
Antes da análise dos jogadores, um a um, queria deixar já duas conclusões:
1. Este jogo confirmou aquilo que todos os portistas já desconfiavam: este FC Porto está já muito longe, e ainda bem, daquele FC Porto amorfo, medroso e suicida da época passada. A equipa joga como um bloco, os jogadores são solidários e não há espaço para individualismos inconsequentes.
2. O resultado serve para lembrar que temos ainda um longo caminho a percorrer, nomeadamente na nossa defesa, que é o sector mais frágil da equipa. A SAD apostou no reforço do meio-campo e do ataque, mas, a meu ver, "esqueceu-se" das necessidades da defesa. Volto a repetir: falta-nos um central de grande nível, um patrão que oriente aquela defesa, e melhores laterais.
Agora, os jogadores:
VÍTOR BAÍA - Mostrou a Hélton e ao treinador que não vai ser fácil tirá-lo da equipa. Se na primeira parte não teve trabalho, na segunda, evitou por duas vezes o terceiro do Arsenal.
SONKAYA - O turco vai percorrendo o seu caminho, sem grande exuberância, mas sem comprometer. Como é óbvio, o defesa-direito de uma equipa como o FC Porto tem de jogar mais, mas como Sonkaya tem vindo a subir de rendimento nestes jogos de pré-época, vou dar-lhe o benefício da dúvida. Hoje, gostei da forma como ultrapassou alguns adversários e como mostrou frieza no um-contra-um com jogadores como Henry ou Bergkamp. Deve melhorar a sua velocidade.
RICARDO COSTA - Não falhou na generalidade, mas está ligado ao primeiro golo de Ljungberg, pois é dele a "assistência" para o sueco. Deve manter a calma quando vê pela frente "monstros" como Henry ou Pires. Acho que foi isso que o levou a fazer aquele alívio "para onde estava virado", que daria o golo. Na segunda parte, quando passámos a jogar com 3 centrais, tentou subir no terreno, mas sem efeitos práticos.
PEDRO EMANUEL - Não estava lá, quando Ljungberg fez o segundo golo e isso é o suficiente para manchar a sua exibição. Conseguiu muitos cortes importantes de cabeça, mas naqueles 15 minutos iniciais da segunda parte, foi impotente para travar o ascendente inglês. É um jogador imprescindível pois alia uma grande experiência e bom sentido posicional a uma ainda razoável velocidade para idade que tem.
LEANDRO - Continuo a dizer que em termos defensivos este brasileiro é frágil. Raramente ganha um lance e dá muito espaço ao seu oponente, não arriscando o corte. No ataque, costuma descer e tabelar bem pelo flanco, mas hoje, com Henry na primeira parte do seu lado, foi pouco afoito. Precisamos urgentemente de um Nuno Valente em forma!
RAUL MEIRELES - Foi para mim, a par de Jorginho, a melhor exibição do FC Porto. Penso que o lugar é dele neste momento, pela forma como defende, cortando inúmeras bolas, e ataca, pois é um médio inteligente que não gosta de "jogar para o lado ou para trás", antes prefere construir imediatamente jogadas de ataque. Veja-se a abertura que fez para Jorginho no lance que daria o golo. Este pode ser um dos grandes reforços da época.
LUCHO GONZALEZ - Para mim, foi a desilusão do jogo. É certo que raramente falha um passe e ao nível do passe longo "a rasgar" é muito eficaz. Mas hoje, esteve estranhamente apático (demasiadas preocupações defensivas?) ao nível da transição para o ataque. Foi muito importante na recuperação da bola, mas jogou muito para o lado e para trás.
HÉLDER POSTIGA - Para mim, a pior exibição da equipa. Depois de boas indicações nos jogos anteriores, hoje, praticamente não se viu em campo. Atenção que Diego vem aí...
