O treinador argentino decidiu, a meio da segunda parte, tirar o playmaker e abrir um fosso entre a defesa e o ataque. Depois, tirou um Crespo esgotado e, quando toda a gente pensava que ele ia dar velocidade e fantasia ao seu ataque, metendo Messi, não, preferiu o Julio Cruz. A Argentina só criou perigo por uma vez, numa cabeçada de Lucho, que até nem valeria pois havia um argentino em fora-de-jogo, junto a Lehmann. Alguém vai fazer uma esperinha a este Pekerman na Argentina.
Para os visitantes de Pobo do Norte: o pobo mais forte a Argentina vai levantar o caneco.
Votos: 113
1. Argentina - 37 (33%)
2. Portugal - 34 (30%)
3. Alemanha - 17 (15%)
4. Brasil - 13 (12%)
5. Ucrania - 7 (6%)
6. Franca e Italia - 2 (2%)
8. Inglaterra - 1 (1%)
São oito selecções à conquista do título mundial. Quem o vai conseguir? Votem, na barra lateral. Obrigado.
Sobre o jogo Portugal-Holanda já foi tudo dito, e bem, pelo poncio, mas eu queria apenas reforçar a tremenda exibição do Miguel, que tem justificado plenamente a titularidade (não só neste jogo). O rapaz correu quilómetros e foi uma trave mestra quando estávamos em inferioridade numérica. Mas a maior qualidade do seu jogo foi ter obrigado um dos melhores extremos do futebol actual, Robben, a passar ao lado do jogo. E quando quiserem dar um exemplo de como um defesa pode "secar" um craque mundial, por favor, lembrem-se deste jogo, e esqueçam o Ricardo Rocha e o Ronaldinho.
Do Inglaterra-Equador apenas vi o golo do Beckham em directo (tive sorte) e os respectivos festejos da sua esposa, a Victoria, cujos saltinhos histéricos justificaram plenamente o golo do marido. Gostei de ver, sim senhor.
O jogo Itália-Austrália serviu para nos lembrarmos de que ainda há injustiça no futebol. Vi os cangurus a pressionarem os italianos, a empurrá-los para a sua grande-área e a dar pouca margem de manobra atacante ao adversário. Mas no final, por meio de um penalti inexistente (o árbitro devia estar "Grosso"), a Itália conseguiu o seu objectivo. Fria e sádica, a Itália vai para os quartos-de-final jogar com uma Ucrânia que também deve ser caso único na história dos mundiais: começar a ser goleada por 4-0 (Espanha) e qualificar-se entre as 8 melhores selecções. A Suiça, se calhar, não merecia, mas para a próxima lembrem-se de treinar os penaltis.
Vi hoje de tarde o Brasil passar "nas calmas", dando 3 sem resposta a uns talentosos, mas inocentes ganeses. Espero que a Espanha ultrapasse a França daqui a bocado e que seja, nos quartos, oi primeiro grande teste para este Brasil que parece convencido que, com maior ou menor esforço, o hexa chegará. Uma última palavra para Ronaldo, que se tornou o melhor marcador da história dos mundiais. E que golo bonito ele marcou hoje!
O fantasma de um prolongamento jogando em inferioridade numérica pairou sobre o estádio, mas fez-se justiça ao querer e à capacidade de sofrimento dos portugueses. Ficou mais difícil ganhar aos ingleses (sem Deco, sem Costinha e, eventualmente, sem Ronaldo e/ou Figo) mas o momento é para festejos.
Portugal começou na expectativa e os laranjas dominaram os primeiros minutos, nomeadamente, com remates de fora da área. A nossa selecção conseguiu equilibrar o jogo, soltar-se e foi nessa altura que uma bárbara entrada da defesa holandês que joga no Hamburgo, que apenas viu um amarelo, atirou com o Ronaldo para fora do jogo. Porém, antes de sair, o nosso jovem madeirense ainda conseguiu, minutos depois, recuperar a bola e abrir na direita para o centro de Deco, o toque de Pauleta e a entrada vitoriosa do Maniche.
