O Setúbal trouxe o autocarro e estacionou-o em frente à baliza. Mas é um direito que lhes assiste, digo eu. Não é bonito, não é, não senhor, mas a equipa que tem de "assaltar" este autocarro deve dentro dos possíveis prever este tipo de jogo, deve saber como fazer as coisas, encontrar o antídoto, deve ter em campo os jogadores certos para o fazer. O FC Porto não soube fazê-lo.
Podemos falar da questão disciplinar que afastou Diego e Ibson, que mutilou o plantel. Ou do penalti não marcado sobre o Jorginho na primeira parte e da cerimónia do árbitro para amarelar os jogadores setubalenses. Mas neste jogo houve erros próprios que, na minha opinião, dificultaram a nossa forma de abordar o jogo.
1. Hugo Almeida pode vir a ser o ponta-de-lança de referência nacional dos próximos 10 anos, mas precisa de evoluir muito. Em primeiro lugar, não pode optar sempre pelo "estouro" quando se encontra em posição de marcar. Pode e deve tentar colocar minimamente a bola. Depois, tem dificuldades ao nível do posicionamento na grande-área face aos cruzamentos. Ontem tivemos um número astronómico de bolas cruzadas que deram em nada.
2. A propósito dos cruzamentos, se esta é uma forma louvável de criar perigo, há que pôr em campo os jogadores que dominam a técnica. Ontem, Quaresma foi o único a saber fazê-lo, pois Bosingwa não consegue levantar a bola a mais de 1 metro do chão, Alan não terá feito um único cruzamento, o que para um extremo é o mesmo que passar ao lado do jogo, e Cech, apesar de começar bem o jogo, decaiu ao longo do mesmo. Lembrei-me de um jogador que já foi titular indiscutível de Adriaanse e domina como ninguém a arte de cruzar. Chama-se César Peixoto.
3. Rematamos muito de longe, mas raramente na direcção da baliza. Falta de treino? Azar?
Se o Braga ganhar amanhã, ficará com 5 pontos de vantagem sobre nós. Se tivéssemos ganho, daríamos 3 de avanço aos rivais do Leixões e da Naval. Se tivéssemos ganho, poderíamos tirar muito mais proveito do confronto entre o Braga e os rivais do Leixões e da Naval. Bem, deixemo-nos de "ses" e voltemos à realidade. E a realidado diz-nos que há três jogos que não sofremos qualquer golo, facto ao qual não é estranha a entrada de Pedro Emanuel na equipa. Por outro lado, aquela que era apontada como a nossa maior qualidade, a capacidade ofensiva, anda pelas ruas da amargura: nos últimos 4 jogos marcámos 3 golos.
Co Adriaanse não convocou Diego e Ibson para o jogo de amanhã contra o Vitória de Setúbal porque, segundo ele, estiveram mal no jogo da Taça. Por este prisma, Jorginho já tinha ido curtir banco há alguns jogos, o que não aconteceu. Se por um lado, este tipo de medidas drásticas do nosso treinador pode atear um rastilho perigoso no balneário, por outro lado, os jogadores já devem ter percebido que, com este treinador, não há lugares cativos na equipa, o que pode servir de motivação para trabalhar mais na busca de um lugar.
Pergunta: Lenços para Co?
Total de votos: 98
Resultados:
- Que exagero! Trap também levou com lenços e foi campeão! - 47 votos
- Vamos esperar até ao Natal e depois vê-se - 27 votos
- Lenços, não. Lençóis! Já vi que com este não vamos lá! - 24 votos
1. O céu está nublado.
2. O Benfica marcou um golo precedido de falta não assinalada.
1. Querem inscrever um guarda-redes no campeonato nacional. Se os regulamentos são para eles fáceis de ultrapassar como se viu no ano passado no circo Algarve, o maior problema poderá estar no pagamento do jogador. Mas mesmo aqui, há maneiras de ultrapassar a questão, como tem acontecido ao longo dos anos. Um dia pagar-se-á, a seu tempo.
2. Querem ajudar o Setúbal. Aproveitam-se da situação débil em que se encontra o Setúbal para, sob a fachada da "ajuda", garantirem jogadores a preço de saldo e, já agora, jogadores que estão em competição directa. Ainda assim, no caso do Salgueiros, a coisa foi pior: o roubo fez-se sem se perguntar ao dono se se importava.
3. Querem manter em actividade regular os departamentos médicos dos adversários. Por outras palavras, fazer dos seus jogadores autênticas máquinas de ameaça à integridade física dos adversários. Petit, Karagounis, Ricardo Rocha e Manuel Fernandes passam com distinção, até porque conseguem cometer o "crime" e continuar alegremente em campo.
“... uma coisa garanto: não tenho tanto medo do Benfica como o senhor Koeman teve do Manchester United na noite em que jogou em Old Trafford..."
Manuel Cajuda, 26/10/05
Era fundamental ganhar este jogo para não deixar fugir o Sp. Braga, líder do campeonato. E voltar ao 2º lugar, claro, posição que corresponde a um campeonato que se pode considerar normal pela parte do FC Porto, em que a derrota com o Benfica foi o único resultado estranho, fora da normalidade. Os dois empates em Braga e no Marítimo, tendo em conta a história dos confrontos (no caso da Madeira) e o momento actual das equipas (no caso do Braga) podem considerar-se "normais".
Ontem, a equipa voltou a revelar as melhorias registadas frente ao Inter no que diz respeito à consistência do meio-campo em termos defensivos, para a qual muito contribuiu a entrada de um jogador como Paulo Assunção. Lucho Gonzalez voltou a rematar de longe e com perigo (a bola bateu no poste) e adivinha-se um golo do argentino (que já merecia) a todo o momento. Jorginho voltou a evidenciar alguma falta de clarividência na forma como pretende resolver rapidamente as coisas, mas não da melhor forma. O general Co insiste nele e só ele saberá porquê.
