outubro 29, 2006

O bilhete

Um bilhete sem erros? O Beiga anda na escola!

Na falta de bilhetes para os seus adeptos assistirem a esta derrota, o Benfica multiplicou-se em bilhetes para os jogadores, durante o jogo. Daqueles bilhetes com mensagens, etc...

Pobo do Norte, em mais um exclusivo mundial, teve acesso a um desses bilhetes, entregue a Petit por alguém que, cobardemente, se escudou no anonimato. Apeser disso, todos nós sabemos quem foi. E até o Petit sabe quem foi, senão não teria entregue logo o bilhete ao grego ("Daaaasss, faço tudo pela equipa mais grande, mas receber um beijo daquele gaijo, bai lá bai!", terá desabafado em pleno campo). O grego, coitado, não sabe o que quer dizer "beijoca" e assim prontificou-se a executar o serviço. Com distinção, diga-se de passagem.

Espero que a Liga esteja atenta a este caso. Pobo do Norte prontifica-se a fornecer o original do bilhete gratuitamente. Se os dirigentes da Liga não actuarem, é porque são uns cobardes!

Publicado por guardabel em 03:50 PM | Comentários (15)

No osso

Katsouranis lesiona Anderson

Eu até achei o Katsouranis um dos melhores jogadores em campo. Mas aquilo que ele fez aos 25 minutos não deveria ter passado sem punição. O que aconteceu foi que nem falta o árbitro marcou. Tocou na bola? Claro que tocou! Com uma varridela daquelas foi tornozelo, foi bola, e mais houvesse, iria tudo à frente. Neste caso, acresce o facto de ter tocado primeiro no tornozelo de Anderson e só depois na bola. Ficámos sem o nosso melhor jogador, a exemplo do ano passado, em mais uma entrada grega, essa merecedora de vermelho directo, que o árbitro optou apenas por amarelar. O sr. Imbecílio Baptista devia explicar por que razão decidiu começar a mostrar amarelos aos jogadores do FC Porto, quando bem antes, já os do Benfica tinham mostrado merecê-los, como neste caso. Seria para não irritar o Grilo Falante?

Publicado por guardabel em 10:47 AM | Comentários (27)

outubro 28, 2006

Pobo feliz

A loucura com o terceiro golo

Toda a gente ficou feliz com este jogo. O FC Porto e os seus adeptos ficaram felizes pela vitória. O Benfica e os seus adeptos ficaram felizes por terem perdido por pouca diferença de golos e por terem mantido a tradição de verem um grego arrumar o nosso melhor jogador. O Imbecílio Baptista ficou feliz por ter decidido mostrar amarelos só a uma equipa. Tudo feliz! E nós na frente!

Publicado por guardabel em 11:45 PM | Comentários (15)

outubro 25, 2006

Ca... Ca... Capucho

A poucos dias de uma FC Porto-Benfica, impõe-se recordar um grande golo de um grande jogador de futebol: Nuno Capucho. Foi em Fevereiro de 2002, num jogo que ganhámos por 3-2. Deco e Alenitchev também marcaram.

Foi um dos mais emocionantes clássicos entre estas duas equipas vividos no Estádio das Antas. Aqui deixo a crónica do jogo, retirada do portal FCPNET:

