
Cristiano Romero, César Figueira e João Cruz. Fica-lhes bem o apelido das suas gajas. Mas só o apelido, pois todos nós sabemos que elas mereciam muito melhor. Eu, por exemplo. Com gajas destas, compreende-se que um ou outro jogo não corra tão bem, seja porque a noite foi muito exigente, seja porque "o raio do jogo nunca mais acaba e eu quero mas é ir para casa brincar aos médicos".
Esta nova botação destina-se a escolher aquele que, de entre estes três, se "orientou" melhor, se é que me entendem. Qual deles, na vossa perspectiva, afiambrou o melhor naco? Ou, segundo outra perspectiva, a qual deles vocês fariam uma proposta indecente, do tipo da do filme com o Robert Redford e a Demi Moore? Para quem vive noutro planeta, deixo aqui a imagem das três beldades:

PS - Depois de termos baixado consideravelmente o nível estético deste blogue com a botação do Petit, impunha-se, até por respeito aos nossos leitores, uma injecção de bom aspecto.
Após 331 votos, vocês decidiram: "Eu punha o Petit na prisão por ser tão feio". Não foi uma decisão fácil de tomar, compreende-se, assim se explicando a curta distância a que outras duas hipóteses ficaram - a actividade de destruir tendões de Aquiles em que ele se tornou especialista e a sua frase já célebre "porque isto já se sabe, os árbitros favorecem sempre as equipas mais grandes", proferida após a derrota em Barcelona. Aqui estão os resultados finais:
1. por ser tao feio - 77 (23%)
2. por destruir tendoes de aquiles - 62 (19%)
3. por dizer "equipas mais grandes" - 60 (18%)
4. por pensar que o manchester o quer - 49 (15%)
5. por se chamar Armando - 42 (13%)
6. por ter copias ilegais de filmes - 41 (12%)

Lembro-me como se fosse hoje. Éramos apontados como uma presa fácil para um super-bayern de Pfaff, Brehme, Matthaus e Hoeness. E entre a maior parte dos portistas havia um sentimento de grande satisfação só pela chegada à final. Mas queriamos ganhá-la, pois ainda sentiamos o amargo da derrota contra a Juventus, três anos antes. Depois do golo Bayern, num lance de infelicidade de Jaime Magalhães, fomos para o intervalo a perder, aumentando a confiança dos alemães, que já antes do jogo era excessiva. Na segunda parte, tudo foi magia em campo, escrita pelos pés de Madjer, Juary e companhia. Era o início da afirmação mundial do FC Porto, hoje o clube português com maior palmarés internacional.
Percurso até à final

Final
Estádio do Prater, em Viena, 27 Maio de 1987
56 mil espectadores.
FC Porto-Bayern Munique, 2-1
(Madjer, 77, Juary, 79) (Kögl, 24)
FC Porto: Mlynarczyk; Joao Pinto, Eduardo Luís, Celso, Inácio (Frasco); Quim (Juary), Jaime Magalhães, Madjer, Sousa, André; Futre.
Treinador: Artur Jorge.
Bayern Munique: Pfaff; Winklhofer, Nachtweih, Eder, Pflüger; Flick (Lunde), Brehme, Matthäus, Michael Rummenigge; Hoeness e Kögl.
Treinador: Udo Lattek.
Uma vitória memorável em 3 actos. Primeiro, Carlos Alberto, depois Deco, finalmente Alenitchev. O FC Porto ganhava a sua segunda Taça dos Campeões Europeus e tornava-se no clube com maior palmarés internacional deste jardim à beira-mar plantado. Se recordar é viver, eu ainda acrescento: se pudermos fazê-lo a cores, a vida torna-se ainda mais bonita.
A instituição apresenta o seu novo treinador-jogador (em princípio, a partir de Janeiro, mais coisa menos coisa).
Nandinho Santos ao jornal "Record": Grandes jogadores dificilmente sairão.
Tendo em conta que os outros são todos a puxar para o pequeno ou para o fraco (ou ambas as coisas), apenas sobra o Iluísão, que não é grande coisa mas é alto até dizer basta. Isto é, se um dos 56 "mais grandes" clubes da Europa não fizer uma proposta tentadora...
A BOLHA reabriu as suas portas com nova colecção desse artista de renome internacional chamado Xerxes. Passem por lá...
"Fui ao último mundial e nem levei um amarelo, nem fiz qualquer entrada dura."
Petit, 22/05/06
"Há jogadores que se calhar dão mais porrada do que eu, mas de que não se fala tanto."
