dezembro 30, 2006

86/87: FC Porto-Vitória de Guimarães

Faz hoje 22 anos que chegou ao FC Porto um jogador brasileiro de nome Paulinho Cascavel. A presença de Fernando Gomes na equipa impediu-o de mostrar as qualidades que, depois, ao serviço do Guimarães e do Sporting, veio a confirmar. Lembrei-me de "googlar" o nome de Cascavel e encontrei esta página, que faz uma retrospectiva da carreira do brasileiro com algumas fotos que vale a pena recordar. A passagem pelo FC Porto é ignorada, mas compreende-se pois essa passagem foi praticamente insignificante no percurso do jogador.

No YouTube também se encontram vários vídeos da década de 80, da fase vitoriana de Paulinho Cascavel, mas o vídeo que trago aqui é um verdadeiro achado, é uma preciosidade daqueles tempos. Trata-se do FC Porto-Guimarães de 86/87, época em que o Vitória tinha equipa para discutir o título. Quanto ao FC Porto, preparava-se para ganhar a Taça dos Campeões Europeus nessa época. O resultado do jogo foi 2-2 e para mim, que estive lá, nas Antas, ficou a memória de um dos jogos mais "terríveis" para os adeptos portistas, quer pelo valor do Vitória (com jogadores como Ademir, Roldão, N'Dinga, Adão, Costeado,...), quer pela autêntica "invasão" de adeptos vitorianos, nesse dia, ao Estádio das Antas. Lembro-me que pelo menos metade da Superior Norte era vitoriana.

O vídeo é um resumo alargado de 19 minutos e mostra um Guimarães personalizado e um FC Porto apático e com medo do adversário, coisa raríssima nas nossas equipas ao longo dos anos. Fica a recordação de um documento histórico, precisamente 20 anos depois, quando o actual Vitória está na segunda divisão. Para os portistas, é a satisfação de recordar Futre, Gomes, Juary e companhia. Chamo a vossa atenção para as jogadas de Frasco na segunda parte.

E tenham um bom ano de 2007.

Publicado por guardabel em 12:42 PM | Comentários (19)

dezembro 26, 2006

Moretto, um ano depois: "A Bola" lava mais branco

O jornal A Bola decidiu fazer uma retrospectiva do ano 2006 e um dos assuntos que abordou foi o da rocambolesca contratação de Moretto por parte do terceiro classificado (curiosamente, era-o na altura e é-o ainda hoje). Passo a transcrever o texto:

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LÍDER DO BENFICA NO ATRIBULADO "RESGATE" DE MORETTO NO BRASIL. DESTA, O FC PORTO PERDEU

Chapada na caça de Vieira

DIA 1. Estava o Benfica a tratar de contratar Moretto quando o FC Porto se intromete. À cautela o clube da Luz envia um emissário ao Brasil, onde o guardião brasileiro do V. Setúbal passava férias de Natal, para evitar eventuais desvios.
Vítor Serpa, director de A BOLA, escreve um editorial providente: "Moretto tem feito uma excelente época, mas não é Yashine. Porém, a luta pela sua posse e pelo se passe já atingiu, mais nos bastidores do que no palco, uma intensidade brutal."
Mas no último dia do ano, perto da meia-noite, Luís Filipe Vieira voa a té São Paulo para ir buscar o alto guarda-redes (1,94m) e ganhar a guerra aos portistas, indiferente ao facto de privar a família da sua companhia na noite de fimd e ano, sujeitando-se a empurrões e agressões verbais alegadamente de uma pessoa ao serviço dos dragões que queria impedir o embarque de Moretto e do presidente do Benfica para Lisboa.
Já na Portela, um tal de Vítor Dinis, o homem que se travara de razões com Vieira no Brasil e estaria a desaconselhar o amigo Moretto - "ai de ti que assines pelo Benfica! Nunca mais vais ter descanso!", terá dito -, leva uma violenta palmada de mão aberta em frente à câmaras. Vítor Dinis, que supostamente estaria instruído de fazer tudo para que o guarda-redes fosse para as Antas, acabaria só por sair do aeroporto da Portela sob escolta policial. "Intensidade brutal" - bem dissera Vítor Serpa... que ainda previu que não estávamos na presença de nenhum Yashin com, mais tarde, viria a provar-se. PAULO JORGE NEVES

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Este texto é a todos os títulos inqualificável. E nem sequer tem a ver com servilismo a que tresanda, coisa a que já nos habituámos neste tipo de comunicação social vermelha e sulista. O mais lamentável disto tudo é quererem tomar-nos por parvos, passado quase um ano, como se o FC Porto tivesse perdido uma suposta guerra, como se o FC Porto tivesse sido (mais uma vez) o malfeitor, como se o Benfica passasse incólume perante os factos graves que aconteceram.

