
É verdade. Zé Beiga, o sr. Ética, tem razão. No dia das nomeações dos árbitros para a jornada deste fim-de-semana, o nosso Presidente reuniu-se com Luis Guilherme para conseguir influenciar o árbitro do jogo contra o 4º classificado. Aliás, foi tudo feito às claras para não existirem dúvidas de que o João Ferreira iria fazer tudo aquilo que acabou por fazer.
Ainda se tentou pôr um primo de Pinto da Costa a convidar os jogadores do 4º classificado para almoçar na semana anterior, mas não se conseguiu. Tentou-se alterar o local do jogo para um que pudesse proporcionar a todos os adeptos do FC Porto uma grande alegria (e proporcionar também uma boa receita ao 4º classificado), mas a Liga não deixou. Por isso não admira que o nosso Presidente tivesse reunido com Luis Guilherme.
Uma coisa ficou a saber-se: depois do resultado do jogo, o nosso Presidente ameaçou Ronald Koeman de despedimento, o que não tardará muito a acontecer. Nem que seja preciso mandar um grupo de capangas esperá-lo à porta de casa.
O Léo a pisar o calcanhar de McCarthy, a um metro do fiscal-de-linha, num tipo de lance que pode arrumar com um jogador para o futebol. Não foi marcada falta, e bem, porque a bola sobrou para o Quaresma que entrava na área com perigo, mas ficou o vermelho por mostrar posteriormente.
O Petit a entrar "a matar" sobre o Raul Meireles, sem que o árbitro tivesse a coragem de lhe mostrar o amarelo como merecia.
O Anderson a puxar o McCarthy dentro da área, a meio da primeira parte, impedindo o sul-africano de receber a bola. Não precisei de repetição para perceber que tinha havido falta, mas, já agora, a selectividade das televisões nos lances a repetir é curiosa.
Os jogadores da instituição perfeitamente "à vontade" para protestarem com o árbitro e os fiscais-de-linha por tudo o por nada sem que nada lhe acontecesse. Chegou a ser ridícula a forma como em cada falta de um jogador do FC Porto se pedia um cartão amarelo. Karagounis leva o prémio de melhor desempenho artístico.
Uma falta clara sobre Adriano por marcar, seguindo-se perigoso contra-ataque do terceiro (ou quarto, depende do jogo do Braga) classificado que originou falta de Lucho sobre Petit dentro da área.

Helton
Bosingwa - Pepe - Pedro Emanuel - Cech
Paulo Assunção - Raul Meireles - Lucho
Quaresma - McCarthy - Lisandro
Vítor Baía - Responsável pelo golo. Aquele remate é feito a uma distância tão grande que dava para ir assinar um autógrafo, voltar e ainda defender aquilo... Este tipo de frango é típico de um guarda-redes a iniciar a carreira, não um com 400 jogos nas pernas. Obrigado, Baía, pela fantástica carreira. Volta, Helton.
Bosingwa - Não teve muito trabalho defensivo pela frente e o que teve resolveu sem complicações. Teve algumas iniciativas ofensivas, mas neste sistema de 3 defesas não pode aventurar-se demasiado para a frente.
Pepe - Voltou a mostrar a boa forma que atravessa. Pelo ar foi insuperável e teve um momento alto quanto correu pelo campo fora, rematou e ganhou um canto. Na oportunidade do Nuno Gomes foi completamente enganado pela movimentação da Maria Amélia e da Mariana20, mas aqui o mérito foi dos adversários.
Pedro Emanuel - Continuo a dizer que precisamos de mais velocidade do lado esquerdo que o Pedro não consegue dar. Mesmo assim, lutou muito e foi um grande capitão em campo. Nem Simão nem Robert fizeram nada pelo seu lado.
Paulo Assunção - Com 3 defesas, perde-se um Paulo Assunção a destruir jogo mais à frente, pois ele recua para a defesa, exigindo mais em termos defensivos a Lucho. Teve momentos de grande lucidez, "arrumando" e organizando o jogo em fases complicadas. Foi um dos melhores, mas a jogar demasiado recuado.