Ontem jogámos mais uma vez sem extremo-direito, sendo Bosingwa o jogador destinado a fazer todo o corredor. Não esteve mal em termos de dinâmica, mas não me lembro de um único cruzamento bem executado. Do outro lado, tivemos uma dupla de que gostei francamente. E desde já retiro o comentário que fiz a propósito de Marek Cech no jogo com o Inter, quando disse que não era jogador para o FC Porto. Pelo que vi ontem, pode ser muito bem o tipo de jogador que nos falta. Com um bom pé esquerdo, certinho na defesa e desinibido na descida pelo flanco, o eslovaco deu ontem uma boa impressão que, espero, confirme nos próximos jogos.
Quanto a Ricardo "trivela" Quaresma, acho que não é preciso dizer mais nada sobre a burrice que foi deixá-lo no banco no jogo com o Benfica. É neste momento um jogador muito diferente do jogador que me irritou tanto no ano passado, ao ponto de eu ter desejado a sua dispensa. No um-contra-um está mais confiante que nunca e raramente perde um duelo. Consegue medir bem melhor os tempos de entrega da bola aos colegas, apesar de, por vezes, se deslumbrar com uma jogada bem sucedida e querer resolver tudo sozinho. Concluindo: Quaresma é fundamental. E o Hugo Almeida deve ser da mesma opinião.
Ontem, a equipa voltou a falhar golos, o que não é bom sinal. Foi uma injustiça não irmos para o intervalo a ganhar pelo menos por 2-0. Estou a lembrar-me daquele que seria o ensaio para o golo, com uma cabeçada de Hugo Almeida na cara de Diego a fazer a bola rasar o poste e de um remate de Lucho que bateu na parte exterior do poste. Mas houve mais oportunidades.
O Nacional ainda não tinha perdido na Choupana e ainda não tínhamos esquecido a forma como no ano passado empatámos lá, por isso foi com alguma apreensão que vi os últimos minutos e quase com um ataque cardíaco que vi o Chilikov falhar o empate no finalzinho, o que, a acontecer, seria uma grande injustiça. Mas fica o aviso.
PS - Ontem gostei do Pepe!
O jornal Record apresentava ontem como subtítulo a seguinte frase: "Empate na Choupana dá 2º lugar ao Benfica". Partindo do princípio que este pasquim não contratou os serviços do vidente Dembo Cassama, só posso concluir que esta frase foi a expressão de um desejo. A frase poderia ser "Vitória do FCP na Choupana dá 3º lugar ao Benfica", mas todos sabemos que esse tipo de desejos vão contra a ética jornalística.
O poncio já fez a análise ao jogo, pelo que eu não vou entrar nesse domínio, até porque concordo com quase tudo o que ele diz.
O meu assunto é outro. Há para aí uma estirpe abespinhada do conhecido milhafre que, ainda não refeita do trauma que foi conseguir perder com o pior Manchester United dos últimos 10 anos, que jogou sem meia-equipa titular (Keane, Sylvestre, Rooney, Park, Heinze, Neville, entre outros), anda a espalhar que o FC Porto ganhou ao Inter B, como se os italianos tivessem vindo cá com uma equipa de reservistas.
Nestas coisas não há nada como procurar factos, contra os quais, como se sabe, não existem argumentos. E os factos dizem o seguinte, após 7 jornadas do campeonato italiano:
1. Do onze titular no Estádio do Dragão, OITO jogadores estiveram em 6 ou mesmo nos 7 jogos do campeonato. A saber: Favalli, Cambiasso, Materazzi, Cordoba, Figo e Cruz (7 jogos); Julio César e Veron (6 jogos). Os outros três não podem propriamente ser considerados jogadores de segundo plano: Pizarro esteve em 5 jogos e é um dos melhores chilenos da actualidade, Samuel e Solari são dois jogadores que não precisam de apresentações.
2. No grupo dos 11 jogadores com mais minutos jogados no campeonato italiano estão OITO que entraram a titulares no jogo do Dragão. São eles: Favalli, Cordoba, Materazzi, Julio Cesar, Cambiasso, Veron, Figo e Samuel.
3. Julio Cruz esteve em todos os sete jogos da Série A, tendo sido titular em seis jogos (foi substituído em cinco deles) e entrado no único jogo em que foi para o banco. Apesar disso, é o melhor marcador da equipa e um dos melhores do campeonato com 4 golos.
4. O Inter jogou quase toda a segunda parte com Recoba e nos últimos 25 minutos com Adriano. O FC Porto não tem culpa que o treinador tenha decidido castigar o brasileiro por ter chegado tarde do Brasil.
5. Para finalizar, o Inter é "só" o primeiro classificado do IFFHS. Não sabem o que é? Informem-se.
Perante estes factos, nada a dizer. O FC Porto ganhou com mérito, alguma sorte, mas ganhou a uma grande squadra.
Para os SLBs que nos visitam e se dedicam à mais pura maldicência (ainda existem alguns que fazem comentários decentes, é preciso sublinhar isto), o resultado de hoje foi a melhor resposta ao resultado de sábado e, já agora, ao vosso resultado de ontem.
O FCP ganhou em ambos os campos (no Ibrox Stadium e no Dragão), ficou a um ponto dos 2 clubes que o antecedem na classificação do Grupo H. Para quem estava na iminência da eliminação, temos que concluir que "é obra."
Foi um jogo particularmente fora do comum para o Porto que Adriaanse concebeu esta época. Em 1º lugar, porque recorremos a um claro 4-4-2, jogando com dois avançados no centro. Em 2º, porque alinhou um dos dois únicos verdadeiros "trincos" do plantel (Assunção), libertando Lucho para o papel de médio-volante. 3º e último, porque da defesa que alinhou nos últimos jogos só sobrou Bosingwa.
Como a lógica é algo que por vezes "passa ao lado" do futebol, o Porto teve menos posse de bola (46%) do que o Inter, não usufruiu de nenhum canto, enquanto que os italianos dispuseram de 11!!!! Apesar disso, fez mais um remates que o adversário de hoje, ainda que o Inter de Milão tenha tido mais oportunidades de marcar.