A Holanda tremeu mas a qualidade de Van Persie quase fazia estragos do lado esquerdo da defesa portuguesa. Felizmente, rematou com a parte exterior do pé e a bola passou ao lado. Antes do final da 1ª parte, dois acontecimentos contribuíram decisivamente para o dramatismo com que a 2ª parte foi vivida: Van der Saar evitou miraculosamente o golo de Pauleta e o Costinha fez-se expulsar com um duplo amarelo ao meter a mão na bola ainda no meio campo holandês.
A 2ª parte começou como se esperava: Scolari (bem) tirou o Pauleta, colocou o Petit em campo e a Holanda caiu em cima da nossa área - literalmente! Recuamos, defendemos cá atrás, mas os laranjas limitavam-se a atirar a bola lá para a confusão, aproveitando os espaços criados pela vantagem numérica para rematar com perigo. Por duas ou três vezes, Ricardo esteve muito bem, defendendo tudo o que havia para defender. Na melhor oportunidade dos holandeses, Cocu dispara para a trave depois de isolado por um toque infeliz de Nuno Valente. Pouco depois, Figo arranca pela esquerda, passa Van deer Vaart e recebe uma cotovelada (?!) de Boulahrouz, o mesmo que já arrumara com Ronaldo. A meia hora do final, com 10 contra 10, Van Basten teve que adiar a eminente entrada de Van Nistelrooy (que acabou por nem sequer entrar em campo).
Portugal voltou a dar um ar da sua graça, mas a energia já não dava para grandes correrias. Por outro lado, a igualdade numérica durou apenas 15 minutos. Aos 78, o árbitro comete o seu 5º erro ao expulsar o Deco numa jogada em que o luso-brasileiro parece sofrer uma falta, retém a bola e é empurrado por um contrário que queria colocar a recomeçar o jogo.
Van Basten reage e atira mais um matulão para a fogueira da grande-área portuguesa: Cocu saiu para dar lugar a Hesselink. Com mais rixa menos rixa, muito sofrimento e alguma sorte, a coisa lá acabou com mais uma expulsão por duplo amarelo. O último contemplado da noite foi Van Bronckhorst.
Em suma: uma vitória feliz e um jogo que degenerou fruto do critério hesitante do árbitro que errou sobretudo em 5 ocasiões:
1º ao não punir com uma expulsão a violenta entrada de Boulahrouz que lesionou o Cristiano Ronaldo;
2º ao poupar o 2º amarelo ao Costinha, que cometeu uma falta por trás quando já tinha um amarelo (minutos antes de meter a mão na bola…)
3º ao perdoar o vermelho directo a Luís Figo, que, no meio de uma discussão, “encostou” a sua cabeça a à cabeça do seu adversário (que demorou 30 segundos a cair)
4º sendo compreensivo com a entrada a varrer do Deco sobre o Heitinga – deve ter reconhecido a falta de fair-play do holandês, que era suposto devolver a bola e não o fez;
5º expulsando (2º amarelo) o Deco por ter retido a bola por breves instantes.
Gostei:
1º do Ricardo; grande exibição – talvez a melhor que já o vi fazer;
2º do Miguel; correu muito, secou o melhor jogador holandês e quase marcava um golo;
3º dos nossos centrais, que aguentaram o “chuveirinho” e conseguiram acabar o jogo sem cartões;
3º do Maniche; marcou um grande golo, mais um, e defendeu sempre bem;
4º do Simão, que quando teve a bola nos pés conseguiu ganhar metros e tempo;
5º do Figo; que lutou muito enquanto teve pernas e que arrancou um segundo amarelo ao Boulahrouz;
6º do Tiago, que foi determinante nos cerca de 10 minutos finais que esteve em campo, puxando a equipa para frente e arrancando uma expulsão – além disso, quase marcava o nosso 2º golo!
Não gostei:
1º da incrível e dispensável forma como o Costinha se fez expulsar;
2º da inabilidade do Nuno Valente para parar a velocidade do Van Persie;
3º do facto do Figo ter perdido a cabeça num momento crucial do jogo e de, em determinados momentos, não ajudar o indefeso Nuno Valente;
4º da condição física do Deco, que parecia estar roto desde o apito inicial;
5º do pontapé para a frente constante (com 11 contra 11) e do Pauleta estar sempre em fora de jogo.
