novembro 30, 2005

Até sempre, Campeão

A imagem de um vencedor

Agora é oficial. Jorge Costa vai deixar o FC Porto, rumo ao Stardard de Liège. Sem espaço no FC Porto de Co Adriaanse, o "bicho" vai provavelmente acabar a carreira no clube belga. Pobo do Norte deseja ao seu grande capitão as maiores felicidades e que um dia regresse à sua casa. Cá estaremos de braços abertos para o receber. Porque os portistas não esquecem.

Publicado por guardabel em 11:48 AM | Comentários (18)

novembro 29, 2005

Somos os primeiros (apesar de tudo)

Lucho com problemas de visão

O jogo de ontem não trouxe grandes novidades, excepto uma: marcámos aos 30 segundos. Quaresma partiu o defesa, cruzou, Lucho encostou de cabeça para o cantinho. A partir daí, nada de novo, e só mesmo alguns arranques de Quaresma e Lisandro valeram a pena. De resto, tudo igual:

- A equipa voltou a recuar de mais, depois de se apanhar a ganhar
- Na segunda parte, raramente conseguimos fazer dois passes seguidos
- Jorginho continua a (não) jogar.
- O Bosingwa continua a errar 8 passes em 10.
- O nosso melhor ponta-de-lança está no banco e o nosso segundo melhor ponta-de-lança também.
- Diego entrou e não fez nada.
- Alan entrou e não fez nada.

Ou seja, tudo igual. Só que desta vez, o adversário não marcou, umas vezes por eficácia nossa (Obrigado, Pepe e Pedro Emanuel) outras por azelhice. Ah, e o árbitro não marcou um penalty que o César Peixoto fez sobre o Carlitos. Tal como não marcou "milhentas" faltas a meio-campo que beneficiavam o FC Porto. De vez em quando, também sabe bem ser beneficiado.

Apesar de tudo, vamos em primeiro. O que me preocupa agora são os problemas de visão do Lucho.

Publicado por guardabel em 12:39 PM | Comentários (13)

O comportamento da águia

A águia anda com comportamentos estranhos. Não pia, não voa alto, não olha para cima. Pobo do Norte, desde sempre um interessado por estes fenómenos do reino animal, conseguiu localizar uns espécimes desta ave. Fotografámos o passaroco, olhámos para ele de frente, questionámos a sua alma. Mas fomos mais longe: através de equipamento de ponta, desenvolvido ao longo de anos e anos de evolução científica, conseguimos mesmo traduzir alguns diálogos entre eles. Um documento valiosíssimo. São essas imagens que publicamos.

Águia 1
Águia 2
Águia 3
Águia 4
Águia 5
Águia 6
Águia 7

Publicado por guardabel em 12:27 PM | Comentários (8)

novembro 28, 2005

História de embalar

Era uma vez um país onde havia regras que as pessoas tinham de respeitar. Só que nem todas as pessoas o faziam.

Um dia, uma dessas pessoas que tinha dificuldade em respeitar as regras zangou-se com outra pessoa e discutiram numa ruazinha estreita, perpendicular a uma avenida. Nessa avenida morava uma pessoa, daquelas que pertencem ao grupo que respeita sempre as regras. Essa pessoa, naquele momento da discussão, estava à janela a ver o movimento da rua e a sentir a brisa agradável na face. A discussão das outras duas pessoas prendeu a sua atenção, mas, devido à posição do prédio em que se encontrava, o ângulo de visão não era o mais favorável e só conseguia ver uma das pessoas a discutir, neste caso, a pessoa que tinha dificuldade em respeitar as regras. Ficou curioso para ver no que aquilo ia dar, até porque as vozes iam progressivamente aumentando de intensidade.