Petit, 22/05/06
O teu problema é que não foste opção numa equipa que ganhou o campeonato e a taça. Pior: quando foste opção, em 2004/2005, a equipa não ganhou nada. É este o teu problema e é esta a questão para a qual não tens explicação. Mas eu tenho: tu falhaste. Tiveste duas épocas para te afirmares na Europa e falhaste. Ainda te dei o benefício da dúvida após uma época passada de desilusão. Era a primeira aventura no estrangeiro de um chabalo de 20 anos, as mudanças de treinadores não ajudavam a estabilizar o balneário e numa equipa que não está bem, dificilmente um jogador por si só consegue destacar-se. Achei que merecias mais uma oportunidade e tiveste-a este ano. Mas falhaste.
Dizes que nada tinhas a provar. Permite-me discordar. Um jogador que vem do Brasileirão tem tudo a provar na Europa (que o diga Luis Fabiano ou Roger), onde o futebol de espaços não existe, onde o tempo para pensar a jogada diminui drasticamente, onde os médios atacam e defendem com a mesma disponibilidade, onde as exigências do profissional de futebol vão muito para além do chegar ao treino a horas. Do Brasil chegavam-nos notícias de um prodígio que, com Robinho, tinha passeado classe pelos relvados brasileiros. Recebemos-te como um génio, alguns, erradamente, quiseram ver em ti um novo Deco, mas nunca confirmaste ser sequer metade do que foi o nosso Mágico. Não nego que sempre demonstraste uma capacidade técnica acima da média, e ainda me lembro daquele passe de letra a assistir McCarthy para golo, no ano passado, contra o Belenenses. Lembro-me ainda do golo contra o Sporting, num jogo em que tu e o Carlos “feijão” Alberto desbarataram por completo a defesa dos lagartos. Mas, para além disso, lamento informar-te, não me lembro de mais nada significativo. Perdão: lembro-me da forma como tu e o Carlos Alberto, em busca das objectivas dos fotógrafos, saltaram para a frente do Jorge Costa e do Pedro Emanuel quando estes mal tinham erguido a Taça Intercontinental. Muito triste.
Estiveste melhor nesta época, enquanto jogaste, do que no ano passado. Mas é preciso não esquecer que, nesta época, tinhas as costas bem guardadas por um Paulo Assunção inultrapassável e um Lucho que fazia todo o campo com a mesma entrega. No ano passado, era preciso defender mais. Depois, quando Co Adriaanse decidiu mudar o sistema de jogo, que para todos os efeitos resultou, não havia lugar para ti. Ainda assim, continuavas a falar do escrete, esquecendo que era no FC Porto que tinhas de estar com o pensamento.
A 24 de Setembro de 2004, o meu amigo poncio escrevia sobre a tua prestação contra o Chelsea, em Londres: “Diego - notou-se muito que ainda não tem pedalada para estas andanças; faltou-lhe poder de choque, a atacar e a defender (alguém se lembra de ele ter ganho uma bola dividida?) e, pelo menos durante a 1ª parte, não foi o playmaker de que o FCP precisava; melhorou com a entrada do Carlos Alberto, mas não o suficiente para que tenha sido um jogo positivo: precisa de ganhar músculo e experiência;” Esta análise haveria de ser profética: toda a tua prestação na primeira época foi assim. Ficávamos sempre com a sensação de que tinhas de dar mais, mas a esperança era a última a morrer. Eu próprio mantinha uma fé inabalável em ti, como o escrevi, depois de ter visto a maneira como trocaste os olhos ao Fyssas, em pleno galinheiro.
Não te fica bem vires agora “lavar roupa suja” para a comunicação social, a tentar justificar o injustificável. Em Bremen, ponho algumas reservas em que consigas ser feliz. O futebol do norte da Europa, neste caso o alemão, é ainda mais exigente em termos físicos do que o latino. Ainda assim, boa sorte. E cumprimentos ao paizinho.

Há quatro anos, vivíamos, todos nós portistas, um período de convalescença, após a era octaviana que tão prejudicial tinha sido para o clube. Mourinho levava a equipa a acabar o campeonato em recuperação em relação ao Sporting. Dizia-se mesmo que se o campeonato tivesse mais um mês o título não escapava.
