1. Pinto da Costa faltou à convocatória para se apresentar hoje na Polícia Judiciária, tendo sido visto a embarcar espectacularmente para o Brasil, num avião com destino a Porto Seguro. A comunicação social descreve a situação como "espectacular", pois o nosso Presidente foi obrigado a confrontar-se com seis indivíduos de negro, que costumam frequentar aeroportos. Pinto da Costa não precisou de sujar as mãos. Bastou a seguinte frase, que a comunicação social tem reproduzido durante toda a tarde: "Dêem-me só 5 minutos para fazer o check-in, que eu já vos dou umas beijocas." Tocou-lhes no ponto fraco. E eles acreditaram.
2. Luisão garantiu hoje mais uma manchete fantástica para A Bola de amanhã: «Queremos estar em breve na luta pela liderança». Esta frase foi proferida a um jornal brasileiro e insere-se na mesma lógica de frases que têm dado Luisão, ao longo dos últimos anos, como reforço dos grandes tubarões europeus.
3. Kikin Fonseca já faz estragos no México. Vejam lá que o MaisFutebol faz notícia do facto espectacular, e, já agora, apenas ao alcance dos predestinados, de Kikin ter feito um passe para golo. Isto, sim, é jornalismo, meus senhores.
4. Derlei, grande campeão ao serviço do FC Porto, prepara-se para terminar a carreira ao serviço de um clube com tradição na ajuda à terceira idade. A fama do segundo classificado em conceder reformas douradas a jogadores com mais de 30 anos (e não só) já chegou à Rússia. João Manuel Pinto, Zahovic, Peixe, Drulovic e Marco Ferreira são apontados como exemplos de "curvas descendentes" felizes e pacíficas no único clube com condições para tal.
5. O nosso jogo em Leiria ainda mexe. Os anti-portistas não são capazes de dizer explicitamente que perdemos porque o árbitro contribuiu para isso, mas acabam por reconhecer a "roubalheira" quando dizem que agora temos de pagar pelos supostos erros que nos beneficiaram no passado. Falta de verticalidade ou cobardia? Depois, vão buscar os nossos ex-jogadores que contribuíram para os nossos êxitos passados. Isto faz sentido?
6. Este fim-de-semana serviu também para apanhar em flagrante uma certa comunicação social anti-porto. Repare-se que não houve uma só capa de jornal referindo explicitamente os lances em que fomos prejudicados. E todos nós nos lembramos do que aconteceu em outras situações em que o suposto beneficiado fomos nós... E quem ouviu alguns dos relatos da rádio e respectivos comentários de alguns "tachistas", deve ter pensado estar a assistir a alguma proeza da nossa selecção, dada a satisfação evidenciada pela vitória de uma equipa e o total branquemanto da arbitragem que impediu o derrotado de chegar à vitória.
Tentaram abater o dragão, hoje em Leiria. Ganharam uma batalha, mas a guerra, essa ganhá-la-emos nós no final. Fixem isto:
CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, SEREMOS C-A-M-P-E-Õ-E-S!


"O Cruzeiro acertou nesta nesta quinta-feira o empréstimo gratuito do zagueiro Eliezio ao Porto, de Portugal, até junho de 2007. O jogador vai em troca da prorrogação do empréstimo do lateral-esquerdo Leandro, que foi cedido ao Palmeiras juntamente com o volante Martinez na negociação para a vinda do meia Marcinho para a Toca da Raposa. (...)"
Damos por encerrada a botação. Os leitores de Pobo do Norte confiam na versatilidade de Luisão. 40 horas dão para muita coisa.
1. Um pouquinho de tudo - 46 (30%)
2. Ser motorista e amigo colorido da Carolina - 27 (18%)
3. Ser conselheiro de vinhos de Vilarinho e Toni - 25 (16%)
4. Levar o Rui Costa ao colo depois dos treinos - 21 (14%)
5. Tratar diariamente do penteado do Simao - 15 (10%)
6. Ajudar o Barbas no restaurante - 12 (8%)
7. Entrar para o grupo de capangas do primo do Veiga - 6 (4%)
O MaisFutebol publicou recentemente duas listas ordenadas com aquilo que o Sr. Luís Sobral entendeu serem os “Dez falhanços na primeira volta” e “As figuras da primeira volta”.