A certa altura, olhou para o lado oposto em que se encontravam as duas pessoas que discutiam e, para seu alívio, viu uma daquelas pessoas que prendem todos aqueles que têm dificuldades em respeitar as regras, também conhecidas como agentes da autoridade, virar a esquina do quarteirão mais afastado, caminhando na direcção do local do conflito. A situação atingiu o ponto culminante quando a pessoa que estava no seu campo de visão (tanto da pessoa da janela como do agente da autoridade) tirou do bolso interior do casaco uma pistola, apontou-a em frente e disparou por três vezes, pondo-se em fuga imediatamente, não sem antes atirar a pistola para um contentor do lixo. Quase tão surpreendente quanto este acto desrespeitador das regras foi a atitude do agente da autoridade: mal ouviu os disparos, deu meia volta, e caminhou apressadamente na direcção oposta.

Revoltada com a cena, a pessoa que estava à janela desceu rapidamente para acudir a uma quase certa vítima que se encontraria estendida no chão daquela ruazinha estreita. Quando lá chegou, não viu ninguém, reparou apenas que do lado direito da rua, junto a uma porta vermelha, o chão estava salpicado por algumas gotas de um líquido também ele vermelho. Pensou então: "A vítima foi atingida pelos disparos, mas terá conseguido fugir, possivelmente para dentro deste prédio". Que fazer então? Tocar à campaínha e verificar se alguém precisa de ajuda? Chamar a ambulância pois há fortes evidências que alguém está ferido? Ir ao sítio onde costumam estar as pessoas que têm como função prender aquelas pessoas que têm dificuldade em respeitar as regras, também conhecidas como agentes da autoridade? Apesar da estranheza e de certa forma desilusão que a reacção do agente que mal ouviu os disparos resolveu virar costas lhe provocou, optou por esta terceira hipótese, até porque, pensou, "Nem todas as pessoas naquele sítio onde prendem as pessoas que têm dificuldade em respeitar as regras serão iguais". E lá foi, a pé e rapidamente, até porque esse sítio ficava a apenas dois quarteirões do local daquilo a que a pessoa que estava à janela já se tinha decidido a qualificar de "crime". Quando lá chegou, falou com uma pessoa que estava atrás de um balcão, ele também um agente da autoridade.