Raul Meireles - Esteve sempre em jogo, ora a destruir ora a construir. Tentou o remate de longe, mas foi infeliz, e teve um cruzamento rasteiro perigoso que foi cortado in extremis pelo Léo (o Lucho estava mesmo atrás). Fez um bom jogo em geral.
Lucho Gonzalez - Passou ao lado do jogo. Aliás, este argentino, reconhecido por todos nós como uma mais-valia, passou ao lado dos grandes jogos desta época. Coincidência? Vítima do sistema de jogo? Talvez. Com Assunção tão recuado, exige-se muito a Lucho, que tem de correr o campo todo, ora a marcar os adversários, ora a tentar aparecer na área. Hoje, fez as duas coisas, mas sem intervenções importantes. Falhou o cabeceamento sozinho na pequena-área e estava "lá" naquele cruzamento rasteiro de Meireles que foi cortado por um defesa benfiquista.
Quaresma - Foi dos melhores, mas faltou sempre o toque final de génio que já lhe vimos fazer. Aquele amarelo condicionou-o muito, pois a partir de certa altura era notória a tentativa adversária de o enervar para provocar a sua expulsão.
Ivanildo - Não concordo com a sua titularidade, pois não montrou merecê-la nos jogos anteriores. Na primeira parte foi inconsequente, sendo um dos responsáveis pela falta de acutilância atacante da equipa. Mas na segunda parte, foi o principal dinamizador do jogo de ataque, curiosamente (ou não) quando jogava a partir da linha para o centro do terreno, que é o seu lugar de origem. Apesar de estar bem melhor na 2ª parte, Adriaanse decidiu tirá-lo.
Adriano - Esteve bem na tarefa de recuar e possibilitar as tabelas para os alas subirem, mas não teve um remate à baliza que se visse, o que é negativo para um avançado. Foi menos jogador de área do que McCarthy, quando acho que é mais útil dentro da mesma do que o sul-africano.
McCarthy - Falhou o empate no minuto seguinte ao golo do Robert, mas toda a gente fala do falhanço escandaloso do Nuno Gomes que "arrumaria com o jogo". Benni teve dois remates à baliza com selo de golo e falhou-os. Neste sentido esteve mal, pois um avançado está lá para marcar golos. Benni está a falhá-los há muitas jornadas.
Lisandro - Deveria ter entrado de início, na minha opinião. Apesar de não estar na melhor forma, era um jogo para a sua garra argentina e a forma como saiu do jogo no jogo da primeira volta poderia funcionar como motivação especial. Teve uma oportunidade, mas rematou contra a muralha benfiquista.
Jorginho - Entrou. Jogou?
Hugo Almeida - Nada de especial, a não ser um livre directo para o terceiro anel. O "Euromilhões" já tinha saído em Milão.
Estou a ver o Koeman na conferência de imprensa e não estou a acreditar no que este holandês está a dizer. Que foi um dos melhores jogos do Benfica, diz ele. Ó meu amigo, o senhor ganhou os dois jogos contra o líder do campeonato a partir de erros clamorosos dos jogadores adversários, como foi o caso de hoje. O jogo estava completamente controlado pelo FC Porto, o Benfica fez a primeira jogada com alguma cabecinha aos 32 minutos de jogo e aquele golo surge caído do céu. Não estou a pôr em causa a justiça da vitória do Benfica, mas vir dizer de peito cheio que foi um dos melhores jogos faz desconfiar que correu muito álcool pelo banco da instituição. É claro que se o Guimarães ganhou à instituição, também estes podiam ganhar ao FC Porto, líder do campeonato. Afinal, as surpresas acontecem.
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(Atenção portistas: este espaço está reservado aos grunhos benfiquistas que quiserem comentar.)
As minhas cinco idas ao galinheiro (também conhecido por Estádio da Luz) para ver o FC Porto jogar deram até agora um saldo positivo de 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Nada mau, sendo que a derrota se verificou num campeonato em que já eramos virtuais vencedores.
Tudo começou na longínqua época de 1991/1992. Lembro-me que fui sozinho, de comboio. Fomos ao galinheiro ganhar por 3-2, num jogo em que Timofte, Domingos e Kostadinov desbarataram por completo a equipa benfiquista. Fiquei no então terceiro anel, misturado com portistas e benfiquistas, numa altura em que isso ainda era possível de modo pacífico. Lembro-me que as claques do FC Porto ficaram também nas bancadas superiores, mas do lado contrário ao meu. Esta foi obviamente uma péssima medida por parte da segurança da polícia com as consequências que vocês podem imaginar.
