Há dias assim: dias em que tudo falha, em que os adversários são mesmo imbatíveis, dias em que tudo corre mal, enfim, dias em que a única coisa a fazer é valorizar a vitória dos outros, "lamber as feridas" e seguir em frente.
O Porto foi ao tapete, esta noite, frente ao Arsenal. Perdeu por 2 mas poderia ter perdido por mais. Ficou um penalty por marcar (obstrução do Pepe dentro da área) e, sobretudo, mais algumas perdidas escandalosas de Henry e Companhia. Para falar verdade, e não ser injusto, Henry não falhou nenhuma, antes deu vários golos a marcar - ao holandês que atirou para a bancada no final da primeira parte, pouco antes do golo inaugural, e a Loeb, para acabar com o animo dos portistas.
Foi demasiado Henry para pouco Porto. Ao contrário do que tem acontecido nos momentos menos bons desta época, a equipa não quebrou pelos pontos mais fracos. Não o Bruno Alves que foi batido no lance do 1º golo, nem foram as oportunidades esbanjadas pelos nossos atacantes que limitaram as nossas hipóteses de vencer. Foi Pepe quem não chegou à bola que Henry cabeceou para o poste mais distante de Helton e, no que diz respeito a oportunidades, a equipa não criou nada de significativo ou que pudesse ser esbanjado.
O Arsenal esteve muito forte porque tem uma equipa fantástica (jovem, como a nossa, mas com maior potencial) e teve um prodigioso avançado francês que fez tudo o que era preciso para nos vergar: defendeu e roubou bolas ao nosso meio campo, fez passes "de morte"e, "last but not least", meteu o primeiro, que é sempre o mais difícil. E teve ainda tempo para mostrar que nem mesmo os nossos defesas mais rápidos o conseguem perseguir: em inúmeros lance Henry venceu Pepe e Bosingwa simplesmente com a sua aceleração.
O Porto aguentou bem até ao 1-0. Apesar do sufoco inicial, conseguiu equilibrar as coisas a meio campo, trocar a bola e ter até uma oportunidade de golo. Porém, a maré voltou a crescer no final da 1ª parte e o golo veio premiar a melhor equipa em campo. Jesualdo mexeu e a equipa voltou para a 2º parte com um 11 mais ambicioso: Lisandro no lugar de Postiga e, sobretudo, Meireles no lugar de Ricardo Costa (que tinha um amarelo).
Só que o jogo terminou logo aos 3 minutos da 2ª parte. O 2-0 foi demais para quem veio com ideias diferentes e com vontade de dar a volta ao jogo. E a equipa quebrou. Quaresma, fez o que pode, Meireles ainda tentou o remate de fora da área e o Lisandro lutou muito para ter a bola nos pés. Mas o resto da equipa estava aparentemente mais preocupada com não sofrer o terceiro do que com a eventual redução da desvantagem. E, nesta fase, até Jesualdo errou. Nunca deveria ter retirado Anderson do campo. Ele era única forma de desiquilbrar no meio campo musculado da equipa Londrina. Com mais um homem na área (Adriano), o problema passou a ser como levar a bola até lá. Quanto a mim, a perder por 2, o nosso treinador deveria ter retirado o Paulo Assunção, que até nem fez um jogo ao nível do que é costume.
Em suma, 2 jogos e 1 ponto obrigam-nos a vencer 2 partidas das 4 que restam nesta fase e ainda arrancar 1 empate algures. Se, a 17 de Outubro, o Porto não bater o Hamburgo no Dragão, o apuramento tornar-se-á uma miragem. Se, adicionalmente, o CSKA resistir, nesse mesmo dia, ao maior poder do Arsenal, então o caso estará praticamente perdido.
O jogo com os russos mostrou que não temos "matador" à altura de uma competição como a Champions. Hoje, porém, perdemos como equipa.
Co Adriaanse não quereria melhor: 4 jogos, 12 pontos, dez golos marcados e um sofrido. A equipa não joga o futebol espectacular que o holandês desejava, mas marca golos e tem períodos de bom futebol em que encosta o adversário às cordas. De resto, no futebol actual, é raro encontrar uma equipa que mantenha um alto nível futebolístico durante 90 minutos. Jesualdo Ferreira está a fazer um bom trabalho e só não tem culpa que haja tamanho défice de qualidade na posição de ponta-de-lança.
No jogo com o Beira-Mar, foi do banco que vieram os jogadores que transfiguraram a equipa na segunda parte, principalmente Anderson, cuja presença dá uma dinâmica fantástica à equipa. Mas este jogo deve servir de reflexão ao nosso treinador e à SAD no sentido de preparar já a próxima época e dar outro rumo a jogadores como Jorginho, que nesta altura não acrescenta nada.
Gostei de ver a homenagem do Dragão a Mário Jardel.