"Foi sem dúvida um grande jogo de futebol, com muito público, onde a equipa que perdesse, diria quase definitivamente adeus à luta pelo título.
A vitória do FCPorto foi justa e consolidou-se sobretudo na segunda parte, após a entrada de Alenitchev, que veio ajudar a criatividade de Deco e libertar Capucho e Cândido Costa. A partir deste momento o Benfica não conseguiu ser tão compacto e eficaz como em alguns momentos do primeiro tempo.
O primeiro grande momento da partida foi aos 11 minutos, um canto na esquerda é desviado por Pavlin ao primeiro poste, Paredes, mais atrás, cabeceia à trave.
Aos 17 minutos, golo do benfica, por intermédio de Simão. Mantorras lança Andersson na direita, o sueco cruza rasteiro, Zahovic falha o remate, mas a bola vem para o lado esquerdo, onde Simão remata de primeira, rasteiro, com o pé direito, batendo, assim, Baía.
O FCPORTO tenta recuperar, atacando cada vez mais e aos 42 minutos, grande arranque de Deco, que recupera uma bola na grande área, avança cerca de 25 metros e bem de fora da área, quando se esperava o passe para McCarthy, que arrastou os centrais, rematou fortíssimo e rasteiro, que entra pelo lado esquerdo de Enke, estava feito o empate.
No início da segunda parte, substituição no F.C. Porto. Sai Pavlin, entra Alenitchev que veio trazer um novo ânimo à equipa.
Aos 48 minutos após um excelente remate do médio russo, Alenitchev, à entrada da grande-área, o FCP passa para a frente do marcador, 2-1. O lance começou com um passe de Deco, que marca um canto à maneira curta, e coloca a bola no colega, que passa bem por Zahovic ganhando posição para se enquadrar com a baliza.
Aos 53 minutos, golo do FCP, desta vez por intermédio de Capucho após chapéu, o jogador vê bem o adiantamento do guarda-redes do Benfica, Enke, e pica-lhe a bola no bico direito da grande área. Bom passe de McCarthy para Capucho. Estava feito o 3-1.
Logo a seguir, quando os dragões ainda festejavam, foi a vez de aos 54 minutos, os encarnados marcarem o último tento da partida, por Mantorras. Iniciativa individual de Jankaukas, no flanco esquerdo, que coloca a bola nos pés de Mantorras. Um remate sem hipóteses de defesa para Vitor Baía.
Aos 55 minutos, substituição no F.C. Porto. Sai McCarthy, entra Pena.
Aos 75 minutos, Pena falha escandalosamente o que poderia ter sido o quarto golo dos Dragões, Rematou a medo, depois de excelente jogada de Cândido Costa, no lado esquerdo, que assiste bem o brasileiro em posição frontal.
Aos 82 minutos, substituição no F.C. Porto. Sai Cândido Costa, entra Costinha.
Entretanto Mourinho foi expulso do banco e as ordens passaram a ser dadas por Aloísio.
Este foi sem dúvida um grande clássico que afastou quase definitivamente o Benfica da corrida pelo primeiro lugar e que trouxe mais esperanças à turma azul e branca."

Publicado por guardabel em 03:56 PM | Comentários (29)

outubro 24, 2006

O bilhetes, o grilo falante e o santo padroeiro

O passivo de 151 milhões ia ser anunciado e o "Bilhetes" tratou logo de desviar as atenções através de um discurso inflamado contra o Presidente Pinto da Costa, numa das sessões de campanha para as disputadíssimas e democráticas eleições da "instituição". O que lhe valeu é que o discurso estava escrito por algum "super-sumo" que proibiu o presidente de falar de improviso para que os benfiquistas não passem mais vergonhas. E com este discurso, pretendeu-se, claro está, preparar a visita ao Estádio do Dragão.

Eu acho que o nosso Presidente devia tê-lo deixado a falar sozinho, até porque descer àquele nível desprestigia o nosso clube. E para isso já basta ter o Bilhetes como sócio e com as quotas em dia. Até porque depois tivemos de ouvir o Grilo Falante à hora do jantar a falar do Pinóquio e do passibo. Diz ele que Pinto da Costa não sabe explicar um passibo de 30 milhões. Imagine-se se fosse de 151 milhões! Então é que seria difícil de explicar! E se pensarmos no que diz o Xerxes, não podemos deixar de soltar uma sonora gargalhada: "O passivo total da Benfica SAD é de 315 milhões de euros. Isto, claro, se acreditarmos nas contas apresentadas. Os 151 milhões de que falam resulta da diferença entre o passivo total e o activo agora valorizado com a caixa de estágio do Seixal, porque sem a Caixa... upa! upa!".

Outra das estratégias destinadas a incendiar o ambiente e pressionar o árbitro para o próximo jogo é a histeria colectiva que se apoderou dos adeptos lampiónicos (imprensa e Tvs incluídas) após o jogo contra o Estrela da Amadora. Então o "pequeno génio da Luz" - como ouvi chamar-lhe um fiel jornalista da SIC Notícias, o que me ia deitando abaixo da cadeira de tanto rir - decide prosseguir a jogada depois do árbitro apitar, com o Benfica a ganhar por 2-1, numa nítida atitude de queimar tempo, e que é que eles queriam? Que o Xistra condecorasse o italiano? E no lance do segundo amarelo? Então o Miccoli não tem uma tentativa de agressão como resposta ao agarranço do Rui Duarte? E isto não dá cartão amarelo?

