setembro 30, 2005

O Post e as postas

Em 1º lugar, gostaria de agradecer a atenção dispensada ao meu post sobre o jogo do FCP com o Artmedia. Não me admira que os portistas queiram comentar a visão de um portista sobre um jogo do nosso clube. Por outro lado, espanta-me o número de mentecaptos do SLB que, para lá de nem saberem escrever, usam maiúsculas de forma sistemática. É uma honra saber que um blog sobre o FUTEBOL CLUBE DO PORTO (o bold é propositado...) suscita tantas atenções nas hostes da águia falida.

Como o GuardAbel já referiu, eu também estou indignado por o Sr. Co Adrianse ter posto o FCP a jogar futebol que dá prazer ver e, sobretudo, não lhe posso perdoar o facto de estarmos em 1º lugar no campeonato, logo agora que eu me estava a habituar à ideia de que na "Liga APAF" o primeiro lugar era atribuído pelo Cunha Leal.

Agradeço então a solidariedade de todos os rústicos do SLB que só comunicam por insultos (têm um vocabulário um bocadinho limitado, mas nota-se que já conseguem escrever algumas frases sem falar do PC, dos árbitros e o Apito Dourado) e percebo a vossa fúria - o Cunha Leal não cumpre o que promete, os 6 milhões não chegam para encher a banheira da Luz e o vosso holandês tem a coerência táctica de um bêbado a subir a calçada.

Faço votos que o dia do FCP-SLB chegue depressa para que o treinador holandês que nada ganhou até à data possa explicar ao treinador holandês que parece que já ganhou alguma coisa como é que se joga futebol e se marca golos (sem a ajuda da APAF...).

Publicado por poncio em 10:01 PM | Comentários (15)

setembro 28, 2005

A história repete-se

Já aqui havia escrito que esta equipa, jogando bem melhor do que a do ano precedente e, a espaços melhor do que as equipas de Mourinho, não tem dimensão "Europeia". Claro está, não esperaria que o Artmedia pudesse colocar as nossas fragilidades tão expostas. Infelizmente, a história dos resultados menos bons deste FCP 2005/2006 está intimamente ligada a duas situações: o Porto falha demasiados golos e concede-os com uma facilidade assustadora.

Desta vez, o FCP precisou de 28 remates para marcar 2 golos. O facto de apenas 12 terem ido à baliza também explica esta situação. Por seu lado, o Artmedia precisou apenas de 4 remates, 3 dos quais foram à baliza, para obter o resultado que se sabe... Parece incrível, mas é verdade. A outra verdade é que precisaremos de muita sorte para ir além da 1ª fase da Champions: obter 10 pontos em 4 jogos (2 com o Inter...) é capaz de ser pedir demasiado a esta jovem equipa.

Mas se nos quisermos abstrair das estatísticas para fazer uma análise mais subjectiva, o que me ocorre dizer é que uma equipa como o FCP não pode perder um jogo que vencia e convencia até aos descontos da 1ª parte. Muito menos no Dragão e com 64% de posse de bola. Aliás, é fácil de perceber que esta derrota, sem ter sido um acaso, foi uma espécie de prémio do EuroMilhões para os forasteiros: o guarda-redes eslovaco defendeu milagrosamente o remate do Diego que nos daria o 3-0 pouco antes do Artmedia reduzir para 2-1.

Vamos agora falar dos jogadores, do treinador e, porque não, do árbitro (que também deu o seu contributo para a festa do Artmedia). Em 5 níveis:

Muito mau
Ricardo Costa, porque falhou sempre que foi necessário intervir em jogadas com o mínimo de exigência (passar a bola para o lado não conta...): falhou um golo quando estava isolado e deixou-se antecipar no lance do 3º golo. É um bom potencial suplente; não é mais do que isso.

McCarthy, porque depois do óptimo jogo de sábado fez um jogo algo esforçado mas nunca foi decisivo; em 3 oportunidades falhou 3 vezes - foi uma noite para esquecer.

Mauzinho
Co Adrianse, porque demorou a reagir à desacelaração da equipa, retardando as inevitáveis substituições e, pior do que isso, deixou Lisandro no banco. Além do mais, começa a parecer-me que tirar o Diego é uma substituição automática neste FCP (faz lembrar o tempo em que o Rui Jorge era sempre o 1º a sair, quer estivesse a jogar bem ou mal).

Bosingwa e César Peixoto, porque foi pelo lado do 1º que os eslovacos fizeram a festa e, no caso do 2º, porque nunca foi o ala esquerdo de que a equipa precisava.

Alan, entrou mal no jogo e foi vítima da condescendência do árbitro. Entrou demasiado tarde e não teve muitas oportunidades de usar a sua velocidade.

O árbitro, porque ao poupar o 2º amarelo a Petras (falta sobre o Quaresma -agarrou-o depois de o nosso artista lhe ter passado a bola por entre as pernas) criou as condições para a desgraça que se seguria; pior do que isso, sem serem duros, os eslovacos fizeram muitas faltas feias durante e 1ª parte, cortando jogadas perigosas ou recorrendo a tackles por trás, mas o 1º dos 5 amarelos mostrados a jogadores do Artmedia foi atribuído aos 56" (3 deles foram mostrados nos últimos 5 minutos...). Além disso, não compensou devidamente as perdas de tempo e as lesões.