Por uma questão de boa fé (que o dito Sr. se farta de apregoar), resolvi aturar a maçada de ver a entrevista que o LFV deu esta noite ao Canal 1. Vendida como o momento em que ele diria se era ou não candidato novamente (alguém duvidava?!), a entrevista foi mais um daqueles momentos simultaneamente hilariantes e deprimentes, a que o dito presidente do SLB já nos habituou.
A jornalista, Judite de Sousa, bem se esforçou para cortar na palha que o LFV ia espalhando ao fugir das perguntas mais enrascantes. Porém, o homem insistia e chegou até a dizer à jornalista que levasse a entrevista "para outro lado" quando esta o confrontou com as transcrições da escuta da célebre conversa com o Major Valentim Loureiro. Ou seja, uma vez mais, o homem que gosta de se ver como o paladino da justiça e da verdade desportiva não resistiu às suas próprias palavras e contradições.
LFV deu mais um show de insinuações, de sorrisos marotos, de meias palavras e de suspeições. Voltou a falar de Pinto da Costa e de Valentim Loureiro, sem nunca explicar o porquê de ter sido amigo do 1º e apoiante do 2º. Falou do que leu no "dossier" que lhe "foi parar a casa" sem nunca ter concretizado nenhuma das insinuações e da "vitória" que significou a abertura do processo entretanto despoletado na Liga de Clubes". Quanto a argumentos concretos, factos ou provas documentais das suas alegadas suspeitas, NADA!
Repetiu até à exaustão coisas como "eu sou um homem de princípios", "a honestidade é meu o maior valor", "sou vertical", "sou directo e transparente", "sou um homem de ética" e banalidades similares, como única justificação ou motivo para que a jornalista acreditasse nele. Quando confrontado com a célebre frase "prefiro ter lugares na Liga do que um reforço para o plantel" e com o seu recente desprezo por essa mesma Liga, não foi capaz de explicar a contradição. Limitou-se a dizer que Hermínio Loureiro era "honesto" mas estava condicionado. Que este deveria ir outra vez a votos, mas escolhendo outros membros para a sua direcção (presumo que se fossem do Benfica já serviriam, certo?). Que o novo presidente da Liga tinha compromissos com o FCP e com muitos outros clubes. Como se isso fosse um crime ou algo de ilícito.
O Sr. LFV sabe tão bem quanto qualquer um de nós que qualquer lista, para qualquer eleição, desde a votação da associação de moradores de Alcabideche até às listas de deputados, é objecto de negociação, de compromissos, de ajustes entre os diversos interesses que possuem votos. É impossível ser candidato ao que quer que seja sem apoios, contra os interesses dos eleitores - o que não significa que depois de eleito não se possa agir com isenção e rigor. Pelos vistos, esta situação só é possível se estiverem em causa benfiquistas ou militares...
Pelo teor do que tem vindo a público, é notório que o futebol português está cheio de arranjinhos e tráfico de influências. Que os dirigentes dos maiores clubes, tal como muitos outros, estão metidos nisto até aos joelhos. Que os clubes só se queixam da "perversão da verdade desportiva" quando perdem. O mais certo é não existir ninguém em condições para dar lições de moral aos demais. O Sr. LFV deveria saber isto e deveria remeter-se ao silêncio com a vergonha dos seus próprios actos e negociatas. Mas ele não fará nada disto, porque quer-nos convencer que é um cruzado. Que é o único inocente. Que é o detentor da verdade só porque alguém, a coberto da cobardia do anonimato, lhe terá alegadamente entregue um dossier que ninguém sabe o que diz, que eventuais provas contém ou se é apenas mais um apanhado de insinuações sem fundamento.
Por mim, até fico feliz que o Sr. LFV seja reeleito presidente do SLB e que continue a sua pretensa cruzada -o homem diverte-me e é sempre bom ter um pateta como ele ao leme do SLB. Por inúmeros motivos, a actual direcção do FCP suscita em mim as maiores reservas. Porém, até que a justiça portuguesa (não a da Liga ou a da FPF) condene o nosso presidente ou qualquer dos nossos dirigentes, terão sempre o benefício da dúvida. Quanto ao Sr. LFV, espero que não se esqueça que o único presidente de um grande clube português condenado em tribunal se chama Vale e Azevedo e foi dirigente do Sport Lisboa e Benfica, a instituição dos "puros" e dos "honestos" que vão regenerar o futebol português...

Faz parte da minha restrita galeria de ídolos, ao lado de nomes como Gomes, Madjer, Futre, Vítor Baía, Jorge Costa, Domingos, Kostadinov, Deco,... Marcou uma época no FC Porto e, depois dele, nunca mais tivemos ninguém como ele. Nem sei se alguma vez teremos. Mário Jardel vai voltar ao nosso estádio e devemos recebê-lo com um aplauso de gratidão.