Em primeiro lugar, parte-se do princípio, falso, de que o FC Porto "se intromete" na contratação de Moretto. Esta notícia do MaisFutebol deita por terra essa ideia. É o próprio Moretto que, mais tarde, irá dizer que tinha um pré-acordo com o FC Porto, mas que depois preferiu ir para o Benfica (lá tinha a titularidade garantida, enquanto que no FC Porto seria terceiro GR, depois de Baía e Helton, por isso o rapaz nem pensou mal).

Já agora, quanto ao editorial "providente" de Vítor Serpa, o que o jovem jornalista queria dizer era "previdente", que prevê, e não "providente", aquele que toma providências, que fornece ou que abastece. Mas passemos ao lado destes erros de português tão típicos de jovens e sôfregos jornalistas sempre prontos a agradar ao dono.

O texto prossegue com a já mais que vista e gasta heroificação de Luis Filipe Vieira. Vejam só: o homem sacrificou a sua presença junto da família, em dia de passagem de ano, para levar uns "empurrões e agressões verbais" e trazer um GR alto (o pormenor da altura é tanto desnecessário quanto ridículo). Coitadinho. E isto tudo pela causa mais nobre que pode mover um benfiquista: "ganhar a guerra aos portistas".

O que se segue é o mais grave. O jovem e sôfrego jornalista, que antes não se coibiu de ligar o nome do FC Porto a tudo quanto de mau aconteceu ao negócio do Benfica, não é capaz de chamar os bois pelos nomes e, cobardemente, apenas refere que Vítor Dinis levou "uma violenta palmada de mão aberta em frente às câmaras". Não há referência ao autor, ao grupo em que ele estava incluído, à sua relação e grau de parentesco com o Director-Geral do Benfica, ou à presença do assessor do Benfica, Carlos Colaço, no local, também ele participando nos insultos com que a vítima foi brindada. Nada. Nada disto existiu. Apenas uma "palmada" vinda sabe-se lá de onde. O jovem e sôfrego jornalista deve ter tido um ataque de amnésia ou então pensa que o acto foi obra do Menino Jesus que, naquele dia, decidiu fazer justiça pelas próprias mãos. Porque, como todos sabemos, o Menino Jesus deve ser benfiquista.

A Bola tem jornalistas subservientes ao Benfica. A Bola é um jornal subserviente ao Benfica. Os exemplos têm sido mais que muitos ao longo dos anos. Este é só mais um. E é mais um que não pode passar sem a devida resposta. Quanto ao resto, o Moretto fez muito bem em ir para o Benfica.

Publicado por guardabel em 07:18 PM | Comentários (22)

dezembro 23, 2006

Movimentações no plantel

Mareque

Mareque é Marek, mas com pronúncia do Porto, por isso deve ser uma boa contratação. Quem não deve estar a gostar da brincadeira é o Marek eslovaco. Já não bastava ter visto um defesa-direito roubar-lhe o lugar, agora vê o clube contratar outro lateral-esquerdo. A SAD está definitivamente virada para a América do Sul e, mais importante, para jogadores novos. Este Lucas Mareque, pelo que rezam as crónicas, é um jogador muito aguerrido e com grande vocação ofensiva.

Troca Adriano/Carlos Martins

Eu acho uma boa troca para o FC Porto. São jogadores de qualidade, mas com insuficiências a níveis completamente distintos. A Adriano falta-lhe capacidade técnica de domínio de bola a progressão com a mesma, sendo mais vocacionado para jogar na área, encostado aos centrais, onde é aquilo que se costuma chamar "um rato de área", muito oportuno. Carlos Martins é um jogador com rapidez de processos, bom domínio de bola e, a sua melhor característica, um remate poderoso de longa distância. O problema de Carlos Martins parece estar relacionado com a questão psicológica e/ou disciplinar. A lagartagem estará mais habilitada a falar sobre ele, mas o Carlos Martins sempre me pareceu um jogador instável psicologicamente, capaz de ir da euforia ao desânimo num ápice. Ainda assim, eu apoiaria esta troca. Se as limitações técnicas de Adriano me parecem diífceis de ultrapassar, já quanto Carlos Martins parece ser uma questão de encontrar um treinador que faça um bom trabalho com ele a nível psicológico. Para além disso, parece-me que teríamos mais ganhar com mais uma opção para o meio-campo do que com um ponta-de-lança que está a atravessar um mau momento e que tem Postiga e Bruno Moraes num bom momento.