Voltei à Luz em 97/98 para assistir à primeira e única derrota. Foram uns expressivos 3-0, mas o campeonato já estava ganho. Era ver o "galinhame" todo histérico a gritar "Bainfica, Bainfica" e nós a gritarmos CAMPEÕES, CAMPEÕES. Nesse jogo, o Artur sofreu logo no início um penalti que o árbitro não quis marcar. Depois, era altura de descomprimir e a malta não estava para se cansar muito.
As minhas últimas 3 idas ao galinheiro foram precisamente nas 3 últimas épocas. Em primeiro lugar, no primeiro ano de Mourinho, ganhámos com golo de Deco a passe de Maniche. Foi lindo ver as caras do galinhame nessa noite. Fiquei no terceiro anel, mais uma vez misturado com benfiquistas e portistas, mas sem identificação clubística. Um velhote passou o jogo todo a insultar o pessoal do norte, mesmo à espera que alguém reagisse para armar confusão, mas toda a gente "cagou" no senhor. Até porque estávamos mais interessados em ver o banho de bola que estávamos a dar aos bermelhos. Um episódio engraçado passou-se com uma mulher que também tinha alinhado pela via fácil do insulto, então insultava tudo o que mexesse de azul-e-branco, até ao momento em que levou um bruto dum chapadão do namorado (ou marido). Eu e o poncio fartámo-nos de rir.
No ano seguinte empatámos 1-1, com Costinha a abrir de cabeça e o Simulão a fechar. Mourinho mandou a equipa aquecer junto aos adeptos bermelhos. Mind games... Fiquei junto da claque e levámos uma seca monumental para sair do galinhame.
No ano passado, voltámos a trazer mais uma vitória, com aquele golo fantástico do McCarthy, mas desta vez o campeonato já estava decidido pela Liga da Cunha Leal. Foi a primeira vez e única em que entrei num estádio de futebol sem bilhete e com o privilégio de escolher o sítio para onde quisesse ir. É óbvio que não vou revelar as pessoas envolvidas, mas que soube muito bem ir ao galinhame de borla, ficar onde eu quis e sair de lá com uma vitória, lá isso soube!
Provavelmente vai passar despercebido. Mas o Pobo do Norte está atento.
Eu acabei de ver a vitória do Benfica sobre o último campeão europeu e achei que, apesar do resultado mais justo ser o 0-0, o 4º classificado do campeonato português foi quem mais tentou ganhar o jogo (confirma-se a sorte que tiveram no sorteio). E nesse ponto de vista acaba por não se contestar a sua vitória.
Eu digo que o resultado mais justo seria o 0-0 por uma simples razão: não houve um único remate que fosse à baliza de parte a parte (exceptuando o do golo obviamente) durante os 90 minutos. Pelo menos não me lembro de qualquer defesa efectuada pelos guarda-redes. A única coisa relevante de que me lembro foi aquela monumental fífia do Moretto e uma saída de Reina antecipando-se ao Simão. De resto, foi tudo de uma pobreza franciscana. E aqui cabem maiores responsabilidades ao Liverpool, o campeão europeu, que tem claramente melhores jogadores que o Benfica.
Foi bem feito para os ingleses esta derrota porque eu acho que eles menosprezaram o Benfica. É certo que o 4º classificado de um campeonato pouco competitivo aos olhos da Europa dá confiança a qualquer um, mas neste caso o Liverpool abusou. E foi ao ponto de deixar no banco o melhor jogador inglês da actualidade, Steven Gerrard, e um dos seus pilares do ataque, Peter Crouch, preferindo um Robbie Fowler que claramente está a mais para estas andanças. Por falar em Fowler, fui só eu que vi uma falta do Luisão sobre ele na grande-área, ainda na primeira parte?