Nem bom nem mau
Jorginho, porque fez coisas bonitas mas desapareceu do jogo demasiadas vezes; deveria ter saído em lugar do Diego. Teve o mérito de realizar o rápido lançamento que colocou a bola no Diego no lance do 2º golo do Porto.

Baía, que teve uma intervenção meritória imediatamente antes do 2º golo do Porto mas deveria ter feito mais no lance do 3º do Artmedia.

Bruno Alves, porque não foi por culpa deste central que, francamente, não é um dos meus favoritos, que o Porto perdeu. Teve uma cabeçada perigosa no final do jogo. Quando o Pedro Emanuel voltar, o sacrificado deverá ser o Ricardo Costa.

Ibson, naquele seu estilo dinâmico, fez muito mas poucas vezes bem, sobretudo no último terço do terreno. Corre mais do que o Maniche dos bons velhos tempos, mas não faz um passe longo com acerto e é uma completa nulidade a rematar. A razão da sua colocação à frente do Lucho Gonzalez é para mim um completo mistério.

Positivo
Diego, apesar de empastelar sempre um bocadinho o jogo, saiu quase sempre bem dos duelos directos com os eslovacos. Marcou um bom golo e só por azar não marcou o 3-0 (o toque salvador do guarda-redes é meramente instintivo). Foi sempre quem construiu jogo e apareceu bem na área - não deveria ter sido substituído.

Lucho, o nosso melhor jogador não foi o melhor jogador da equipa, mas apareceu nos bons momentos. Melhor dizendo, quando Lucho recuou (depois do 2-1) o Porto deixou de fazer aquelas magníficas trocas de bola junto da meia lua. Além do mais, joga bem de cabeça (como foi visivel na forma como cabeceou para o 1-0) e remata bem de longe. O problema é que joga longe demais da área adversária.

Hugo Almeida, no pouco tempo que esteve em campo fez-se logo notar. Ganhou lances de cabeça e até venceu a oposição adversária nos flancos. Mostrou que merecia ter entrado mais cedo, mas, para o último assalto, deveria ter tido Lisandro como parceiro de ataque em lugar do desinspirado sul-africano.

Muito bom
Quaresma, que desta vez não fez nenhum milagre artístico, jogou sempre com a equipa, correu quilómetros e até defendeu (viram quem tentou impedir que a bola entrasse no lance do 2º do Artmedia?...). Ameaçou perder a cabeça no final tal era forma como estava inconformado com o resultado. O cruzamento à Drulovic que resulta no golo do Lucho é... um luxo! Se não tiver nenhuma recaída de narcisismo, o lugar de extremo direito é dele.

Resumindo: o FCP perdeu um jogo que não lhe era permitido perder. Perdeu por culpa própria porque, se é verdade que estes eslovacos não são assim tão toscos, é também evidente que dão muitos espaços na defesa e não têm sequer nenhum jogador de nível mediano (para o standard da Champions, pelo menos). O Porto de Adrianse é uma equipa de risco, que joga para marcar muitos golos. Todavia, correr aqueles riscos todos, falhar as oportunidades e, last but not least, ter uma defesa tão fraquinha, é demasiado. E com muito azar à mistura, até dá para perder com equipas como o Artmedia. Esperemos que se corrija a situação da defesa na reabertura do mercado.

Não acredito em vitórias morais e estou chateado com esta derrota. Por outro lado, acredito muito nesta equipa e na sua forma de jogar: é um tipo de futebol me dá prazer ver até nas derrotas.

Publicado por poncio em 11:26 PM | Comentários (55)

Ronald Kagão

Aos 79 minutos saiu Miccoli com cara de poucos amigos e entrou João Pereira. Com essa substituição o treinador do Benfica dizia a toda a gente que ocupava o seu lugarzinho em Old Trafford e também ao jogadores em campo que preferia aguentar o 1-1 do que "ir para cima" dos ingleses e tentar a vitória. Correu mal e o treinador do Benfica vai ficar recordado como aquele treinador que desperdiçou a oportunidade dourada de ganhar ao Manchester United na sua própria casa.

Não tenhamos dúvidas: este foi o MU mais fraco de sempre, uma equipa a anos-luz daquela que "engoliu" meia-Europa (nós incluídos) há alguns anos. E o Benfica tinha aqui aquele momento na história que devia agarrar com unhas e dentes. Não quis, o seu treinador não quis. Eu só deixo no ar esta pergunta:

Que faria o general Co com aquele jogo?

Publicado por guardabel em 08:21 AM | Comentários (24)

setembro 26, 2005

Porque acima de tudo sou português:

FORÇA CRISTIANO RONALDO.

Publicado por guardabel em 06:13 PM | Comentários (28)

setembro 25, 2005

A Máquina

Ontem o FC Porto foi aquilo que mais se aproxima de uma máquina de jogar futebol. Dominou o adversário, jogou ao ataque, fez o que quis do jogo e deu espectáculo. Não admira a média de espectadores que o Dragão tem nesta época. Ontem foram 41 mil e algo me diz que nos próximos jogos vai aumentar.