Diego

Já tinha ouvido falar deste Diego do Penafiel como "o gajo que leva a equipa para a frente", "a alma da equipa" ou "o craque do Penafiel". Nunca o vi jogar, por isso não posso fazer comentários a nível técnico. Posso é colocar a dúvida se um jogador de 18 anos consegue dar o salto de um Penafiel para um FC Porto de nível europeu. É que Andersons não nascem do chão.

Publicado por guardabel em 09:26 PM | Comentários (8) | TrackBack

dezembro 18, 2006

O descontentamento de Jesualdo

Compreendo o discurso de Jesualdo quando ele se mostra descontente com o jogo de ontem. É preciso travar o eventual clima de euforia que se possa apoderar dos adeptos e mesmo de alguns dos nossos craques. Ontem, houve momentos de algum deslumbramento e excesso de confiança por parte de alguns jogadores. Eles são humanos como nós e, com cinco pontos de vantagem sobre o segundo e muitos mais sobre todos os outros que vêm a seguir, não me admirava nada que bebessem o Vinho do Porto da consoada já a pensar nas faixas de campeão. É que não são só os pontos. Atingimos aquele nível competitivo em que as vitórias surgem naturalmente, em que nos conseguimos impor em campo de forma autoritária, como equipa. Os adversários têm medo. E é assim que as grandes equipas crescem, também alicerçadas no medo que conseguem causar nos adversários. Tudo isto tem sido conseguido sem Anderson, aquele de quem se dizia estar o FC Porto dependente, por isso a perspectiva do seu regresso abre horizontes optimistas a qualquer portista. Se a equipa sem ele está como está, o que será com ele! Pelos vistos, e de acordo com opiniões de comentadores televisivos, nos últimos jogos demonstrámos uma "assustadora" dependência do Quaresma. Pelo que se viu do jogo de ontem, prepara-se a Pepedependência. E assim vamos, de dependência em dependência, até à vitória final. Por isto tudo, volto a dizer que compreendo a necessidade de Jesualdo refrear os ânimos. E gosto que ele se mostre descontente, porque ele já percebeu que num clube como o FC Porto, a excelência e a exigência andam a par. E não têm limites.

Publicado por guardabel em 11:40 AM | Comentários (59)

dezembro 15, 2006

O sorteio

FC Porto

O Chelsea era um dos adversários "proibidos". Basta dizer que relegaram o Barcelona para o segundo lugar na fase de grupos. Para além disso têm três dos melhores médios de futebol da actualidade: Essien, Ballack e Lampard. Haverá alguma coisa a nosso favor? Talvez: não ser favorito pode ser uma vantagem, se soubermos lidar com essa condição. Ou seja, não somos o favorito, mas não devemos assumir a postura do "coitadinho". Vamos com coragem e a pensar que é possível. Com Anderson, de preferência.

Benfica

O Dínamos de Bucareste é o líder do campeonato romeno, mas, segundo os portugueses que jogam naquele país, é uma equipa ao nível de um Braga ou Marítimo. Em Portugal seria equipa para o meio da tabela. Também vão adiantando que em casa são muito fortes, o que me fez lembrar as habituais chapas-3 que a equipa do engenheiro tem elevado fora de casa. De qualquer modo, foi um sorteio bem amigo para o 4º classificado do nosso campeonato. Os jornais desportivos, que às vezes desesperam para arranjarem assunto, podem juntar Mantorras e Zé Kalanga numa reportagem, dois angolanos que se vão defrontar. E podem tentar encontrar pontos em comum, por exemplo: será que o presidente do Petro Atlético é o actual presidente do Dínamo de Bucareste? É que o presidente do antigo clube de Mantorras é o presidente do seu actual clube, sendo que a transferência está envolta em situações poucos claras. Um assunto a explorar.