- Boa noite, vinha contar uma cena que vi.
- Conte lá.
- Vi duas pessoas a discutir e uma delas a disparar sobre a outra.
- Ai sim? E alguém ficou ferido?
- Acho que sim, porque vi um líquido vermelho no chão.
- Acha que sim? Então não tem a certeza? Então você não viu?
- Bem, vi a pessoa que disparou, mas não vi a pessoa que sofreu os disparos. Mas ouvi-as a discutirem antes dos disparos. Sabe, eu estava à janela e não tinha uma visão completa da situação.
- Bem... vamos lá ver... Você primeiro diz que viu duas pessoas a discutir, depois já diz que as ouviu, depois viu uma disparar, depois viu um líquido vermelho no chão, mas não viu nenhuma vítima... Não acha que isto assim à primeira vista está muito vago?
- Ó senhor agente da autoridade, eu só acho que a pessoa que disparou não o devia ter feito, pois pôs em causa uma das mais sagradas regras da existência humana que é o respeito pela integridade física do outro.
- Se houver um “outro”…
- Com certeza que há.
- Mas sabe que é difícil chegarmos a uma conclusão só com esses dados que o senhor me está a apresentar... Sabe se esse acto não terá sido em legítima defesa? Se essa pessoa não terá sido ameaçada primeiro? Se ela não fará parte deste grupo de pessoas no qual eu muito orgulhosamente me incluo, o dos agentes da autoridade?
- Bem, tudo isso são questões pertinentes, mas que esbarram no comportamento que essa pessoa demonstrou depois de disparar.
- E que comportamento foi esse?
- Pôs-se em fuga e atirou a pistola para um contentor.
- Bem, assim à primeira vista, parece haver algo suspeito... E testemunhas? Há mais testemunhas?
- Havia gente a passar na rua... pouca gente, mas sabe como é... uns por medo, outros por cobardia, ninguém pareceu interessar-se pelo caso... Eu, que estava à janela, fui a única pessoa a ter vontade e, admito com algum orgulho, a coragem de averiguar o que se passou.
- Desculpe lá, averiguar, não. O senhor está a ser incorrecto e, de certa forma, a faltar mesmo ao respeito a esta instituição. O senhor não tem essa função. Essa função pertence-nos a nós. O senhor não averigua nada.
- Tem razão, senhor agente da autoridade. Peço desculpa. Mas então, explique-me por que razão um dos senhores que, tal como o senhor com quem estou agora a falar, pertence ao grupo dos agentes da autoridade, no momento do sucedido e apercebendo-se perfeitamente dos disparos, virou costas e decidiu não fazer precisamente aquilo de que o senhor agora me censura, ou seja, AVERIGUAR?
- O senhor tem a certeza do que está a dizer?
- Tenho a certeza do que os meus olhos viram.
- Mas ainda há pouco dizia ter visto duas pessoas a discutirem e logo a seguir desdisse o que disse e afinal tinha ouvido duas pessoas e visto só uma. E com o barulho da avenida nunca se sabe o que se ouve.
- Mas disto tenho eu a certeza: o senhor que tem por função prender as pessoas que têm dificuldade em respeitar as regras, um agente da autoridade, caminhava na direcção do sucedido e voltou para trás quando ouviu os disparos.
- Bem, face à gravidade do acontecimento, penso que essa situação da pessoa que virou costas é um pormenor sem importância. O senhor veio aqui com um objectivo, cumpriu-o, agora cabe-nos a nós tomar as rédeas do processo, ainda que, e desde já o aviso, corramos o risco de ele não dar em nada.
- Em nada?
- Sim, em nada, porque, tendo em conta aquilo que me disse, será muito complicado encontrar uma vítima. Eu diria mesmo que não há vítima. E não havendo vítima, torna-se difícil acusar alguém do que quer que seja.
- Não haverá vítima, por enquanto, mas há agressor, há alguém que, com justificação ou sem ela, isso caberá aos senhores averiguar, agrediu. E quem tem esse tipo de comportamento deve ser, no mínimo, chamado à atenção de maneira a que não o repita, a bem da segurança de todos nós…
- Vamos ver o que se pode fazer…
- Há inclusivamente uma pistola que seguramente tem impressões digitais de quem a utilizou. E depois há o líquido vermelho que eu encontrei no chão junto a uma porta vermelha que posso perfeitamente identificar, líquido esse que as pessoas dos laboratórios poderão facilmente associar à vítima a partir das mais avançadas técnicas de análise dos líquidos vermelhos.
- Vítima… se ela existir…
- Sim, se existir…
- Bem, agradeço-lhe a iniciativa que teve em procurar-nos. Vamos tomar todas as providências no sentido de resolver a situação.
- Eu é que agradeço tudo o que possam fazer nesse sentido. Afinal, a nossa segurança está nas vossas mãos. Muito obrigado. Boa tarde.
- Boa tarde.

Publicado por guardabel em 11:35 AM | Comentários (7)

novembro 23, 2005

Cinco remates = quatro golos

Golo de Lisandro Lopez
Licha, um grande jogador

O título deste texto contabiliza a performance atacante do Glasgow Rangers nos dois jogos contra o FC Porto. Hoje, eles fizeram dois remates, um para fora e outro que deu golo (parecia o Benfica ontem contra o Lille, com a diferença que o Mantorras falhou). Aos 53 minutos de jogo entraram na nossa grande-área e aos 68 fizeram o primeiro remate. É muito azar. Mas também azelhice na defesa. Já estava com "saudades".

O FC Porto também não jogou bem e não fez o que era necessário para ultrapassar este "autocarro" que estacionou à frente de Waterreus. Três oportunidades flagrantes (uma deu golo) e algumas jogadas de perigo é muito pouco para este Glasgow Rangers, uma equipa que teve um comportamento ao nível de um qualquer clube da terceira divisão que vem jogar ao Dragão para a Taça.

Mais uma vez, uma má escalação do onze por parte de Adriaanse prejudicou a equipa. Se a troca Ibson-Diego ainda se podia compreender, face à necessidade de dar mais qualidade atacante à equipa, a saída de Hugo Almeida e a entrada de Jorginho são completamente inconcebíveis. Quando viu que tinha feito asneira, Adriaanse emendou, fez entrar Almeida, marcámos o golo e, para reequilibrar a defesa, entrou Bruno Alves, um jogador com bom jogo aéreo, qualidade importante para jogar com o Rangers. Tudo bem visto pelo treinador, mas entretanto já tínhamos oferecido meia parte de jogo ao adversário.