E por falar em Rui Duarte, para além do facto de ter conseguido ser expulso no célebre jogo do Algarve (lembram-se?) e posteriormente ter servido de "moeda de troca" na negociata Estoril-Rui Duarte-Boavista-Nelson-Benfica, este rapaz conseguiu, no jogo de domingo, ser expulso em quatro minutos, quando estava 2-1 e o Amadora ainda podia ter pretensões a empatar o jogo. Em quatro minutos! Primeiro leva amarelo pelo agarranço ao Miccoli (já agora, uma falta completamente estúpida e desnecessária, no meio-campo, num lance que não constituía qualquer perigo para o Estrela) e, passados 4 minutos, leva o segundo amarelo por... protestos! Se eu fosse um gajo desconfiado, diria que este Rui Duarte deve ser amigo do primo do Grilo Falante, mas como não sou, apenas registo o azar do miúdo nos jogos contra a instituição.

Às vezes penso que o melhor negócio que alguém poderia instalar à porta do Estádio da Luz era uma clínica psiquiátrica e de desintoxicação, uma espécie de sucursal da Casa de Repouso Recanto dos Pássaros, onde o adepto benfiquista e os próprios dirigentes pudessem receber o tratamento devido. É que as atitudes de demência parecem multiplicar-se por aqueles lados a uma velocidade impressionante. Senão veja-se a falha interna que impediu o clube de ter direito aos bilhetes para o jogo do Dragão. Pior que isso só Departamento Médico, especializado em Medicina Destrutiva. Para completar este quadro patológico, e ao nível do adepto anónimo, veja-se o que um deles disse ao treinador, e que levou este a querer lavar a sua honra pelas próprias mãos, enfim, dar uma de Éric Cantona, num confronto que só foi evitado pelo Grilo Falante! Disse o adepto que o Padroeiro da Luz tinha provocado a expulsão do Miccoli para que este não jogasse contra o ex-patrão do treinador. HILARIANTE! Está tudo louco para aqueles lados! Ou então é do garrafão...

Publicado por guardabel em 05:31 PM | Comentários (25)

outubro 23, 2006

A águia, não sei se existe

Uma banda do Porto. Um vocalista portista. Obrigado, GNR, por estes 25 anos!

(Atenção: esta versão de "Pronúncia do Norte" pode ferir algumas susceptibilidades)

Publicado por guardabel em 07:50 PM | Comentários (19)

Bem bom

Tendo em conta o que se passou ontem em Alvalade, podemos dar-nos por felizes com o empate. Em primeiro lugar, porque o Sporting teve mais oportunidades de golo e dominou o jogo por maior período de tempo. Em segundo lugar, porque o critério disciplinar de Pedro Proença foi desigual e favoreceu o Sporting.

A nossa equipa actuou sem um organizador de jogo e assim é mais difícil chegar à área adversária com perigo. Aquela missão que eu pensava que Raul Meireles pudesse desempenhar, mais adiantado no terreno, beneficiando da entrada de Paulo Assunção, redundou em fracasso. Meireles nunca "entrou" verdadeiramente no jogo e apenas por uma vez conseguiu rematar em condições (e à figura de Ricardo). Terão sido instruções de Jesualdo ou uma noite menos inspirada de Meireles?

Até começámos bem o jogo, com Quaresma a ser a nossa principal figura, bem apoiado pelas subidas de Fucile. Só que, a certa altura, sem se saber porquê, o cigano trocou de flanco com Lisandro. E o ataque do FC Porto desapareceu. Porquê aquela troca? Também eu gostava de saber. Costuma ser para confundir os defesas adversários, para que eles não se habituem aos jogador que lhes aparece à frente. pelo que se estava a verificar, o Tello já se tinha habituado a ver o Quaresma ou o Fucile a passar por ele, por isso não entendo aquela mudança.

Na nossa defesa, as coisas corriam razoavelmente bem, excepto quando o Djaló decidia pôr a bola para a frente e a sprintar. Ou então quando a nossa defesa, tratava de fazer favores ao Sporting. Aquela disputa de bola nas alturas entre Bruno Alves e Helton não lembra ao diabo, e só por sorte não sofremos golo. Queria desde já dizer que gostei, em termos gerais, da exibição de Bruno Alves, que, sem ser perfeito, conseguiu ser eficaz no resto do jogo. E teve um papel dterminante no nosso golo.