Os bestiais são, segundo o MaisFutebol,
1 – Quaresma
2 – Katsouranis
3 – Hélder Postiga
4 – Zé Pedro
5 – Linz
6 – João Moutinho
7 – Polga
8 – Ricardo Rocha
9 – Nei
10 – Anderson
Em suma: para além da subjectividade de qualquer selecção deste tipo, que justifica o carácter “compreensivo e ecuménico” de algumas escolhas (como o Nei e o Zé Pedro), aquilo que se nota nesta lista é a ausência de três jogadores absolutamente indiscutíveis: Pepe, Lucho e Simão, bem com a inserção “à martelada” do Ricardo Rocha e do Polga. Mas vamos por partes.
O Quaresma é claramente o jogador mais decisivo do campeonato: marca golos fantásticos, faz assistências e desequilibra qualquer defesa do nosso campeonato. Pode não ser, em demasiados momentos, o jogador de equipa que eu e muitos portistas gostariam que ele fosse, mas a sua eleição como nº1 não tem discussão.
O Katsouranis foi, na realidade, uma das aquisições que mais rapidamente passou das capas do jornais avermelhados para o impacto no relvado: tem sido um jogador com uma veia goleadora muito útil, defende bem e não inventa. O seu maior pecado foi ter arrumado com o Anderson no jogo do Dragão, num lance em que bem poderia ter evitado a violência do choque com o jovem brasileiro.
Hélder Postiga merece a eleição num dos lugares de topo porque é tão somente o melhor marcador do campeonato. Para quem foi dado como “perdido” para o futebol ao mais alto nível, acho que foi um renascimento fantástico. Espero que continue a marcar de forma regular e que concretize finalmente todas as expectativas que criou desde o seu percurso nas camadas jovens do FCP.
O Belenenses é uma daquelas equipas que tanto faz um jogo muito razoável como produz uma exibição confrangedora. O Zé Pedro parece-me encaixar bem neste formato: tanto marca um golaço como desaparece do jogo – para um número 10 (supostamente dotado) que actua no meio de jogadores medianos (à excepção do Silas) parece-me pouco.
O goleador austríaco começou bem mas parece ir perdendo o gás. A forma trauliteira como o Jaime Pacheco organiza as suas equipas também não ajuda o pobre Linz, pelo que é provável que, isolado no meio das defesas contrárias, passe a ter cada vez menos oportunidades de fazer estragos. Seja como for, gosto do estilo e acredito que tem potencial para fazer boa figura num dos clubes de topo do campeonato.
No Sporting, qualquer jovem jogador, mesmo antes de jogar, já é um “produto fantástico das escolas de formação”. Porém, com um rendimento consistente e lugar cativo no 11 de Alvalade, somente João Moutinho se distingue da multidão de “prodígios” precoces. A “maturidade” que aparenta ter naquele corpo franzino é algo que aprecio e que merece elogio. Se tivesse melhor companhia no meio campo do SCP brilharia por certo muito mais.
O brasileiro Polga tem feito uma época mais consistente do que as anteriores, tendo a igualmente a vantagem de não se meter nos copos… A despeito desse facto, não fez nada de particularmente impressionante (por exemplo, golos), nem se distinguiu pela positiva do seu relativamente limitado (mas voluntarioso e empenhado) colega no eixo da defesa dos verdes. Se pensarmos que o Pepe ficou fora desta lista, a coisa soa claramente a frete.
O percurso do Ricardo Rocha só é notório porque tem marcado uns golitos e porque o Luisão é grande mas não é grande coisa (excepto na taxa de alcoolémia…). Continuo a achar que este central não é muito melhor que o Ricardo Costa. No meu entender, o Anderson, que o Eng. Santos relegou para o banco de suplentes, é um jogador mais consistente.
Nei é a figura goleadora dos “pobrezinhos”. Apesar de ter visto alguns jogos da Naval, não me consigo lembrar de algo de sublime que este corpulento avançado tenha feito. O Luís Sobral refere que tem “qualidade” para jogar numa das equipas que lutam pela Europa: quem sabe, talvez possa jogar no lugar do Kikin…
O último da lista dos “10 mais” é o menino prodígio do FCP que o grego se encarregou de afastar dos relvados por longos meses. Anderson estava a ser, até à cacetada fatal do jogo FCP-SLB, a grande razão para eu achar que o nosso ex-treinador holandês era mesmo um gajo quadrado, não obstante ter feito coisas boas (como por ordem na confusão que era o balneário na era pós-Mourinho e fazer a dobradinha). Confio que vá voltar a tempo de ser eleito o melhor do nosso campeonato.
