube de coração? Que hino ao amor clubístico! Que hino à transparência! Eu disse "transparência"?
Sim, e agora? Como justificar uma exibição destas em Paços de Ferreira, senhor Jesualdo? É que se há uns meses podíamos falar de ausências importantes, ontem, foi impressão minha, ou jogámos com o nosso 11 mais forte? Onde esteve a atitude vencedora em campo? Onde esteve o espírito de grupo? O que leva, senhor Jesualdo, a que um Quaresma, um Lisandro ou um Anderson queiram fazer tudo sozinhos e não se lembrem que têm mais colegas a quem passar a bola? Por que razão é que a nossa jogada-tipo da primeira parte fosse o lançamento longo de um dos centrais, sem fazer a bola passar pelo meio-campo? Ah, já sei, foi a chuva e o granizo, claro. E também a pressão psicológica. E já agora, as luzes dos holofotes, por que não?
É claro que vamos ser campeões. E fazê-lo na última jornada, em casa, é uma sensação única e que poucos portistas terão vivido (alguém se lembra de um FC Porto-Covilhã na década de 80?) Mas, sinceramente, irrita-me saber que pudemos matar isto com antecedência e não quisemos. Irrita-me muito mais pensar que, se tivéssemos campeonato por mais 3 ou 4 jornadas, muito dificilmente conseguiríamos aquilo que vamos conseguir no próximo domingo. Foram muitos tiros no pé, e só uma primeira volta muito boa nos põe agora no relativo conforto de "apenas" termos de ganhar em casa contra uma das equipas mais fracas do campeonato.
Ontem, Bosingwa voltou a ser o melhor e os centrais voltaram em excelente forma. De resto, foi tudo sofrível para não dizer medíocre. E aquele golo às três tabelas (apesar do mérito de Adriano em opor-se ao defesa), que talvez tenha sido o golo do título, vem reforçar a ideia que do treinador e da sua concepção de jogo, este título talvez tenha pouco. Senhor Jesualdo, eu sei que daqui a uns anos apenas nos recordaremos de mais um campeonato ganho pelo FC Porto, mas eu vou fazer questão de me recordar que o ganhámos apesar de si.
Um comentário ao anterior post do Guardabel (oportunamente feito pelo Gil Oliveira) chamou a minha atenção para mais uma das pérolas da imprensa portuguesa - o artigo do J. Q. Manha intitulado "UM PEIXE EM BOM PORTO ".
Vem isto a propósito do Diego e da fantástica carreira que estará alegadamente a fazer na Alemanha, o que indirectamente quererá dizer que o FCP fez uma grande asneira em vender o homem ao Werder Bremen, segundo consta, perdendo 1 milhão de euros no negócio.
Em 1º lugar, convirá dizer que o Diego nunca mostrou no Porto nada que justificasse as expectativas de vir a tornar-se um digno sucessor do Deco. Aliás, eu acredito que só daqui a uma década teremos a felicidade de voltar contar com um jogador criativo que tenha a capacidade de defender e "armar jogo" como o Deco tinha e tem. Logo, a comparação do Diego com o "mágico" nem sequer deveria ter sido equacionada.
2º - Na minha opinião, o Diego nunca atingiu um nível decente no Porto porque:
a) o clube vivia a ressaca das vendas dos campeões europeus, a equipa estava sem rumo e com demasiada gente nova;
b) o gajo não tinha condição física nem ritmo para jogar na Europa (era irritante vê-lo perder bolas por causa da sua lentidão e incapacidade de resistir ao choque);
c) quando o homem estava a começar a sentir-se mais cómodo e a contribuir para a equipa, o Adrianse deixou de apostar nele;
d) é um jogador vaidoso e nunca teve a humildade de assumir que parte da responsabilidade por não jogar era dele;
e) com tudo o que tinha acontecido antes, a direcção do Porto entendeu apostar num médio de ataque ainda mais jovem e promissor - Anderson.
Em suma, não tenho dúvidas em dizer que o Diego é um jogador acima da média, que faria muito jeito ao Porto desta época, sobretudo depois do grego ter afastado o nosso prodígio dos relvados durante longos meses.. Por outro lado, tendo em conta o que vi dos jogos do Werder Bremen, não creio que seja ainda jogador para um clube como o Barcelona, o Real, o Arsenal, o Milan ou algo do mesmo calibre. É notório que evoluiu, que já joga mais ao primeiro toque e que está com confiança. Porém, o campeonato alemão, sendo mais exigente do que a Superliga, não tem o nível da Premier League, da Liga Espanhola ou da Italiana – é preciso relativizar o seu sucesso porque não o vi fazer nada de especial nos jogos da Champions.