O mesmo não se pode dizer de Marek Cech, se calhar o pior jogador do FC Porto ontem sobre o relvado. Começo a perceber que este jogador não é mentalmente forte para estes grandes embates. Em Londres, a médio-esquerdo, andou sempre "a cheirar" a bola. Ontem, foram raros os passes que lhe sairam bem e muitas as situações em que, por nervosismo, nem dominar bolas simples conseguia. Uma exibição para esquecer. E a forma como se deixou "comer" pelo Liedson no remate à barra é imperdoável. É claro que, se o lance fosse ao contrário, levantar-se-ia logo um movimento revolucionário em Alvalade para considerar aquilo falta sobre o defesa, mas como somos nós, está tudo bem.

A par de Meireles e Cech, a outra desilusão da noite foi Lisandro Lopez. O argentino, ou porque mal servido, ou porque esteve desinspirado, nunca conseguiu fazer com Postiga uma dupla de meter respeito à defesa do Sporting. Só o português conseguiu fazê-lo, naquele lance em que deu um "nó cego" a Polga e rematou para defesa fácil de Ricardo. Para além disso, ainda atrapalhou a defesa do Sporting no lance do golo, obrigando Ricardo a socar a bola para a frente.

Em plano positivo estiveram Bruno Alves, Postiga, Quaresma e Helton. O nosso guarda-redes esteve muito atento e conseguiu opor-se a quase tudo, mesmo àqueles cruzamentos "sem saber ler nem escrever" que por sorte iam directos à baliza. No lance do golo do Sporting, é inadmissível a presença do Djaló naquele sítio completamente sozinho. Mas este lance nunca será culpa dos centrais - ao contrário do que os iluminados da SporTV disseram (por falar em SporTV, já acabavam com a infeliz ideia de convidar ex-jogadores das equipas em questão que nada acrescentam à lista de "lugares-comuns" já conhecida e ainda por cima são algo limitados na capacidade de expressão - , mas sim dos dois médios portistas que estão a marcar sabe-se lá quem - Raul Meireles e Paulo Assunção.

Agora, a questão do árbitro. É óbvio que não influenciou o resultado e ainda bem. Não houve lances polémicos. Houve, sim, algum desequilíbrio no campo disciplinar de que nos podemos queixar. O primeiro amarelo a Paulo Assunção é injusto, pois o brasileiro comete uma falta, a meio-campo, na fronteira entre a carga de ombro e o empurrão. Pedro Proença, tal como acontece com muitos árbitros em Alvalade, deixou-se influenciar pela histeria colectiva dos adeptos do Sporting. Aliás, se dependesse destes, qualquer falta cometida por um jogador adversário deveria dar amarelo e o Sporting ganharia todos os jogos por número insuficiente de jogadores adversários em campo. Mas, adiante. Os amarelos a Lucho e a Quaresma surgem por protestos, após um lance em que é João Coitadinho, perdão, Moutinho, grande jogador, mas um "fiteiro" de primeira, quem faz falta. O mesmo João Moutinho, mais tarde, tem uma entrada perigosa sobre Bruno Alves, a bola sobra para Diogo Valente que partia para um contra-ataque perigoso, e o que faz o sr. Proença? Marca a falta de João Moutinho, beneficiando claramente o infractor, e, quando todos pensávamos que ia mostrar o amarelo ao jogador do Sporting (é por isso que muitos árbitros se enganam e beneficiam o infractor, na ânsia de punir imediatamanete o jogador com amarelo), o senhor árbitro nada faz!

Em jeito de conclusão, foi um empate bem bom. Confirmou-se que não temos alternativa a Anderson (se ainda era preciso confirmar), um jogador explosivo, capaz de levar a equipa para a frente. Mas, também, naquele relvado em tão mau estado, não sei se Anderson conseguiriam destacar-se assim tanto...

Publicado por guardabel em 09:26 AM | Comentários (5)

outubro 19, 2006

Que equipa para Alvalade?

O jogo contra o Sporting terá um grau de dificuldade bem superior ao do Hamburgo. A isto acresce o facto de não podermos contar com aquele que é hoje talvez o único jogador (ok, talvez o Quaresma...) que pode decidir uma partida num lance de génio. Sendo assim, está lançada a discussão para que equipa Jesualdo deverá apresentar no domingo.