A selecção terá esta noite o seu primeiro teste "a sério". Será porventura injusto dizer que com o México foi " brincar", porque os homens de verde mostraram ontem que, mesmo sem grandes argumentos individuais, são uma equipa capaz de dar luta a qualquer outra selecção. Mas no nosso jogo com os mexicanos já estava relativamente pouco em jogo e a pressão não era tão grande como num jogo a eliminar.
Logo à noite esquecerei uma vez mais, ainda que por breves horas, que a nossa selecção não tem uma alternativa minimamente credível para o Deco, que o defesa esquerdo se deveria chamar Miguelito, que no lugar do Postiga deveria estar o João Tomás e que nem o Boa Morte, nem o Hugo Viana, nem o Ricardo Costa têm lugar no lote dos melhores 23 jogadores portugueses.
Vou tentar colocar toda a minha fé no génio do Cristiano Ronaldo, na magia do Deco e no renascido Luís Figo, esperando que o Nuno Valente tenha pernas para o Robben, que o Meira não seja tão duro de rins quanto parece e que o Pauleta mostre algum discernimento face ao Van der Saar. E, já agora, que o Costinha e o Maniche continuem certinhos, porque disso depende a liberdade dos 3 jogadores mais decisivos.
Se essa oportunidade surgir, espero ver o melhor do Simão e do Nuno Gomes, porque o primeiro vale mais do que o que já deu às cores nacionais e o segundo, não sendo tão bom, é um homem para grandes momentos e já o mostrou em inúmeras ocasiões (até no Dragão...).
Por fim, devo dizer que terei pena de não ver o Quaresma no banco português, à espera de entrar para criar um dos seus números de circo, um dos seus cruzamentos de trivela, um golo daqueles que fazem levantar um estádio. Tal como referiu o Guardabel, vale a pena suportar um jogo chato só para ver um golo como o do Maxi Rodriguez. Caro Scolari, teria valido a pena esperar por um lampejo de génio do nosso cigano - esperemos que não nos faça falta.
A Suécia é uma desilusão, neste mundial, mas a pior coisa que lhe podia calhar nesta altura era esta Alemanha. Para mim, estão já entre os três principais candidatos ao título. Jogam bem, têm um meio-campo pleno de talento e força, e dois avançados do melhor que se tem visto neste campeonato. Quem diria! De mansinho a Alemanha vai fazendo vítimas.
Do outro jogo de ontem, vi uma Argentina a passar por dificuldades contra o México, mas a ganhar com naturalidade e justiça. Sempre que entra em campo, Messi empolga os espectadores, mesmo os que estão no sofá, e o golo de Maxi Rodrigues foi um espectáculo. Só o Quaresma conseguiria fazer uma coisa daquelas. Percebi ontem que o México com Borghetti é bem mais perigoso e ainda bem para nós que ele não jogou.
Agora, nos quartos-de-final, vamos ter um jogo daqueles que os jornalistas gostam de chamar "final antecipada". Alemanha-Argentina vai ser um duelo espectacular e é pena que uma delas volte para casa tão cedo (a Alemanha já está em casa, ok).
Ainda sobre a primeira fase, queria dizer que, ao terceiro jogo, gostei finalmente do Brasil. Não sei se tem a ver com o "acagaçado" Japão, mas o Brasil deu show, curiosamente num jogo em que Parreira decidiu mudar alguma coisa. Isto faz lembrar alguém...
"Reconhecemos a instituição FC Porto mas enquanto eu estiver cá não há hipótese de relações com a SAD desse clube."
Luis Filipe Vieira, 22/06/06
Gelsenkirchen é um nome bonito para todos os portugueses que se orgulham de ter no FC Porto o clube português com mais títulos internacionais. Foi também em Gelsenkirchen que Portugal venceu hoje o México e passou com naturalidade, no primeiro lugar, aos oitavos-de-final. Sofremos na segunda parte, contra 10, inexplicavelmente. Continuo a dizer que não temos futebol, nem atitude para uma selecção como a da Argentina, por exemplo. Mas, como diz a sabedoria popular, "tudo é possível e o futebol é mesmo assim".