Quanto ao Porto e à vertente negocial – a venda do Diego poderia ter sido muito mais bem feita. Era um jogador com fama no Brasil e, se tivesse ficado mais um ano em Portugal, teria certamente rendido mais alguns milhares de euros. Todavia, acredito que o elevado salário que auferia, a sua própria vontade de sair e o “factor Anderson” tiveram mais peso na decisão da SAD. Como tal, foi apenas um “mal menor”.
Se os jornalistas quiserem efectivamente falar de péssimos negócios e de contratações falhadas pelo FCP, a lista dos últimos anos é, lamentavelmente, muito longa, pelo que assunto não falta. Aqui ficam alguns exemplos:
Lucas Mareque – não jogava no River Plate e era suposto ser uma alternativa ao Marek?
Tarik Sektioui – uma opção bizarra do holandês que nunca ninguém percebeu.
Ezequias – um brasileiro que nunca tinha feito nada de assinalável vem para o Porto?
Diogo Valente – uma esperança boavisteira que parece ter falhado (este parece que saiu defeituoso, ao contrário do Meireles, do Bosingwa e do Pedro Emanuel);
Sonkaya – o turco sucessor de Seitaridis é um morcão molenga que nem tem lugar num clube do fndo da tabela;
Sokota – veio para o Porto curar as suas lesões;
Alan – muita vontade e pouca cabecinha, a bola atrapalha-o sempre – sem nível para um “grande”;
Leandro – um lesionado crónico; ficou-me na retina a perda de bola que deu o empate no Dragão na última jornada do campeonato que o SLB venceu;
Bruno Morais – este tipo tem tudo para ser um grande jogador mas não vai chegar lá;
Areias – a prova de que o Mourinho também mete água nas escolhas;
Leandro do Bonfim – muita expectativa, nulo rendimento;
Hugo Leal – mais um que a imprensa vermelha promoveu a vedeta;
Cláudio Pitbull – bom jogador para a Académica…
Rossato – gostei da compra e não percebi a venda;
Luís Fabiano – o homem tem físico, pouca testa e não é propriamente “fabuloso”;
Serginho Baiano – brasileiro gordinho e amigo da borga;
Leo Lima – muito grande para médio ofensivo mas não grande coisa.
Poderia também fazer uma lista dessas para o SLB, mas presumo que os Srs. jornalistas “isentos” não estejam interessados e nós não temos espaço suficiente no Blog para tantas anedotas…
Devo dizer que sempre fui e (ainda) sou fã do Gato Fedorento (o que não quer dizer que seja fã do modelo de programa "Diz que é uma espécie de magazine"), apesar de notar que a fórmula de algumas personagens começa a esgotar-se. Mas adiante.
Neste caso, a questão "Gato Fedorento" assume gravidade quando, a coberto de um pretenso humor, se difama e se calunia. E já não é a primeira vez. Valentim Loureiro costuma ser o alvo preferido, mas Pinto da Costa (e o FC Porto por arrastamento) vêm logo a seguir.
Esta situação específica do "tesourinho deprimente" de Olegário Benquerença parte de um pressuposto falso: de que a bola entrou na baliza. E por que é que é falso? Porque nenhuma imagem até hoje conseguiu provar que a bola entrou, ao contrário, por exemplo, daquela bola dentro da baliza do Ricardo no Sporting-Leiria desta época. Ao pegar na cantoria do homem, e porque os "tesourinhos deprimentes" começam a cair de qualidade, quis-se acrescentar um toque clubístico à questão para deixar mais uma vez contentes seis milhões de tolos que hão-de viver toda a vida agarrados à "bola-que-toda-a-gente-viu-que-entrou-na-baliza-menos-o-Olégário". E as câmaras de televisão, acrescentaria eu.
O pior é que isto alastra. Como uma mentira que se conta muitas vezes, vindo a tornar-se a "verdade oficial" de uma maioria. E depois leva a que ex-guarda-redes falhados (entretanto tornados jornalistas "isentos") escrevam coisas destas.
Mais um tiro no Porta-aviões lampionês
O FC Porto vai disputar a final da Liga de Basquetebol depois de ter vencido o Benfica no 5º e derradeiro jogo, em casa do adversário.
Parabéns aos nossos jogadores porque fizeram um jogo cheio de garra, de vontade (o Rodrigo Mascarenhas esteve insuperável nos ressaltos) e de qualidade - Larry Jon Smith foi o melhor dos melhores.
Depois da eliminação no Hóquei em Patins, o Benfica perde outra vez para o Porto numa das modalidades preferidas dos portugueses. Quanto à modalidade mais apreciada em Portugal, ainda não está resolvido a 100% e é cedo para festejar. Mas que as coisas estão bem encaminhadas, lá isso é verdade.