Depois de vermos a exibição de Sonkaya em Braga, o Bosingwa até parece o Cafú a fazer o corredor-direito. César Peixoto surpreende-me de jogo para jogo. Bruno Alves está seguro. Só Ricardo Costa destoou, cometendo erros infantis que costumam sair caro a este nível. É assustador constatar as suas limitações técnicas no momento do domínio de bola ou do passe.

Ibson convenceu-me de vez, eu que preferia o Raul Meireles. Não há volta a dar. Aquela formiguinha brasileira mexe com o jogo e dá-lhe uma dinâmica fantástica. Diego fez passes primorosos, mas quando macado em cima tem dificuldades em progredir com a bola. Mesmo assim, está mais solto do que no ano passado.

Lucho merece um parágrafo só para ele. O homem encheu o campo. Todo o jogo da equipa passa por ele e é ele quem dá as coordenadas. A roubar bolas ou a passar para os companheiros, temos aqui um jogador de classe mundial. Falta-lhe o golo, que já merece como poucos.

Jorginho é sempre um perigo, mas está a ser algo perdulário. Marcou um golo fácil, mas falhou dois or ventura ainda mais fáceis. Quaresma, o mal-amado por muitos (eu também), pelo seu individualismo, está diferente. Joga para a equipa, passa a bola, não inventa. Assim, sim, temos ali um jogador valiosíssimo. Depois, bem, depois, surgiu finalmente McCarthy a marcar um golo como só ele é capaz. E se aquele toque de calcanhar entra...

Quando olhamos para o banco de ontem, vemos que havia lá nomes como Lisandro, Hugo Almeida e Raul Meireles. Está tudo dito. O argentino ainda foi a tempo de mostrar classe, e só Marco Aurélio lhe tirou a glória de marcar um golaço.

Alguns adeptos ressabiados (pensavam que o FC Porto ia escorregar) não se cansam de referir dois supostos erros do árbitro neste jogo. Vamos lá ver:

No lance do fora-de-jogo, há a rapidez do lance como atenuante. Mas não é só: o Jorginho fica em fora-de-jogo quando o McCarthy toca de calcanhar, desviando o passe de outro jogador. É bem possível que o árbitro-assistente nem se tenha apercebido deste toque, e, na dúvida, fez o que as recomendações da UEFA dizem: beneficiar quem ataca.

Quanto ao penalty, eu, que estive no estádio, nada vi. Leio hoje os jornais, nada leio sobre isso. Vejo os resumos da TV, nada vejo referido. Que jogo terá sido esse em que houve um penalty por marcar contra o FC Porto?

Publicado por guardabel em 11:56 PM | Comentários (8)

setembro 24, 2005

Clássico azul

SousaDjão
Sousa e Djão - o clássico nos anos 80

Um clássico em tons de azul é sempre bonito. Que ganhe o melhor e que o melhor seja o FC Porto.

Publicado por guardabel em 04:58 PM | Comentários (3)

setembro 21, 2005

Ibson é o preferido

Ibson

Está encerrada a botação que perguntava quem deveria ser titular, Ibson ou Raul Meireles. O resultado não deixa margem para dúvidas:

IBSON - 68% (92 votos)
RAUL MEIRELES - 26% (36 votos)

6% (8 votos) acharam que eles devem ser os dois titulares.

Para mim, foi uma escolha difícil, mas acabei por votar em Raul Meireles. Se Ibson é um jogador mais dinâmico do que Meireles na transposição defesa-ataque, o português é mais cerebral, tem mais qualidade ao nível do passe (curto e longo) e remata melhor que o brasileiro. Ibson tem tendência a errar muitos passes pois o seu futebol é muito rápido, mas menos rigoroso. Ao nível da agressividade defensiva, acho que Ibson é melhor.

Publicado por guardabel em 03:10 PM | Comentários (24)

Dragão lidera

Haverá algum iluminado benfiquista que explique os números da notícia em baixo, especialmente tendo em conta que o seu clube foi finalmente campeão depois de 11 anos a seco e o FC Porto teve uma época decepcionante no ano passado?

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FC PORTO LIDERA EM ESPECTADORES
Estádio do Dragão também vai na frente

O FC Porto é o clube da Liga que regista a melhor média de assistência, com 43.319 espectadores em dois jogos disputados no Dragão. Seguem-se Sporting (37.473 espectadores) e Benfica (28.388).

A expectativa para a recepção, sábado, ao Belenenses é de mais uma casa a rondar os 40 mil espectadores. Ao compromisso com os azuis do Restelo segue-se o primeiro jogo da época da Liga dos Campeões no Estádio do Dragão.

www.record.pt
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Publicado por guardabel em 02:07 PM | Comentários (6)

setembro 19, 2005

++ e --

++

- O McCarthy jogou.
- O Bruno Alves merece mais oportunidades.
- O César Peixoto está a ultrapassar as expectativas.
- O Lucho fartou-se de recuperar bolas.
- O Ibson deu grande dinâmica ao nosso meio-campo.
- O jogo, apesar do 0-0, foi emocionante e bem jogado.
- Continuamos a saber jogar ao ataque.
- Continuamos invictos, o que, tendo em conta que já passámos Braga, é bom.