Dos jogos de ontem, posso dizer que não fiquei surpreendido. A Inglaterra é a selecção que melhor remata de fora da área e continua a tirar dividendos disso mesmo. A Suécia parece-me uma selecção sem arte nem engenho para ir muito longe, mas mereceu passar. Vi alguns momentos do Paraguai-Trindade e Tobago e, apesar da vitória dos sul-americanos, fiquei com a sensação de que os tobaguenhos mereciam mais. Gostei de ver Dwight Yorke, aos 34 anos, a jogar a médio defensivo, e gostei ainda mais de ver o "nosso" Latapy, aos 37 anos, a levar a equipa para a frente e a dar um toque de qualidade ao jogo.
Ainda não tinha visto o Equador com olhos de ver e as duas vitórias nos dois primeiros jogos aguçaram-me o apetite. Pensei que fosse um jogo mais equilibrado, mas não foi isso que aconteceu. Sem Delgado e Tenorio, e com um totalmente ineficaz Kaviedes, o Equador foi presa fácil de uns alemães que impressionam pela objectividade e qualidade física. Começo a achar que esta Alemanha é bem capaz de ser candidata.
O mundial tem concentrado as atenções do pobo futebolístico e até está a ser um mundial bem superior ao da Coreia. No que diz respeito ao nosso futebol português, parece que atravessamos um deserto criativo como há muito não acontecia. É claro que temos sempre as novelas das contratações falhadas do SLB (que depois são "habilmente" transformadas em jogadas tácticas de grande perícia para desviar as atenções), mas mesmo esse filme dá deu mais para rir. Já nem para isso diverte, de tão repetido e explorado que tem sido. Ele era o Papadopulos, ele era o D'Alessandro, ele era o Katsouranis. Seguir-se-ão outros fregueses. Agora é meia Europa que anda atrás do nosso ponta-de-lança suplente da selecção. E os tubarões ainda querem levar o Luisão. Bem, já nem isto diverte.
Por esse motivo, resolvi trazer-vos a recordação daquele que foi um dos "Janeiros" mais divertidos da "instituição", em formato vídeo, cortesia do YouTube e da SIC Notícias. Vejam e revejam. Desde o resgate do Moretto à entrada triunfal do Marco Ferreira, passando pelos capangas no aeroporto. Está lá tudo. Divirtam-se.
O Brasil é como um determinado tipo de gaja que nós reconhecemos que é boa, sim senhor, até éramos capazes de perder algum tempo com ela, mas pela qual não nos conseguimos apaixonar. Falta ali qualquer coisa. Um toque de magia. Ao ver o Brasil jogar contra a Austrália, aborreci-me. E isto é o que de pior se poderá dizer da selecção canarinha: provocar o enfado, a chamada "seca". Eles vão-se qualificar, obviamente, porque têm meia dúzia de tipos que de um momento para o outro fazem a diferença e decidem a coisa a seu favor. Foi assim com Kaká, no primeiro jogo, foi assim com Adriano, no segundo. Mas falta ali uma equipa. Ou então um seleccionador mais astuto, que veja que o Robinho deve jogar em vez do GoRdonaldo. Mas nem tudo é negativo no Brasil: é muito difícil marcar-lhes um golo. E assim vai continuar, a não ser que o Parreira meta o Ilusão. Aí as coisas podem complicar-se.
Ainda não vi a França jogar, mas pela amostra dos resultados, não perdi grande coisa. A última jornada vai ser de loucos e pode dar para tudo, até para ficarem três selecções empatadas com cinco pontos. E até nem me admirava nada se o Togo pregasse uma partida aos franceses. Era bem feito, pois não vou à bola com os franceses. Vi o jogo Togo-Suiça e gostei dos africanos, pois chegavam com alguma facilidade à grande-área dos helvéticos, e com um futebol agradável. O problema voltava a ser, como sempre, a ingenuidade e impetuosidade com que lidam com as oportunidades de golo. Falta de experiência, pois claro. E depois, acho que o árbitro não foi muito correcto com os togoleses.