LISANDRO LOPEZ - Este argentino já se tornou num dos meus jogadores preferidos. Muito activo, faz lembrar, a espaços, o melhor Derlei, na forma como não desiste dos lances e se movimenta no ataque. Marcou hoje o primeiro golo ao serviço do FC Porto, um golo que demonstrou um sentido de oportunidade notável. "Licha" é um jogador de equipa, que não entra em individualismos estéreis (alô, Quaresma?) e opta sempre pela solução mais simples.
MCCARTHY - Não há volta a dar: Benni é o melhor ponta-de-lança do plantel e por isso é imprescindível. Hoje, voltou a ser importante na manobra atacante de equipa. Quase ia marcando de livre directo e teve mais dois ou três lances perigosos para a baliza inglesa. É um jogador importante ao nível das tabelas com os médios vindos de trás.
JORGINHO - Quem tem qualidade é mesmo assim, não acusa o peso de uma camisola como a do FC Porto. Jorginho parece que já joga no clube há anos. Revela confiança e entrosamento com os colegas. É sempre um jogador objectivo e com sentido de baliza. No lance do golo, recebeu o passe longo de Raul Meireles e cruzou imediatamente para o golo (outros jogadores tentariam a finta e o "bonito" para tentarem impressionar o treinador...). No final poderia ter sido o herói... mas rematou ao lado.
PAULO ASSUNÇÃO - Só fez merda. O Sandro não é melhor?
HUGO ALMEIDA - É um jogador importante pelas características únicas que tem. Teve um remate perigoso, mas por cima da barra, e outro do meio do campo, em que tentava supreender Lehmann. Gostei da atitude.
IVANILDO - Espero que alguém lhe dê rapidamente o remédio para a "quaresmite", uma doença que pode tê-lo atingido perigosamente. Tem um potencial enorme, este miúdo, mas deve pô-lo ao serviço do colectivo.
PEPE - Teve uma boa descida à grande-área adversária para um cabeceamento sem perigo. Nota-se que quer mostrar serviço, mas quem não sabe mais...
SOKOTA - Jogou apenas 10 minutos, numa altura em que a equipa tentava desesperadamente o golo. Não sei se chegou a tocar na bola.
Não foi um grande jogo, mas, mais uma vez, gostei de ver um FC Porto que nada tem a ver com o FC Porto da época passada. Os jogadores são mais solidários, trocam mais e melhor a bola na transição para o ataque e a mobilidade parece ser uma das principais qualidades destes jogadores.
Gostei mais do Sonkaya ontem do que contra o Brugge. Apesar de não ser um defesa com grandes atributos técnicos, parece ser sóbrio o suficiente para não "inventar". Do outro lado, o Leandro não dá tantas garantias a defender...
Estou curioso para ver como vai o treinador resolver o "problema" Diego quando este estiver a 100%.
Hoje, com o Arsenal, teremos o teste mais exigente de toda a pré-época.
Já não há pachorra para este muro das lamentações em que os brasileiros se estão a tornar especialistas. Os brasileiros dispensados pelo FC Porto parece que entraram em acordo para bombardear ao mesmo tempo os treinadores com declarações disparadas de todo o lado e à queima-roupa. Podia ser em qualquer outro clube, mas trata-se, neste momento, do nosso. Aliás, há exemplos passados disto mesmo noutros clubes.
Leó Lima diz que o treinador nem o conheceu bem para o dispensar. Eu digo que bastou ver os vídeos dos jogos do ano passado. Aí, o Mister Co deve ter ficado elucidado sobre a "escola brasileira" que o Léo Lima tanto apregoa e diz ser superior à "escola holandesa". Léo Lima, se estás a ler isto, rapaz, não valia a pena tentares dar uma de Gabriel Alves, pá. É certo que a escola brasileira nem muitos títulos mundias e a holandesa nenhum, mas o que é que isso tem a ver com a tua lentidão em campo e apetência para tentares jogar sozinho?