Braga

O Parma não deve meter medo ao Braga. É a equipa com mais golos sofridos no campeonato italiano e não tem assim um nome de classe mundial. Joga lá o Kutuzov, bielo-russo que veio dar uns pontapés na atmosfera para o Sporting. Engraçado vai ser o reencontro entre Fernando Couto e Jorge Costa, grandes campeões de azul-e-branco, agora em funções diferentes.

Publicado por guardabel em 04:58 PM | Comentários (14)

dezembro 11, 2006

Contra ventos e marés

Esta é a fibra dos campeões

O jogo não se afigurava fácil. Campo muito curto e bastante difícil, devido à chuva e ao aparente mau estado do relvado. Uma equipa do FCP algo expectante e que só acordou na 2ª parte.

Com é óbvio, o Nacional que fez o que foi possível – o que chegou marcar um golo. O árbitro fez o resto: pelo menos, perdoou uma expulsão (Ávalos cortou um lance com a mão quando já tinha um amarelo) e duas grandes penalidades (Ricardo Fernandes agarra Lisandro com as duas mãos evitando que este recebia a bola dentro da área e Bosingwa é claramente derrubado numa jogada individual). Pelo meio, ainda aconteceu um lance muito duvidoso do mesmo Ricardo Fernandes sobre o Quaresma (terá caído somente por causa do desequilíbrio?) e uma multiplicidade de faltas, por vezes muito rudes, que o árbitro deixou quase sempre passar (como seria de esperar, com o decorrer do jogo, os jogadores do FCP alinharam pelo mesmo tipo de atitude).

Mas não foi o suficiente para nos derrotar.

Felizmente, temos um Quaresma que parte a loiça toda e temos um Lucho que está a crescer de forma vai marcando grandes e decisivos golos nos momentos em que a equipa mais precisa. Aliás, está cada vez mais evidente a qualidade do plantel do Porto, se comparado com os rivais de Lisboa. Mesmo com um jogador fabuloso como o Anderson arrumado durante alguns meses por um grego que é, simplesmente, o melhor que o SLB pode mostrar, o FCP emerge graças à incrível regularidade goleadora do Postiga, à solidez defensiva do Pepe (que hoje esteve menos bem), às arrancadas do Bosingwa e, sobretudo, graças à fantasia do Quaresma e à definitiva afirmação dos dois argentinos. Nem SCP nem SLB possuem tantos argumentos, mas pode ser que com mais umas arbitragens parecidas com a desta noite ainda consigam recuperar o atraso (frente à Naval, a “gravata” do Ricardo Rocha ao Nem, dentro da área, passou impune)…

Nesta época, este terá sido o jogo em que a arbitragem nos foi mais adversa. Aliás, mesmo tendo em conta que fizemos um jogo pobrezinho na 1ª parte, foi um milagre sair da Choupana com os 3 pontos. Na realidade, parece-me que os defesas do Nacional estavam autorizados a usar todos os meios ao seu dispor para parar o Postiga e companhia, porque este árbitro nunca marcaria um penalty a nosso favor.

Não gostei

Do Assunção, do Bruno Morais e do Postiga. O primeiro ficou em campo depois do intervalo (quando já tinha um amarelo) para fazer ainda pior na 2ª parte (era ele quem deveria ter saído ao intervalo, não o Meireles). Quanto aos dois avançados, vi muito egoísmo e lances em que tentaram ser heróis: o Postiga rematou sempre que era possível (mesmo quando tinha gente em melhor posição) e o Bruno Morais tentou demasiadas vezes os lances individuais (em que, invariavelmente, perdeu a bola).

Publicado por poncio em 10:46 PM | Comentários (11)

dezembro 10, 2006

Sem eira nem Beiga..

Evidência nº1:
A Carolina"escreveu" um livro. O livro fala sobre traques, bares de alterne, agressões encomendadas (pela própria, a mando de terceiros), árbitros que foram lá a casa tomar chá, que recebem prendas e que favorecem o FCP. A Carolina era uma meretriz que um dia se tornou 1ª dama do Dragão e se mostrava entre os maiores rufia cá do Norte - tinha todo o desprezo dos media da capital. Não era uma pessoa credível. Entretanto, a Carolina zangou-se com o PC e o livro é um mero ajuste de contas. A Leonor Pinhão já diz que a Sra. é "corajosa". A Joana D'Arc está com o lugar em causa...