O Benfica também jogou mal, com Beto a ser mais uma vez um jogador "a menos" naquela equipa (espero que jogue no domingo). Já agora, é engraçado verificar que o Benfica ganha o jogo sem qualquer dos 4 reforços de Inverno em campo pela primeira vez. Manduca e Marco Ferreira não foram inscritos. Marcel não entrou e Robert já tinha saído, depois de uma exibição apagada, tal como toda a equipa. Quem veio mexer com aquilo foi Karagounis, que terá entrado tarde de mais. O Benfica não jogou bem, mas teve o mérito de ter acreditado na proporção inversa de um Liverpool que achou que estava bem servido com um 0-0 no campo do adversário.
Agora é bem possível que o Benfica passe a eliminatória, porque um golito fora pode valer ouro e sabemos como o Liverpool vai lançar-se desenfreadamente ao ataque em casa.
239 votos.
1. A contratação do Marco Ferreira - 62 (26%)
2. O "resgate" do Moretto / A porrada nos treinos do SLB - 46 (19%)
4. Os capangas no aeroporto - 33 (14%)
5. As acções do Veiga no Estoril - 26 (11%)
6. As declarações do Karyaka - 18 (8%)
7. A "tramoia" do Fonte - 8 (3%)
"Se Vitória nos ganhou também podemos vencer Liverpool."
Koeman, 20/02/06
1. Face à pobreza da exibição, disfarçada pelos bons 15 minutos finais, é natural que a frase mais ouvida hoje pelos portistas seja: "O importante era ganhar". E ganhámos, com justiça, graças a um Raul Meireles cuja utilidade na equipa é 1000 vezes superior à de qualquer craque brasileiro, bicampeão pelo Santos, que põe o paizinho a falar por ele. E depois há Helton, o homem que só não faz esquecer Baía porque os mitos não se esquecem. De resto, a baliza está bem entregue. Mantivemos os cinco pontos sobre o segundo classificado e isso foi bom. E aquela bomba do McCarthy ao poste?
2. Co Adriaanse falou em português. Gostei do esforço, gostei do discurso, e até senti um bocadinho de nostalgia pelo "pass precisss" e "a lot of pressao" de Sir Bobby Robson. O holandês acabou com mais um dos males de que era acusado: não tentar falar português. Quanto às muitas folgas que dá ao plantel, a coisa tem a ver com a namorada holandesa, Astrid Wisman, com quem mantém um tórrido romance. O general Co é um gentleman e um garanhão. Se não fosse holendês, era um homem do norte.
3. Sobre Alan, o Público tem uma descrição primorosa: "Esteve 86 minutos em campo. Esteve 86 minutos a mais em campo". Eu não diria melhor. O rapaz enganou-me no início (lembram-se do jogo com o Rio Ave?), mas agora acho que é um caso (quase) perdido. Do outro lado, Ivanildo não está a corresponder e parece-me que a coisa já entrou no domínio do psicológico. Também é natural, o puto nunca foi extremo-esquerdo nas camadas jovens do FC Porto.
4. O quarto classificado perdeu em Guimarães, mesmo com o Imbecílio Baptista a empurrar a equipa da casa para a sua grande-área. Ridícula aquela simulação de Ricardo Rocha para penalti (que ficou sem amarelo), ridículo aquele livre perigoso contra o Guimarães quase no final por mão absolutamente casual, ridícula a forma como não é marcada uma falta de Luisão sobre o defesa vitoriano. O Guimarães ganhou ainda em amarelos (7-1) e o quarto classificado conseguiu manter os seus jogadores em risco de 5º amarelo para jogarem com o líder do campeonato.
5. Gostei de ver o grande Marco Ferreira titular e espero que mantenha o posto no próximo domingo pois isso significaria que Co Adriaanse poderia testar um 2-4-4 abdicando de mais um defesa.
6. Amanhã vou ser pelos bermelhos pela primeira vez na vida. Depois da eliminação do Manchester United (taça de Inglaterra) , é o renascer da onda vermelha do... Liverpool. É uma questão de solidariedade ibérica: é que o Liverpool é capaz de jogar com mais espanhóis do que o quarto classificado jogará com portugueses. E como eu gosto muito de passar férias em Espanha...