Os infelizes são, também segundo o MaisFutebol,
1 – Rui Costa
2 – Kikin
3 – Bueno
4 – Ricardo Costa
5 – Carlos Martins
6 – Anderson
7 – Marcel
8 – Adriano
9 – Paredes
10 – Jardel
Em breves palavras, diria que falta aqui muita gente, inclusive jogadores do meu Porto, mas esses têm sempre a desculpa de ninguém ter enchido as páginas dos desportivos com manchetes apologéticas. Mas, na realidade, a maior injustiça da tabela dos “coitadinhos” é a não inclusão do Alecsandro. Poderíamos ainda falar do Miguelito, que tantas páginas de jornal ocupou e tão pouco tem jogado. Ou do Paulo Jorge, outra maravilha cozinhada no caldeirão das ilusões que é o jornal A Bola. Mas falemos da lista do Sobral.
Acho injusta a eleição do Rui Costa para o lugar cimeiro da lista dos tristes: o mais triste de todos, tendo em conta o número de primeiras páginas do Record e da Bola, bem como as frases bombásticas que proferiu, foi certamente o Kikin Fonseca. Porque apesar da fanfarra em torno do regresso do Maestro, eu não tinha grandes expectativas sobre o seu impacto nas galinhas da Luz – o homem já não tem idade para impor o ritmo, teve azar com a lesão (mais uma brilhante intervenção do corpo clínico do SLB) e uma equipa com aspirações a títulos não pode depender dele. Suspeito que vá ser um final de carreira penoso.
O mexicano foi uma contratação feita à moda do SLB: muita publicidade e poucos resultados. O homem é esforçado mas um bocado tosco, para além de ter uma forma de comemorar os golos absolutamente ridícula (felizmente, foi apenas um no campeonato e dois na Taça). A melhor coisa que fez foi conseguir ser rapidamente vendido por um valor supostamente superior ao que o Benfica terá alegadamente pago – um mistério ou um milagre?
O Bueno foi um flop em França e continua a ser um flop em Portugal – é um tipo coerente. Por comparação com o Kikin, tem a vantagem de não ter ocupado tantas primeiras páginas. Por outro lado, jogou ainda menos vezes que o mexicano e não marcou nenhum golo. Uma fabulosa aquisição a “preço zero”, tal como o seu colega brasileiro Alecsandro, que também deveria figurar nesta lista dos maiores falhanços.
O portista Ricardo Costa merece o seu lugar nesta lista, tal como merecia ter sido despachado para França ou para onde o quisessem, se possível, ainda este mês. Mas, infelizmente, parece que vai ficar por cá, o que significa que ou tem algum padrinho na SAD ou o Pedro Emanuel deve voltar ao activo em breve. Seja como for, é um jogador que não tem classe para figurar no plantel do FCP.
Essa jovem promessa adiada, de seu nome Carlos Martins, sobre quem eu tinha imensas expectativas de vir a tornar-se um grande jogador, tem queimado todas as oportunidades que o Bento “Tranquilidade” lhe deu. É pena, porque aquele remate portentoso merecia um jogador com as ideias menos baralhadas. Parece-me que vai passar seis meses no deserto e depois será despachado sem glória.
Anderson: este central brasileiro tem um estilo esquisito mas parece-me um tipo com potencial. Perdeu inexplicavelmente o lugar para o Ricardo Rocha e, desde então, sempre que tem entrado no onze vermelho as coisas não lhe têm corrido muito bem. Ainda assim, acho excessiva a sua inclusão nesta lista – o Alecsandro merecia ter ficado com esta “vaga”.
A grande glória do Marcel foi ter marcado um golo ao FCP na única derrota que sofremos nesta Liga. Por outro lado, não consigo perceber que raio de expectativas é que o Luís Sobral tinha sobre o desempenho deste brasileiro depois daqueles gloriosos e produtivos meses no Benfica 2005/2006… Só pode desiludir quem suscita alguma esperança e este Marcel é, quanto a mim, um caso definitivamente perdido.
Colocar o Adriano aqui foi uma forma que o colunista do MaisFutebol arranjou de acrescentar mais um portista à lista dos piores (3 benfiquistas, 3 sportinguistas e apenas um portista seria doloroso para o jornalismo independente e isento que controla os media portugueses). Poderia ter colocado o eternamente lesionado Sokota, o Tarik (que parece órfão do holandês), o João Paulo (que quase não jogou) ou até o trengo do Alan (que teve mais algumas oportunidades para mostrar que não tem nível para jogar no FCP), mas escolheu o desafortunado Adriano, cujo maior azar foi o Postiga começar, inexplicável e imprevisivelmente, a marcar golos em quantidade. Enfim, uma injustiça.