Em seu desfavor, o Porto teve o árbitro russo, que poupou Córdoba, retardando o amarelo até ao insustentável, para além de lhe ter desculpado a expulsão a cerca de 10 minutos do final do jogo. Além disso, já nos descontos, não mostrou nenhum cartão a Júlio Cruz quando o argentino espetou a chuteira no ventre do Paulo Assunção. A repetição televisiva mostra a violência da agressão, mostrando também que o árbitro estava perto e de frente para o lance: nada aconteceu.
Co surpreendeu. Em particular porque arriscou mudar a sua equipa tipo num jogo de tudo ou nada. No sábado, as suas inovações falharam. Hoje, porém, é justo que se lhe atribua grande parte do mérito da vitória. Os coveiros do holandês vão ter que guardar o caixão, pelo menos, até ao próximo fim-de-semana.
O FCP foi feliz na forma como inaugurou o marcador, porque o golo terá contribuído para serenar os mais nervosos da equipa: Cech, Bosingwa, Assunção e Hugo Almeida. Por outro lado, marcar o 2º golo (com sorte mas também com mérito) e aguentar o resultado até ao intervalo foi a consequência de uma forma inteligente de gerir a posse de bola e do controlo da movimentação dos adversários de um modo rigoroso, mesmo sendo evidente que alguns jogadores do Inter são do melhor que há (Solari, Veron e Cambiasso) e ninguém os segura verdadeiramente.
A 2ª parte foi um aperto, não pelo volume de jogo criado ou pela pressão na área do FCP, mas pelas oportunidades que os italianos criaram, em especial, depois da entrada do Recoba. O Porto teve espaço para matar o jogo, mas não aproveitou os momentos em que o Inter foi apanhado em dificuldades. O Jorginho estava já muito desgastado, o Hugo Almeida tentou fazer tudo sozinho e o óptimo jogo do Quaresma não chegou para lhe dar o prémio que o esforço do nº 7 merecia.
Em termos de destaques individuais, gostaria de referir:
- a exibição do Baía, que fez tudo bem e não teria responsabilidades se o Milan tivesse marcado numa das 3 oportunidades soberanas de que dispôs;
- o trabalho individual e o esforço de marcação do Quaresma, ao qual só faltou fazer um golo;
- a consistência da actuação do Cech, que merece o benefício da dúvida e mais algumas entradas no 11 para mostrar o que vale;
- as recuperações de bola do Lucho e a segurança com que colocava a bola jogável para os seus companheiros da frente - hoje foi ainda mais claro que, com um Lucho mais fresco fisicamente, muita coisa poderia ter sido diferente no jogo com o SLB.
De resto, o Paulo Assunção, o Pedro Emanuel, o Pepe e o Alan não estiveram brilhantes mas deram um contributo determinante para esta vitória. Todos os outros cumpriram a sua obrigação, com especial relevo para a capacidade de luta do Hugo Almeida, mas também para o seu egoísmo na hora de decidir entre o remate e o passe.
Uma última palavra para os jornalistas que fizeram os comentários durante e após o jogo: o Porto não fez notoriamente um grande jogo, mas o simples facto de ter vencido um dos grandes clubes da Europa transformou as críticas cerradas dos últimos tempos em exagerados elogios a Co Adriaanse e à exibição da equipa. Esta gente é como os cataventos e a sua credibilidade é nula. Tudo é hiperbolizado: as vitórias e as derrotas. O Porto não foi "bestial" mas as "bestas" estiveram no lugar de comentadores encartados.

Dias da Cunha olha o horizonte e pensa: "Agora que me vou embora, esta minha pose dava uma imponente estátua em frente ao Alvalade XXI..." Vieira,a seu lado, envia uma sms a Zé Beiga: "Ó Zé, o Toino vai-se embora... Com quem vamos agora negociar a tanga do Manifesto, hã hã?"
Para os mais novos, sempre na ânsia de verem os seus comentários lidos, queria dizer que não é por escreverem em maiúsculas que se vão fazer entender melhor ou que vão obrigar os outros a lerem o que escrevem (eu, por exemplo, passo à frente textos totalmente em maiúsculas).
Pode ainda dar-se o caso de ser uma questão de ignorância. Já que ninguém nasce ensinado, eu dou o meu contributo para iluminar algumas mentes: para escrever como gente normal, é só carregar na tecla à esquerda do teclado que diz CAPS LOCK.
O pior que pode acontecer depois de uma derrota como a de sábado é começarmos todos a arranjar bodes expiatórios para esse desaire, sem atendermos ao que de bom e mau aconteceu anteriormente.
Gostaria de dizer que, para mim, o Co Adriaanse é um bom treinador. Disciplinador, com um modelo de jogo bem definido e com um percurso que, sem ser digno de um Mourinho, teve os seus pontos altos, nomeadamente, no AZ Alkmaar. É também casmurro, aventureiro (chamar ingénuo a um tipo com mais de 50 anos é coisa para palhaços como o Rui Santos...) e obstinado nas suas opções. Sim, faltou mais uma coisa: fala demais.
Eis os pecados do homem:
1º O Porto tinha a obrigação de acautelar a saída do Seitaridis, a pré-reforma do Jorge Costa e a eminente queda em desgraça do Nuno Valente; Co Adriaanse confiou nos jogadores de que dispunha (exceptuando-se o caso do Leandro) e/ou então ninguém na SAD lhe deu ouvidos. Em qualquer dos casos, ele falhou - ficamos com uma adaptação em cada uma das laterais (nenhuma delas brilhante) e dois suplentes sofríveis (o turco já se viu o pouco que vale e o eslovaco ninguém nos quer mostrar...). No centro, a coisa é ainda pior: o Ricardo Costa é uma aposta falhada, o Bruno Alves é um bruto, o Pepe é um incauto e só sobra o Pedro Emanuel. O Jorge Costa é, segundo o holandês, a 5ª opção.