Ainda que tenha jogado num rival como o Sporting e tenha protagonizado algumas cenas lamentáveis no Estádio das Antas. Ainda que se tenha oferecido a outro rival, quando ninguém lhe pegava. Ainda que tenha afirmado a intenção de festejar caso marque amanhã contra o seu primeiro clube em Portugal (para mim não é desrespeito pelo FCP se o fizer). Ainda que tudo nisto esteja bem fresco na nossa memória, essa mesma memória deverá recuperar momentos inesquecíveis que só "Jardigol" conseguiu proporcionar a todos os portistas. Para mencionar alguns:
- Golo espectacular na Luz, a passe longo de Edmilson. Jardel domina a bola com o peito, tirando Jorge Soares da jogada, e remata de primeira para a baliza de Preud'Homme. O lance é tanto mais bonito como foi difícil de executar. É que o passe por alto de Edmilson é feito de muito longe e Jorge Soares encontrava-se junto a Jardel.
- Reviravolta em S. Siro, num jogo épico, que ganhámos 3-2, depois de estarmos a perder por 2-1 ao intervalo. Jardel, vindo do banco, marca aos 76 e aos 82 minutos, naquela que terá sido a sua primeira grande prestação pelo FC Porto. Fica para sempre gravada na memória portista aquela imagem de Jardel a festejar um dos golos, correndo em direcção ao banco e batendo com a mão no peito. Alguém se lembra?
- Um simples jogo da Taça de Portugal contra o Juventude de Évora entra para a galeria dos grande momentos de Jardel. E porquê? Porque, ao intervalo, quando ganhávamos por 2-1, entra o Super Mário para marcar... SETE golos e fixar o resultado em 9-1. Como se isso não bastasse, um dos golos foi de letra, à entrada de área.
- Num jogo em casa contra o Farense, Jardel marca um golaço, a passe de Capucho. O curioso é que não foi o único golo deste tipo que Jardel marcou ao serviço do FC Porto! Aqui está o vídeo:
- Na época 99/00, estivemos com um pé nas meias-finais da Liga dos Campeões. E quem nos deu direito a sonhar? Mário Jardel, claro, ao empatar a partida, perto do final, com um golo de cabeça entre dois defesas do Bayern de Munique, depois de magnífico cruzamanto de Esquerdinha. O prolongamento ser-nos-ia "roubado", quando, nos descontos, o árbitro inventou uma falta de Jardel, que daria o 2-1 para os alemães. Aqui está o vídeo:
- Na sua última época de azul-e-branco, Jardel bateu o seu recorde de golos (não me lembro do número exacto). Curiosamente, não fomos campeões. Quem teria sido o treinador capaz dessa "proeza"?
1. A forma como Helton iniciou a jogada que deu o segundo golo foi espectacular. Não se limitou a passar a bola ao Bosingwa. Ao fazer o passe, à boa maneira do basquetebol, Helton olhou para o lado contrário, enganando os jogadores da Naval. Depois, a rapidez do José fez o resto.
2. Quaresma esteve melhor do que nos jogos anteriores, mas ainda tem muito que "pedalar". Tal como no ano passado, o cigano está em crescendo. Mas tem de passar mais a bola. A jogada do primeiro golo é um bom sinal.
3. Na segunda parte "adormecemos" e perdemos a vontade de atacar. Podiamos ter sofrido um golo, que só não aconteceu por azelhice do adversário e mérito de Helton.
4. Lucho está a subir de forma de jogo para jogo e a sua presença na equipa é decisiva. Este ano tem de "aparecer" nos grandes jogos.
5. Bruno Alves fez um passe de 30 metros espectacular para Quaresma, originando uma jogada de muito perigo para a Naval. Não é só dizer mal.
A botação que hoje tem início - na barra lateral - é destinada aos ilustres adeptos do terceiro classificado da época passada e actual... desculpem-me, mas nem sei em que lugar estão. Sabemos que nos visitam em grande número, por isso queremos retribuir a consideração, dedicando-lhes uma "piquena" sondagem, na qual apenas terão de eleger o momento menos feliz da sua condição de membros da chamada "família benfiquista". Por outras palavras, para ver se percebem melhor, têm de botar no momento mais humilhante do vosso benfiquismo, aquele momento em que desejaram desaparecer para todo o sempre. Sejam verdadeiros e honestos! Não vale votar em mais do que uma hipótese!

(Imagem gentilmente cedida pelo leitor Nuno de Campos. Para ver em tamanho grande, basta clicar na mesma. Os benfiquistas também estão autorizados a fazê-lo.)
18 de Setembro de 1996
O FC Porto jogava na Luz a segunda mão da Supertaça Cândido de Oliveira. Trazia na bagagem uma vitória por 1-0, no Estádio das Antas, com golo de Domingos. O Benfica prometia virar o resultado, ajudada por uma imprensa que promovia as suas últimas contratações, como era o caso das (supostas) estrelas Bermudez, Jamir e Donizete. Quanto ao FC Porto, vivia-se a era pós-Vítor Baía, e tentava-se encontrar substituo à altura (o que, na realidade, nunca veio a acontecer). A escolha recaía sobre o polaco Wosniak, depois do falhanço de Lars Eriksson. Mas havia outras estreias na nossa equipa: Fernando Mendes, lateral-esquerdo que já tinha passado pelos dois da segunda circular; Barroso, vindo do Braga; Lula, central do Belenenses; Wetl, um internacional austríaco; Sérgio Conceição, vindo de um empréstimo ao Felgueiras; Artur, brasileiro que vinha do Bessa; ... e um tal de Mário Jardel.