O Paredes foi uma das contratações a “custo zero” e com um resultado mais ou menos equivalente (como aconteceu com o Bueno ou com o sueco Farnerud, que também poderia figurar neste “top menos”). O paraguaio já não corre como o fazia no FCP e não acrescenta nada de positivo ao meio campo do Sporting – fariam bem melhor se investissem no Veloso “filho”, que eu acredito ser jogador para mais altos voos.
O Jardel é um caso triste. Era pouco provável que anos de declínio e de uma vida pouco compatível com a alta competição fossem subitamente resolvidos com uma cura de humildade num clube com fracas aspirações. Foi uma frustração para quem nele quis acreditar e, obviamente, a sua última oportunidade de mostrar a quem gosta de futebol um pouco do “killing instinct” que este brasileiro colocou ao serviço do ataque do Porto e do Sporting.
Pobo do Norte está sempre disponível para colaborar com as autoridades. Neste sentido, queremos sugerir, desde já, algumas actividades que Luisão poderá executar no âmbito do ATL (actividades de tempos livres) de 40 horas com que foi presenteado. Os visitantes de Pobo do Norte são soberanos, e terão a oportunidade de votar na actividade que mais se ajusta ao central do terceiro classificado. Na barra lateral. Obrigado pela participação.
Quando vi o Kikin Fonseca festejar um golo ao Oliveira do Bairro com aquela coreografia ridícula, simulando o vôo de uma ave, pensei logo que ele não duraria muito mais tempo no terceiro classificado. Realmente, pior do que aquilo, só as coreografias do Mantorras. Mas esse não sai porque vale 18 milhões.
Por falar em vôos, a labareda do dragão impôs-se na Vila das Aves, com um vôo não muito imperial, mas o suficiente para deixar chamuscada a rapaziada do professor Neca. Quaresma esteve nitidamente acima do nível geral do futebol praticado, tendo justificado a atribuição de "Melhor em Campo". O jogo foi fraquinho, o relvado estava irregular e o Hélio Santos foi demasiado caseiro. Este árbitro parece ter uma predilecção por aves em geral.
Continuando a falar em aves, hoje, em Coimbra, o terceiro classificado vai tentar chegar-se ao Sporting. Os jornais já estão ao rubro com a perspectiva de uma disputa renhida na 2ª circular pelo segundo lugar. A Brigada de Trânsito da PSP não estará presente no estádio. O Luisão pode jogar.
O Sporting deu mais um tiro no pé, agora com a colaboração dessa promessa eternamente adiada que dá pelo nome de Carlos Martins. A conversa dos "miúdos do Sporting" já está a acalmar, mas ainda no sábado constatámos que há quem a goste de alimentar. A entrada de Pereirinha, novo craque do futebol leonino que antes de jogar já era mais um "puto-maravilha", deixou o locutor da TVI em êxtase. Bastou um passe de dois metros bem medido para originar logo o comentário "Excelente, o miúdo, Pereirinha!". Já não há pachorra.
Um dia, acabado de ser eleito Presidente do FC Porto, Pinto da Costa prometeu três coisas: o regresso de Pedroto ao clube, o regresso de Fernando Gomes ao clube (depois da aventura em Espanha) e o rebaixamento do relvado do Estádio das Antas. Três desafios prometidos, três realidades cumpridas. Foi sobre a inauguração do "novo-velho" estádio que passaram 20 anos, no dia 17 de Dezembro de 1986. A data passou despercebida, mas ainda vamos a tempo de a assinalar.
O programa de festas para esse dia, uma quarta-feira, foi ambicioso. Tudo começou por volta das 20:00, com um desfile de cerca de 700 atletas, em representação de 90 clubes. O Benfica foi quem trouxe a maior delegação, com cerca de 40 atletas (incluindo a equipa de futebol com quem iriamos jogar às 21.30). Eram tempos em que o clube da Luz era dirigido por pessoas civilizadas e de grande nível, nomeadamente o seu Presidente Fernando Martins, com quem Pinto da Costa mantinha (e mantém) excelentes relações. Nesse dia faltaram à festa Boavista e Sporting, clubes com quem estávamos de relações cortadas. Na nossa delegação, sobressaía Aurora Cunha, que transportava o estandarte do clube, tendo ao seu lado o bi-bota de ouro, Fernando Gomes, e o capitão da equipa de hóquei em patins, António Alves.
No átrio do balneário, outra iniciativa: a homenagem a José Maria Pedroto (falecido dois anos antes), através do descerramento de uma placa com a sua imagem.