Depois, o "special one" disse aquela frase. A frase maldita para uns, motivadora para outros. "Tenho a certeza de que no próximo ano vamos ser campeões" ouviu-se na sala de imprensa do Estádio das Antas. Começou aqui a lenda Mourinho. Com um conjunto de jogadores que pouco ou nada tinham ganho até à data, José Mourinho não só concretizou aquela frase em mais um campeonato ganho de forma indiscutível e até humilhante para os adversários, como foi mais além. Muito mais além!
A 21 de Maio de 2003, em Sevilha, o FC Porto jogava a final da Taça UEFA contra o Celtic de Glasgow. Foi uma jornada épica para quem teve a oportunidade (sorte?) de a presenciar ao vivo. Mas quem por cá ficou não viveu aquele dia com menos intensidade! Cinco golos! Primeiro Derlei, depois Larsson, depois Alenichev, depois Larsson novamente e finalmente Derlei a dar o golpe de misericórdia. Uma das finais mais emocionantes da história da competição e um vencedor que honrou o nome de Portugal!
No final do seu livro, mais uma sentença de Mourinho: "Inesquecível... Mas que ninguém nos diga irrepetível!" E aí estávamos nós em Gelsenkirchen, no ano seguinte! Um ano depois de Sevilha!

A instituição contratou o treinador Fernando Santos. Nem Zacheronni, nem Eriksson, nem Queirós, mas sim, o Engenheiro do Penta. Para além de ter como função tentar treinar os jogadores da próxima época, Santos vai desempenhar as funções de novo tratador do animal em vias de extinção (também lhe chamam espécie protegida). Aqui o vemos, sorridente, demonstrando já um certo à-vontade na forma como lida com o bicharoco. Assim, está fora de hipótese pagar a indemnização ao treinador, em Dezembro, quando fôr despedido, pois continuará no clube a exercer a outra função.
Fernando Santos é mais um membro daquele grupo de personalidades futebolísticas que estiveram ligadas ao FC Porto, quase sempre com sucesso, e que foram contratadas pelo terceiro classificado para ver se dá o mesmo resultado. Lembramo-nos do grande Artur Jorge, que eu pessoalmente achei ter feito um belo trabalho na Luz; lembramo-nos de Zahovic e Drulovic, contratados depois de terem ganho tudo ao serviço dos Dragões para irem gozar uma reforma dourada na capital; lembramo-nos ainda de Rodolfo Moura, homem de grande sucesso em recuperações milagrosas de tantos campeões portistas; lembramo-nos do próprio presidente da Casa do FC Porto do Luxemburgo. Agora, o Engenheiro do Penta.
Por mim, tudo bem. A passagem de Santos pelo FC Porto deixou-nos um campeonato e duas Taças de Portugal em três anos. Nada mau, se nos ativermos aos números. Mas aquilo que recordo dos tempos de Fernando Santos nas Antas era uma equipa do FC Porto muito receosa e pouco ambiciosa, a tentar defender o 1-zerinho logo que tivesse oportunidade. O penta foi conseguido ainda no embalo de um magnífico conjunto de jogadores bem orientado por António Oliveira. Depois, esbanjámos a oportunidade do tão célebre "bi-tri" (ficámos a 4 pontos do Sporting de Inácio), ainda com Jardel e um grande plantel, numa época em que não ganhámos jogos incríveis como aquele em Faro, numa das últimas jornadas (3-3, e a ganharmos 3-1 ao intervalo). Na terceira época de Santos, deixámos o título fugir para o Boavista por um ponto. Mas independentemente dos números, volto a frisar que o que ficou na memória foi um treinador que transmitia em campo uma confrangedora falta de ambição aos seus jogadores, apesar de ser, como pessoa, correctíssimo e pouco dado a polémicas esteréis.
Um dia, o nosso Presidente, Pinto da Costa, disse que não conhecia uma pessoa mais honesta no futebol do que Fernando Santos. Ele era a melhor pessoa que conhecia. Agora, é contratado pela dupla Viera & Veiga. Há aqui algo que não bate certo. Ou é prova de que o futebol proporciona os mais estranhos casamentos.

Está em marcha o movimento "Eu punha o Petit na prisão". Não está fora de hipótese a comercialização de t-shirts com a frase, a um preço simbólico (os lucros reverterão a favor do povo moçambicano). Mas para já lançamos a botação. Qual o motivo que vos faria pôr o Petit atrás das grades? Pensem bem. Trata-se de um assunto delicado e o ser humano, ainda que benfiquista, merece-nos o máximo de respeito.
Razões em análise:
1. por ter copias ilegais de filmes?
2. por ser tão feio?