Mas, vamos ao jogo. Ainda mal me tinha sentado no sofá, ao lado do meu pai, quando Artur já abria o marcador. Tinham passado 3 minutos sobre o apito inicial do árbitro António Rola. Foi um contra-ataque, bem ao estilo do brasileiro, lançado, creio eu, por Zahovic. Quase a terminar a primeira parte. Chegava o segundo, com uma arrancada pela esquerda de Artur, que viu Edmilson sozinho no meio. Este recebeu a bola e com o seu estilo inconfundível mandou-a para o fundo da baliza de Preud'Homme. Chegávamos ao intervalo com a Supertaça resolvida e com uma boa vitória na Luz por 2-0. Até aqui, nada de especial, pois ganhar na Luz tinha-se tornado um hábito naqueles tempos. O que ninguém poderia prever é que na segunda parte, iriamos marcar mais três golos, construindo assim a maior humilhação da história do clube dos 6 milhões na sua própria casa.
Logo a abrir a segunda parte, Jorge Costa marcou de cabeça, na sequência de canto de Zahovic. Os benfiquistas não queriam acreditar no pesadelo que estavam a viver e repetiam os assobios com que já tinham brindado Paulo Autuori ao intervalo. Mas havia mais. Foi já com Dulovic e Jardel em campo, que o austríaco Arnold Wetl fez a única coisa que valeu a pena na sua passagem pelo clube: um golo monumental, arrancado na zona do bico da grande área, com um pontapé que fez a bola sobrevoar Preud'Homme e entrar no ângulo da baliza. Para finalizar a goleada histórica, ainda houve tempo para Drulovic marcar, a passe de Rui Barros, o nosso adjunto actual.
Ganhávamos a Supertaça, venciamos e jogo e goleávamos o Benfica no seu próprio estádio. Foi há 10 anos, a 18 de Setembro de 1996. O dia do apagão.
As equipas alinharam assim:
Benfica: Preud'Homme; Calado (Tahar, 75m.), Hélder, Bermudez e Dimas (Iliev, 52m.); Jamir, Bruno Caires, Valdo e Gustavo; João Pinto e Donizete
Treinador: Paulo Autuori
FC Porto: Wozniak; Sérgio Conceição, João Manuel Pinto, Lula, Jorge Costa e Fernando Mendes; Paulinho Santos, Wetl (Rui Barros, 70m.) , Zahovic e Edmilson (Jardel, 60m.); Artur (Drulovic, 52m.)
Treinador: António Oliveira
Golos: Artur (3m.), Edmilson (43m.), Jorge Costa (46m.), Wetl (66m.) e Drulovic (85m.)
O vídeo:
A foto:

Os festejos de Drulovic, Artur, Edmilson, João Manuel Pinto e Zahovic (atrás). Não deixa de ser uma foto com o seu quê de premonitório, uma vez que são precisamente os jogadores que têm a camisola vermelha vestida que irão, alguns anos mais tarde, gozar de uma reforma dourada ao serviço do terceiro classificado.
Esta data também é assinalada na seguinte lista de blogues:
Ontem à noite, o Sporting foi derrotado pelo Paços de Ferreira em Alvalade, com um golo escandalosamente marcado com o braço/a mão. Hoje, as capas dos jornais desportivos dão destaque a essa derrota, com particular atenção para o lance que decidiu a partida.
Todavia, essa mesma imprensa, há apenas uma semana atrás, festejou a vitória do SCP contra o Nacional como um triunfo justissímo de Nani e companhia, esquecendo que, tal como ontem, o lance que decidiu a partida foi irregular (o contra-ataque começou com uma falta flagrante daquele que viria a ser o marcador do golo).
Ninguém gosta de perder, muito menos quando teve sobejas oportunidades para marcar e acaba por ser batido num lance irregular. Porém, os jornalistas portugueses fariam bem em acalmar o seu fervor clubístico e ver as coisas como elas são: o Sporting perdeu ontem do mesmo modo que havia vencido o Nacional. A diferença foi o tratamento dado ao assunto.

Não perca, na segunda-feira, a resposta.
Só lá mais para a frente é que saberemos se este 0-0 contra o CSKA foi ou não um mau resultado. Neste momento, acho que nem foi mau nem foi bom. Foi o possível, dadas as limitações da equipa e a categoria do adversário.