Evidência nº2:
O SLB já anunciou várias vezes a criação do "Canal Benfica", o canal em que cada queda do Nuno Gomes seria penalty, cada golo do FCP seria ilegal e onde assumidamente, todos os apresentadores, comentadores e afins falariam como o Malheiro. Não vale a pena, porque já existe. Quem tem a oportunidade de assistir aos gritinhos excitados de cada vez que a bola ronda a baliza do adversário ds galinhas já terá por certo percebido que a TVi é o "Canal Benfica". E é grátis...

Evidência nº3:
O Porto está na 2ª fase da Champions League. O SLB está na 2ª fase da Taça UEFA. O Sporting está fora das competições europeias. O FCP recusa a venda do Quaresma, metade dos jogadores do Benfica é alegadamente desejada pelos maiores clubes da Europa e parece que já ninguém está interessado no Nani, no Moutinho e no Yannick. A normalidade é isto: alguns fazem o que é suposto, outros vivem das mentiras da imprensa e os restantes já descobriram que o investimento na juventude é a opção certa, mas também tem o seu preço.

Evidência nº4:
O Sporting ganhou e voltou a histeria. O Benfica empatou na Figueira da Foz e, com o mesmo número de jogos que o FCP, já está a 8 pontos de distância. Durante a semana, Fernando Santos referiu que os encarnados seriam campeões se jogassem como na primeira parte do jogo de Manchester. Depois do jogo com a Naval, Simão disse ao Record que o SLB deixou de depender de si mesmo para ser campeão. Eu aconselharia o Simão a sair para Espanha em Janeiro... e a levar o Engenheiro.

Nota final: algo vai mal no "mais grande clube de futebol do mundo", o clube dos impolutos e dos que lutam contra o sistema. O Santo Beiga, especialista em off-shores, empresas fantasma, vendas simuladas de clubes e fugas ao fisco, está quase a fazer companhia ao V. Azevedo. Por sua vez, o homem que luta contra tudo e contra todos pela moral no futebol foi recentemente constituido arguido no âmbito do processo Mantorras, depois de ter negociado o angolano dos 20 milhões (de contos...) dos dois lados da barricada e de ninguém saber onde pára parte do dinheiro. Com a saída da Champions e a venda de kits a emperrar (agora que até o Pai Natal faz parte do trabalho do Rui Costa), que jeito deu o livro da Carolina...

Publicado por poncio em 10:20 PM | Comentários (14)

dezembro 09, 2006

Os traques do Presidente

Afinal o nosso Presidente peida-se. E nós que pensávamos que ele era um Deus, um ser perfeito e imaculado, incapaz de errar, muito menos de dar uns traques. Quem fez esta revelação bombástica foi a Imaculada Carolina, precisamente no feriado da Imaculada Conceição, dia que escolheu para lançar o seu livro, que promete ser o best-seller dos 6 milhões e uma mais-valia para a próxima edição de KITs, que Vieira tentará vender em S. Tomé e Príncipe.

Diz Carolina que quando o nosso Presidente se largava ela acendia logo um cigarro para disfarçar o cheiro. Mas o nosso Presidente andava ceguinho? Não se apercebeu logo que amor era algo que não havia ali? Não se apercebeu do padrão "traque-cheiro-cigarro-Carolina"? Uma coisa é certa: uma mulher que prefere o cheiro do cigarro ao cheiro do traque da pessoa amada não merece o amor de um homem.

PS - Parece que houve para aí uma notícia de um senhor impoluto e honesto que foi constituído arguido? Será que ele dá uns traques de vez em quando?

Publicado por guardabel em 12:11 AM | Comentários (19)

dezembro 06, 2006

Lá estamos

Olha nós nos oitavos-de-final da Champions League! Quando o poncio escreveu este texto, tivemos 59 comentários e uma discussão do arco-da-velha sobre ps méritos e deméritos de Jesualdo Ferreira. Houve quem vaticinasse uma desgraça este ano na Europa, há imagem do ano passado. Houve até quem recordasse com saudade o moster Co Adriaanse. Afinal, aí estamos nós, na próxima fase da Champions, cumprindo o nosso destino e confirmando a tradição.

Acho que se houvesse vitória aos pontos, como no pugilismo, hoje essa vitória não nos escaparia. Fundamentalmente porque fomos a única equipa a criar perigo, com aqueles dois remates de Quaresma ao poste e duas ou três situações de aperto para defesa do Arsenal. Não me lembro de uma única defesa do Helton! E que bem jogou Lisandro Lopez!