Luís Fabiano tenta desculpar-se com o "chutão e porrada", o que não é descabido de todo, se pensarmos no sinal verde que os nossos adversários tiveram no ano passado para malhar forte e feio em tudo quanto fosse azul-e-branco. Para além disso, diz que o treinador português que chegou (Couceiro) "tirou meio mundo da equipa" e assim "Não tive mais oportunidade". Oh, meu amigo fabuloso, se há coisa de que o meu amigo não se pode queixar é de falta de oportunidades! Sendo assim, que diria, por exemplo, um Hugo Almeida? Luis Fabiano teve azar. Azar pelo que aconteceu à sua mãe, que o deixou num estado psicológico muito instável, naturalmente. Azar pelas lesões que teve. Azar por ter feito parte de um plantel de bons jogadores, mas a partir do qual nenhum treinador conseguiu construir uma equipa (Fernandez, as espaços, conseguiu-o). Em equipa que está mal, muito dificilmente um só jogador se torna imune ao mal geral. Do Luis Fabiano recordo um jogador com excelente toque de bola, boa capacidade de remate, mas de muitos falhanços imperdoáveis para um jogador dos seus créditos. Agora, ele não pode vir com este tipo de conversa esbatida de que a culpa foi da falta de oportunidades.
O empresário do Leandro do Bomfim merece uma referência especial, pois conseguiu ser, no meio de todas estas acusações, o mais criativo e original. Diz ele que a dispensa do Bomfim se deveu "às pressões dos sindicatos holandeses de jogadores e de treinadores" e que isto "prejudicou a própria entidade que o emprega". Eu já vi muitas desculpas para o insucesso de um jogador, mas como esta nunca tinha visto. Com que então, os sindicatos holandeses! Não existirão aqui também pressões da comissão de arbitragem da Holanda? Eu até tive pena de ver partir o Leandro do Bomfim, pois, daquilo que vi na sua maneira de jogar, gostei francamente. Por outro lado, compreendo a opção do treinador devido grande número de médios existente no plantel. Estas declarações são... qualquer coisa de extraodinário que ultrapassa o senso-comum. A única coisa que posso desejar ao Bomfim é boa sorte. E aos outros dois, já agora.
O holandês deixou o Bicho e o Valente de fora para a deslocação ao Torneio de Amesterdão. As almas mais conservadores dirão que foi cometida uma heresia do tamanho da Torre dos Clérigos, mas, se repararmos no que tem acontecido na pré-época, esta atitude do holandês é perfeitamente natural, o que não quer dizer que eu concorde com ela. Jorge Costa e Nuno Valente raramente jogaram ainda, o que mostra a preferência de Mister Co por outros atletas.
Estes dois jogadores fazem parte do grupo restrito (que são quatro) dos trintões do plantel: Baía (35 anos), J. Costa (33), P. Emanuel e N. Valente (30). Os anos passam e não perdoam. Já no ano passado eram evidentes as dificuldades de Jorge Costa em jogar a um ritmo acelerado e só a sua grande experiência suplantava aquilo que lhe ia faltando em poder de antecipação. Quanto a Nuno Valente, passou a maior parte da época passada lesionado e, quando jogou, mostrou lentidão, facto a que o peso a mais que evidenciava não deverá ser estranho. Ainda assim, creio que um Nuno Valente, em forma, vale dois ou três Leandros.
Está justificada a ausência da equipa. Passar ao estatuto de não-titular é natural num jogador que entra na curva descendente. Agora, a questão com a qual eu não concordo é a radical saída do grupo dos convocados. É importante não esquecer que estes dois jogadores são dos poucos sobreviventes do FC Porto vencedor da Taça Uefa e Liga dos Campeões e podem acrescentar ao balneário uma coisa tão simples e ao mesmo tempo tão importante como é a experiência de vitória. Retirá-los tão abruptamente da convocatória, principalmente Jorge Costa, o Capítão, é uma medida que peca por observar apenas e só o critério técnico, ignorando por completo a questão da famosa mística, que é tão importante num clube como o FC Porto.