--

- Não ganhámos.
- O Sonkaya não é mesmo jogador para o FC Porto.
- O Jorginho está a descer de rendimento.
- Não marcámos qualquer golo, o que aconteceu pela primeira vez esta época.
- O Lucho está a ser sub-aproveitado em termos ofensivos.
- O Ibson podia ser mais esclarecido no ataque.

Publicado por guardabel em 11:17 AM | Comentários (24)

setembro 16, 2005

Isto está bonito, está!

Nada melhor que ir a Braga depois de uma derrota infeliz em Glasgow para ver que equipa realmente temos. É este, na minha opinião, o primeiro grande teste da época. O Braga está bem, joga um futebol positivo e há quem diga que já são candidatos ao título. Eu prefiro esperar para ver. O que é certo é que, dadas as circunstâncias, temos aparentemente tudo contra nós. Senão vejamos:

1. A forma como perdemos em Glasgow pode fazer baixar a moral dos menos fortes psicologicamente. A defesa está permanentemente debaixo de um fogo cruzado, desde a imprensa até aos próprios portistas que não compreendem a razão de tão fraco investimento num sector que foi, durante anos e anos, a pedra basilar de todas as conquistas.

2. Quase uma equipa completa lesionada: Hélton, Jorge Costa, Pepe, Pedro Emanuel, Bosingwa, Bruno Moraes, Sokota, Hugo Almeida, Lisandro e Postiga. Com um plantel ao princípio excedentário, Co Adriaanse terá agora para Braga menos alternativas do que o habitual. Uma coisa é certa: o banco de suplentes ficará mais pobre.

3. O caso McCarthy está a atingir o limite do insuportável e não sei até que ponto não está a afectar o balneário. O jogador está nitidamente a forçar as coisas com a intenção de sair do clube. Ao desrespeitar o treinador e as regras do cube, obriga à sua exclusão, o que, ironicamente, serve os seus propósitos. Eu acho que a melhor maneira de contrariar este estúpido braço-de-ferro era mesmo pô-lo a jogar e aí dissipar-se-iam todas as dúvidas sobre o profissionalismo do sul-africano.

Publicado por guardabel em 07:34 PM | Comentários (6)

setembro 14, 2005

A falta

Baía é carregado por Prso
Foto de Vítor Garcez/ASF

Publicado por guardabel em 04:59 PM | Comentários (31)

setembro 13, 2005

Há noites assim

Antes de mais, é importante dizer que o FCP perdeu o jogo com o Rangers porque falhou, quer na defesa, quer no meio campo e, sobretudo, no ataque. Não foi pelo árbitro, que validou um golo irregular mas poupou-nos a um penalty que poderia ter dado o 2-0. E, é justo que o digamos, também faltou aquela ponta de sorte (que sobrou para os escoceses).

O Porto entrou bem no jogo, guardando a bola e aproximando-se com algum perigo da área contrária. Posse de bola, mais remates, mais cantos. Do lado escocês, chutos para a frente, mas as bolas que sobravam da cabeça do gigante Prso não resultavam em nada.

A meio da 1ª parte os jogadores do Porto começaram a falhar mais passes, a perder os despiques no ar e o Rangers começou a aproximar-se com algum perigo da área do Baía, em especial através das incursões na esquerda de Løvenkrands . E aos 35 minutos de jogo, no 1º remate à baliza, Løvenkrands marca o 1º golo do jogo. A equipa saiu para o fora-de-jogo, os centrais ficaram para trás e a habilidade do dinamarquês fez o resto.

Os jogadores do Porto pareceram um bocado perdidos. Os escoceses carregaram e até poderiam ter chegado ao 2º golo antes do final da 1ª parte se o árbitro tivesse sancionado uma ingénua e negligente carga pelas costas do Pepe sobre o Francis Jeffers. O intervalo chegou e ideia que ficava no ar era a de que o Porto não merecia estar a perder (o Baía não fez mais do que uma intervenção problemática na 1ª parte!) porque foi a equipa que teve mais chances de marcar.

A 2ª parte começou como a 1ª, com o Porto a dominar, algo que em apenas 2 minutos de jogo resultou num golo - canto do Peixoto e cabeçada do Pepe. Estava reposta a justiça. Todavia, muita coisa continuava a correr mal: os defesas do Porto, que sempre tiveram dificuldade em ganhar as disputas de bola pelo ar, passaram a ter ainda mais dificuldades depois da saída, aos 41 minutos da 1ª parte, do Pedro Emanuel. Este era o único defesa com disponibilidade física para aguentar o Prso e Cia., mas não resistiu a uma violenta cabeçada do croata do Rangers.

No meio campo, Lucho adiantava-se mais do que é habitual (o que criou desequilíbrios notórios, à frente e atrás), Ibson fazia coisas bonitas mas perdia muitos passes e o Diego desaparecia do jogo (a permissividade do árbitro face à agressividade dos jogadores do Rangers fragilizou os menos dotados fisicamente).