As limitações
A lesão de Raul Meireles veio na pior altura. Para ele e para a equipa. Paulo Assunção fez um jogo muito bom hoje, mas a presença de Meireles teria dado à equipa mais qualidade de passe (que faltou muito em determinados períodos do jogo) e mais poder de fogo de fora da área. Para além disso, permitiria repetir, se Jesualdo Ferreira estivesse para aí virado, aquele 4-4-2 que tão bem jogou na Luz.
Depois, há a ausência de Ibson, que nos deixou sem alternativas de qualidade para o meio-campo no banco. Estava por lá Jorginho, mas para mim não conta.
Este jogo serviu também para dar razão a Co Adriaanse neste aspecto: a equipa precisa de um ponta-de-lança de nível europeu. Adriano falhou de mais hoje, e precisamente naquele aspecto em que o considero melhor jogador: a jogar de cabeça.
A categoria do adversário
Estes russos jogam de "olhos fechados" há pelo menos 3/4 anos. Ganharam a Taça Uefa em Alvalade com esta mesma equipa e têm neste momento um dos melhores brasileiros do mundo: Daniel Carvalho. Não foi surpresa para mim a forma fácil com que trocaram a bola no meio-campo e como progrediram até à nossa grande-área. O problemas deles é que a nossa defesa esteve hoje certinha e conseguiu resolver as jogadas de maior perigo.
Na baliza, esteve Akinfeev, um miúdo de 22 anos que foi uma das traves mestras da equipa, garantindo o empate quase no final do jogo a remates de Lucho e Lisandro. Um grande guarda-redes, considerado o homem do jogo (talvez exageradamente, tendo em conta o que Anderson fez).
Gostei, em geral, da nossa exibição e, tal como disse o nosso treinador, fica aquela frustração por não termos conseguido pelo menos um golito, com tanta oportunidade criada. Fica a satisfação de ver o Lucho a subir de jogo para jogo e um Anderson a confirmar-se cada vez mais como um jogador de nível mundial que nos vai dar muitas alegrias.
PS1 - Em relação ao jogo de ontem do Sporting, achei que ganharam com justiça, mas não entro no clima de euforia geral que se apoderou da imprensa. Para mim, o jogo foi chato, o Inter foi uma anedota de equipa e o Sporting não jogou tão bem como se quer fazer crer. Foi apenas num lance de génio, na única oportunidade criada, que a equipa marcou. Tentem, por exemplo, comparar com a exibição do FC Porto hoje e as oportunidades que criou.
PS2 - O Sport Lisboa e Beijoca aguentou-se bem na Dinamarca. Eu não vi o jogo, mas parece que o sr. engenheiro deu mais um bom exemplo de mediocridade ao tentar defender o 0-0 a todo o custo. Os lampiões estão em polvorosa contra o seu treinador. Eu cá espero que continue lá por muito tempo.
Acabei de ver o Sporting e fiquei muito satisfeito com o que vi: uma equipa portuguesa maioritariamente jovem e com óbvias limitações (o Ricardo continua a largar bolas nos cruzamentos e aqueles reforços estrangeiros do ataque são dois barretes) a vergar aquele clube que Mourinho considerou o favorito da Champions.
O SCP, com a sua política de contratações miserabilista e um treinador que, quanto a mim, é um medroso, tem a virtude de ter uma academia que tem "produzido" muitos jogadores de qualidade. Depois de Simão, Hugo Viana, Quaresma e, claro, Cristiano Ronaldo, temos agora Moutinho, Carlos Martins, Nani, Djalo e, aquele que mais me tem impressionado, Miguel Veloso (alegadamente, é filho de um ex-defesa lampião).
Creio que é cedo para dizer se algum dos nomes citados se vai verdadeiramente impor (Hugo Viana, por exemplo, é um jogador em perda desde que saiu do SCP), mas é um dado adquirido que, pelo menos, João Moutinho já é um dois ou três melhores centro-campistas portugueses da actualidade e constitui um valor seguro para o futuro. Por favor, não me falem do Custódio porque eu acho que é um jogador absolutamente banal, que tem usufruído de uma imprensa simpática.
Por seu lado, o mérito que o Porto tem tido em contratar jovens jogadores com muita qualidade (o Raúl Meireles é o meu favorito, apesar da magia do Quaresma) aplica-se sobretudo à aquisição estrangeiros: o exemplo maior é o Anderson, mas poderia aqui referir o Ibson (um jogador azarento), o Pepe, o Lisandro e, claro, o Lucho (ainda que seja um pouco mais velho que os demais). Das camadas jovens do Porto, de onde num passado recente sairam grandes centrais (F. Couto, J. Costa e Ricardo Carvalho), não veio nenhum valor seguro ou que, pelo menos, alguém que se imponha rapidamente na equipa principal. Pode ser uma consequência da abundância de bons jogadores com experiência, mas será que alguns deles já não tiveram oportunidades em quantidade suficiente?