2º O discurso dos lenços brancos e a sua negação. O homem nunca deveria ser tão taxativo quanto à hipótese de alguns adeptos lhe mostrarem o seu desagrado daquela forma, nem deveria dar o dito por não dito do modo que o fez. Dizer que os adeptos do SLB é que estava a acenar com lenços brancos foi a pior coisa de que o homem se havia de lembrar. De facto, nas bancadas portistas, o branco visível não era dos lenços, mas do verso das cartolinas azuis que serviram para a coreografia inicial. Ao dizer que se ia embora se lhe acenassem com os ditos, Adriaanse colocou-se mesmo a jeito.
3º A equipa não tem um líder em campo. O Pedro Emanuel não é um líder como o Jorge Costa e, para piorar as coisas, passou um mês no estaleiro por causa do Prso. Falta um jogador que ponha ordem naquilo quando as coisas correm mal - o pessoal é todo muito jovem e os que o não são também não servem para o papel (Benny e Jorginho). É mais uma questão de berro do que mística.
4º Precisamos de um médio defensivo que possa fazer o papel de 3º central quando a equipa defende muito atrás e que seja aquele que fica sempre para as dobras quando a equipa se atira ao adversário. O Costinha fazia ambos os papéis. O Raul Meireles só faz um deles mas tem o "plus" de construir jogo. Isto implicaria abdicar do Jorginho ou do Diego, fazer avançar o Lucho para a meia direita e ficar com o Ibson como médio-volante descaído para a esquerda. A equipa ficaria coxa a atacar, em princípio, do lado esquerdo, mas seguraria o jogo adversário. Neste figurino, o onze possível seria: Baía; Bosingwa, P. Emanuel, Pepe e C. Peixoto; R. Meireles; Ibson e Lucho; Diego ou Jorginho como posição "10"; Quaresma na direita e McCarthy ao centro. A alternativa que valeria a pena experimentar seria colocar o Lisandro como 2º ponta-de-lança e abdicar do médio ofensivo (ou seja, Jorginho e Diego no banco).
5º As críticas aos jogadores são para o balneário. Adriaanse tem o péssimo hábito de dizer que "x" falhou, "y" não estava concentrado, mas raramente atribui publicamente o mérito a quem tem um desempenho excepcional. Uma equipa ganha e perde em conjunto. Arranjar culpados é um acto de má educação e de má fé. Em termos práticos, o treinador é que é sempre o culpado, porque é quem escolhe os que jogam e, no presente caso, como jogam.
6º Não se pode jogar com o SLB como se joga com o Artmedia (embora o resultado tenha sido semelhante). Os jogadores do Benfica são tipos com "calo" (sobretudo Petit, Nuno Gomes, Simão, Luisão e Geovani), com o hábito de jogar em ambientes "quentes". E o o SLB actual é, sobretudo, tal como era com o Trap, uma equipa manhosa. Eles não precisaram de fazer nada de extraordinário para marcar 2 golos. Acima de tudo, o que eles conseguiram fazer melhor foi manter a nossa suposta veia atacante seca durante quase todo o jogo. E, já agora, colocar em campo um homem como o Alan foi uma invenção falhada.
7º As substituições tendem a ser tardias. Regra geral são feitas em desespero, colocando tudo o que há de disponível no ataque. A equipa fica desiquilibrada (mais ainda...) e acontecem coisas como aquilo que se passou na Madeira: os gajos que estavam em campo não souberam defender um 1-2 e permitiram um golo a uma equipa que jogava em inferioridade numérica.
Resumindo: o Adriaanse não é um estratega como o Mourinho; não tem o carisma do Wenger; não é um gentleman como o Fernandez. Porém, dado que não podemos ter nenhum dos dois primeiros (e o terceiro é um simpático frouxo), acho que prefiro mantê-lo por cá, desde que o homem saiba reconhecer os seus erros e reponha o equilíbrio na equipa. Além do mais, já me permitiu ver o Porto jogar de uma forma fantástica (contra o Belenenses), como eu já não me lembrava de ver há já mais de um ano.

Em primeiro lugar, quero agradecer aos adeptos benfiquistas que escolhem o Pobo do Norte para vir dar largas à sua alegria pela vitória de hoje. É com orgulho que constatamos que fazemos parte da vossa vida e vos chegamos ao coração. Continuem a passar por cá, mas com elevação. Não se esqueçam que ainda estão atrás, por isso só têm direito a festejar esta vitória, nada mais.
Do jogo de hoje só posso dizer que o FC Porto perdeu justamente. Aqui, adianto alguns factores que, na minha opinião, contribuíram para o desfecho (a ordem é aleatória):
1. Co Adriaanse optou, algo supreendentemente, por Alan em detrimento de Quaresma. Não sei em que terá pensado o treinador holandês, mas sei que aquilo que vi Quaresma jogar nos sub-21 daria para assegurar a titularidade de caras. O "cigano" está a atravessar um momento de grande confiança, mas o treinador não quis aproveitar. Seria Alan o jogador que Adriaanse terá pensado para travar as subidas de Nélson? Se assim foi, também falhou, já que no primeiro golo o lateral benfiquista agradeceu aquela auto-estrada.
2. O nosso meio-campo perdeu sempre para o do Benfica, principalmente na segunda parte, quando o cansaço se apoderou de alguns jogadores e Co Adriaanse decidiu jogar num 4-2-4. Isso via-se nas segundas bolas, que eram invariavelmente dos encarnados. E porquê? Em primeiro lugar porque Lucho Gonzalez, que chegou da selecção no dia anterior ao jogo e treinou apenas uma vez, pareceu cansado e, por isso, alheado do jogo. Depois, Ibson não pode acorrer a tudo e, ele próprio, a partir de certa altura, pareceu meio perdido na luta contra o meio-campo povoado do Benfica. Diego, já se sabe, não tem vocação defensiva. Com a saída de Lucho ficaram Diego e Ibson para fazer as despesas do meio-campo, com um Jorginho sem saber bem qual era a sua missão.