A Espanha confirmou o favoritismo no grupo e virou um resultado adverso com todo o mérito. Raul, afinal, parece que ainda é útil. Quanto à Ucrânia, massacrou depois de ter sido massacrada (em espanhol), e aviou uma daquelas selecções que não conseguimos perceber por que é que está a jogar este mundial.

Correu bem o segundo jogo-treino com vista aos oitavos-de-final. Angola e Irão foi o melhor que nos podia ter calhado para "olearmos" bem a máquina, acertarmos pormenores e recuperarmos lesionados com vista ao que realmente interessa (Argentina ou Holanda). Agora, espero que o México já dê para termos uma ideia mais próxima do que é enfrentarmos uma selecção de valor mais aproximado ao nosso.
Ontem, só a partir do golo é que o Irão se lembrou que também estava ali para tentar chegar à baliza adversária. Até ao golo, enfrentámos uma equipa fraca defensivamente, macia nas marcações e sem estrutura atacante. Cabo Verde fez muito mais no jogo de preparação.
Nós jogámos bem melhor que no jogo contra Angola, com um triângulo mágico recuperado - Costinha, Maniche, Deco - bem apoiado por Figo e C. Ronaldo. Este último é sempre perigoso quando entra na área, mas perde-se muito em acções improdutivas que já irritam. Figo continua a ser mestre a sacar umas faltas jeitosas e a sua experiência e visão de jogo são imprescindíveis. Só Pauleta destoou ontem, voltando a ser aquele jogador "invisível", que só se viu quando falhou uma oportunidade clara de golo.
Na defesa não tivemos muito trabalho, por isso foi natural vermos N. Valente e Miguel subirem constantemente pelo seu flanco. Miguel esteve bastante bem e a coisa não está fácil para Paulo Ferreira. F. Meira teve um erro por mau posicionamento que poderia ter custado o empate, se o avançado iraniano soubesse um pouco mais de bola. Ricardo fez uma defesa para a fotografia, num cabeceamente perigoso, mas fraco.
E assim estamos nos oitavos. Espero que não entremos em campo com a mentalidade do "empate-basta", porque é certo que perdemos.
No grupo E, a segunda jornada complicou muito as contas, e ainda todos têm hipóteses de passar. Eu aposto na Itália (basta-lhe um empate) e no Gana (tem de ganhar aos EUA, mas o empate pode servir se a Rep. Checa não ganhar à Itália).
Estava a ler umas coisas no MaisFutebol e, na notícia que dava conta do fim a novela D'Alessandro, li um comentário de António Matos, em verso, que achei merecedor de figurar no Pobo do Norte.
As 11 contratações.
[ 2006-06-17 00:35 ] Por: Antonio Matos
Seu nome, SEBASTIÃO
Dos reforços o primeiro
Vai chegar de avião
Num dia de nevoeiro
O segundo que aí vem
Um médio de qualidade
Chama-se MATUSALÉM
E nem ele sabe a idade
Outro que vem a caminho
Por muito pouco dinheiro
É o D. FUAS ROUPINHO
E será, pois, o terceiro
O quarto também conheço
Tem jogado em Portugal
De tão jovem, nem tem preço
PEDRO ÁLVARES CABRAL
Ao quinto não falta fama
Tem barba e cabelo comprido
Chama-se VASCO DA GAMA
Por um ano vem cedido
O sexto não joga mal
Faz trivelas esquisitas
É o MARQUÊS DE POMBAL
Adora "Pastéis Jesuítas" (!)