O momento alto da festa era o jogo entre o FC Porto e o Benfica, que estava marcado para as 21:30, mas que apenas começou cerca das... 23:00! Por volta das 22:00 houve um espectáculo de raios laser (creio que acompanhado pela banda Telectu) e depois seguiram-se os discursos de Sardoeira Pinto, Presidente da Assembleia Geral do FCP, e de Valente de Oliveira, à data Ministro do Plano e Administração do Território. A nível oficial, estiveram também presentes o Ministro da Educação, João de Deus Pinheiro, e vários Secretários de Estado.
Ainda houve tempo para a primeira grande assobiadela da noite: Silva Resende, o então Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, entrava no relvado... Mas logo os assobios deram lugar às palmas, quando Fernando Gomes recebeu das mãos de Silva Resende a taça de Campeão Nacional 1985/1986. Outra grande ovação foi dirigida a Casagrande, brasileiro que tinha acabado de chegar rotulado de craque (tinha jogado no Mundial do México).
E finalmente veio o jogo. A noite estava fria e chuvosa, mas havia 70 mil almas no estádio, a testemunhar aquele momento mágico. Eu era uma delas. Havia grande expectativa sobre a partida, pois, para além de se tratar de um jogo entre dois rivais de longa data, na jornada anterior do campeonato, o Benfica tinha sido goleado em Alvalade por 7-1, e o FC Porto tinha ganho em casa ao Farense por... 8-3. Por isso, a expectativa que havia nas Antas era de que o Benfica vinha muito fragilizado e poderia ser o bombo da festa. Tal, porém, não veio a acontecer. O resultado final foi 1-1, como golos de Gomes e Chiquinho, e o troféu só se decidiu na marcação de penaltis, com Mynarczyck a marcar o último!
Recordemos os intervenientes nesse jogo:
FC Porto - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís, André e Quim; Frasco, Jaime Magalhães, Jaime Pacheco e Sousa; Futre e Gomes. (Jogaram ainda: Elói, Madjer, Lima Pereira, Juary, Bandeirinha e Mlynarczyck.)
Treinador: Artur Jorge
Benfica - Silvino; Dito, Samuel, Edmundo e Álvaro; Shéu, José Luis, Tueba e Nunes; Diamantino e Chiquinho (Jogaram ainda: Vando, Rui Pedro e César Brito)
Treinador: John Mortimore
A sucessão de penaltis decorreu assim:
1-0, André
César Brito acerta na barra
2-0, Elói
2-1, Chiquinho
3-1, Juary
Nunes atira para fora
Jaime Pacheco permite defesa de Silvino
3-2, Dito
4-2, Mlynarczyck
Se a tradição se mantiver, David será o primeiro reforço do terceiro classificado, na próxima época. Quem se lembrar do nome Cláudio Oeiras, sabe do que estou a falar. Parabéns ao homem e ao Atlético. Quanto à nossa defesa, não fica nada bem na fotografia, de Ibson aos centrais, passando por Vítor Baía.
Tal como disse o mister Jesualdo, há que "aproveitar pela positiva uma situação negativa", e a primeira coisa positiva que devemos aproveitar é o destaque que amanhã será dado ao nosso clube. Faremos manchete nos jornais desportivos, caso raro, e por isso, é de desfrutar. Depois, a tanga do Torreense tem, finalmente, um fim. Garanto-vos que, a partir de hoje, não mais seremos gozados por causa dessa derrota com o clube de Torres Vedras. Quanto a Jesualdo, aí o caso muda de figura, porque, como treinador, já acumula duas situações semelhantes. Não tinha nada que trazer o "efeito-Gondomar" para o Dragão. Outra ilação positiva que devemos tirar desta eliminação, é que, a partir de agora, estamos muito mais à vontade para nos concentrarmos no campeonato e na Liga dos Campeões.
O Atlético, mais uma vez, merece os parabéns. Meteram-na lá dentro uma vez e ganharam o jogo. É claro que podiam ter levado meia-dúzia, como acabei de ver no resumo televisivo, mas "o futebol é mesmo assim" e hoje "estávamos com a malapata". O Atlético "bateu-se com galhardia" e os seus jogadores "lutaram como uns heróis". Conclusão: mereceram. Que mais há a dizer? Que há jogadores no plantel portista que estão a mais? Já se sabia. Que a paragem de Natal fez-nos mal? Isso ainda está por saber. Pode ser que na Vila das Aves se esclareça melhor essa questão.