DEFESA

Servem os quatro que jogaram na terça-feira. Como alguém já comentou, Fucile vai ter o seu teste de fogo no domingo, mas aquilo que ele mostrou na estreia faz antever que temos um lateral-direito a sério. Pepe e Bruno Alves são os titulares naturais no meio e Cech é a melhor opção para a esquerda. É bom estabilizar a defesa e criar automatismos (como diria o Gabriel Alves). Bruno Alves, sem ter a espectacularidade de Pepe (que às vezes lhe sai mal...), tem passado despercebido e isso é bom. Quer dizer que está mais tranquilo, não comete erros e está a evoluir também.

MEIO-CAMPO

Aqui, a saída de Anderson do onze coloca um dilema a Jesualdo: dotar a equipa de maior consistência defensiva no meio-campo, através da entrada de Paulo Assunção e o adiantamento de Raul Meireles ou fazer uma troca directa por um jogador que possa "fazer de Anderson", ou seja, fazer a ligação meio-campo-ataque? A questão é que não há no plantel nenhum jogador com as características de Anderson. Jorginho até entrou bem na partida com o Hamburgo e teve uma jogada fantástica na área, em que passou a bola por cima do defesa e assistiu Postiga para o remate. Mas Jorginho, na minha opinião, não é jogador para o FC Porto, e não podemos exigir dele a mesma capacidade de explosão de Anderson, o mesmo pique, a mesma coragem no um-contra-um. Daí que talvez eu optasse pela primeira hipótese.

ATAQUE

O ataque está bem entregue ao tridente Quaresma-Postiga-Lisandro. Vieirinha e Bruno Moraes assumem-se como as alternativas mais credíveis, mas se o primeiro tem poucos minutos de campeonato, o segundo ainda recupera fisica e psicologicamente de um longo calvário de lesões. A jogada para o quarto golo na terça-feira é um sinal, para quem ainda não sabia, de que temos ali um jogador de grande potencial.

Publicado por guardabel em 05:48 PM | Comentários (14)

outubro 18, 2006

Terça-feira europeia

4 HAMBURGERS: barriga cheia

1. Ganhámos naturalmente porque temos melhores jogadores e melhor equipa. O Hamburgo apenas assustou nos remates de fora da área, um aspecto que temos de uma vez por todas de contrariar com eficácia. É inadmissível que surjam jogadores em posição frontal completamente livres para rematar.

2. Gostei de ver a equipa a marcar golos naquele cenário de vendaval e relâmpagos. Ficou um quadro bonito. E o relvado é um espéctaculo, aguentou-se muito bem.

3. Pena foi a lesão de Anderson, que vem na pior altura. No momento em que escrevo estas linhas, ainda não há diagnóstico oficial, mas é quase certo que o geniozinho não vai a Alvalade. Já não basta levarmos com o Pedro Proença, ainda vamos lá sem o puto maravilha.

4. Fucile fez o primeiro jogo pelo FC Porto e promete. É um jogador de qualidade, que joga fácil e cruza muito bem. No lance do golo, deixou-se ultrapassar pelo melhor jogador alemão de ontem, mas da maneira como Trochowski veio para cima dele, era difícil fazer qualquer coisa que não originasse falta. De qualquer modo, cheira-me que o Bosingwa vai curtir banco por muito tempo...

5. Bruno Alves não meteu água, apesar do vendaval.

6. O trio atacante Postiga, Lisandro e Quaresma parece começar a engrenar a sério. Gostava de ter visto o Rui Santos da SIC Notícias a dizer ontem que o Lisandro e o Postiga são incompatíveis.

MI... MI... MILLER

1. O 5º classificado do nosso campeonato foi goleado na Escócia. Registo aqui o facto de, mais uma vez, uma equipa celta estar envolvida no acontecimento. Seja em Vigo, seja em Glasgow, celtas nem vê-los, dirá o Barbas.

2. Dizem eles que o resultado é enganador, que até tiveram mais oportunidades, que até mandaram uma bola à trave (através de um jogador que devia estar suspenso por controlo anti-doping positivo), que tinham ganho em Leiria por 4 e deviam ter o direito de ganhar este também, etc... etc... Mas o que é certo é que contam as que entram. Lembro-me de, no ano passado, em Glasgow, termos feito um jogo superior ao Rangers, termos tido mais oportunidades, termos sofrido um golo com falta escandalosa sobre Baía, termos visto Pedro Emanuel sair com grave lesão, o Sokota lesionar-se e ficarmos quase 20 minutos a jogar com 10, e, na altura, termos levado em cima com a imprensa, sempre sedenta de fracassos do FC Porto do holândes de que ninguém gostava. Agora, não venham com desculpas, façam-se homenzinhos e enfrentem a realidade: último lugar do grupo.