O sétimo é avançado
De sua graça, CAMÕES
Parece que vem emprestado
Por um saco de limões
O oitavo é uma criança
Bem melhor que o Tomasson
Que grande ponta-de-lança
O jovem TUTANKHAMON
O nono é brasileiro
Com sotaque português
Chama-se PEDRO III
E joga bem c'os 2 pés
O décimo é um achado
Autêntico polivalente
O BERNARDINO MACHADO
Joga atrás e joga à frente
Quanto ao décimo primeiro
Nem ides acreditar
Foi padrinho do Tenreiro
Esse mesmo, SALAZAR
Os jogadores contratados
Que terminei de citar
P'ra jogar d'olhos fechados
Nem precisam de treinar
Não precisam treinador
Para tácticas lhes dar
Com chuva, frio ou calor
Ninguém os ouve queixar
Jogam sem nada cobrar
Por amor ao esqueleto
Só aí vamos poupar
Uma pipa de "graveto"
Senhor Vieira, obrigado
Agradecido Zé Veiga
C'o pessoal contratado
Pró ano vai ser manteiga
E o Equador já está nos oitavos. Cinco golos marcados e zero sofridos. É claro que ainda não jogaram com a Alemanha, mas desde já considera-se uma façanha para uma selecção nada habituada a isto. Tenório e Delgado têm sido os homens em destaque. E até podem ficar em primeiro lugar do grupo, bastando um empate frente aos anfitriões, o que não vai ser fácil, porque esta Alemanha é bem superior às últimas alemanhas que temos visto.
No grupo B, vi o Inglaterra-Trindade e Tobago e aquilo esteve tremido para os ingleses. É um facto que não jogam bem, mas estão a aproveitar os pressupostos em que baseiam o seu jogo: jogada à linha, cruzamento para um gajo alto e magro empurrar a bola lá para dentro; ou então, bola em Lampard ou Gerrard e aqui vai disto, bomba prá baliza. No primeiro golo, Beckham cruzou como só ele sabe, e no segundo golo, Gerrard rematou com a força e colocação que só ele tem. Vitória merecida sobre uns tobaguenhos que ainda assustaram com a entrada daquele Glenn. As coisas estão praticamente definidas neste grupo B. Não acredito que a Inglaterra ganhe à Suécia e que Trindade e Tobago ganhe ao Paraguai. Ou que estes dois resultados se conjuguem. Era uma grande injustiça. Apesar de achar que esta Suécia não vai longe...
Falam espanhol as duas selecções que mais me impressionaram até agora: Espanha e Argentina. A Argentina massacrou os pobres coitados da Sérvia e Montenegro. Meia dúzia de golos, carradas de talento e garra. Lucho saiu lesionado cedo, o que foi uma pena. Com jogadores como Tevez e Messi no banco, estes gajos arriscam-se a serem campeões do mundo. Se não formos nós, eu torço pela Argentina. No mesmo grupo, a Holanda mandou a Costa do Marfim para casa. Grande azar da melhor equipa africana do momento, o ter ficado neste grupo. A Holanda joga bem, está muito bem fisicamente e o jogo de quarta-feira com a Argentina vai saber a "final". Destaque para os golos de Van Persie e de Koné.
Não vi o jogo, mas parece que foi graças a S. João (Ricardo) que Angola evitou a derrota frente aos mexicanos. Foi um bom resultado para os nossos interesses, uma vez que a vitória sobre o Irão nos colocará na próxima fase. Não me passa pela cabeça outro resultado que não a vitória, contra um Irão muito débil fisicamente e fragilizado por lesões. Força Portugal! Força Puxa-Sacos!
Hoje, apetecia-me ser espanhol. Espero que a nossa selecção tenha visto o jogo e aprenda alguma coisa para aplicar no jogo contra o Irão. Foi impressionante a demonstração de jogo colectivo e de garra feita pelos espanhóis, deixando no banco nomes como Raul e Fabregas. O quarto golo espanhol resultou da melhor jogada deste mundial até ao momento, com a maior dose de mérito a pertencer a Puyol. Um grande golo, uma grande jogada. Shevchenko não se viu e deve ter desejado estar no sofá a ver o jogo, em vez de sofrer esta humilhação.
Do jogo Tunísia-Arábia Saudita, apenas vi uns 20 minutos, que foi o tempo que gastei na TV Cabo a fazer a enésima reclamação. Já que estava lá, aproveitei e vi o jogo pela SportTv e à borla. Tomem lá. Estes 20 minutinhos deram para ver o empate da Arábia por um gajo que se chama El Khatani. Depois soube que ficou 2-2 e que houve emoção até ao fim. O resultado serviu a Espanha às mil maravilhas.