Ganhar na Eslováquia vai ser muito difícil, mas acredito que vamos conseguir e, por isso, passar à Taça UEFA. Não acredito que o Rangers, a jogar em casa contra um Inter que irá fazer turismo, perca o jogo. E talvez seja melhor assim, pois não vejo esta equipa do FC Porto com maturidade e qualidade defensiva para enfrentar uns oitavos da Champions.

Publicado por guardabel em 11:08 PM | Comentários (27)

novembro 22, 2005

Que terão dito a Nuno Gomes?

As imagens da polémica

Estive a visualizar o filme da cena da veia e deu para perceber perfeitamente que o Nuno Gomes começa por dizer a alguém "'Tá calado", seguido de um "Olha" e do gesto vergonhoso. Sem querer fazer a defesa deste jogador, cujo gesto é no mínimo degradante para quem é profissional de futebol, acho que ele só tinha a beneficiar se, em sua defesa, revelasse afinal que palavras foram aquelas que alguém lhe terá dito. Então aí poder-se-ia enquadrar melhor a questão e talvez retirar todo o peso que a censura sobre o Nuno Gomes está a ter. Se ele não o fizer, então ficará para sempre a dúvida do que o poderá ter levado a fazer aquele gesto, repito, vergonhoso.

Publicado por guardabel em 05:53 PM | Comentários (23)

novembro 21, 2005

Prémio "Coffee Shop da Luz"

Andas a fumar umas coisas, não?
Koeman, 03/10/2005
(É favor clicar na imagem)

Publicado por guardabel em 06:36 PM | Comentários (1)

novembro 20, 2005

Cego é quem não quer ver

Para lá da agradável sensação de ver o Porto jogar bem durante mais de 50% de um jogo (finalmente...) e as galinhas estarem a 8 pontos da liderança, lamento que uns e outros não saibam ver o que parece evidente: os árbitros que temos são fracos.

O pessoal do SLB que se queixa do 3º golo marcado pelo Braga (Maxi partiu de fora de jogo, sem discussão), esqueceu o que se passou antes:
- o Petit levou um amarelo, continuou a insultar o árbitro, fez mais duas faltas para amarelo e... acabou o jogo lá dentro;
- o penalty do SLB é fantasma, tal como a suposta falta que deu origem ao livre que o antecedeu.
Além disto, o Braga mereceu ganhar: por mim, preferia o empate, como bem referiu o Co.

Quanto ao jogo do FCP, o respectivo árbitro também borrou a pintura muito antes de ter validado um golo que não entrou (e que, já agora, foi o terceiro, pelo que não me parece muito ajustado sugerir que a coisa estava "tremida"). Em primeiro lugar porque poupou o defesa esquerdo (Lira) ao 2º amarelo, ainda antes do intervalo. Segundo, porque nem marcou falta numa rasteira por trás (coisa para vermelho directo) ao Ibson, num contra-ataque perigoso do FCP.

Em suma, as galinhas podem cacarejar, mas a verdade é que perderam justamente, tal como o FCP ganhou o seu jogo sem "espinhas". Talvez esteja na altura de não dizerem coisas como o Vieira disse: "só nos puxam para baixo"- como? com penalties inexistentes? com o Petit a distribuir lenha e insultos sem nunca ser expulso? Tenham juízo!

Publicado por poncio em 07:04 PM | Comentários (10)

É dose, Nuno Gomes!

As interpretações são as mais variadas e imaginativas sobre aquilo que o Nuno Gomes quis dizer ao apontar para a veia. O Xerxes fez um admirável trabalho de análise psico-gestual e apresenta-nos as várias hipóteses a que chegou. Agora fica ao vosso critério. Escolham a vossa preferida.