3. A saída de Lisandro Lopez, lesionado por uma entrada de Karagounis, foi talvez o pior golpe que a equipa poderia ter sofrido. Lisandro era o homem, talvez o único, que olhava os defesas contrários de frente e ia "para cima" deles. Até à sua saída, era ele quem dava dinamismo ao ataque. Depois da lesão, ficámos entregues a uns lampejos de Diego, já que quer Jorginho, quer McCarthy foram inexistentes. Já agora, começa a ser um mistério para mim a permanência de Jorginho em campo durante todos os jogos, quando se vê a olho nu que cai de forma de jogo para jogo. Quanto ao sul-africano, está a léguas do jogador explosivo que encantou o Dragão. A excepção foi o golo contra o Belenenses.
4. A defesa do FC Porto mostrou, mais uma vez, que não está à altura das exigências. Bosingwa esteve simplesmente desastrado, César Peixoto viu os golos benfiquistas serem fabricados pelo seu lado e, ofensivamente, foi muito discreto. Os centrais, bem, os centrais já passaram a fase da azelhice e entraram definitivamente na fase da anedota. Já li que o treinador não tem culpa de ter uma defesa medíocre. Pois não, mas penso que o podemos responsabilizar por não exigir à SAD o reforço da defesa. E, já agora, não podemos esquecer que foi ele quem escolheu esse projecto de defesa-direito chamado Sonkaya. E depois há aquele eslovaco que ninguém ainda viu jogar.
Foram estes os quatro pontos em que me parece que residiu a derrota de hoje (ontem). É que claro que poderia ainda falar daquele jogador do Benfica que hoje jogou, apesar de ter feito uma agressão na última jornada e sobre ele ter sido aberto o sumaríssimo mais longo da história do futebol. É que o futebol também se joga com este tipo de jogadas. Poderia ainda falar na habilidade do "Imbecílio" Baptista, durante a primeira parte, muito selectivo nas faltas que marcava e nas que deixava por marcar, com claro prejuízo para o FC Porto. Lembro-me, a título de exemplo, de uma obstrução a Lisandro à entrada da grande-área não sancionada e de uma "coisa" sobre Simão, já no final da primeira parte, uma "coisa" que eu não sei bem o que foi, mas que foi transformada em livre perigoso.
Apesar disto, repito: o resultado foi justo. Na primeira metade, as equipas equivaleram-se, com um certo ascendente do FC Porto e com um Benfica recolhido no seu meio-campo espreitando o contra-ataque. Na segunda parte, o Benfica teve um meio-campo mais coeso e soube aproveitar a mediocridade reinante na nossa defesa. Parabéns, mouros, mas atenção, agora só daqui a 14 anos!

Amanhã queremos um FC Porto Vintage como o da foto. Para honrar o passado e assegurar o futuro.
Da esquerda para a direita, em pé:
Freitas, Simões, Teixeira, Gabriel, Duda e Fonseca.
Em baixo:
Oliveira, Frasco, Gomes, Rodolfo e Costa.
O cromo disse que o que esses Srs. queriam era "sumaríssimos para toda a equipa profissional do Benfica", mas que mesmo assim viriam ao Dragão com com os juniores ou os juvenis para ganhar.
Alguém explica a este triste que a bosta de equipa que ele tem está a 4 pontos do Porto? Este gajo vive em que planeta? Não era este que dizia que o SLB iria ser o "maior clube do mundo" por esta altura? Ou será que ter ganho um campeonato sofrível ao fim de 10 anos de jejum lhe provocou este nível de insanidade?
Haja paciência. Aquela porcaria do Petit é uma vergonha, mas, nesta altura, eu quero é que tenham toda a gente disponível para o Dragão: assim não vão ter desculpas. Faltam 3 dias para a humilhação das aves depenadas! Força Porto!

O bilhetes anda muito atarefado e não tem tempo para gerir o caso Petit. Por isso confia essa "gestão" do caso à Comissão Disciplinar da Liga, comissão essa que está bem reforçada de elementos que tratam dos interesses do Benfica. Não sou eu que digo isto. Esta palavras são do próprio presidente da instituição:
"Luís Filipe Vieira diz que não tem tempo para «gerir» processos como o do sumaríssimo a Petit. O presidente do Benfica evitou alongar-se sobre o caso, depois de o F.C. Porto ter contestado a demora da decisão, que deverá permitir ao jogador actuar no Dragão.
«Não tenho muito tempo para estar a gerir processos desses. A Comissão Disciplinar da Liga está bastante reforçada, com uma estrutura paralela e profissionais para avaliar esses casos», afirmou o dirigente esta quarta-feira, durante uma cerimónia de apresentação do projecto do clube para a formação."
http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=595600&div_id=1456
Obrigado, bilhetes, pela sinceridade!
- ´Tou.
- Olá, Tiago, tudo bem?
- Quem fala?
- Zé Beiga... Sabes quem é? (risos)
- Ah... sim... boa tarde, como está...
- Estou bem, pá, e tu? Tudo bem contigo?
- Sim, acho que sim...
- Tens a certeza? Não te dói nada?
- Não, agora não... Mas ainda estou a recuperar do jogo.
- Mas já estás pronto para jogar, não? Aquilo não foi nada, pois não?
- Bem, na altura doeu bem...
- A sério? Aquilo não foi nada, ó Tiago... Foi um toquezito de nada... aliás ele quase nem te tocou... Para além disso, o jogo já 'tava parado.
- Não tocou, não... Você viu as imagens? Só eu sei...
- Pá, sabes como é o Petit, ele sente muito o jogo, mas não faz por mal, não é para magoar... E muito menos a ti, Tiago!
- A mim? Porquê?
- Eh, pá, tu és um "ganda" jogador... e o Benfica anda sempre atrás dos grandes jogadores... Aliás, o Petit e todo o plantel sabem que andamos de olho em ti já há algum tempo.
- Ai é?
- Então não tens lido a Bola? O teu nome tem sido referenciado e não é de agora. Acho que nos falta alguém como tu. Um jovem de grande valor, pá.
- Está-me a ligar então para me dizer que tem uma proposta para o Vitória?
- Bem, tudo tem o seu timing e as coisas, no futuro, podem, na realidade, proporcionar-se... Mas eu estou-te a ligar mais por causa do lance do Petit, percebes? Ele está com a merda do sumaríssimo em cima, pá, e tu sabes que ele não fez por mal.