Acabei há minutos de ver o Alemanha-Polónia e achei totalmente merecida a vitória dos anfitriões. E mais uma vez, foi o banco a resolver um jogo neste mundial, com Odonkor a desenhar e Neuville a acabar. Esta Polónia dá pena e envergonha o seu passado, com nomes como Lato, Boniek, Smolarek e Mlynarczyk. Mas só amanhã se saberá se esta será a primeira selecção a fazer as malas de volta a casa. Se o Equador ganhar à Costa Rica, assim acontecerá.
Parece que a Holanda, com esta selecção bastante jovem e renovada, está a jogar bonito e prático. Robben deu show e o Chelsea marcou mais um golo neste mundial. A Sérvia-ainda-com-o-Montenegro parece uma selecção sem identidade, principalmente quando falta um jogador-referência.
Dos nossos adversários, México e Irão, ficou a ideia de estarem ao nosso alcance, se, está claro, jogarmos de modo diferente do que o fizemos contra Angola. O México tem bons executantes, nomeadamente aquele Zinha, que entrou na segunda parte e encheu o campo. O golo em que ele começa a jogada e vai à frente finalizar de cabeça é um daqueles golos que nos fazem ir aos estádios. É claro que pelo meio fica a extrema infelicidade e azelhice da defesa iraniana.
O poncio já se pronunciou sobre o nosso jogo contra Angola, mas aquilo que me apetece dizer é que tive a sensação de que estava a ver o Benfica a jogar tal a sonolência que me atingiu a partir dos 15 minutos da primeira parte. Pior que a nossa exibição, só mesmo a de Angola, que é, até prova em contrário, e para já, a pior selecção deste mundial. Basta ver, por comparação, as outras selecções africanas até agora - Costa do Marfim e Gana - para verificar que estão bem acima dos Palancas Negras. Jogámos mal, mas gostei do Figo e do Petit. Não gostei, e continuo a não gostar, dos excessos de individualismo do Cristiano Romero, perdão, Ronaldo, nem tão pouco dos seus tiques de vedetismo.
Por falar em africanos, gostei bastante do Gana. Apesar de terem perdido justamente com uma Itália supreendentemente sedutora no seu futebol (eles que costumam ser uns chatos do caraças), os ganeses mostraram bom futebol e grande disponibilidade física, a que faltou apenas lucidez no momento fatal. Essien é mesmo um craque e o guarda-redes Kingston deve ter frequentado a escola de GR do Moretto.
A Austrália virou o jogo em 15 minutos, numa demonstração de grande argúcia táctica de Hiddink. Pelo menos é sempre isto que se diz quando os suplentes entram e conseguem decidir um jogo. Cahil e Aloisi fizeram os olhos ainda mais em bico aos japoneses.
Uma palavra final para a República Checa, que "aviou" os americanos com 3 secos. Atenção aos checos, com Nedved, Baros, Rosicky e companhia, uma selecção que joga junta há muitos anos e que é bem capaz de estar no seu momento de forma mais alto. E o Poborsky ainda anda por lá!
Verdade seja dita, o Figo esteve bem ou, pelo menos, muito melhor do que lhe temos visto nos últimos tempos. Mas que sem o Deco a coisa não anda bem, lá isso não.
Os angolanos jogaram como se não houvesse amanhã, mas a obrigação era nossa. O nosso meio campo era uma confusão, os de Angola faziam muitas faltas, mas quem levou um amarelo por exagero foi o Cristiano Ronaldo - e o puto hoje até se controlou!
Por outro lado, cada vez que o Meira atirava a bola para a bancada eu suspirava pelo Jorge Andrade - tenho uma suspeita de que, num jogo mais apertado, este gajo ainda nos vai "enterrar"...
Salvou-se o essencial. Espero que os golos falhados não nos venham fazer falta para ficarmos à frente do grupo.
Começou o Mundial e a SportTV, ao segundo dia, lembrou-se que o canal M6 transmitia jogos desta competição. É claro que o pessoal fica chateado.
A Alemanha entrou a ganhar, e logo com grandes golos, os de Lahm e Frings. Mas, atenção, parece que as coisas não estão bem na defesa... O Equador deve ter dado um passo fundamental para se qualificar ao ganhar àqueles que prometiam ser uma surpresa nesta mundial, a Polónia. Afinal, a montanha pariu um rato...