3. por destruir tendões de aquiles?
4. por dizer "equipas mais grandes"?
5. por pensar que o Manchester o quer?
6. por se chamar Armando?
Aceitam-se encomendas, 50 cêntimos a t-shirt. Pronto, se pedirem com jeitinho, levam duas t-shirts de borla:

Votem na coluna lateral. Obrigado pela participação.
"Neste momento as opções do Manchester United não passam por Petit."
Carlos Queirós, A Bola
"Sim, há interesse do Manchester e de algumas equipas, mas para já a atenção está virada para a Selecção. Qualquer jogador gostaria de jogar no Manchester."
Petit, A Bola
Prémio para o "JOGADOR MAIS VALIOSO DA ÉPOCA 2005/2006", instituído pelo jornal A Bola:
Os 15 primeiros da classificação geral:
1º Petit
2º Liedson
3º Moretto
4º Miguelito
5º Paulo Santos
6º Quaresma
7º Tonel
8º Ricardo
9º Lucho Gonzalez
10º Anderson
11º Nuno Gomes
12º João Pinto
13º Luisão
14º Pepe
15º Auri
Por posição:
GR:
1º Moretto
2º Paulo Santos
3º Ricardo
4º Bruno Vale
5º Vítor Baía
DEFESAS:
1º Miguelito
2º Tonel
3º Anderson
4º Luisão
5º Pepe
MÉDIOS:
1º Petit
2º Lucho Gonzalez
3º João Moutinho
4º Manuel José
5º Paulo Assunção
AVANÇADOS:
1º Liedson
2º Quaresma
3º Nuno Gomes
4º João Pinto
5º Semedo
Agora sim, riam-se à vontade.
Na edição de 2ª feira, de A Bola, numa caixinha no canto inferior direito da página 18:
"MENOS UM ZERO
Maputo - Na notícia sobre a conferência de imprensa realizada pelo Benfica, para o lançamento oficial do Kit Sócio Moçambique, A BOLA, à semelhança dos outros órgãos de comunicação social que têm jornalistas a acompanhar esta estada dos encarnados, divulgou que o objectivo do clube, em termos de vendas para este país, era de 20 mil cartões, informação recolhida junto de
fonte oficial da sua comitiva.
Afinal, não é bem assim. Há um erro no número divulgado. O objectivo do Benfica tem menos um zero, é de apenas 2 mil. A Bola desfaz o engano, do qual não tem qualquer responsabilidade."
Bem, perante esta notícia, só posso lamentar que alguém não identificado, que trabalha na estrutura da instituição, engane desta forma um órgão de comunicação social que tudo tem feito para levar bem longe o clube do seu coração. Pode também dar-se a hipótese de as expectativas criadas em Portugal pela comitiva benfiquista terem sido completamente goradas. Pode ser... (imagem: http://obandeirinha.blogspot.com/).
Esta foi a vontade expressa pelos visitantes de Pobo do Norte na botação que agora acaba, um dia depois de Scolari ter incluído na lista o nome de Ricardo Costa. Resultados finais, após 247 votos:
1. Pedro Emanuel - 161 (65%)
2. Ricardo Rocha - 26 (11%)
3. Tonel - 21 (9%)
4. Jose Castro - 15 (6%)
5. Nunes e Outro - 12 (5%)
A não inclusão do Ricardo Costa nas hipóteses deveu-se simplesmente ao facto de eu não achar que ele deva ir ao Mundial da Alemanha, apesar de ser jogador do FC Porto. De qualquer forma, a opção "Outro" dava a possibilidade de discordar com a lista apresentada.
"Se o Luisão vai ao mundial pelo Brasil, porque é que o Ricardo Costa não pode ir por Portugal?"
Anónimo, 16/05/06
O jornalista João Bonzinho, na sua crónica semanal em A Bola, escreve sobre a provável não convocação de Quaresma para o mundial. E adianta "alegadas razões do seleccionador, que se vão ouvindo pelos bastidores deste nosso futebol", para a ausência do cigano do lote dos 23. Segundo este jornalista, Scolari não gostou de saber que Quaresma:
- "passa a maior parte do tempo de estágio a ouvir música (isolando-se)". O seleccionador terá mesmo presenciado este tipo de comportamento, (gravíssimo! - digo eu), quando o convocou para o particular com a Arábia Saudita.
- "é capaz de reagir publicamente mal a uma decisão do treinador". Esta é uma alusão à substituição em Alvalade, no jogo do título, em que supostamente Quaresma terá reagido mal.