Veia 1
Veia 2
Veia 3
Veia 4
Veia 5
Veia 6
Veia 7
Veia 8

Publicado por guardabel em 06:03 PM | Comentários (12)

Sábado gordo

Começámos com Mourinho, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira a ganhar. Continuámos com a instituição a levar uma lição em Braga. De seguida, Deco e companhia a calar o Bernabéu. E terminámos em beleza com uma goleada e uma boa exibição do FC Porto! E amanhã é domingo!

Publicado por guardabel em 01:41 AM | Comentários (21)

novembro 17, 2005

Prémio: "Até os comemos, carago"

"Vamos entrar neste jogo com o Benfica para ganhar e desde já, se me é permitido, aqui deixo um recado para o senhor Koeman: não vamos adiar nenhum jogo para preparar a recepção ao Benfica. Vamos continuar a cumprir o nosso calendário conforme está marcado e vamos jogar no dia 11 de Janeiro com o Benfica para ganhar."
Marques da Silva, dirigente do Tourizense, 17/11/05

Publicado por guardabel em 08:22 PM | Comentários (12)

novembro 15, 2005

Colecção Amigos da APAF

Não perca a colecção que já parou Portugal e ameaça mesmo relegar a corrida presidencial para segundo plano. A Colecção Amigos da APAF promete revolucionar as prateleiras poeirentas de qualquer benfiquista. O número dois e o número três já estão nas bancas e são grátis na compra do novo KITOLHEIRO! De que está à espera? Que o Benfica passe para primeiro? (Pode esperar sentado)

Volume 1

Volume 2

Volume 3

Copirráite: Xerxes

Publicado por guardabel em 08:20 AM | Comentários (17)

novembro 13, 2005

Jorge Costa: contributos para uma discussão

Jorge Costa revelou que vai deixar o FC Porto em Dezembro. É uma notícia triste, mas de certa forma não supreendente. Agora, levanta-se a discussão em volta do tema. Pobo do Norte tenta contribuir para a mesma, apresentando duas visões possíveis da questão.

Versão pró-Adriaanse

Nenhum jogador está acima de qualquer outro no plantel e o treinador é soberano para escolher aqueles que estão em condições de jogar. Co Adriaanse desde cedo entendeu que Jorge Costa já não tem as condições para o fazer ao mais alto nível no FC Porto, sejam essas condições físicas, técnicas ou tácticas. O treinador nunca deixou margem para dúvidas, ou seja, fez saber desde o início que não contava com ele e só a direcção, ao que consta, terá impedido a sua saída no início da época. Por isso não se pode acusar o holandês de “esconder o jogo” em relação ao jogador. Chocante e injusta para alguns, esta decisão revela uma característica positiva do treinador holandês: com ele o “nome” não basta para merecer um lugar e é precisamente por cima dos “nomes” que ele está disposto a passar para garantir aquilo que na sua opinião é o melhor para o clube. Seria muito mais fácil para ele dar um lugar ao “bicho” no onze desde o início, tentando cair nas graças da comunidade portista. A performance da equipa até ao momento não tem desiludido em termos globais:

1. Está em segundo lugar no campeonato, a somente 2 pontos do Braga e com três e quatro de avanço sobre os normais candidatos ao título.
2. Mantém-se em competição na Taça de Portugal.
3. Depende apenas de si própria para alcançar os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Podemos dizer objectiva e friamente que a ausência de Jorge Costa não impediu, até agora, que os nossos objectivos fossem alcançados. No campeonato, somos a quarta defesa, com 6 golos consentidos, e estamos à frente de Benfica (9 gs) e Sporting (14 gs) nesse aspecto. Curiosamente todos os seis golos sofridos até agora foram-no em apenas TRÊS jogos, o que significa que em SETE jogos não sofremos qualquer golo.
A saída de Jorge Costa pode ser a oportunidade de irmos ao mercado em Dezembro comprar um central de créditos firmados, que se imponha imediatamente no onze titular.