Nota sobre o sketch do Gato Fedorento
Adoro o trabalho daquele grupo de humoristas e acho que têm conseguido manter um bom nível de qualidade ao longo do tempo. Porém, em alguns momentos, têm igualmente esquecido que estão numa estação pública, paga com o dinheiro dos contribuintes (pelo menos em parte), pelo que não é aceitável que o seu clubismo os cegue. Obviamente que, de três benfiquistas e um sportinguista, seria de esperar uma dominante de piadas sobre o FCP, o Apito Dourado e o Pinto da Costa. Mas convém não exagerar!
Não obstante a piada da crítica ao Olegário, ao rídiculo da situação deste se disponibilizar para cantar uma canção do Quim Barreiros (seu primo) na TV e o facto do lance em causa motivar dúvidas (estava em causa o suposto golo que o Baia sofreu na Luz e não foi validado), os Gatos não precisavam de ir buscar algo tão antigo para fazer humor - a cançãozinha era a seguinte:
Abre os olhos Olegário,
Quando a bola passa a linha
É golo no meu dicionário.
Porque, no mesmíssimo Estádio da Luz, apenas há umas semanas atrás, o SLB obteve um empate face ao Porto com um golo irregular. Assim sendo, a minha sugestão é que façam um sketch sobre o fora-de-jogo do David Luiz (nota do autor: confundi mais esta futura mas afinal já não grande promessa com outro tosco qualquer chamado Andre Luiz), sobre a cegueira da equipa de arbitragem e acerca do silêncio da imprensa. A musiquinha pode ser a mesma e podem usar a seguinte letra:
Abram os olhos lampiões,
Não se armem em otários
Que o empate salvador
Não foi obra de Olegários.
Porque os portistas também têm sentido de humor, aqui fica o link, para quem não viu na RTP http://www.youtube.com/watch?v=UdPqGvZ6WD4
... se, nesta fase decisiva do campeonato, fosse o FC Porto a conseguir marcar sempre tão cedo nos seus jogos, perante tanta displicência dos adversários?

O presidente do terceiro classificado faz manchete n' A Bola de hoje com uma frase que constitui uma das maiores gralhas de sempre do jornalismo português. Pobo do Norte sabe que a frase original proferida pelo senhor foi "Serei eu a comandar o departamento médico!"
Espero que Jesualdo tenha hoje percebido a diferença entre jogar com Anderson a titular e jogar com Anderson no banco. É que aquele jogo no Bessa ainda me está atravessado e ainda não percebo por que razão o nosso prodígio não começou o jogo a titular. Anderson corre, Anderson finta, Anderson ganha faltas, Anderson empolga os colegas e as bancadas. Hoje, mesmo quando parecia cansado, perto do final do jogo, ainda foi capaz de "levar" dois nacionalistas, com coxinhas pelo meio, e pôr a bola à mercê de Jorginho, que rematou para fora. Para além disso vimo-lo a correr até lá atrás e defender. Anderson, o nosso prodígio, que Jesualdo Ferreira teve medo de meter a titular no Bessa.
Hoje, tivemos um jogo muito complicado contra uma das equipas que melhor trata a bola neste campeonato (o que não é sinónimo de eficácia no ataque) e que teve na equipa de arbitragem uma aliada preciosa. Fizemos uma primeira parte muito boa, durante a qual se destacou o grande José. Foi impressionante a forma como superou todos aqueles que lhe apareciam pela frente, ultrapassando-os em velocidade e até fazendo uma jogada genial em que fintou meia equipa do Nacional e pôs a bola com açúcar na grande-área. De resto, hoje, todos os seus cruzamentos foram meios-golos, ao contrário do que aconteceu no Bessa, onde esteve infeliz.
Ao intervalo, o resultado era muito injusto. Achei que entrámos algo apáticos na segunda parte e foram as alterações de Jesualdo, com as entradas de Meireles e Jorginho, que mexeram com o jogo. Meireles foi muito mais dinâmico do que Assunção, e Jorginho trouxe a qualidade atacante que Cech nunca tinha sido capaz de dar à equipa. O golo surgiu mesmo de uma jogada toda ela brasileira, entre Jorginho, Adriano e Anderson.
Recuámos talvez demasiadamente depois do golo e permitimos ao Nacional que circulasse a bola à vontade no nosso meio-campo, mas sem nunca criar oportunidades (apesar de algumas trapalhadas de Ricardo Costa). Era fundamental marcar o segundo, pois a nossa margem de erro é zero e nestas coisas nunca se sabe de onde vem a surpresa ou o azar. Mais uma vez foi graças a Anderson que marcámos o segundo, numa assistência primorosa para Fucile marcar o seu primeiro com a camisola azul e branca.
Os cerca de 40 mil adeptos presentes no Dragão terminaram o jogo em clima de festa, antecipando, quem sabe, aquilo que todos os portistas esperam que aconteça nas duas próximas jornadas: sermos bi-campeões. Está quase.
Confirma-se: o melhor jogador do mundo esteve hoje em S. Siro e fala português. Só não se chama Cristiano Ronaldo.