- Eu sei que não fez por mal, mas magoou-me. Foi um lance perigoso... Agora, não credito que quisesse fazer-me mal...
- Pois aí é que está, Tiago, tu és um gajo que sabe ver as coisas como elas são. Agora, podias era dizer isso à comissão de inquérito, não? Fazias-me esse grande favor... E o Benfica não se esquecia de ti no futuro...
- Anda aí pessoal a dizer que vocês iam fazer comigo o que fizeram com o Alex quando foi o sumaríssimo ao Simão...
- Eh, pá, mas o Alex já era nosso jogador e tu ainda não és... Esses gajos que falam são uns gangsters, pá! Gangsters, percebes?! Não ligues a esses gajos...
- Mas as situações são parecidas...
- Oh, Tiago, e diz-me uma coisa, o Alex não está bem? Não se resolveu tudo bem para todas as partes? Ninguém saiu prejudicado...
- Sim, realmente...
- Olha, pensa lá no caso, porque vais ser testemunha abonatória do Petit...
- Ok...
- Tiago, grande abraço, sou teu fã!
- Ah... ok, obrigado... um abraço.
- Amanhã ligo-te, campeão!
A Selecção Portuguesa venceu ontem à noite uma potência do futebol mundial pelo tangencial resultado de 2-1. Ou, pelo menos, a julgar pelos títulos dos desportivos, foi isso que aconteceu.
A minha visão do que se passou ontem em Aveiro é muito diferente: aquele jogo foi o resultado da pobreza de ideias do Sr. Scolari, da sua falta de ambição e da notória má escolha dos jogadores.
Em 1º lugar, parece que o Sr. Scolari já tem os seus eleitos cativos há muitos meses. Ou seja, joguem ou não merdosamente, surjam ou não atletas em melhores condições, são aqueles jogadores que nos representarão no Alemanha 2006. Aliás, o próprio 11 já está fixado. Para quem achava que a vinda deste brasileiro faria com que acabasse essa lusa mania das "vacas sagradas", a lição está dada.
O que provoca admiração é a tolerância da comunicação social, ou, melhor dizendo, talvez não: afinal, o dito senhor celebrizou-se devido à sua antipatia pelo FCP e por ter excluído aquele que foi considerado no ano do Euro como o melhor GR europeu!
O jogo de ontem serviu para demonstrar que Scolari é um treinador medroso e que mesmo contra uma equipa do 3º mundo futebolístico joga como se estivesse face ao Brasil: no seu teimoso 4-2-3-1, com os jogadores do costume, estejam ou não em boa forma.
Mas o maior problema da nossa selecção não é a falta de modelos tácticos alternativos. O que verdadeiramente preocupa é o modo como se definiu um grupo de jogadores.
Na baliza, continua o inamovível Ricardo, que em 3 intervenções no jogo cometeu outros tantos erros. Como alternativa, tem um Quim que também é suplente (justamente, digo eu) no seu SLB. Aliás, Scolari disse no final do jogo que 2 GRs já estavam escolhidos e que só faltava definir o 3º! A 9 meses da fase final, com um suplente sem ritmo de jogo e um titular que é o ponto mais fraco desta selecção, o homem só pode estar a brincar.
Na defesa, num jogo como o de ontem, o lateral direito deveria ter sido o Miguel - é o lateral que melhor ataca. O Paulo Ferreira não está num momento brilhante de forma e partilha com o Ricardo a responsabilidade pelo golo que sofremos.
Os centrais são de facto o melhor que temos, mas, em contra-partida, o Nuno Valente esteve mal – levou o primeiro amarelo por causa de um carrinho fora de tempo (no meio campo adversário…) e, 10 minutos depois, meteu a mão à bola para cortar uma jogada de relativo perigo. Teve a sorte do árbitro polaco ser muito condescendente com a utilização das mãos, como se veria mais adiante…
Do meio campo para frente, o Pequenino foi claramente o melhor, logo ele que até nem é um dos “titulares”: o Maniche esteve francamente mal, o Simão fez o que costuma fazer na selecção (ou seja, nada), o Figo tentou fazer coisas para as quais já não tem velocidade ou capacidade de choque e o Ronaldo tentou fazer tudo sozinho, jogando para a galeria. O homem dos Açores esteve demasiado sozinho e falhou aquilo que um ponta-de-lança não pode falhar.
Portugal precisava de um ponto e conseguiu três, disseram os comentadores – “Scolari foi realista”. A verdade porém é que Scolari se contentou com muito pouco, porque o melhor que estes Srs. do Liechtenstein tinham conseguido fazer em solo lusitano havia sido perder por 5-0.
Num jogo como aquele, era por demais evidente que, com a agravante da ausência do Deco (que, sem o Rui Costa disponível, não tem um suplente decente), o Nuno Gomes deveria ter alinhado de início. O homem anda inspirado e sempre teve veia goleadora para a Selecção. Aliás, bastou uma mão cheia de minutos para que ele fizesse o golo que nos deu a vitória.
Em suma, estou farto do Sr. Scolari e não alinho com aqueles que dizem que o homem teve o discernimento para alterar a equipa em pleno Euro 2004, depois da 1ª derrota com a Grécia. “Discernimento?” O homem teve mais de um ano para ver aquela equipa jogar e só descobriu que o Couto não servia, que o Maniche tinha lugar no 11 e que o Rui Costa já não era superior ao Deco depois da barracada da selecção no Dragão? Ou será que ninguém se lembra que o homem relegou o Nuno Gomes para o banco em nome da titularidade de um avançado que não marcou um único golo em toda a competição?
Será que agora vamos ter que esperar pela derrota no 1º jogo da fase final do Campeonato do Mundo para que ele resolva tirar da baliza o infeliz do Ricardo (e colocar em campo o 3º GR, que eu aposto ser o Moreira), relegar o Figo para o banco e excluir o Hugo Viana?
Uma vez que a vitória sobre o Benfica é certa, resta saber por quantos vai ser o massacre. Eu apresento a equipa que, para mim, pode dar-nos essa alegria. Uma alegria que será três de diferença no mínimo.