Versão pró-Jorge Costa

Todos os jogadores acabam por entrar, mais tarde ou mais cedo, na curva descendente e cabe ao próprio jogador saber gerir da melhor maneira esta questão. Jorge Costa entendeu que ainda poderia ser útil ao seu clube de coração para esta época. O clube e a equipa técnica devem, na minha opinião, ajudar o jogador nesta fase delicada. Aqui, entra uma questão fundamental: há jogadores que, pela forma como sentem o clube, pelos dedicação que já deram ao clube, pela simbologia que reresentam no clube – esses jogadores – devem ter um tratamento diferenciado. É o caso de Jorge Costa. O treinador até pode achar, e tem todo o direito para o fazer, que ele já não tem nada a acrescentar à equipa em termos técnico-tácticos, mas não pode “riscá-lo” como o fez das suas opções. Um jogador como Jorge Costa seria uma mais-valia para o balneário do FC Porto. Ainda que não o colocasse a titular, o treinador deveria ter-lhe dado a convocatória naqueles jogos de maior tensão e risco, nos jogos em que a voz do “bicho” pudesse ser ouvida pelos mais novos (e tão novos que são os jogadores do plantel...) e fosse um suplemento de vontade e de garra a transportar para o campo. Mas não o fez, optando por praticamente ignorá-lo e, mais grave, perante as perguntas sedentas de polémica dos nossos jornalistazecos, chegar ao ponto de o humilhar em público dizendo que ele seria sempre uma 5ª opção em qualquer situação. Octávio deve esfregar as mãos de contentamento.
Esta intransigência de Co Adriaanse poderia passar despercebida se a equipa não tivesse falhado em termos defensivos em momentos cruciais. Mas falhou. E se o holandês já testou todas as possíveis combinações de duplas de centrais, por que razão não incluiu Jorge Costa? Lembramo-nos, por exemplo, dos golos oferecidos ao Benfica: Jorge Costa deixaria Nuno Gomes tão à vontade como o fizeram Bosingwa e Ricardo Costa? Não me parece.
A saída de Jorge Costa pode ser um grave tiro no pé no sentido de fragilizar a cada vez mais débil mística portista que tínhamos visto ressurgir na era-Mourinho.

Publicado por guardabel em 08:46 PM | Comentários (13)

novembro 11, 2005

Grátis, com o Kit Olheiro!

Amigos da APAF

Uma gentileza do portista Xerxes.

Publicado por guardabel em 04:32 PM | Comentários (8)

novembro 08, 2005

Prémio Nobel da Medicina

Grande Campeão
Ele superou a doença

"...quando folhearem a página 25: é aí que o guarda-redes confessa que foi durante algum tempo adepto do Benfica, uma herança do pai. "Só passei a ser portista quando tive consciência de que podia decidir por mim", escreve."
O Jogo, 08/11/05

Publicado por guardabel em 06:56 PM | Comentários (61)

novembro 07, 2005

Quaresma

Ricardo Quaresma

Merece um post só para ele pelos 100 jogos no campeonato português e pelo golo que nos deu ontem a vitória.

Quaresma é um jogador transfigurado em relação ao que era no ano passado. Começou por nos dar uma Supertaça contra a "instituição" (o Argel ainda deve andar à sua procura em Paris) e marcou golos importantes ao longo da época. No entanto também ele se deixou arrastar pelos problemas de uma equipa que não tinha um treinador que a disciplinasse e a liderasse. Cheguei a defender a sua dispensa, face ao tipo de jogo em que insistia, de não passar a bola a ninguém, de tentar fazer tudo sozinho, de não ajudar nas tarefas defensivas. Graças a Co Adriaanse, há dizê-lo com frontalidade, o "cigano" é hoje um jogador de equipa que continua a marcar golos decisivos e espectaculares. Para além disso, é vê-lo a ajudar na defesa e a recuperar bolas.

Parabéns, Quaresma. Que continues a dar-nos alegrias como a que deste no Domingo.

Publicado por guardabel em 07:14 PM | Comentários (16)

Quinhentinhos

O post nº 500 do Pobo do Norte: o pobo mais forte só podia ser sobre uma vitória do FC Porto. Foi ontem, em Paços de Ferreira, onde, por exemplo, o Sporting foi goleado.

O nosso jogo não atravessa uma fase particularmente feliz do ponto de vista estético, mas ganhámos, o que foi muito bom tendo em conta o resultado do líder do campeonato. Conseguimos encurtar para 2 pontos a diferença e, na próxima jornada, se a "instituição" quiser, dar-nos-á o primeiro lugar do campeonato. Olé.