Resta saber como e se Jorge Costa e Nuno Valente vão reagir a esta situação, que até pode ser pontual (é o mais provável). Para bem do grupo, deverão encará-la como uma situação normal. Até porque o Mister Co parece ser um treinador que "não dá baldas", gosta de manter o jogadores em "rédea curta" e, para além do mais, mede o dobro do Octávio.
O empresário de McCarthy vem hoje dizer que "O Porto recusou uma proposta do Blackburn e obviamente com todo o direito. O jogador tem mais dois anos de contrato e vai cumpri-los". E acrescentou: "Enquanto ele estiver no Porto vai dar tudo de si e sempre com um sorriso na cara". Pois é, nunca se sabe o que esperar deste Rob Moore, um empresário que, num dia é capaz de ameaçar tudo e todos e no outro de dizer que está tudo bem. Para nós, estas declarações de hoje são uma óptima notícia, "apenas" pela simples razão de que McCarthy continua a ser o melhor avançado do plantel, aquele que nos dá garantias. Por outro lado, saem frustradas as tentativas da imprensa lisboeta de o "colocar" fora do FC Porto e, consequentemente, aumenta o receio dos nossos adversários que já contavam com Benni longe de Portugal.
O jogo de ontem, contra o Brugge, deu boas indicações sobre o que podemos esperar do FCP para a próxima época. Gostei da rapidez da transição defesa-ataque e da qualidade na circulação de bola. Gostei da classe de alguns jogadores. Acho que ainda não temos uma defesa que dê garantias, principalmente ao nível das laterais. A seguir ao 1-2, a equipa podia ter optado por fazer a circulação de bola, um jogo mais de contenção, pois faltavam poucos minutos para o fim do jogo, mas tentou ir desenfreadamente para o ataque, o que lhe custou perdas de bola. Numa delas, veio o golo do empate, com a defesa descompensada.
Em muito bom nível estiveram Raul Meireles, Lucho, Postiga, Jorginho, Ivanildo, McCarthy e Lisandro.
Hoje, vamos fazer a festa da apresentação no Dragão. Força Porto, allez!
Nota introdutória - este artigo só deve ser lido por três tipos de pessoas:
1. As que têm mais de 30 anos e se recordam dos factos relatados.
2. Os interessados pelas coisas da História.
3. Os benfiquistas que queiram aprender como se resolve um caso difícil "tipo-Miguel".

Há precisamente 20 anos. Estávamos no verão de 1985. O FC Porto tinha acabado de se sagrar Campeão Nacional pela primeira vez na década de 80. Com Artur Jorge ao leme, a equipa do FC Porto contava com nomes como João Pinto, Eurico, Frasco, André, Gomes, Jaime Magalhães e Futre, entre outros. Nesse campeonato, perdera apenas 4 pontos (1 derrota e 2 empates) e estabelecera um novo recorde de 14 vitórias consecutivas. Era uma equipa fabulosa, que já estava na génese daquela que viria a ser Campeã Europeia em 1987.
Futre tinha sido a revelação do campeonato, vindo do Sporting com 18 anos, e era sobre ele que recaíam as atenções. Nesse verão de 1985, surgiu a notícia de que o Atlético de Madrid lhe tinha oferecido “o contrato da sua vida”. O trissemanário A Bola intitulava, na edição de 20 de Julho de 1985: FUTRE: O VERÃO QUENTE DO FUTEBOL PORTUGUÊS.
Alguns dias antes, Futre dizia que esperava que o FC Porto, com quem tinha contrato até 1989, não lhe cortasse as pernas e impedisse de fazer o contrato da sua vida. Era grande a sua determinação em ir para Espanha, até porque, dizia, “já sou um vencedor em Portugal, agora, quero internacionalizar-me”. É claro que estas declarações esbarraram na irredutibilidade do FC Porto em vender o jogador, acabadinho de chegar e com ainda tanto para dar ao clube.