O ataque estava entregue ao voluntarismo do Alan (boa primeira parte e muito apagado na segunda), aos fogachos do Jorginho e à inépcia do Sokota (existe alguma justificação para o Co ter preferido o croata ao Hugo Almeida?).

Mas as coisas iriam piorar: num lance confuso na área, a bola é pontapeada para o ar depois de um alívio defeituoso (do Peixoto?), dirigindo-se para a baliza. Baía salta a medo, Prso entra com tudo e... GOLO! Existiu carga sobre o guarda-redes, dentro da pequena área, quando este está no ar. Em qualquer lugar do mundo aquele lance seria invalidado. Mais uma vez, "sem saber ler nem escrever", o Rangers chegava à vantagem. Depois de muito remates à baliza de Waterreus, parte deles com grande perigo (e mais uma perdida escandalosa do Sokota...), o Porto via o adversário marcar.

O jogo continuou igual: o Porto era a melhor equipa em campo mas continuava irregular; por seu lado, o Rangers não sabia fazer mais nada: muito piparote para a frente, muita velocidade, muita agressividade na disputa da bola, mas pouco mais. Até que, aos 71 minutos, o FCP chega ao empate através do Pepe, uma vez mais. Foi um golo de barriga, decorrente de mais um erro de marcação da defesa escocesa (na sequência de um lance de bola parada). Curiosamente, o Sokota teve uma intervenção determinante neste golo: um dos centrais esqueceu-se da bola e estava a agarrá-lo de tal forma que atrapalhou o próprio Waterreus.

Depois disto, continuou a tremideira. O Porto estava então a jogar com um esquema anormalmente atacante e não tinha forma de o mudar porque as substituições estavam esgotadas: Sonkaya entrara no final da 1ª parte para o lugar do desafortunado P. Emanuel, e, na busca do 2-2, o Co colocara em campo o Quaresma e o Hugo Almeida , abdicando do Diego e do Alan.

Com o veloz extremo em campo, animado pelo fantástico golo de sábado à noite, o Porto foi mais uma vez para cima do Rangers. Porém, quando tudo apontava para que, finalmente, a sorte nos sorrisse, o Sokota lesionou-se no joelho e ficamos quase 20 minutos a jogar com 10. Ainda assim, as melhores oportunidades desses minutos finais foram dos Dragões: mas H. Almeida, Ibson e Lucho (por duas vezes) não foram capazes de colocar a bola nas redes contrárias.

Em contrapartida, o Rangers, que se notava não saber o que fazer com a bola apesar da vantagem numérica (a imagem do Ferguson a esbracejar no seu meio campo era emblemática), lá acabou por marcar. Livre a meio do meio-campo do FCP, bola bombeada para a área (poderia ser de outra forma?), o Pepe esqueceu-se do central grego do Rangers e estava feito o 3-2. O Baía não teve hipótese de intervir, porque a bola saiu da cabeça do Kyrgiakos para o poste esquerdo da baliza. As duas oportunidades do Lucho aconteceram entre o golo que deu o 3-2 (aos 85) e os 90 (+3) minutos. Mas este não era o dia do argentino marcar.

Resumindo: foram 3 pontos perdidos. Este Rangers é uma equipa banal (pior do que o Celtic) e nem o empate poderia ser considerado um resultado positivo. O FCP desperdiçou uma oportunidade de arrumar praticamente a questão do acesso à 2ª fase (em condições normais, o Inter perde, no máximo, 3 pontos para o FCP e outros 3 para o Rangers, e o Artmedia vai perder o jogos todos).

Em função do que vi, o FCP tem a obrigação de vencer, por 2 ou 3 golos, o jogo em que estes escoceses visitarem o Dragão. O Porto não tem equipa para vencer a Champions, mas tem mais do que valor para chegar à fase de eliminatórias. Faltar-lhe-á experiência, alguém que segure a bola no meio campo e um ataque mais concretizador.

É normal que uma equipa com pendor atacante sofra muitos golos. O que é anormal é que o Porto precise de mais de 20 remates para marcar o 1º golo ao Rio Ave ou que precise de acertar 10 vezes na baliza do Rangers (em mais 20 remates...) para marcar 2 golos de bola parada. Existe um certo sul africano com a mania dos penteados que vai fazendo muita falta...

Já agora, o Rangers fez somente 7 remates, 5 dos quais foram à baliza. Os outros dois foram para fora, o que significa que o Baía sofreu 3 golos num jogo em que não fez uma única defesa!

Apesar de tudo, acho que o nosso futuro é risonho. Com estes jogadores e um treinador decente, o tempo se encarregará de transformar aquela tremideira juvenil em experiência competitiva. Dentro de 1 ano ou 2 anos será legítimo apostar em voos mais altos. Este FCP joga à bola, é uma verdadeira equipa. Incipiente é certo, sobretudo na defesa, e algo inconsequente, mas muitos furos acima do desordenado grupo de jogadores que alinhavam no ano passado.