Por um lado, fomos uma equipa trabalhadora, muito esforçada e acima de tudo colectiva. Por outro lado, faltou-nos aquele killer-instinct para acabar cedo com o jogo. Faltou-nos isso, também, em parte, por culpa de um árbitro que nos anulou um golo limpo como água, transformou pontapés-de-canto a nosso favor em pontapés de baliza e distribuiu amarelos de forma completamente ridícula (veja-se, por exemplo, o Pedro Emanuel). Fala-se por aí de um possível penalti por mão do César Peixoto. É um lance em que é muito difícil avaliar a intencionalidade do César, que, na minha opinião, não existe. É uma situação muito confusa, em que o Pepe atrapalha o César Peixoto e a bola vai ao braço/mão (?) deste. Quando me lembro do penalti não assinalado do Ricardo Rocha no ano passado na Luz contra o Beira-Mar, em que o defesa benfiquista fez uma excelente defesa de fazer inveja a qualquer Rui Nereu, este lance do César é simplesmente ridículo.

Na próxima jornada, queremos passar para a frente do campeonato. Para que isso aconteça, temos de ganhar à Académica e o Braga tem de perder o seu jogo. Confesso que me sinto dividido entre poder ultrapassar este excelente Braga e ver a "instituição" descer uns lugares na classificação. Um dilema difícil de resolver.

Publicado por guardabel em 02:36 PM | Comentários (26)

novembro 05, 2005

3 ideias para o fim-de-semana

Scolarices

O Scolari não pára de nos surpreender: na semana em que o Baía nos salva de uma derrota mais significativa, rubricando uma exibição só ao alcance do melhores (dito pela imprensa italina), o homem convoca o Paulo Santos. Num campeonato em que o Bruno Vale começa a provar o seu valor, depois de uma chamada à selecção quando alinhava nos Bs, o Sargentão esqueceu-se do rapaz. O Baía não será alegadamente convocado por causa da idade, porque o 3º GR da "equipa de todos nós" é suposto ser um atleta promissor, que assegure a continuidade – o Paulo Santos fará 33 anos em Dezembro…


Paciência tem limites

Já aqui defendi a continuidade do General Co, pela ordem em que colocou o nosso balneário e pelo futebol de ataque que a equipa mostrou nas primeiras jornadas deste campeonato. Todavia, o homem tem vindo a cometer demasiados erros, pelo que o seu crédito começa a esgotar-se.

Já não bastando contradizer-se com assiduidade (o futebol de ataque deu lugar ao piparote para o monte), o homem deu agora em treinador medroso, na pior tradição dos clubes portugueses de há 20 anos. O Porto que vi jogar em Milão, tendo obtido um golo que caiu do céu aos trambolhões, foi a coisa mais confrangedora que é possível imaginar. Em vantagem, com um Inter em crise de confiança e a viver das habilidades ocasionais de uma das suas vedetas, o FCP encolheu-se, encolheu-se, encolheu-se e f…..-se. Para rematar, Co atirou a culpa para o Meireles (poderia ter referido que o Baía o poupou a uma derrota mais humilhante…).

Se existiu jogo em que o treinador do Porto perdeu, no campo e fora dele, esse jogo foi o Inter-FCP. A margem de manobra começa a ser curta e ninguém percebe como é que o Cech e o Diego ficaram de fora desta convocatória ou porque razão o Lisandro não jogou em Milão (se está lesionado não deveria ser convocado, não é?).

A memória do jogo com o Belenenses começa a ser fraca consolação para tanta hesitação e tanta asneira. Mudar de treinador assiduamente é algo que, está provado, poucas vezes contribui para melhorar o desempenho de uma equipa. Apesar disso, está na hora do Pinto dizer ao homem que está a abusar da paciência do Pobo do Norte.