A questão ainda era mais complicada, pois o Sporting tinha uma palavra a dizer neste processo. E porquê? Pela simples razão de que era o Sporting que detinha a Carta Internacional do jogador, sem a qual, ele não poderia sair para o estrangeiro. Veja-se o caricato da situação: o jogador tinha contrato com um clube, mas era outro quem podia decidir se ele ia ou não para o estrangeiro.
A Federação Portuguesa de Futebol entrou ao barulho, dizendo que seria necessário um acordo a 4:
- O FC Porto, com quem Futre tinha contrato até 1989;
- O Sporting, que detinha a carta internacional do jogador, pois havia uma lei que estipulava que nenhum jogador poderia transferir-se para o estrangeiro sem ter, nomínimo, 3 anos de estada num clube. No FC Porto apenas tinha estado 1 ano. No Sporting tinha feito toda a sua formação.
- O Atlético de Madrid, potencial comprador;
- Futre, o cerne da questão.
Recorde-se que naquele tempo, FC Porto e Sporting, nas figuras dos respectivos presidentes Pinto da Costa e João Rocha, eram “inimigos de morte”. Com o Benfica, de Fernando Martins, o FC Porto dava-se bem. Outros tempos... Para complicar a questão, Futre contratou para seu advogado, precisamente o advogado do Sporting, Dr. João Gaspar, que, na mesma edição de A Bola (20/07/85), dava uma entrevista curiosa, conduzida por uma tal... Leonor Pinhão:
“Não estou hipotecado a nenhum dirigente do Sporting... e entrei neste caso de cara lavada e a pedido da família de Futre, que pediu para estudar uma hipótese legal da saída do Paulo para o estrangeiro. Foi o que fiz... apontei-lhe a solução e os riscos que ia correr”.
E que solução era essa?
João Gaspar - “Futre é um trabalhador como qualquer outro deste país. Portanto não é pertença de nenhum clube ou de nenhum presidente. E sendo um trabalhador como outro qualquer, Futre tem o direito de rescindir em qualquer altura o seu contrato com a entidade patronal... com ou sem justa causa.”
Leonor Pinhão – “Com ou sem justa causa?”
JG - “Exactamente. E estamos dentro da lei porque segundo o acórdão proferido pela comissão de 1ª estância da FPF, em 26 de Setembro de 1977, está estabelecido que: «É um princípio fundamental dentro do direito de trabalho a possibilidade de o trabalhador rescindir com ou sem justa causa o seu contrato»”
LP – “Mas nos documentos Futre pede a rescisão por justa causa...”
JG – “Com base nas alíneas g) e e) da Base LIV da PRT. A alínia g) aplica-se por falta de condições psicológicas de trabalho e a alínea e) aplica-se quando a entidade patronal leva o trabalhador à rescisão do contrato de trabalho”.
O jogador chegou mesmo a enviar a carta de rescisão unilateral ao FC Porto, invocando as referidas alíneas. Enviou também uma carta a solicitar a rescisão à FPF. A confusão de declarações era geral. Pinto da Costa dizia que "Futre é do FC Porto e quer o FC Porto".O Pai-Futre, em entrevista nessa mesma edição de A Bola dizia o seguinte: “O meu filho estará nas Antas no primeiro dia de Agosto! ... a não ser que o Atlético de Madrid apareça aí com uma mala cheia de dinheiro para pagar ao FC Porto”. Essa mala cheia de dinheiro deveria conter nada mais nada menos do que 250 mil contos (um balúrdio na altura), que era a cláusula de rescisão.
A entrevista, conduzida por Ruah Mendes, é curiosa pois demonstra até que ponto a imprensa queria ver Futre fora do FC Porto. Reparem bem nas perguntas que são feitas ao pai de Futre.
Pai-Futre – “Olhe, neste momento o A. Madrid já devia ter negociado com o FC Porto e não o fez...”
Ruah Mendes – “Pois é. Então e acarta internacional do jogador em poder do Sporting?”
PF – “É verdade. Enfim, sei lá. Se utilizássemos todas as vias judiciais, ele acabaria por sair para Espanha. Mas não queremos prolonagr a sua situação... esta agonia.”