Publicado por poncio em 11:03 PM | Comentários (23)

Para descer à terra

A vitória sobre o Rio Ave deixou meio mundo portista exageradamente eufórico, mas eu preferi esperar pelo jogo de hoje para fazer um comentário mais a frio. Esta derrota contra uma equipa perfeitamente ao nosso alcance vem confirmar a ideia de que ainda temos um longo caminho a percorrer. O nosso futebol não é triste como no ano passado, mas também não somos "imparáveis" como já ouvi alguns dizerem, ao ponto de se falar em vitória na Liga dos Campeões. Achei essas afirmações de Co Adriaanse um disparate. Ele próprio parece ter ficado deslumbrado pela vitória contra o Rio Ave, que, é bom lembrar, só aconteceu a 3 minutos do fim e porque houve um mágico que decidiu tirar um coelho da cartola. O que não acontece todos os dias.

O jogo de hoje, em Glasgow, faz regressar a questão que parecia estar esquecida: a nossa defesa é fraca. De nada nos vai valer ter Pepes a marcar golos quando depois comentem erros fatais na defesa. César Peixoto foi o melhor jogador portista hoje, incansável no apoio ao ataque e fundamental na marcação dos cantos. Mas é bom não esquecer que foi ultrapassado na defesa por mais do que uma vez. Pepe a lateral-direito só não é uma grande invenção porque Sonkaya é lento e quase de certeza perderia todos os lances em corrida para Lovenkrands. Pepe até subiu várias vezes no ataque, mas a cruzar foi uma nulidade. Os centrais demonstraram mais uma vez lentidão e incapacidade de ganhar bolas no ar.

Do meio-campo para a frente as coisas até começaram por correr bem, com Diego e Ibson muito activos, mas à medida que sofríamos os golos, parece que se ia instalando a descrença em alguns jogadores. Só assim se explica o apagamento de Jorginho e Alan, e o mau jogo de Lucho. O argentino foi para mim a grande desilusão, pois, apesar de ter rematado muito, errou muitos passes (um dos seus principais atributos) e nunca foi um jogador rápido na construção de jogo.

Na frente, a presença de Sokota foi, pela segunda vez, completamente ineficaz. Teve a possibilidade de glória quando falhou o 2-1 na cara de Waterreus. Quaresma entrou o mexeu com o jogo da equipa, deu-lhe mais acutilância, mas nada resistia àquela defesa... Hugo Almeida também podia ter brilhado em dois cabeceamentos, mas nada lhe saiu bem. Teve mesmo o seu momento de pura imbecilidade ao preferir estourar para a bancada em vez de servir Quaresma que aparecia sozinho no meio da grande-área.

Uma palavra final para o árbitro. Admito que Vítor Baía poderia ter sido mais ágil na forma como se fez à bola, mas aquele lance é falta em qualquer parte do mundo!

Publicado por guardabel em 10:25 PM | Comentários (6)

setembro 12, 2005

Uma reflexão em 8 pontos

1. A semana que antecedeu o Sporting-Benfica foi dominada pelo jogo da selecção e pelo pontapé de bicicleta de Miccoli no treino do SLB. A imprensa descreveu o gesto técnico com pormenor, as objectivas captaram para a posteridade o momento único e seis milhões tiveram o seu orgasmo semanal.

2. Ouvi dizer que houve distúrbios graves antes e durante o jogo entre adeptos das duas equipas. Ouvi também dizer que pelo menos uns 20 petardos estouraram dentro do Alvalade XXI. É verdade que este tipo de ocorrências dá severas penalizações para o clube da casa? Em caso afirmativo, os adeptos sportinguistas podem estar descansados. Se uma invasão de campo como a que aconteceu no ano passado nada originou por parte das autoridades competentes, não são uns simples petardos que vão trazer mal maior ao Sporting.

3. Koeman não quis dar por terminada a obra iniciada contra o Gil Vicente e continuou a desenvolver a sua veia inventiva. De entre duas ou três surpresas de menor calibre, sobressaiu a titularidade de Carlitos. Eu sinceramente não percebo por que razão estão os benfiquistas furiosos com o homem. Então não foi Luis Filipe Vieira quem anunciou há mais de um ano que Carlitos ia ser a grande revelação da época? Que querem afinal?

4. Se reflectirmos bem, as exibições do Benfica de Koeman não são piores do que as exibições do Benfica de Trapattoni. O plantel é praticamente o mesmo e, dos titulares, apenas Miguel foi embora. Falta-lhes talvez um Karadas a mergulhar em estilo ou um hélio que lhes encha o balão. Mas a questão fundamental é que o FC Porto e o Sporting estão ao seu nível. Mais o FC Porto, claro.

5. Apesar de ser um excremento em forma humana, há uma coisa que gosto em José Veiga: é o modo como ele troca os v's pelos b's, que é algo que nos enche de orgulho, como devem calcular. Ainda no sábado, foi com um ligeiro sorriso nos lábios que o vi a dizer: "Parece que com as bitórias do ano passado tinha deixado de existir papagaios, mas parece que ainda há por aí umas abes a boar." João Malheiro é que não terá gostado muito da frase.