Publicado por guardabel em 04:27 PM | Comentários (10)

outubro 16, 2006

O FCP-Hamburgo de 1989

FCP-Hamburgo em 1989

Recuemos quase 17 anos. O FC Porto jogava a Taça Uefa. Nessa época (89/90), tínhamos começado por eliminar os romenos do Flacara Moreni com duas vitórias (2-0 e 2-1). Na segunda eliminatória tínhamos "despachado" o Valência com uma vitória em casa por 3-1 e uma derrota em Espanha por 3-2. Madjer tinha marcado cá e lá. Era ele o nosso artista.

Nos oitavos-de-final, aparecia-nos o Hamburgo. Na primeira mão, perdemos na Alemanha apenas por 1-0, pelo que havia grande esperança para o jogo no Estádio das Antas no sentido de ultrapassarmos os alemães. A expectativa era redobrada pois ainda se vivia o entusiasmo das vitórias na Taça dos Campeões de 87 e as consequentes Supertaça Europeia e Taça Intercontinental. Acreditávamos que era possível passar aos quartos-final e manter o clube na ribalta do futebol europeu.

Os alemães começaram por marcar, aos 42 mins, por Eck, no que foi para muitos o fim da ilusões. No entanto, aos 45 mins, Nascimento, um médio que tinha vindo de Guimarães, repunha a igualdade. Ao intervalo, 1-1. Seria impossível marcar dois golos na segunda parte? Não era, como se veio a provar, excepto para o árbitro da partida.

Aos 63 mins, um Jorge Couto ainda no início da sua carreira, concretizava a reviravolta no marcador, faltando apenas um golo para nos apurarmos. Com cerca de meia-hora para jogar, tudo era possível. Foi então que se deu o golpe de teatro. Num lance de cabeça, um jogador do FC Porto remata para a baliza, onde apenas se encontrava um defesa alemão, que... defendeu com a mão! Era penalti, e era a oportunidade de ouro para fazermos o 3-1. Mas essa oportunidade não nos chegou a ser dada. Ainda hoje não percebo como foi possível o árbitro não ter visto aquela defesa, que até foi de qualidade para um jogador que não era guarda-redes. Na altura, muito se falou sobre este lance. Nos dias subsequentes ao jogo, muito se especulou. Mas o que é certo é que ficámos pelo caminho, numa das páginas mais negras da arbitragem dos nossos jogos europeus.

O Hamburgo seria eliminado posteriormente pela Juventus, que seria o vencedor do troféu nesse ano.

PS - Os confrontos com o Hamburgo começaram em 1975, na Taça Uefa, em que fomos eliminados com um total de 3-2 nas duas mãos. Acredito que amanhã vamos inverter esta tendência.

Publicado por guardabel em 07:34 PM | Comentários (18)

Obrigado, Capitão!

Publicado por guardabel em 02:23 PM | Comentários (13)

outubro 15, 2006

Postigo-dependência?

Se Hélder Postiga continuar neste crescendo, não tardará muito que os iluminados da imprensa que têm de arranjar à força assunto que ocupe as páginas dos desportivos diários descubram que, afinal, o FC Porto é "postigo-dependente". É conforme as marés. Primeiro foi Jardel (mas esqueciam-se que, sem Capuchos e Drulovics, não teria havido Jardel), depois Derlei, depois Deco, etc... No FC Porto nunca há mérito da equipa, há sempre a dependência de um jogador. Anderson também já entrou no esquema, mas, depois de Braga, não sei em que seremos dependentes do génio desse miúdo...

O que importa, no jogo de ontem, é que ganhámos sem discussão, jogámos bem e voltámos a entrar nos eixos. A equipa teve momentos bons, momentos maus, mas assim é num jogo de futebol. É quase impossível manter uma qualidade de jogo muito boa durante 90 minutos. Uma coisa é indiscutível: criámos muitas mais oportunidades de golo do que o Marítimo e nunca senti que os madeirenses pudessem ameaçar a nossa vitória.