Lembrei-me do Anderson, neste jogo. Hoje, precisávamos muito dele, da sua explosão, da sua alegria contagiante, do seu remate potente. É aqui, a este nível europeu, que sentimos mais a falta da sua classe, já que a nível interno estamos a dar bem conta do recado. Anderson, hoje, teria contribuído para empurrar o Arsenal para a sua grande-área, algo que só a espaços conseguimos hoje, pois o jogo concentrou-se muito no meio do campo.

A questão do risco foi e vai ser muito debatida. Ora bem, eu acho que os jogadores sabiam da importância extrema desta passagem à fase seguinte, uma importância não só desportiva, mas também financeira. A pressão de não errar era enorme, e deu para ver, por exemplo, como Paulo Assunção sentiu essa pressão, errando alguns passes aparentemente fáceis. Ainda por cima, havia informações de que o CSKA estava a ganhar (por duas vezes). Por tudo isto, entendo que foi natural aquele abrandar de ritmo nos últimos 8 ou 10 minutos. Não acho que tenha sido uma vergonha, como algumas almas penadas querem fazer crer. Serão essas almas penadas as mesmas que festejaram a passagem a uma final europeia graças um golo com a mão?

Poderá alguém invocar a necessidade de ficarmos em primeiro lugar como razão para se arriscar mais. Mas mesmo assim creio que não devemos ir por aí. Basta ver que o primeiro lugar poder-nos-ia pôr no caminho de um Barcelona, de um Inter de Milão ou de um Real Madrid. E, sinceramente, não se pode esperar equipas mais ou menos acessíveis. São todas fortes e é com uma delas que nos vamos ter de haver.

Hoje, no Dragão, mesmo num jogo sem golos, festejou-se um: o do Manchester United que deu o empate antes do intervalo. E estes festejos foram provocados pela Uefa porque os senhores tiveram a ideia - uma excelente ideia, digo eu - de transmitir no ecrã gigante do estádio, ao intervalo, todos os golos das primeiras partes dos outros jogos. Os adeptos do Arsenal não devem ter gostado.

Publicado por guardabel em 11:46 PM | Comentários (17)

dezembro 03, 2006

Um bokhadim de sorte

Aquele frango do Khadim veio mesmo a calhar por duas razões: o FC Porto estava com dificuldades em ultrapassar o autocarro da Boavista e eu já tinha este título pensado para o texto antes do jogo começar. Portanto, obrigado Khadim!

Eu acreditava que só com alguma sorte poderíamos ultrapassar o Boavista. E quando vi a constituição da nossa equipa ainda mais certo disso fiquei, uma vez que entraram assim de uma só vez na equipa titular três jogadores: Ibson, João Paulo e Bruno Moraes. Contra equipas como o Boavista, que se fecham lá atrás bem fechadinhas, só uma equipa com grande rotina de jogo poderá conseguir os seus objectivos, e a equipa do FC Porto que entrou em campo não tinha essa rotina de jogo.

O Boavista, para além de se fechar lá atrás, fez imensas faltas, algumas delas merecedoras de cartão, a que o Elmano Santos fez vista grossa. Aliás, a arbitragem deste senhor parece que vinha destinada a proteger os "katsouranis" do Bessa, mas felizmente ninguém se magoou a sério. Pelo menos até ver, pois ainda não li os jornais de hoje.

Era imprtante ganhar este jogo pela razão evidente de que o Sporting tinha sido surpreendentemente batido em casa por uma equipa que luta pela Taça Uefa e nós podíamos alargar a vantagem para 5 pontos. Esse desiderato (como diria João Malheiro) foi conseguido, mas só quando Jesualdo Ferreira decidiu tirar o ainda lento e pouco confiante João Paulo e o deslocado Bruno Moraes.

Em termos individuais, gostei do Quaresma, do Pepe, do Lucho, do Bosingwa e do Postiga. O Bruno Alves esteve no segundo golo, mas teve duas falhas na defesa, por lentidão e excesso de confiança, que lhe valeram os primeiros assobios desde há muito tempo. Para mim, o jogador com pior rendimento foi Cech, quer ao nível do passe, quer ao nível do apoio ao ataque. Felizmente que o Boavista não atacou muito pelo seu lado, senão ia ser complicado. O eslovaco está nitidamente a atravessar uma crise psicológica e a razão é esta: o pior que pode acontecer a um defesa-esquerdo é um defesa-direito tirar-lhe o lugar.

Publicado por guardabel em 01:26 PM | Comentários (37)