Na baliza, Vítor Baía, sem dúvida.
Na defesa, Bosingwa do lado direito, César Peixoto do lado esquerdo. Apesar das dificuldades recentes do Bosingwa a defender, ele é o jogador mais rápido para se opôr ao Simulão. No meio, eu optaria por Bruno Alves e Pedro Emanuel. O primeiro porque precisamos de quem jogue bem nas alturas, para se impôr ao Luisão, que até marca golos com a nuca como aconteceu no ano passado em Alvalade. Quanto ao Pedro Emanuel, a sua experiência é indispensável num jogo como este. O Ricardo Costa tem de encostar no banco pois não tem condições para ser titular neste momento.
No meio-campo, eu não mexia. Ibson, Lucho e Diego dão garantias. A única "nuance" que eu poderia admitir era a saída de Ibson para a entrada de Raul Meireles.
No ataque: Quaresma, McCarthy e Lisandro. Jorginho tem vindo a decrescer em influência e Lisandro é "de caras" titular nesta equipa, dê por onde der. Se Co Adriaanse não quiser abdicar de maneira nenhuma de Jorginho, então eu era capaz de assumir o risco de ter McCarthy no banco e lançar Lisandro para a posição de ponta-de-lança.
Que acham, portistas?

Depois da vitória no Torneio dos Campeões, em basquetebol, hoje foi a vez do hóquei em patins. O F.C. Porto venceu a Supertaça António Livramento, ao derrotar o Benfica por 5-2, no jogo da 2ª mão da competição, que se realizou em Fânzeres.
Depois da conquista do tetracampeonato e da Taça de Portugal, os Dragões alcançam assim o pleno, no que respeita às vitórias nas competições referentes à temporada transacta, o que confirma o total domínio portista no panorama nacional da modalidade.
O Guardabel já aqui referiu a proeza (mais uma!) do Petit, que conseguiu fazer uma falta para vermelho directo, depois do árbitro ter interrompido o jogo, e mesmo assim sair dali sem um amarelo sequer. É verdade que um dos jogadores do Guimarães, mais adiante no jogo, o pisou propositadamente mas era uma escandaleira ser expulso por ter agredido um jogador que já nem sequer deveria estar em campo, não é?
Tudo isto seria "futebol", como se diz por estas paragens, se os SLBs não andassem todos assanhados com a árbitragem do Duarte Gomes na Madeira. Mas sobretudo, tudo isto deixaria de ser anedótico se, tal como aconteceu com vários jogadores do Porto na época passada, fosse efectivamente usado o expediente dos "sumaríssimos".
Os srs. da Liga tiveram a oportunidade de ver as duas sarrafadas, a do Petit e a do Medeiros: vamos ver se têm coragem de lhes aplicar os 2 joguitos de suspensão que propuseram. Por bem menos foi suspenso o Seitaridis. Mas não dá jeito abdicar do Pequenino para o Dragão, pois não?
Aproveito para dizer que só não perderam em casa com a equipa do Pacheco porque tiveram muita sorte. Sorte nos golos que o Vitória falhou, sorte por o árbitro vos ter deixado chegar ao fim do jogo com 11 depois do que o Petit fez e ainda mais sorte no modo como o Simulãozinho marcou o golo da vitória. Mas eu prefiro assim. Quero que venham cheios de alma e fé ao Porto, para que, se o Cunha Leal não vos valer, sairem daqui com o rabinho entre as pernas.
Por último, ocorre-me dizer o seguinte: tendo em conta os títulos dos jornais de hoje, deu-me a impressão que o SLB estava na liderança do campeonato. Fui confirmar: afinal, estão em oitavo, a 4 pontos da liderança! Ouviram bem? OITAVO!

O basquetebol portista começou a época a ganhar com a vitória no Torneio dos Campeões. A classificação ficou assim ordenada:
1º lugar - FC Porto
2º lugar - Ovarense
3º lugar - Queluz
4º lugar - CAB
5º lugar - Oliveirense
Último lugar - Benfica

Temos uma equipa praticamente nova. Partiram Heshimu Evans, Ian Stanback, Elvis Évora e José Costa, entre outros, mas, ao que tudo indica, reforçámo-nos com jogadores de qualidade. Em primeiro lugar, deu-se o regresso de Scott Stewart, pedra-base do título de há dois anos. Contratámos os norte-americanos Lorenzo Orr e Reed Rawlings e o australiano Axel Dench, sendo de destacar o primeiro, que foi considerado o MVP deste Torneio dos Campeões. Parece-me que será desta que vamos ter um post de grande qualidade. Ainda no que se refere a postes, o espanhol Emiliano Morales também reforçou o Dragão, sendo que se trata de um jogador com larga experiência a jogar em Portugal. Reed Rawlings é extremo e parece-me ser um jogador bastante regular, daqueles que, sem dar espectáculo, fazem as coisas bem feitas. O último grande jogador que passou pelo FC Porto com esse perfil chama-se Jarred Miller.

Este "artista" conseguiu hoje um feito assinalável. De uma só vez conseguiu mandar para a enfermaria o jogador mais perigoso do Guimarães (Targino) e conseguiu não ser expulso por esse lance assassino (nem amarelo levou). É obra!
Caríssimos Srs.
Venho por este meio candidatar-me ao posto de jornalista desportivo da vossa estação televisiva, na variante de repórter de campo e/ou relatador de futebol.
Não possuo qualquer licenciatura no ramo do jornalismo desportivo, nem me posso valer de qualquer experiência prévia na rádio. Nem sequer conheço alguém que me possa "recomendar". Contudo, dada a falta de exigência a vários níveis que parece nortear a vossa escolha de jornalistas para acompanhar um jogo de futebol, só posso concluir que, com os meus conhecimentos razoáveis sobre o fenómeno desportivo (leio muitos jornais e estou sempre atento à Net), estou em óptima posição para corresponder às exigências deste desafio.