Para mim, os melhores em campo foram Postiga, Anderson e Pepe. Também gostei de Lisandro, um jogador que está cada vez mais confiante e que, ou não tivesse sangue sul-americano nas veias, é daquele jogadores que quanto mais joga, mais se empolga, quando mais se empolga, mais qualidade traz à equipa. É um jogador que precisa de jogar para se auto-motivar e trazer todo o futebol que tem à equipa. E que é muito, na minha opinião.

Os assobios que o estádio dirigiu a Jesualdo Ferreira, quando tirou Lisandro para fazer entrar Paulo Assunção foram, na minha opinião, injustos. O Marítimo estava numa fase ascensional e o seu meio-campo começava a superiorizar-se ao nosso. A entrada de Assunção veio, precisamente, reforçar o nosso meio-campo e, ao mesmo tempo, libertar Raul Meireles para zonas mais adiantadas, onde rende mais. Coincidência ou não, logo após a substituição, conseguimos a jogada que originou o penalti. Postiga sofre falta de Gregory e, na área, estava outro jogador, que entretanto atirou por cima da barra, já depois de Bruno Paixão ter assinalado o penalti. Quem era esse jogador? Pois, Raul Meireles.

Isto para dizer que os assobios, numa fase em que vamos em primeiro lugar, são contra-producentes, podendo mesmo levar ao enervamento da equipa. Depois, só vêm dar razões à imprensa anti-FCP para fazer primeiras páginas com títulos de "crise", "assobios" e outros, que só servem para desmoralizar as tropas.

Publicado por guardabel em 04:51 PM | Comentários (16)

outubro 13, 2006

Convocado

Bruno Moraes foi convocado e isso merece destaque. Um jogador que passa pelo que ele passou merece ser aplaudido e incentivado. E merece, acima de tudo, oportunidades.

O seu caso faz-me lembrar o do polaco Grzegorz Mielcarski, um grande ponta-de-lança que fomos buscar em 1995 e a quem as lesões condicionaram uma carreira que prometia muitos golos de azul-e-branco.

Bruno Moraes tem a vantagam de ser ainda muito novo e de poder ainda recuperar o tempo perdido. Quando vi os jogos que fez pelo Setúbal, no ano passado, reparei que estava ali um bom jogador com potencial para evoluir na nossa equipa. Agora, com calma e sem precipitações, ele vai ter a sua oportunidade. E confio que vai agarrá-la.

Publicado por guardabel em 11:57 PM | Comentários (6)

outubro 12, 2006

Portugal de Scolari: a minha selecção não é esta

Se era para jogar daquela maneira, mais valia terem mandado lá os putos que no dia anterior arrumaram com a Rússia. É que esses, por muito que Scolari lhes dissesse que tinham era que defender juntinhos lá atrás, esses iriam jogar para a frente e mandar o sargentão plantar cana de açúcar no quintal da Federação.

Temos um seleccionador casmurro, acomodado e medroso. Isto já se sabia. O que eu pensava era que tínhamos jogadores com personalidade para mandar às urtigas aquela postura defensiva que o treinador lhes pediu. Então eles passam o ano nos seus clubes com os olhos na baliza adversária e a jogar para ganhar e, numa semana, um brasileiro inculto e prepotente diz-lhes que o empate já é um bom resultado? E eles embarcam nessa?

Publicado por guardabel em 09:41 PM | Comentários (24)

outubro 10, 2006

Prémio "Gel Fixante L'Oronaldo"

Publicado por guardabel em 04:38 PM | Comentários (16)

Botação encerrada: cinq à sec

O título não é publicidade a qualquer lavandaria, mas é a conclusão da botação sobre o momento mais humilhante para o camarada benfiquista (camarada vem a propósito porque é tudo bermelho, se bem que o apoio de Vilarinho ao PSD, por causa de uns certos favores, desvirtuou um pouco a cor "encarnada"). Os benfiquistas votaram, os benfiquistas decidiram. Um grande bem-haja a todos eles, que não passam sem dar um saltinho diário ao Pobo do Norte, o pobo mais forte.