7. O Sporting ganhou ao Paços de Ferreira, mas continua a não convencer. Os pacences até jogaram melhor em grande parte do jogo, mas aquele penalti foi providencial. Ainda que contando com o facto de o Moutinho ser neste momento um dos melhores jogadores do campeonato, senão o melhor, a cair e a fazer expressões faciais de dor insuportável e sofrimento atroz, descontando isso, acho que o Peçanha fez mesmo penalti. Mas continua-me a irritar o tom de voz a forma como o Paulo Bento fala. Só por isso não merecem ser campeões.
8. Cheira-me que o Anderson vai dar o seu primeiro "show de bola" na casa do quarto classificado no próximo domingo. Ou então "o importante é ganhar". 11 pontos é mais bonito.
"Uma equipa que quer ser campeã não pode ser campeã desta maneira."
Petit, 18/02/06
O tipo que levou na cara do primo do Veiga no aeroporto é que tinha razão quando disse a Moretto ainda no Brasil: "Nunca mais terás descanso!". E não se tratava de qualquer ameaça gangsteriana ou mafiosa ao puro estilo veiguista, mas tão simplesmente da previsão da enxurrada de golos que a baliza da instituição iria encaixar a partir daquele momento. Hoje, em Guimarãs, foram mais dois. Liverpool e FC Porto são os clientes que se seguem.

Aí está uma pergunta que nunca imaginei vir a fazer, mas isto só prova que por muitas sentenças que ditemos e muitas certezas que tenhamos quanto ao que é melhor para a nossa equipa, há que contar com a imprevisibilidade do jogo da bola e que aquilo que nós dissemos a dada altura acabe por se virar contra nós fatalmente. Ainda que para o bem da equipa, como é o caso. Pepe é neste momento uma das nossas traves mestras. Com o brasileiro castigado, abrem-se várias possibilidades na construção defensiva no jogo com o Marítimo. Analisemos algumas:
- Pedro Emanuel. O esquema de 3 defesas é feito a pensar num central rápido como Pepe, característica que Pedro Emanuel não tem. Por outro lado, este é o melhor central do plantel na leitura de jogo e posicionamento defensivo.
- Ricardo Costa. Sendo mais rápido do que Pedro Emanuel, não tem o mesmo sentido posicional deste. Para além disso, as suas limitações técnicas são um perigo para a própria equipa se não jogar com alguém ao lado capaz de corrigir os seus erros.
- Bruno Alves. Mais rápido do que Pedro Emanuel e com mais técnica do que Ricardo Costa, podia ser uma boa hipótese se não fosse nesta altura o maior "ódio de estimação" da bancada (agora que o Jorginho nem convocado tem sido).
- Bosingwa. A adaptação de Bosingwa ao centro da defesa pode ser uma hipótese interessante se apenas nos lembrarmos da sua velocidade e quisermos esquecer as suas limitações defensivas.
- Paulo Assunção. A adaptação do brasileiro a esta posição só perde no facto de o seu jogo de cabeça ser muito limitado, o que seria problemático contra uma equipa que possui um avançado possante como José Carlos. De resto, em poder de antecipação ao adversário e capacidade de corte não deve nada aos outros.
- Regresso aos 4 defesas. Pode ser também uma hipótese, sendo que Pedro Emanuel e Ricardo Costa seriam as escolhas naturais para a posição.
Estas seis possibilidades de resolver o problema da ausência de Pepe são apenas algumas, porque com Co Adriaanse nunca se sabe propriamente o que pode acontecer. O que até pode não ser mau de todo, se pensarmos que o adversário, tal como nós, nunca sabe com o que contar.
É uma excelente iniciativa do blogue FêCêPê: Orgulho e Glória. Eles estão a levar a cabo uma sondagem sobre a melhor equipa de estrangeiros dos últimos 25 anos do FC Porto. Vale a pena passar por lá e eleger, posição a posição, os vossos estrangeiros, e tivemos muitos de qualidade felizmente. Atenção que a votação acaba depois de amanhã.