6. Na ausência de Petit, foi Ricardo Rocha quem tomou a seu cargo a tarefa de dar bordoada de meia-noite. O lance da expulsão foi justo, já que foi daquelas entradas "a matar" que não deixam vestígios de bola. O Rogério, por seu lado, deu o seu "showzinho" ao dar uma daquelas quedas à "João Vieira Pinto" (que saudades!) que também fizeram escola em jogadores como Dominguez, Filipe ou Sá Pinto (todos lagartos). Lembram-se? É assim: a vítima agarra-se às pernas ao mesmo tempo que as encolhe e rebola pelo relvado duas ou três vezes até quase conseguir equilibrar-se. É então que se dá o momento sublime: ele olha para o árbitro em expressão de dor/pânico e deixa-se cair de lado para continuar o seu sofrimento insuportável. Muito bem feito pelo Rogério. Parabéns!

7. O Sporting ganhou o jogo, mas também não está assim de tão boa saúde como querem fazer crer. Ganhar os três primeiros jogos por 2-1 dá 9 pontos, mas não dá muita segurança a quem vê de fora e, talvez, a quem está lá dentro. As exibições não têm sido nada de especial pelo que tenho lido e parece-me que apenas João Moutinho e Liedson são capazes de dar alguma alma àquela equipa.

8. Não tenho mais nada para dizer, mas achei que 8 pontos dava um bom texto.

Publicado por guardabel em 04:21 PM | Comentários (8)

Duelo holandês: ponto de situação

O gajo da direita já ganhou três jogos. O da esquerda ainda não ganhou nada.

Publicado por guardabel em 03:12 PM | Comentários (11)

setembro 08, 2005

Sofrível

O jogo da nossa selecção ontem foi uma lástima. Contra 10 rapazes russos bem intencionados não fomos capazes de criar uma oportunidade clara de golo dentro da grande-área. O Figo arrastou-se pelo campo, o Cristiano Ronaldo não jogou o habitual, o Pauleta mal tocou na bola e o Postiga entrou para estorvar. O nosso seleccionador é dos piores treinadores a nível de leitura de jogo que eu já vi. Estamos no grupo mais fácil da história das qualificações para mundiais e conseguimos a "proeza" de empatar no Liechtenstein e jogar para o empate fora com Eslováquia, que, para mim, pertence à 3ª divisão europeia. Se tínhamos calhado num outro grupo qualquer íamos de vela. Ai, íamos, íamos.

Publicado por guardabel em 07:06 PM | Comentários (18)

setembro 07, 2005

Grande susto

Liguei o rádio na TSF e apanhei a frase: "... aos 36 anos, o regresso do central 9 anos depois, assinando por uma época." Sem fazer contas, pensei logo no regresso de Fernando Couto ao FC Porto e preparei-me para o pior. Onde é que aqueles gajos andam com a cabeça??? Contratar este tipo aos 36 anos depois de se "encostar" o Jorge Costa??? Esperei pela Antena 1 e todos os meus receios se desvaneceram. Afinal, Couto assinou pelo Parma. Uff!

Publicado por guardabel em 01:59 PM | Comentários (3)

Pinto Azul nº8 já online!

O jornal das berdades.

Para consultar as edições anteriores é só procurar na coluna lateral. Este jornal é da autoria do Pinto Azul, visitante do Pobo do Norte e grande portista.

Publicado por guardabel em 08:46 AM | Comentários (5)

setembro 04, 2005

Não há Ricardo, há Oberweis

Continuamos a nossa caminhada imparável, [ironic mode on] neste grupo dificílimo [ironic mode off], rumo ao campeonato mundial.

Ontem, o povo estava numa de aplaudir todos os contactos de Ricardo com a bola, situação que até começou a soar a provocação. Será que os cerca de 25 mil que foram ao Estádio do Algarve estavam à espera de ver um terceiro frango de Ricardo num curto período de tempo? Será que tentaram incutir-lhe confiança para fazer um dos seus números de circo? Não sei, mas a avaliar pelos aplausos que o nosso guarda-redes teve sempre que piscava o olho a uma garina na bancada ou dava um traque para aliviar a tensão, os luxemburgueses devem ter pensado que ele mantém o estado de graça desde o Europeu, quando defendeu um penalty sem luvas, marcou outro com chuteiras e tentou abraçar o Charisteas no lance do golo que nos tirou o título.

Quem não achou piada a tudo aquilo foi Oberweis, o guarda-redes luxemburguês, que teve de esperar quase o jogo todo por uma "gracinha" de Ricardo, sem sucesso. Então, aos 83 minutos, já que Ricardo não se decidia, decidiu ele mesmo oferecer um frango bem bonito. Este foi também um lance importante para todos os benfiquistas pois foi a primeira vez que um jogador do Benfica, neste caso o Simão, marcou um golo de bola corrida desde... espera aí... hummm... não me lembro. Se alguém puder dar uma ajudinha, a gerência agradece.

Publicado por guardabel em 03:03 PM | Comentários (5)

setembro 03, 2005

A baliza da selecção

Somos um caso especial em todo o mundo. Somo a única selecção cujo guarda-redes titular não é convocado pelo seu clube por atravessar um mau momento e cujo guarda-redes suplente é também suplente no seu clube. Que luxo!