- "que se dispõe (como se dispôs) a entrar em brincadeiras de mau gosto como a de cantar ofensas públicas ao Benfica na noite dos festejos do título do FC Porto. Consta que essa terá sido, para Scolari, apenas a gota de água."
O que me parece, deste artigo hipócrita de João Bonzinho - hipócrita porque começa por dizer que a "ausência do Mundial de um talento como o de Quaresma (...) arrepia" -, é que se está a tentar por todas as maneiras justificar com fait-divers a ausência de um jogador que nos poderia ser muito útil no mundial. É que facilmente poderiamos arranjar argumentos deste tipo para não convocar outros jogadores!
A questão da música é hilariante. Como se todos os jogadores tivessem a obrigação de andar sempre de mãos dadas em grupinho a jogar ao berlinde e disso dependesse o espírito de camaradagem que deve haver numa selecção. Coitados dos jogadores mais reservados e com personalidade mais introspectiva! Se é este o argumento para não querer pôr em perigo o espírito de grupo, então que dizer de um certo jogador que levantou um 31 de todo o tamanho no seu clube por causa da braçadeira de capitão? Que tipo de conflitos não será um jogador destes capaz de criar num balneário? Vocês sabem de quem é que estou a falar...
O argumento de reagir mal publicamente a uma decisão do treinador, nomeadamente uma substituição, é também ele ridídulo. Será que nenhum dos jogadores dados como convocados nunca reagiu mal a uma decisão do seu treinador? E será que isso será razão para não convocar um jogador? Que andou Figo a fazer nos últimos tempos do Real Madrid senão a dizer mal do seu treinador nos jornais? Não brinquem connosco! Há uma palavra para esse argumento: patético!
Creio que a gota de água, que foram os cânticos insultuosos ao Benfica, é um argumento que veio mesmo a calhar. Veio mesmo dar um jeitaço, não sr. Bonzinho? É curioso que esse argumento já não serve quando falamos dos jogadores do Benfica que, no ano passado, insultaram o Presidente do FC Porto, nos festejos desse "Lampeonato Trapaceiro 2004/2005". Nesse caso, já não são jogadores que se dispõem a entrar em brincadeiras de mau gosto. Devem ser antes excessos próprios da juventude irreverente. Já todos por lá passámos!
PS - O nosso leitor que assina nos comentários porto1969 (a quem agradecemos) teve a gentileza de nos enviar uma digitalização de uma página da Men's Health alemã, que traz uma reportagem em que o repórter alemao foi ao Rio de Janeiro visitar a escolinha do Flamengo e tirou uma foto ao quadro onde os miúdos aprendem o alfabeto. Adivinhem lá quem está na letra Q. (Pormenor).
A vitória de ontem sobre o Setúbal, no campo de treinos do terceiro classificado, foi merecida. O FC Porto tem melhores jogadores do que o Setúbal, por isso jogou mais, teve mais posse de bola, teve mais oportunidades, aproveitou uma delas. Tudo muito natural.
Em termos individuais, há a destacar, mais uma vez, Ricardo Quaresma, de quem partiram sempre os lances de maior perigo, enquanto esteve em campo. Lembremos que este jogador, que ontem fez mais uma assistência milimétrica para golo, não tem lugar na selecção de Scolari. Quaresma foi substituído para receber a ovação de milhares, um prémio justo para aquele que foi, para mim, um dos pilares deste FC Porto.
Também gostaria de destacar Alan, pelo que fez na segunda parte, altura em que foi o único a levar a equipa para a frente e a partir para cima dos adversários. É certo que falhou no momento do remate, mas nisso falharam (quase) todos, fazendo autênticos passes a Rubinho, como se de um treino se tratasse. Lucho também esteve bem, com o seu futebol esclarecido e organizador. Anderson pareceu um pouco vítima da co-existência com Lucho, uma vez que era o argentino quem tinha permissão para se adiantar até à área contrário, ficando o "minino" destinado a jogar mais recuado. Por isso, a sua influência nucna foi expressiva em termos atacantes, ficando apenas a confirmação de que é um jogador que também defende (e bem). Paulo Assunção esteve discreto e eficaz como de costume, apesar das dificuldades impostas pela rapidez de Carlitos.