Depois, iniciar-se-á a eleição dos piores, o que, não dando tanto pano para mangas do que por exemplo daria num clube do bairro de benfica, mesmo assim leva-nos a sorrir face a alguns equívocos que, também, nós tivemos. Atenção que estamos a falar de jogadores que chegaram a jogar com alguma regularidade (tipo Kralj ou mais recentemente Sonkaya) e não cromos que raramente ou nunca puseram os pés em campo (tipo Mogrovejo ou Alejandro Diaz). Para já, o FêCêPê: Orgulho e Glória está a auscultar as sugestões dos visitantes. Passem por lá.
Já agora, deixo aqui a minha selecção dos melhores estrangeiros do FC Porto dos últimos 25 anos:
Mlynarczyk
Seitaridis
Aloísio
Geraldão
Branco
Emerson
Deco
Zahovic
Madjer
Drulovic
Jardel
Treinador: Bobby Robson
Contra todas as expectativas, desejos, maus-olhados, macumbas, very-lights e gangsters.
Giovanni Trapattoni, treinador italiano que levou o Benfica ao título na época passada, foi ontem demitido do cargo no Estugarda.
O Jogo, 10/02/06
O Xerxes conseguiu ter acesso à capa original que foi censurada!
Actualização: substituímos a imagem pelo link pois fomos contactados pela ANAPO, que se queixou dos efeitos devastadores que a imagem teve nas galinhas de Portugal durante o dia de hoje.
O Braga arrancou um empate no Dragão, completamente imerecido, fruto de um penalty que nunca deveria ter sido assinalado porque o jogador que sofreu a falta do Bruno Alves estava em claro fora-de-jogo. A história do jogo resume-se a um festival de golos perdidos: por azar, por inépcia ou por intervenção do guarda-redes do Braga.
Bruno Paixão foi decisivo, com muita tolerância face à excessiva agressividade do jogadores do Braga, sobretudo na 1ª parte. Poupou Luís Filipe a um amarelo por entrada violenta sobre o Pedro Emanuel, tendo amarelado o Pepe e o GR do Braga quando o prevaricador foi o Nem. Aos 50 minutos surgiu um lance daqueles que, com o SLB, seria certamente penalty - livre do Quaresma, a bola fica na barreira do Braga, amparada pelas mãos do central Paulo Jorge. Até ao final do jogo, sempre que existiu uma dúvida B. Paixão decidiu a favor do Braga (por exemplo, a última jogada de ataque do Porto deveria ter dado canto e deu pontapé de baliza).
Mas voltemos ao início: Co inventou outra vez, mantendo os três defensores mas jogando agora com 2 pontas-de-lança. O Porto entrou forte e poderia ter resolvido o jogo nos primeiros 20 minutos, altura em que os dragões atiraram a bola aos ferros da baliza de Paulo Santos e Nem quase fazia auto-golo. Não o fez, mas continuou a dominar e a empurrar os bracarenses para o seu meio-campo. O Braga esteve 30 minutos sem fazer um remate à baliza (aliás, a melhor e única verdadeira oportunidade de golo surgiu apenas aos 60 minutos, num potente remate do Luís Filipe ao qual o Helton respondeu com uma óptima defesa). Minutos antes, o Porto tinha marcado pelo inevitável Lucho, depois de uma jogada de entendimento entre o McCarthy e o Adriano.
Aos 78 minutos, o holandês decidiu reduzir os riscos de sofrer um golo e colocou em campo mais um central, passando a um quarteto defensivo clássico, ainda que com o Pedro Emanuel na esquerda. O resultado disto foi a pressão do Braga, que tinha colocado em campo o coreano Kim e acreditava no empate. Ainda antes do golo do empate, Pepe coloca a bola no sul-africano que recebe de costas para a baliza, faz a rotação e atira um petardo à barra. Aos 89, surge o penalty convertido por João Tomás. Depois disso, o Porto pressionou e Bosingwa, numa óptima arrancada pela direita, obrigou Paulo Santos a mais uma boa defesa. Existiu ainda uma jogada de provável penalty sobre o Evanildo, por carga pelas costas dentro da área, mas o Bruno Paixão mandou seguir.
Em suma, Co não merecia este resultado nem os assobios do público. Mesmo discordando da fórmula, tenho que admitir que o Porto encostou o Braga "às cordas" e só não venceu porque desperdiçou demasiadas oportunidades, dando a chance de resolver o jogo ao Sr. de preto.