Neste momento, os mais promissores dragõezinhos são o Vieirinha, o Bruno Vale, o Paulo Machado e, eventualmente, o Hugo Almeida, porque, na minha opinião, Postiga, Ivanildo e, sobretudo, a dupla Ricardo Costa e Bruno Alves, dificilmente serão jogadores para alinhar no 11 principal do FCP. Tal como muita gente diz, a única hipótese de os clubes portugueses competirem com os grandes da Europa é através do investimento na formação. Todavia, algo tem falhado no Porto para que tão poucos tenham chegado à 1ª equipa e que, nos últimos dois ou três anos, nem um ganhe lugar cativo na equipa principal.
Resumindo: por mais portista que seja (e não embarque muito naquela teoria de que o que importa é que os clubes portugueses vençam sempre), gostei de ver o Sporting a ganhar e, sobretudo, de ver o Moutinho a encher o campo e o Miguel Veloso a secar o ataque do Inter. Parabéns aos lagartos que nos visitam. Esperemos que a nossa jovem equipa faça igualmente um jogo à altura da sua qualidade e despache os russos com um resultado inequívoco.
Se o Veiga deu uma "beijoca" ao Valentim pelo castigo ao Marco, o que terá dado ao Cunha pelo campeonato Leal?
José Veiga. Faltava José Veiga. Um home sério, integro e... carinhoso. Vejam lá que as escutas apanharam-no a prometer uma beijoca ao tio Valentim. E ainda dizem que os agentes do futebol não se dão bem!
Pois é, mas foi ao Estrela da Amadora, embora não seja muito pior que os que por lá costumam jogar. Ainda por cima, as galinhas foram forçadas a ficar nos seus aviários a curtir a dor da pesada derrota no Bessa e o galinheiro ficou quase vazio. Quem verdadeiramente se fez ouvir foram os Super Dragões.
Quanto ao jogo: Jesualdo lá impôs o seu 4-3-3 (4-4-2 na 2ª parte) e a vítima foi o Assunção. Bosingwa, Cech e Anderson fizeram boas exibições face a um Estrela que só forçou Helton a fazer uma defesa em todo o jogo. Aliás, a primeira coisa parecida com um remate que eles fizeram (um chutão de Luís Loureiro para o "3º anel") surgiu aos 38 minutos da 1ª parte.
Ainda assim, foi preciso um auto-golo para que o jogo se resolvesse, porque o Adriano fez um jogo muito fraquinho (ainda que se tenha empenhado muito em pressionar os defesas), pelo que ainda nos arriscamos a ter o Postiga no centro do ataque.
Na quarta-feira teremos o nosso primeiro teste "a sério" contra os russos.
Boavista 3 - Lampiões 0; maestro reformado substituído, menino Armando expulso ainda ameaça o favorito da lampionagem. O SLB no seu melhor!

"Nós somos a equipa mais graaaaaaaaaaande", parece gritar um Petit descontrolado pelos três secos que o seu clube encaixou no Bessa. João Ferreira, o árbitro militar, não deve ter apreciado as cáries do pitbull.
A notícia sobre a conversa de Valentim Loureiro e o presidente do terceiro classificado, para além de ter provocado em mim uma sonora gargalhada, levou-me a pensar no dilema em que o adepto benfiquista se vê agora ironicamente envolvido. Esta é também uma oportunidade para nós, adeptos portistas, sabermos até onde vai a coerência lampiónica numa situação que, não posso deixar de considerar, é bem cruel para todos aqueles que têm levantado a bandeira do Apito Dourado como luta contra o FC Porto.
Vamos então ao dilema. O adepto benfiquista tem, nesta altura, de escolher uma de duas vias:
Primeira via: Luis Filipe Vieira está a ser alvo de uma conspiração. É inocente, pois não foi acusado de nada, nem teve de enfrentar a barra do tribunal. Com este texto, não se prova coisa alguma, pois pode-se interpretá-lo de mil e uma maneiras. Esta seria a via mais natural para o adepto benfiquista que acredita que os seus dirigentes são um poço de virtudes. O problema é que estes mesmos argumentos servem que nem uma luva aos dirigentes supostamente ligados ao FC Porto e aos textos que surgiram nos jornais. Também eles de nada foram acusados e as conversas contêm muitas frases ambíguas, de duplo sentido, que nada provam, ou que, pelo menos, deixam a dúvida no ar. E na dúvida não se pode condenar ninguém. O adepto benfiquista vê-se obrigado, se optar por esta via, a retirar-se de mansinho, com o rabinho entre as pernas. Se inocenta o seu presidente, terá de fazer o mesmo com os restantes envolvidos.
Segunda via: Luis Filipe Vieira faz parte do grupo de dirigentes do futebol português que tentou influenciar a escolha de árbitros para os jogos do seu clube. O adepto lampiónico que faz da sua vidinha uma perseguição doentia ao FC Porto, também terá de arrastar para a lama o nome do seu presidente. Não há volta a dar. É triste, mas é verdade. O pior para o adepto benfiquista nem é ter de admitir que os dirigentes do FC Porto não estão envolvidos em escândalos de corrupção. O pior para ele é reconhecer que o seu "impoluto" presidente tentou saber com antecedência e influenciar a escolha de árbitros para os jogos do seu clube e, portanto, é tão "corrupto" com os outros.