Na defesa, Helton voltou a não sofrer golos e a fazer uma defesa magistral a remate de Bruno Ribeiro. No lance do remate à trave do Carlitos, ninguém disse, mas eu vi que, se a bola fosse mais baixa, Helton estava lá. O Setúbal nunca foi perigoso de modo continuado, teve fogachos, aqui e ali, de aproximação à nossa grande-área e remates de longe. Para isso chegou e sobrou o Super-Pepe, o nosso novo "lava-tudo".
Na frente, houve uma diferença assinalável de rendimento entre os dois avançados. Adriano mostrou mais uma vez que o seu lugar é na área, onde o seu poder de colocação e instinto goleador são potenciados ao máximo. Foi um grande reforço e os números não mentem. Ao invés, McCarthy mostrou mais uma vez estar a léguas do jogador que nos encantou há duas épocas. Lento e sem "poder de fogo", falhou pelo menos duas ocasiões flagrantes a que o "velho benni" chamaria um figo.
As entradas de Jorginho e Ibson vieram ajudar a manter vivo o ataque e a de Cech funcionou como uma ajuda a um Pedro Emanuel que já denotava alguma lentidão para parar as investidas de Sougou. Voltei a não gostar de Jorginho e da forma como voltou a falhar em momentos decisivos. Não sou daqueles que passaram a achá-lo o maior só porque marcou em Alvalade. Para mim, continua a ser um jogador muito abaixo das expectativas criadas.
Para finalizar, foi o regresso à normalidade, de um clube que afinal também ganha títulos depois de Mourinho (tal como os tinha ganho antes de Mourinho). Em termos internos, nos últimos quatro anos, ganhámos três campeonatos e duas taças de Portugal. Nada mau.
PS - Tenho pena de não podermos contar com a visita de algumas "aves galináceas" ao nosso Pobo do Norte nos últimos tempos. Não sei o que se terá passado.
Apesar dos três anos de asneira, arrogância e má-educação, confesso que não acreditava que o Sr. Scolari fosse capaz de deixar o Ricardo Quaresma fora do Mundial 2006. Depois disto, já nada me surpreende.
Como já referiu o PC, chegar à final de um Euro realizado em Portugal e perder face à Grécia não é um grande currículum para um seleccionador nacional. Scolari não precisou de passar por uma fase de apuramento, mas foi necessário perder o primeiro jogo para perceber que Ricardo Carvalho, Maniche e Deco deveriam fazer parte do 11 onze inicial. Deixou de lado aquele que foi considerado o melhor guarda-redes europeu em 2004 e insistiu sempre num Pauleta que, jogando quase todos os jogos a titular (falhou um por suspensão), não marcou nenhum golo e falhou muitos. Mas o melhor exemplo de egocêntrismo e desprezo pela opinião de terceiros foi colocar o Bruno Vale a titular num jogo de preparação.
Na fase de apuramento para este Mundial, permitiu que um Figo em claro declínio no Real Madrid voltasse a jogar como e quando quis. Manteve Ricardo e Quim como os guarda-redes da Selecção quando estes nem jogavam nas respectivas equipas. E aposta agora em jogadores sem ritmo e/ou que há já muito tempo não produzem exibições que justifiquem a Selecção: Quim, Costinha, Maniche, Nuno Valente, Hélder Postiga e, tudo indica, Hugo Viana. Como referiu o Luís Sobral no MaisFutebol, esta não é a Selecção de Portugal: isto é o clube do Sr. Scolari!
O homem chegou em 2003, escolheu um lote de jogadores e, a partir desse momento, limitou-se a reagir mal sempre que as suas opções eram postas em causa. Na cabeça do brasileiro, desde então, quase nada aconteceu em Portugal que justificasse a inclusão de novas caras e o afastamento de outras: não viu o valor evidente do Miguelito (mas deu uma oportunidade ou duas ao Rogério Matias...), nem a utilidade do João Tomás e passou ao lado das exibições de João Moutinho e Ricardo Quaresma. Aposto que, se o Rui Costa quisesse ir à Alemanha, também estaria nas escolhas de Scolari...
Segundo o Expresso, os "20 cromos garantidos" são:
GR - Ricardo e Quim
Defesas - R. Carvalho, Meira, Caneira, P. Ferreira, Miguel e N. Valente
Médios defensivos - Costinha, Maniche, Petit e Tiago
Médios de ataque/atacantes - Deco, Figo, Boa Morte, Simão e C. Ronaldo
Pontas-de-lança - Pauleta, N. Gomes e H. Postiga
Pelas previsões da maioria, os três lugares sobrantes serão distribuídos por
GR - Nuno Santos (ou Bruno Vale)
Defesa (central) - R. Costa (ou R. Rocha, ou Tonel ou até Nunes)
Médio/atacante - Hugo Viana (abdicando de Quaresma, Moutinho ou M. Fernandes)
Clubismos à parte, e sendo indiferente quem é o GR que só vai ver jogos a partir do banco (como 3ª opção), apostaria no Ricardo Rocha e, obviamente, no Quaresma.