Bem pode Vítor Baía continuar a ser o melhor guarda-redes nacional. Bem podem os Jorge Baptistas deste campeonato continuarem a fazer exibições do outro mundo. Tirem o cavalinho da chuva, pois jamais chegarão à baliza das selecção nacional.

Publicado por guardabel em 10:41 AM | Comentários (5)

Leandro, uma questão de espaço

Leandro afirmou que já não tinha espaço no FC Porto, por isso quis ir para o Cruzeiro. Surpreendentes, no mínimo, estas afirmações, senão vejamos porquê.

Leandro veio para o FC Porto no ano passado devido à lesão de Nuno Valente. Teve todas as oportunidades para demonstrar o seu valor, mas desde logo os adeptos portistas viram que ali não estava um jogador à altura das exigências do clube. Era um jogador rápido a subir pelo seu flanco, mas, a defender era fraco. Foi uma desilusão.

Já na pré-época, voltou a ter todas as oportunidades de se mostrar. Co Adriaanse apostou nele, por isso o brasileiro podia ter conquistado o seu espaço, ainda para mais quando Nuno Valente era uma carta fora do baralho. É claro que a falta de qualidade do brasileiro ficou bem patente e a sua lesão levou o treinador a ter que "inventar" uma solução chamada César Peixoto.

O que mais me surpreendente é a falta de ambição de um jogador brasileiro que tem como concorrência interna um jogador adaptado (Peixoto) e um eslovaco desconhecido. Esta afirmação é sintomática: "Já que tinha poucas ou nenhumas possibilidades de jogar, então não me restava outra alternativa que não voltar ao Brasil". Depois, vem a situação já banal das declarações a jornais brasileiros que afinal foram enganos ou invenções dos jornalistas (a propósito de ter dito que Adriaanse não gostava de brasileiros). Já não há pachorra.

Para mim já foi tarde, ou melhor, nunca deveria ter vindo. Mas este Leandro é ainda um dos ecos da política infeliz do clube no ano passado.

Publicado por guardabel em 10:34 AM | Comentários (1)

setembro 01, 2005

Mercado: algumas reflexões

FC Porto

Nunca vi este Marek Cech jogar, mas alguém vai ter que me convencer que em Portugal não havia melhor do que um eslovaco suplente no Sparta de Praga. Ainda se podia aceitar esta contratação se ela tivesse surgido na sequência de um falhanço de algum craque de renome internacional, mas quando sabemos que a alternativa era um sueco com ar de viking de quem ninguém ouviu igualmente falar... Não percebo como pudemos investir tanto e tão bem no meio-campo e ataque, e não fomos capazes, ou não quisemos fazer o mesmo na defesa. Não vamos cair na ilusão de que vamos marcar sempre mais golos do que os que vamos sofrer ou estará a SAD e o nosso Presidente à espera de ganhar todos os jogos por 5-4 ou 6-5?

Benfica

Toda a gente sabe que nem Karagounis é um número 10, nem Miccoli é um ponta-de-lança tradicional do estilo Tomasson. Mas também toda a gente que acompanhe minimanente o futebol internacional sabe que estes são dois bons jogadores. Karagounis é um médio "todo-o-terreno", defende razoavelmente, tem técnica e, acima de tudo, é um jogador de muita garra. Lembro-me bem dele quando o Panathinaikos jogou com o FC Porto. Fiquei, na altura, com a ideia de que era um jogador algo conflituoso e "fiteiro", mas um bom jogador. Quanto a Miccoli, é um avançado rápido e com um remate fácil e forte. Sinceramente, acho que o Benfica tem aqui dois bons reforços, mas não para as tais duas posições que Vieira & Veiga apregoaram ter jogadores que iriam deixar Portugal de boca aberta.

Sporting

O Sporting perdeu Rochemback, mas ganhou João Alves e Wender. Rochemback é um bom jogador, acima da média para o nosso campeonato e o Sporting, sem ele, perde qualidade ao nível do remate de fora da área (incluindo livres-directos, tal como marcou nas Antas no famoso 4-1), coisa que o João Alves, até ver, não demonstrou no Braga. Por outro lado, Rochemback era o jogador mais faltoso do meio-campo do Sporting e já tinha dado indícios de que perde a cabeça em situações-limite. João Alves não é tão bom a defender, mas também não tem agressividade (no mau sentido) de Rochemback, sendo mais um jogador de equipa com muito bom trato de bola. O português é um jogador que facilmente aparece na grande-área a querer finalizar, enquanto que Rochemback, que eu me lembre, não tinha muito essa apetência. É difícil dizer para já se o Sporting ficou a ganhar ou a perder com esta "troca". Quanto a Wender, talvez chegue a um grande tarde de mais, pois já tem 30 anos e, sendo um extremo, exige-se-lhe velocidade que ele talvez já não tenha. Tem a vantagem de conhecer bem o nosso futebol e de ser um daqueles brasileiros que dão tudo em campo.

Publicado por guardabel em 06:12 PM | Comentários (8)