Gostei muito do Pepe (velocidade e colocação fantásticas, apesar de uma falha no meio-campo que poderia ter comprometido). Bosingwa esteve muito bem a defender e a sair para o ataque, mesmo quando era assobiado. Pedro Emanuel teve muitas dificuldades na esquerda e foi uma nulidade em termos de ataque (deixou o ala sempre sozinho contra dois jogadores do Braga).
No meio campo, apreciei particularmente o trabalho do Assunção, que voltou a segurar o jogo. Lucho esteve muito discreto, apesar do golo. Quanto a mim, deveria ter sido substituido nos últimos 15 minutos porque estava estourado. R. Meireles teve pormenores fantásticos (saindo de situações apertadas e fazendo passes logos), um remate que merecia ser golo mas errou também em situações aparentemente simples.
Os extremos não foram felizes: Quaresma teve poucas vezes a bola nos pés e nunca conseguiu ser decisivo no 1 contra 1. Ivanlido começou bem mas foi-se apagando à medida que o jogo avançava - Luís Miguel conseguiu pará-lo quase sempre.
Na frente, a presença de McCarthy abriu espaço para Adriano fazer bem melhor do que nos dois jogos precedentes. Ambos estiveram bem a criar oportunidades e a romper, mas não conseguiram concretizar nenhuma, apesar das bolas nos postes e na barra, ou dos remates bem defendidos pelo GR do Braga.
O Porto não ganhou mas jogou bem, aliás, muito bem em alguns momentos do jogo. Apesar de tudo, lideramos com 5 pontos de vantagem sobre o 2º classificado, que é agora o Sporting. Esperemos que o Porto mantenha este nível de jogo em Belém, porque isso significará por certo uma vitória.
Descubram o que há de errado...
Nas próximas horas, o sogro é capaz de escrever qualquer coisita.
A notícia do dia de ontem foi que Nuno Assis, jogador internacional, do Benfica, acusou positivo num controlo anti-doping, mas a manchete de A Bola de hoje é que "Koeman reage" às críticas após a derrota com o Sporting.
"Jorge Figueiredo apresentou uma queixa-crime, no DIAP, contra o director-geral da SAD do Benfica por "manipulação do mercado" e "prestação de informações falsas."
Toda a notícia aqui: http://jn.sapo.pt/2006/02/03/desporto/Jos_Veiga_processado.html
E agora?
"Nuno Assis acusou positivo num controlo anti-doping. O encontro em causa para o jogador do Benfica foi frente ao Marítimo, a 3 de Dezembro."
MaisFutebol, 03/02/06

Imagem: Xerxes
Eu nunca visitei o sítio do Simãozinho e ainda bem. Para além de não suportar a "personagem", os seus tiques de vedetismo e a tendência para se armar em vítima, não gosto da sua pronúncia alfacinha. Fora isso, é um bom jogador de futebol.
Fiquei ontem a saber, pela voz do "bilhetes", que o Simãozinho não tem qualquer responsabilidade sobre aquele texto que surgiu no sítio dele em que se "bate" nos colegas de equipa a se aponta a necessidade de resolver os problemas que existem dentro do clube. Fiquei, portanto, a saber que as opiniões veiculadas no sítio do Simãozinho não são dele. São do sogro, que já tinha vindo chamar a si a responsabilidade do dito texto.
Ora, se eu fosse fã do jogador e tivesse por hábito visitar o seu espaço na Net, sentir-me-ia nesta altura completamente desiludido e enganado. Então uma pessoa vai ao sítio do seu ídolo, lê os textos escritos na primeira pessoa e depois vem a saber que se tratam das opiniões do sogro do ídolo? Frustrante! Ninguém visita o site oficial de um ídolo para ler as opiniões do sogro, carago!
Ou será que não é bem assim? Porque se assim fosse, não haveria razão para terem retirado o dito texto. Bastaria ao Simãozinho redigir um breve parágrafo dizendo "Atenção, não me responsabilizo pela língua do sogro. Aquilo que lêem aqui não reflecte aquilo que eu penso, mas sim o que o paizinho da minha mais-que-tudo pensa." E pronto, estava o caso resolvido, não acham?