Pressinto um desastre semelhante ao do Mundial Coreia/Japão: vamos certamente alinhar com toda a "brigada do reumático" sobrante - N. Valente, Costinha, Figo e Pauleta - um GR que é manifestamente fraco e com toda a fé depositada nos rasgos do Deco e, sobretudo, na habilidade do Ronaldo. De fora do 11 ficarão por certo jogadores que pouco acrescentarão de novo em caso de necessidade e, provavelmente, o Tiago, que fez uma época fabulosa.
Pelo que me diz respeito, desde 1986 que não estava tão descrente nas possibilidades da nossa Selecção. Se este brasileiro ficar na selecção depois do Mundial, vou naturalizar-me espanhol...
Um gajo que faz isto:
E isto:
E ainda isto:
É BOM DE MAIS PARA IR AO MUNDIAL!
Ele está entre os três melhores jogadores do nosso campeonato, mas não vai ajudar a selecção portuguesa no Mundial da Alemanha. Ricardo Quaresma ficará de fora. Isto é um escândalo.
Atenção à terceira foto (link desactivado).
O autor do Ma-Schamba decidiu acabar com o seu blogue, por isso o link que disponibilizei acima não funciona. Muito simpaticamente, o referido autor, cujas iniciais são jpt, enviou-me a foto para a qual eu chamava a atenção. Foi tirada pelo mesmo, na Escola Josina Machel, que o Benfica visitou. Uma informação adicional: o jpt é sportinguista. O nosso muito obrigado.

O melhor 11 da época 2005/2006 e respectivos suplentes.
Helton
Nelson
Pepe
Anderson
Miguelito
Paulo Assunção
Lucho
João Moutinho
Quaresma
João Tomás
Liedson
Suplentes:
Paulo Santos
Leo
Raul Meireles
Alexandre Goulart
Joeano
Meyong

Lembram-se da recente notícia da vaca que o plantel do Benfica anda a pintar? Pois bem, Pobo do Norte sabe de fonte segura que as camisolas da equipa de futebol da instituição para a época 2006/2007 vão ter o patrocínio da célebre marca de queijo La Vache Qui Rit, em homenagem ao hilariante frango do Moretto no jogo contra o Paços de Ferreira.
Desde que trocou o Setúbal pelo terceiro classificado do campeonato, Moretto tornou-se um candidato sério à conquista do prémio "Frango do Ano". Jornada após jornada, o brasileiro veio ameaçando o habitual vencedor deste prémio, o Ricardo, com um punhado de fífias que só não deram golo por obra e graça do espírito santo. Após o tremendo peru do guarda-redes do Sporting no jogo com o Rio Ave, pensava-se que o prémio estaria entregue, mas Moretto foi buscar forças onde elas pareciam já não existir, e, num assomo de dignidade e profissionalismo, arrebatou o prémio mesmo na última jornada. A jogada foi toda ela de uma beleza plástica difícil de igualar:
1

A bola é lançada em profundidade. Moretto e o avançado pacence correm para o esférico. Moretto descansa o defesa benfiquista que está por perto: "Podji deixá! Essa é minha!"
2.

O avançado do paços já não tem hipóteses de chegar à bola, pois Moretto, qual felino selvagem, lança-se decidido. A bola vai ser dele! Nas bancadas, os adeptos sorriem: "Afinal este gajo é mesmo bom! Olha como ele se faz à bola! Ah, ganda Mouretto"
3.

Moretto aninha-se no chão, protegendo a redondinha do jogador do paços, que salta por cima do guarda-redes evitando o contacto. Koeman faz sinal com polegar para o banco: "Tenemos portero!"
4.

Os adeptos do terceiro classificado não querem acreditar: "Hey! Duas bolas em campo? Roubalheira! Não? É a mesma bola? Como é que... FODA-SE, como é que a bola passou? Eh pá, foi falta! Hã? Não? Ó MORETTO, ÉS UMA BOSTA!" O resto, vocês já sabem.
José Couceiro, treinador do Belenenses, na conferência de imprensa após o jogo: "Acabei de ver os golos do Paços de Ferreira e sinceramente deu-me vontade de rir".