RM – Ouça... E, nesse caso, isto é, se, digamos, tudo fica em águas-de-bacalhau e o seu filho continua no FC Porto, não receia “represálias”, “mau viver”, mau ambiente, no dia 1, no Porto?
PF – Não, não! Isso passa! Tudo esquece. Afinal de contas o miúdo tinha a oportunidade de fazer o contrato da vida dele... tentou defender o seu futuro, salvaguardar os seus interesses, ninguém pode levar-lhe a mal.
RM – Mas, sr. José Paulo, sinceramente, como é que o acordo se malogrou?
PF – 250 mil contos. Exactamente a quantia cláusula de indemnização estipulada no contrato que assinámos com o FC Porto, prevendo uma eventual saída do rapaz para um clube estrangeiro.
Entre os dias 20 e 22 de Julho a situação resolveu-se a favor do... FC Porto e de Futre, pois, como se viria e verificar nos anos seguintes, ele não poderia ter tomado melhor opção do que a que tomou: ficar no FC Porto. Tudo graças à acção do Vice-Presidente Alexandre Magalhães, a quem é dada a manchete de A Bola de 22 de Julho: (A respeito de Futre) SÓ QUERIAM DESTRUÍ-LO E PREJUDICAR O FC PORTO. Alexandre Magalhães era descrito no jornal como o homem que fez “uma odisseia que levou Futre a assinar as cartas que anularam a rescisão do contrato que solicitara à FPF”.
Aqui ficam algumas declarações do Vice portista:
“Alguns clubes espanhóis ainda julgam que estamos no tempo dos Filipes”
“Antes de o FC Porto o ter contratado, Futre esteve para ser cedido à Académica e, posterior-mente, quando o Sporting pensou num clube-satélite, ao... Casa Pia”
“Futre disse-me que a nossa amizade saiu reforçada e que no futuro nada fará sem me ouvir.”
“Nunca acreditei que o Atl. Madrid tivesse actualmente possiblidades financeiras para fazer a transferência com as garantias que nós lhe exigiríamos.”

Encerrava-se assim um dos episódios mais polémicos das pré-épocas dos anos 80. Graças ao diálogo sério e honesto promovido pelo FC Porto, o clube campeão nacional mantinha uma das suas jóias da coroa. Sem declarações polémicas, acusações ao jogador, ou subterfúgios de qualquer espécie. Futre ficaria mais dois anos, seria bi-campeão nacional, considerado o Jogador do Ano em 1986 e 1987 e sagrar-se-ia Campeão Europeu, saindo em 1987 para o Atlético de Madrid, onde nunca chegaria a saborear o título. Maldição?
Na edição de A Bola de 25 de Julho, Alfredo Farinha dissertava sobre o assunto-Futre num texto cujo título era “SE FUTRE TIVESSE PARTIDO, QUEM PODERIA SUBSTITUÍ-LO?”
O Pedro Emanuel anda a ver os jogos do Ricardo Rocha e o Pepe anda a ver se é despachado mais cedo do que o previsto. Assim, não surpreende a derrota com o Vitesse. Mas pior de tudo foi mesmo a lesão do Bosingwa. Preferia ter levado 7-0 a ter a lesão do grande José.
Estamos a reconstruir a equipa e os jogadores estão em avaliação, o que provavelmente lhes afecta o estado de espírito. Não me admiraria que alguns jogadores acusassem a situação de necessitarem de mostrar alguma coisa num ou dois jogos para se decidir a sua permanência no plantel. As coisas são assim, há que lidar com a pressão e não há volta a dar.
Pode ter havido também algum relaxamento depois da goleada ao Benekom e depois de terem visto o Benfica jogar tão pobremente contra o Chelsea. O excesso de confiança paga-se caro.
Esta derrota trouxe também algum alento a muitos adeptos da instituição, nomeadamente os que vêm ao Pobo do Norte para insultar, que já se viam desesperados sem terem nada para dizer depois dos estragos provocados pelos furacões Tomasson e Miguel.