A Inglaterra não deslumbrou... como sempre, mas conseguiu os 3 pontos, num grupo que vai ser muito complicado. Carlos Paredes e companhia ainda tentaram, mas esta selecção do Paraguai não parece ter os mínimos... O primeiro golo na própria baliza desta mundial tinha de ser marcado por um ex-jogador do Benfica, e não é preciso dizer mais nada. Trindad e Tobago, com o "nosso" Latapy no banco, aguentou-se bem com 10 jogadores contra uma Suécia com muita qualidade no ataque. Grande exibição de Hislop.
O "grupo da morte" começou com uma vitória da Argentina sobre a Costa do Marfim. Para a Argentina foi importante assegurar os 3 pontos no jogo de estreia. Para a Costa do Marfim não é o fim do mundo perder o primeiro jogo com a Argentina, já que o seu verdadeiro campeonato vai ser contra a Sérvia e a Holanda. O nosso Lucho Gonzalez jogou os últimos 15 minutos, numa altura em que a Costa do Marfim tentava o tudo por tudo para reduzir. Conseguiu-o, por intermédio de Drogba. O Chelsea marcou dois golos neste jogo.

Ao ler a entrevista com o Rui Rocha, na edição de hoje do Público (o título da resportagem é "Acabou o andebolista, continua o médico e o poeta"), lembrei-me uma vez mais da famosa mística portista. Não se trata de um mito. Ela existe mesmo, foi construída e continua a ser alimentada por um conjunto de atletas das mais variadas modalidades que, para além de serem excelentes executantes, têm neste clube - e acima de tudo - o seu clube de coração. Este facto dá-lhes uma dose acrescida de motivação para lutarem pelos seus objectivos. Já não é só o orgulho pessoal da vitória ou a busca da glória pessoal, mas a vontade de fazer deste clube vencedor contra a estupidez de todos aqueles que tentam subestimar o seu valor e menosprezar as suas vitórias.
Rui Rocha é só mais um exemplo, mas merece aqui todo o destaque - e o nosso agradecimento - pela dedicação ao clube. Com 15 anos de FC Porto, deu tudo pelo emblema azul-e-branco - esteve, por exemplo, naquela equipa que foi campeã nacional após 31 anos de interregno - e agora retira-se, em glória, com mais um título conquistado, a Taça de Portugal. Cito as suas palavras:
"Era portista antes de vir para o FC Porto e agora sou mais ainda. Ser do FC Porto é algo especial. Há muito antiportismo em Portugal e todos os que somos portistas e jogamos pelo clube sentimos que precisamos sempre de mais do que ganhar. É um clube diferente."
Esta opinião não é nova. Já a ouvimos a inúmeros atletas azuis-e-brancos, para quem jogar com as cores do seus clube de coração implica não só lutar desportivamente contra um conjunto de adversários num qualquer terreno de jogo, mas também, e acima de tudo, lutar contra a inveja mesquinha dos pobres de espírito que insistem em não aceitar as nossas vitórias. Isso deu-lhes a força suplementar para conquistar os títulos de que o clube se pode orgulhar de ter conquistado e são motivo de orgulho para qualquer adepto portista.
A lista é grande, mas gostaria de deixar outros nomes que, sendo portistas, nos encheram de alegrias ao longo de muitos anos. Essa lista inclui nomes como Victor Hugo, Filipe Santos e Reinaldo Ventura (hóquei em patins), Fernando Gomes e Fernando Sá (basquetebol, o primeiro é o actual administrador da SAD), Nelson Puga (voleibol, actual médico do FC Porto), Carlos Resende (Andebol), Fernando Gomes, João Pinto, Semedo, Domingos, Vítor Baía, Jorge Costa,... (futebol). Não acabam os exemplos de atletas portistas. São estes atletas que depois transmitem a mística do clube àqueles que vão chegando, nomeadamente aos estrangeiros, que ficam maravilhados com esta cultura clubística. Uma cultura clubística que outros se gabam de possuir, mas que na realidade já perderam há muitas décadas...