As pessoas casmurras são muito previsíveis. É muito fácil perceber o que querem e a forma como pensam. Por isso é que Scolari raramente nos traz surpresas e as suas convocatórias e equipas são previsíveis (convocatória de Bruno Vale à parte). Mas no caso do central que vai substituir Jorge Andrade, confesso que me é difícil fazer prognósticos. Apesar de não existir nenhum jogador ao nível do central do Depor, há um conjunto de 4 ou 5 jogadores que poderiam ser convocados, sem que houvesse grandes diferenças de rendimento entre eles. Abri, por isso, uma botação para que o visitante do Pobo do Norte expresse a sua opinião e faça a sua escolha. Clubismos à parte, qual o central que gostaria de ver no mundial? Bamos lá clicare.
PS (1) - Decidi incluir o Pedro Emanuel na lista por duas razões: 1º A FIFA negou a sua inclusão por Angola 2º Acho que não fica atrás de nenhuma das outras hipóteses.
PS (2) - Quem decidir votar na hipótese "Outro", pode deixar a sua sugestão nos comentários. Obrigado.
1 - A FESTA DO CAMPEÃO
Em primeiro lugar, a festa: foi bonita e participada. Como diz o Baía, é bom ter o hábito de ganhar. Quanto ao jogo, o Guimarães fez pela vida, mas não foi feliz. Os jogadores do FCP, sem facilitarem, deram muito espaço e jogaram de uma forma demasiado macia. O pior de tudo foi mesmo o Hélio, sim, o mesmo do Estoril-SLB disputado no Algarve.
Foras de jogo não assinalados, penalties por marcar, golos mal invalidados, enfim, a asneira foi tanta e em tal quantidade que é muito complicado dizer quem foi o clube mais prejudicado. A única coisa bem feita foi a expulsão do Paíto que, na verdade, se expulsou a si mesmo - um tipo que tem um amarelo não pode fazer faltas por trás e, muito menos, se elas forem (como aquela foi) completamente dispensáveis. Esta actuação é mais uma demonstração do baixíssimo nível dos nossos árbitros - quam atribui a maioria dos erros a conspirações e à pressão do FCP, do SLB e do SCP deveria reflectir sobre o assunto - o famoso "sistema" é, acima de tudo, uma "sistemática" incompetência para agir.
2 - A MÁ NOTÍCIA DA SEMANA: O SCOLARI NÃO QUER IR PARA A INGLATERRA
A imprensa portuguesa ficou deliciada com a "confissão" de Scolari - não vai orientar a seleccção inglesa porque a comunicação social do Reino Unido não lhe agrada e, alegadamente, terá escrito coisas pouco simpáticas sobre o brasileiro. O que os jornalistas portugueses deveriam ter é vergonha: Scolari adora os media portugueses porque são dóceis e subservientes para com o seleccionador nacional. De facto, os jornais ingleses dão largas à atitude xenófoba reinante no futebol inglês, mas os verdadeiros motivos da recusa de Scolari foram certamente outros.
Segundo o Expresso, Scolari estava à espera de ganhar o mesmo que Ericsson (que é actualmente o 2º treinador mais bem pago do mundo - o 1º é o Mourinho, claro!) - os ingleses terão proposto pouco mais de metade, o que, apesar de tudo, é mais do que aquilo que a FPF lhe paga. Mas Scolari prefere ficar por cá, onde ninguém o chateia e pode agir com total impunidade. Mais: mesmo que a campanha dos portugueses no Alemanha 2006 venha a frustrar as expectativas, Scolari tem poiso certo na Luz, algo em que deposito todas as minhas esperanças. Acho que este Sr. não vale meio Mourinho, é mal educado e ainda não provou nada, a não ser que é casmurro. A futura escolha de dois jogadores inactivos (Costinha e Quim, que apenas fez 7 jogos esta época) para o lote dos que irão à Alemanha só vem comprovar esta tese. Já agora, adorei o "frangalhão" do Ricardo - mesmo os Sportinguistas mais empedernidos terão que admitir que superou largamente qualquer uma das falhas do Baía...
3 - O CAMPEONATO "ESTÁ AO RUBRO"
É giro ver como a imprensa atribui uma importância colossal às diminutas hipóteses que o SLB tem de atingir o 2º lugar - aparentemente, este "não-assunto" é mais importante do que a acesa luta pela permanência e, claro, muito mais importante do que existir um novo CAMPEÃO. Já estamos habituados.