Para ajudar o adepto benfiquista na resolução deste dilema, vejamos estas partes da conversa que o Público transcreveu hoje:
Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito...(...) – A frase "entrar em esquemas" é enigmática. Pode dar para tudo, é certo, mas deixa no ar a dúvida: a que "esquemas" se refere Vieira e quai foram os "esquemas" anteriores em que entrou?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio! – Aqui não posso deixar de perguntar: de que "garantia" estará ele a falar? A garantia de não ser prejudicado? Ou a garantia de ser beneficiado? A dúvida permanece, certo? Agora, o caro adepto benfiquista terá de reconhecer que se precipitou quando insistiu histericamente em interpretar ao seu jeito e tomá-las por verdades absolutas as palavras e expressões proferidas nas conversas de dirigentes ligados ao FC Porto que sairam nos jornais...
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado.(...) – Esta é a parte que mais me divertiu. A frase para a qual quero chamar a vossa atenção é a última (que pus em itálico). A que se refere Vieira quando diz "isto"? E o que estaria a fazer "por outro lado"? Dá a impressão que nem se tem preocupado muito com a escolha dos árbitros, pois consegue resolver as coisas, "fazer isto", isto é, trazer benefícios para o seu clube através de outros processos... Para além desta quase-confissão, o presidente do terceiro classificado utiliza a palavra "carago", o que nos enche de satisfação e gratidão. Achei bonito! O Norte agradece.
Outro excerto "curioso" é aquele em que Pinto de Sousa refere o contacto de João Rodrigues, advogado ligado ao Benfica, para saber o árbitro que iria estar no jogo. Isto com duas ou mais semanas de antecedência. Neste caso, não existe mais do que uma interpretação possível. Aqui, trata-se de um facto. E que deve deixar corado de vergonha o adepto benfiquista.
E "prontos", algo me diz que os próximos dias trarão mais novidades e revelações. Entretanto, está apresentado o dilema do lampião. Agora, ele que decida o que quer fazer da sua vidinha.
PS – Se quiserem saber o significado da expressão "fuga para a frente", façam o favor de ler/ouvir as declarações de Vieira como reacção a este caso.
Muitos têm perguntado porque não surgiu até agora um post dedicado especificamente à situação conhecida como “Caso Mateus”. Pelo que me diz respeito, não o fiz por entender que só valeria a pena abordar o assunto quando estivesse devidamente esclarecido sobre a sua natureza e/ou se o FCP estivesse envolvido de algum modo. Acresce dizer que não é através dos títulos inflamados dos jornais desportivos nem da troca de galhardetes entre dirigentes da Liga e da FPF que alguém fica a perceber em que consiste a querela.
Mas, sobretudo, é muito importante sublinhar que é preciso muita lata para que o dirigente do SLB, clube que se esforçou por controlar o último elenco da Liga (que ainda está em funções), tem um seu ex-dirigente como Director Executivo e outro como Presidente da Assembleia (entre muitos outros que colocou nos mais órgãos) venha agora berrar contra este organismo, dizendo que é um “polvo”, que esta “trapalhada” é uma prova de que existe uma “luta de poder” e que os órgãos recentemente eleitos são “maus”, “sem ideias”, etc., etc., só porque, aparentemente, o Sr. LVF não conseguiu, uma vez mais, colocar os seus amigos vermelhos nos lugares mais convenientes e, por essa via, “regenerar o futebol português”. Presumo que esta “regeneração”, na sua versão galinácea, implicará, entre outras coisas, a alteração dos regulamentos no sentido de atribuir, no mínimo, 3 campeonatos ao SLB por cada 5 que sejam disputados, de molde a reproduzir fielmente a tanga dos 6 milhões (isto é, a sua proporção com os 10 milhões de portugas) e assegurar a glória perdida com o advento da democracia pela via burocrática.
Quanto ao “Caso Mateus”: apesar de assinar como Pôncio, não sou advogado, mas a leitura dos documentos e a análise dos argumentos calmamente esgrimidos pelas partes permitem-me dizer que, no essencial, o que está em causa, em última análise, é reconhecer a acção do Gil Vicente como dizendo respeito a uma questão “estritamente desportiva” (e, como tal, contra os regulamentos do futebol) ou como uma questão “administrativa” (que permitiria ao Gil recorrer aos tribunais extra-desportivos sem correr o risco de sofrer represálias). Muito sinceramente, não sei quem terá razão. É provável que ambos tenham (o Gil e o Belenenses) alguma, tal como acontece em muitas situações de foro jurídico (quem é que não se lembra de ver entidades em litígio brandir “pareceres” elaborados por juristas diferentes relativamente a muitos outros assuntos?). O que teria sido importante era que isto se resolvesse com celeridade. E é aqui que entra a tal “luta de poder” entre a Liga e a Federação, algo de perfeitamente resolúvel a partir do momento em que a nova Lei de Bases seja aprovada (esta última versão recoloca a Liga sob a alçada da FPF).