Eis os resultados finais, após 368 bicadas galináceas (ou não):

"Eu, lampiom, me confesso. O momento mais humilhante foi:"

1. os 0-5 do FCP - 94 (26%)
2. os 7-0 em Vigo - 58 (16%)
3. o campeonato da Leal Cunha e os penteados do Simao - 45 (12%)
5. os 7-1 do Sportem - 30 (8%)
6. a reforma do Rui Costa e o passaporte falsificado do Mantorras - 26 (7%)
8. os ataques do Petit - 24 (7%)
9. a prisao de Vale e Azevedo - 20 (5%)

Por lapso, esquecemo-nos dos dois anos sem ir às competições europeias (como alguém, muito bem, observou), mas ao ritmo que os motivos para rir do SLb se sucedem, brevemente poderemos vir a incluir esse facto numa nova botação. Temos tempo. Nem que seja em 2011, quando a instituição for o clube mais poderoso do universo.

Publicado por guardabel em 11:51 AM | Comentários (15)

outubro 04, 2006

O melhor departamento médico do país (a acabar com carreiras)

Rui Costa sempre desejou terminar a carreira no Benfica. Isto, é claro, desde que o Milan ou qualquer outro clube verdadeiramente grande da Europa não o quisesse, nem que fosse para apanha-bolas. O Benfica retribui a atenção do maestro e, através do departamento médico, já está a trabalhar na tentativa de acabar com a carreira do homem. Isto sim, é gratidão.

Rui Costa não se pode queixar. O exemplo de Mantorras ainda é demasiado recente para que um jogador possa confiar cegamente naquele departamento médico. E ele, com a experiência que tem, já devia estar avisado. Agora, pede explicações e, obviamente, toda a gente sacode a água do capote. Agora, só Dembo Cassama lhe valerá.

Hoje, tive a oportunidade de ver e ouvir o Paulo Jorge a dizer, por entre um sorriso maroto, que o Benfica tem "o melhor departamento médico de Portugal". É admirável o conhecimento que este jogador tem de todos os departamentos médicos de todos os clubes para fazer uma afirmação destas. E é admirável o tom comprometido com que o disse (fez-me lembrar o João Pinto quando teve de ler um comunicado após os 7-0 de Vigo), não conseguindo disfarçar o desconforto de estar a dizer uma barbaridade na qual ninguém, nem ele próprio, acredita.

Publicado por guardabel em 10:56 PM | Comentários (41)

outubro 03, 2006

Uma derrota exemplar

Começo pelo árbitro. Mais uma actuação habilidosa do sr. Imbecílio Baptista. Duas faltas sobre Lucho e Lisandro que, dentro da área, são penalti. Um fora-de-jogo escandaloso a Postiga, numa jogada em que o nosso jogador se isolava pela direita. E um segundo amarelo perdoado a Carlos Fernandes, depois de uma placagem a Anderson, em jogada perigosa. É óbvio que esta actuação vai passar despercebida na comunicação social do costume, mas estamos nós aqui para não deixar passar em claro.

Agora, o Campeão Nacional. Provavelmente nem merecíamos perder este jogo. Mas também nunca merecemos ganhá-lo. Volto a bater na tecla do desequilíbrio patente o nosso plantel. Bastou ver os três jogadores que estavam a aquecer para entrar na segunda parte. Um deles, ainda imberbe, apenas utilizado num jogo, e nem sempre convocado - Vierinha. Outro, Jorginho, cuja presença é cada vez mais equivalente à de um fantasma que deambula pelo campo, como se viu no seu último jogo em que aprticipou. O terceiro - Alan - tem o condão de acertar todos os cruzamentos no defesa. Quanto às alternativas de banco, estamos conversados.

Se, cumulativamente, temos um Anderson que não aparece no jogo e, quando o faz, parece um jogador "estranho" aos restantes colegas, com os quais não consegue desenhar uma jogada. E se, tragicamente, vemos um Lucho arrastar-se pelo campo e falhar um golo como o que falhou. Se somos brindados com um Ezequias, que estará ao nível de um Areias. Se temos um jogador capaz de fazer um cruzamento milimétrico para golo e, logo de seguida, tem uma paragem cerebral que o leva a chutar a bola para fora e levar um amarelo. E se esse jogador acha que não vale a pena acompanhar o defesa-direito adversário porque de certeza absoluta que há outros jogadores mais indicados para defender...

Se tudo isto voltar a acontecer ao mesmo tempo, é óbvio que vamos perder mais jogos.

Publicado por guardabel em 01:32 AM | Comentários (27)