Azelhices

Os SLBs acordaram agora para a triste realidade que muitos comentadores, incluindo benfiquistas (a maioria, está claro!), referiram a propósito do drama do 3º guarda-redes: ou o Koeman ou o gestor da SAD, algum deles, meteu água – qualquer clube minimamente decente tem 3 GRs de qualidade no seu plantel. O que aconteceu no SLB foi pura incompetência, agravada pela dúvida que lançaram sobre o pobre Nereu ao esboçarem aquela tentativa de contratar um GR fora de prazo. O rapaz portou-se bem no jogo que se disputou em Espanha, tremeu contra a Naval e enterrou-os em pleno Estádio da Luz, contra o “submarino amarelo”. Tiveram o que mereciam. Interrogado sobre o possível aproveitamento que o Rio Ave poderá fazer da insegurança do Nereu, António Sousa reagiu educadamente, mas esboçou um sorriso que não desmente o que lhe vai na cabeça…

Publicado por poncio em 08:48 PM | Comentários (14)

Mantorras multado!

O Benfica não perde uma oportunidade de facturar mais uns cobres. Afinal, ainda pode ser que se arranje uns trocos para ir buscar um guarda-redes decente. Mantorras foi multado por ter dado uma entrevista não autorizada e por ter envergado um cachecol do Sporting nessa mesma entrevista. Andou o rapaz no ano passado a marcar uns golitos nos últimos minutos para receber agora esta "retribuição". Ingratos.

Corre pelos corredores da Luz o boato que o próximo a ver o Beiga a ir-lhe aos bolsos é Nuno Gomes. Porquê? Não é admissível que um jogador do Benfica grite GREEN DAY! na véspera de um jogo do Sporting.

Publicado por guardabel em 12:59 PM | Comentários (19)

novembro 03, 2005

Uma Senna do carago!

O 4º classificado do campeonato português, também conhecido por ser grande rival do Leixões e da Naval, perdeu hoje com o 6º classificado da liga espanhola. Facto: o Benfica é último do seu grupo.

Na memória ficam algumas imagens enternecedoras:

- João Pereira tenta abalroar de uma só vez o defesa e o guarda-redes do Vilarreal. Na sequência do lance vira-se para o adversário e diz com cara de guna: "Que foi? A p*** da tua mãe!". Uma lady, este João Pereira.

- O Marcos Senna marcou um golo a uma distância a que deveria ser proibido validar golo. Excepto se o guarda-redes se chamar Nereu. Ó Scolari, convoca o puto!

- O Simão deve ter levado hoje a sua primeira assobiadela monumental no próprio estádio da Luz. Foi quando atirou a bola para fora para que fosse assistido o Marcos Senna. A avaliar pela reacção dos "bermelhos", afinal, benfiquista não rima com desportista.

- Os comentadores não se fartam de dizer que o resultado é injusto, que o Benfica não merecia perder, que fez uma segunda parte brilhante, com muitas oportunidades, etc... Eu pensei: todos nós temos o nosso Artmedia ou Rangers.

Publicado por guardabel em 12:00 AM | Comentários (48)

novembro 02, 2005

Deadline: Natal

O Sr. Co Adriaanse vai ter de provar até ao Natal que merece treinar o FC Porto. É a única consequência que posso tirar da paupérrima exibição de ontem em S. Siro, uma exibição de medo, falta de classe, falta de ambição, falta de coragem. O Sr. Co Adriaanse tem um conjunto de jogadores à sua disposição para fazer melhor, muito melhor do que ontem se viu, mas ainda não provou ser capaz de gerir da melhor forma esse conjunto.

Vou abster-me de comentar as incidências do jogo, exceptuando a referência ao grande golo de Hugo Almeida, que, para além de ser um dos melhores golos de livre-directo que vi em toda a minha vida, quebrou um jejum de não-sei-quantos-anos do FC Porto nos golos de livre.

Por uma inesperada combinação de resultados verificados até agora chegamos à quarta jornada da fase de grupos a depender apenas de nós para nos apurarmos e com 1 vitória e 3 derrotas contabilizadas. Deve ser inédito na Liga dos Campeões. Mas isto não deve servir de consolo face à pobreza da exibição de ontem. Digo mais: se for para jogar assim, prefiro ir para a Taça Uefa.

Publicado por guardabel em 09:48 AM | Comentários (14)