Resumindo: esta “trapalhada” foi criada por um imbróglio jurídico que não foi atempadamente resolvido (aliás, parece que a coisa está para durar nos tribunais) pela Liga liderada pelo Sr. Major Valentim Loureiro (eleito com o apoio do SLB) e gerida operacionalmente por um dos tentáculos do dito “polvo” cujo nome é Cunha Leal. Juntar a isto o “Apito Dourado” e as recentes eleições para os órgãos da Liga, referindo de passagem o “CalcioCaos” italiano, é de uma profunda ignorância e de uma desonestidade intelectual atroz. E é isto que o Sr. LFV tem feito, com o devido eco da Comunicação Social e, em particular, do órgão oficioso do Clube das Galinhas, o jornal “A Bola”.
Em 1º lugar, o Porto não tem nenhum interesse na questão que opõe o Gil Vicente ao Belenenses. Os primeiros são um clube do norte mas jogam de vermelho. Os segundos são do sul mas até jogam de azul.
Em 2º: o único defeito, até ver, dos novos órgãos da Liga, é que não foram cozinhados no caldeirão da Luz. Qual é a relação/responsabilidade dos corpos recém-eleitos (e que ainda não tomaram posse) com o “Caso Mateus” – NENHUMA!
Em 3º e último, o paralelo entre o que aconteceu em Itália e o Apito Dourado que o LVF insiste em fazer: não existe comparação entre a dimensão de uma situação e de outra. Além disso, por mais que o processo Apito Dourado tenha trazido a público situações pouco abonatórias para a honorabilidade dos dirigentes do FCP e lance graves suspeitas sobre a legitimidade de alguns dos seus actos, ainda nada foi provado em tribunal ou qualquer dos envolvidos assumiu culpas; no caso italiano, pelo contrário, alguns dos envolvidos confessaram e assumiram as suas responsabilidades nos actos de corrupção desportiva, para além dos ilícitos que beneficiaram particularmente muitas das personalidades acusadas (dirigentes, jogadores, árbitros e outros). Não deixa de ser irónico que em momento algum o célebre no Apito Dourado sejam esboçadas acusações de benefício pessoal de quaisquer dirigentes do FCP, ao contrário do que aconteceu, por exemplo, com o Sr. LVF no caso “Mantorras” ou do que aconteceu ao “engavetado” ex-presidente do SLB. É giro, não é?...
Nota importante: gostaria de aproveitar a oportunidade para desejar as melhoras para Pôncio Monteiro, ilustre portista, que vive presentemente uma situação limite em termos de saúde.
Cá para mim, ainda vamos ver um dossíê a voar pela janela fora.
"Isto é uma festa do povo e eu sou também um homem do polvo", disse Luis Filipe Vieira na Festa do Avante.

(Imagem: Xerxes)
Gostei que Jesualdo Ferreira tivesse exigido um defesa-direito em vez do tal avançado por que toda a gente ansiava porque demonstrou que identificou rapidamente uma das lacunas do nosso plantel e isso é sinal de que o conhece bem.
Desde a saída do Paulo Ferreira, nunca tivemos um defesa-direito de raiz no plantel e, pior que isso, parece que nunca foi prioridade para os responsáveis do clube, que preferiram encher o plantel de avançados. Lembramo-nos da contratação falhada de Kromkamp e de nada se ter feito para a corrigir. Continuámos com a adaptação do esforçado mas nem sempre lúcido Bosingwa e parece que tudo estava bem.
Jesualdo Ferreira percebeu o desequilíbrio e manifestou-o no final do FC Porto- U.Leiria: "A equipa está desequilibrada". Não era preciso um génio para indentificar este problema, mas era preciso alguém lúcido, o que Co Adriaanse nunca foi. O esquema dos 3 defesas serviu para o nosso campeonato, mas a confusão de gente do meio-campo para a frente nunca trouxe (ou só raramente) o futebol-espectáculo e a avalancha de golos que o holandês apregoava.
É tempo de voltar ao esquema antigo, não pondo de parte, obviamente, o cenário dos 3 defesas (fomos campeões com ele). Jesualdo Ferreira percebeu isso e a contratação de Fucile, na minha opinião, vem de encontro a essa ideia de reequilibrar a equipa com 4 defesas.
As questões que se põem agora são: se o uruguaio convencer e ganhar um lugar, sacrifica-se Bosingwa? Que defesas-centrais a pôr a jogar, com as lesões de Pedro Emanuel e João Paulo? A minha opinião é esta: não confio nem em Ricardo Costa nem em Bruno Alves, por isso coloque-se Bosingwa ao lado de Pepe e teremos a dupla de centrais mais rápida do planeta.
Mais de meia década de pura diversão! Um projecto do Pentadragão.