PROCESSO: 248/05.1TTLSB
DISTRIBUIDO EM: 13-01-2005 (5º Juizo - 1ª Secção)
ENTRADO EM: 13-01-2005
TRIBUNAL: Lisboa - Tribunal do Trabalho
ESPÉCIE: Acção de Processo Comum
INTERVENIENTES: autor: miklos feher
autor: miklosne feher
RÉU: sport lisboa e benfica futebol sad
Estes são os dados do processo que os pais de Fehér moveram ao Benfica. Um processo que data de Janeiro de 2005, mas que só agora se começa a ver noticiado. Nenhum jornal quis dar a notícia, nenhuma TV se mostrou interessada em abordar o caso. As audiências falam mais alto, quando cerimónias de homenagem e romarias à terra natal do jogador (pagas pela TVI)são garantias de um bom share televisivo. Por trás, fica a hipocrisia de um clube que tem dinheiro para mandar vir Tomassons, mas não tem dinheiro para pagar o que deve à família de um jogador que morreu ao seu serviço. Uma vergonha.
"Miguel alegou justa causa para rescindir o contrato de três épocas com o Benfica, apurou o Maisfutebol. O lateral entende que ainda estava no período experimental. "
in Maisfutebol, 18/07/05
TOMA LÁ NA QUARTA:

13 de Julho
"O companheiro de Rui Costa, reconhecidamente um dos melhores avançados da Europa, tem à sua espera a camisola número 10 dos encarnados e poderá ser apresentado aos adeptos no próximo domingo, na Nova Catedral, antes do jogo que colocará frente a frente os campeões nacionais e o Chelsea de José Mourinho. "
"Está prestes a acontecer a primeira contratação "estelar " do Benfica de Ronald Koeman. Depois de várias rondas negociais, os encarnados estão à beira de garantir os serviços de Jon Dahl Tomasson, reforçando assim, de forma muito significativa, o poder de fogo do emblema campeão nacional."
TOMA LÁ NA QUINTA:

14 de Julho
"A conversa foi breve, mas deu para perceber que Tomasson está na expectativa sobre o desenrolar das negociações entre Milan e os encarnados. "O Benfica é um grande clube, enorme mesmo. É um clube de que eu gosto e onde está um treinador, com quem nunca trabalhei, mas que conheço bem. Ronald Koeman tem um grande nome na Holanda e penso que poderá fazer um bom trabalho no Benfica. No entanto não sei o que se passa, tudo o que tenho ouvido são meras especulações. Estive de férias, não falei com ninguém ", anuiu. Quando instado a pronunciar-se como encararia uma mudança para a Luz, Tomasson reflectiu breves segundos e acabou por dizer que "seria agradável" se se confirmasse o entendimento entre Benfica e Milan.
Indirectamente Rui Costa poderá ser uma ajuda importante para o desfecho deste processo. O português do Milan, ainda companheiro de Tomasson, terá sido um dos informadores do dinamarquês sobre todos os pormenores do campeão nacional. "Já falei muitas vezes com o Rui sobre o futebol português e também sobre o Benfica e ele deu-me boas indicações. O Benfica está na Liga dos Campeões, mas repito, tudo o que sei sobre uma eventual transferência foi de ouvir falar, apenas rumores." Pelo menos por enquanto!"
Jon Dahl Tomasson, entretanto, já manifestou grande interesse em representar o Benfica (ver página 3), apresentando três argumentos que colocam o clube da Luz à frente da fortíssima concorrência, dos campeonatos mais ricos da Europa, que também pretende os seus serviços: 1) O enorme prestígio do Benfica no panorama futebolístico mundial; 2) O facto de o Benfica disputar a Liga dos Campeões em 2005/06; 3) A grande admiração que Tomasson tem por Ronald Koeman, um nome incontornável no futebol holandês, onde o ainda jogador do AC Milan evoluiu durante sete anos.