Este súbito desejo de pertencer aos vossos quadros surgiu neste Domingo, ao visionar a transmissão do Marítimo-FC Porto. Constatei que o conhecimento das regras de futebol não é condição para exercer o cargo de jornalista desportivo, o que muito me agradou, pois alivia sobremaneira a pressão a que o pobre trabalhador está sempre sujeito no desempenho das suas funções. Foi com um sorriso complacente que ouvi o vosso repórter madeirense dizer, a dada altura, "Eu não tenho bem a certeza do que vou dizer, mas acho que um jogador mesmo estando fora do campo conta para o fora-de-jogo". Acima de tudo, tocou-me no coração o aviso pungente do repórter sobre as dúvidas que o assolavam naquele momento. Fosse este tipo de sinceridade utilizado por todos os que praticam esta nobre profissão e o futebol não estaria como está. Fica ainda provado que o futebol é mesmo para todos e a profissão de jornalista para muitos mais.
Outro facto decisivo nesta minha repentina opção pelo jornalismo desportivo foi constatar a inexistência de quaisquer barreiras à expressão dos sentimentos do repórter. Eu, que pensava que o jornalismo deveria manter, tanto quanto possível, uma equidistância saudável em relação às partes em competição e que se devia abster de formular juízos-de-valor. Nada disso. Achei saudável a forma como o relatador exultou com os golos do Marítimo. E compreendi que a falta de entusiasmo face aos golos do FC Porto só pode ter sido resultado do extremo cansaço que os festejos dos golos insulares provocaram. Acima de tudo, um repórter não é uma máquina.
Num outro momento, o senhor que relatava o jogo, uma voz bem conhecida da rádio, mas cujo nome agora não me recordo (espero não ser "chumbado" por este lapso), decidiu dissertar sobre as últimas semanas do treinador do FC Porto, apontando alguns factos que, no seu entender, eram falhas do sr. Adriaanse. Entre estas falhas estava o facto de o senhor Adriaanse ainda não falar português, "ao contrário de outros treinadores que logo aprendem a nossa língua." Achei bastante oportuna esta observação do vosso perspicaz repórter pois, para além de ser fundamental para o que se estava a passar em campo, ela demonstra uma acérrima defesa do património nacional por parte do vosso repórter, o que é de louvar.
Creio ter exposto com clareza os motivos desta minha candidatura, pelo que fico a aguardar o contacto de V. Excias. Sem outro assunto,
Subscrevo-me com consideração,
guardabel
Existe um benfiquista com uma fixação anormal pela "vaselina" que ficou muito excitado com o empate do FCP: a ti, meu caro anormal, te digo que quer o SLB vença ou perca o próximo jogo, a tua equipa entrará no Dragão sem nenhuma possibilidade de nos superar na classificação.
Quanto ao que interessa, entendo que o Porto de Co fez o seu pior jogo da temporada e, sobretudo na 1ª parte, foi uma equipa completamente à deriva. Aliás, o Marítimo surpreendeu-me, mas os jogadores do FCP é que falharam: a 2ª bola era sempre para o adversário, os nossos defesas eram sempre batidos em velocidade e o meio campo (Lucho+Ibson) era curto para a quantidade de médios dos madeirenses, porque Diego e Jorginho nem atacavam nem defendiam.
No meio daquela desgraçada 1ª metade, a sorte sorriu-nos quando o árbitro anulou (e bem) o que poderia ter sido o 2-0: o Bruno Alves estava efectivamente dentro do campo, mas era o único jogador do FCP entre o avançado que rematou e a linha final (dado que o insular estava ligeiramente adiantado em relação ao Baía). Igualmente feliz (para nós) foi o remate do Manduca ao poste esquerdo e a sua posterior lesão.
A substituição do Diego (ou do Jorginho) era previsível porque o Porto precisava de mais alguém a disputar a posse de bola no meio campo. Saiu o ex-Peixe e entrou Assunção. Aos poucos, o FCP lá foi fazendo o Marítimo recuar, pese embora não conseguisse criar perigo.
Co começou a perder a paciência e, em boa hora, colocou o Lisandro em campo, logo seguido pela entrada do Hugo Almeida. E foi assim, com a artilharia pesada toda em campo, mesmo sem grande organização, que o Porto chegou ao empate. Primeiro foi um portentoso remate do argentino, na sequência de um passe involuntário de Valnei. O segundo golo aconteceu a 15 minutos do final e nasceu de um canto do Marítimo, que resultou numa cavalgado louca do Peixoto e Cia até à área onde só encontrou Marcos pela frente.
Porém, faltavam cerca de 5 minutos para o fim e o Marítimo já jogava com 10 quando o recuo negligente dos jogadores do Porto permitiu que um jogador verde e rubro recebesse a bola nas imediações da área sem ninguém a perturbá-lo, rematasse para o poste mais longe e fizesse o empate. Desta feita, os críticos de Adrianse não podem dizer nada: o homem mandou-os recuar - o problema foi que eles recuaram em demasia e sem fazer pressão sobre o adversário. A lentidão como o Baía se fez à bola também ajudou à festa.
Depois foi o desespero e, se é verdade que fomos felizes na maneira como chegamos ao empate, só por azar não marcamos o terceiro quando o Marítimo já jogava com 9.
Em suma, foi mau demais. Mesmo com aquela desgraçada 1ª parte, era nossa obrigação aguentar a vantagem obtida com o golo do Peixoto. Faltou, mais do que experiênca, muito nervo. A equipa foi soft na forma como defendeu e pagou cara essa atitude. Em compensação, os jogadores do Marítimo abusaram da rudeza ou do salto para a piscina (aquele Sergipano passou o jogo todo a atirar-se para o chão e quase sacava um penalty na 1ª parte).
Uma última referência aos jornalistas (?!) que narraram e comentaram o jogo para a TVi: a alegria transbordante que se adivinhava na voz quando o Porto perdia degenerou num tom monocórdico quando os azuis passaram para a frente. Além disso, os comentários foram sempre uma forma de explicar os golos, isto é, falar bem ou mal consoante quem marca. Na realidade, o anti-portismo reinante nos media poucas vezes terá sido tão evidente.