TOMA LÁ NA SEXTA:

15 de Julho
O Benfica tem praticamente concluída uma das maiores operações financeiro-desportivas da sua história, apenas comparável, quer pelas verbas envolvidas, quer pela categoria do jogador em causa, à contratação de Paulo Futre em 1993. Tomasson vai vestir a camisola 10 dos campeões nacionais durante os próximos quatro anos, com o clube da Luz a adquirir ao AC Milan a totalidade dos direitos sobre o jogador...
Quanto a Tomasson, depois de, durante o dia de ontem ter sido levantada, em Itália, a possibilidade de rumar a Florença (hipótese que não passava de especulação e que acabou por cair por terra mal a Fiorentina fechou contrato com Toni, ponta-de-lança do Palermo), o jogador está disponível para ingressar num clube de grande prestígio mundial, que jogue a Liga dos Campeões e que apresente, simultaneamente, um projecto ambicioso e uma liderança técnica credível. Com a selecção dinamarquesa em dificuldades de apuramento para o Mundial 2006, Jon Dahl Tomasson pretende continuar a ser visto ao mais alto nível e isso só sucede através da participação na Liga milionária. Todos estes factores concorreram a favor do Benfica e o encontro entre o fora-de-série dinamarquês, que será acompanhado pelo seu empresário, e José Veiga servirá para limar as últimas arestas do acordo entretanto já estabelecido.
(Entrevista a José Veiga)
— Tomasson é o jogador que vai solucionar os problemas de ataque do Benfica?
— É um deles. Tomasson será o segundo ponta-de-lança, sabemos também que pode jogar como primeiro, mas vamos tentar adquirir outro ponta-de-lança. Tentaremos desbloquear entre amanhã e sábado [hoje e amanhã] um pormenor que falta, sabendo também que é uma operação complexa. Estamos a falar de um dos melhores jogadores da actualidade e tudo necessita de tempo, paciência e alguma engenharia financeira.
TOMA LÁ NO SÁBADO

16 de Julho
Mais um raide secreto do homem-forte do futebol do Benfica: José Veiga esteve ontem todo o dia em Bruxelas reunido com Tomasson. O internacional dinamarquês e o clube da Luz já têm, no essencial, um acordo estabelecido; falta estudar ao pormenor o contrato antes de o assinar. José Veiga viajou para Bruxelas bem cedo na companhia da administradora da SAD benfiquista, Teresa Claudino. Por seu lado, Tomasson fez-se acompanhar do seu fiscalista, um holandês que analisará nas próximas horas a forma contratual que vai ligar o jogador ao Benfica nas próximas quatro temporadas. Provavelmente por se tratar de um nórdico (e de o seu fiscalista ser holandês), Tomasson quis adiar a assinatura do contrato até que o seu fiscalista fique por dentro de todos os detalhes do novo contrato do jogador. Trazer Tomasson para a Luz exige de José Veiga todo um trabalho complexo de engenharia financeira e para que tudo fique claro para o jogador é indispensável mais algum tempo até à assinatura final, que se espera venha a ter lugar nas próximas horas, de modo a ver-se o jogador chegar à Luz já amanhã, o dia especial do jogo dos campeões, que vai opor o Benfica de Ronald Koeman ao Chelsea de José Mourinho. Foi isso que prometeram presidente e director-geral dos encarnados, é por isso que se dá agora o tudo por tudo.
Agora, o Benfica consegue assegurar um jogador de dimensão internacional, ganhando a corrida a clubes como Tottenham, Estugarda, Sevilha, provavelmente mais poderosos financeiramente mas sem o prestígio do clube português, ainda por cima presente na próxima edição da Liga dos Campeões.
Depois do Trap ter descoberto que a família não era assim tão importante e que a Alemanha até ficava perto de casa, o pior que poderia ter acontecido ao SLB seria perder aquele que foi referenciado pelo Veiga como "um dos melhores futebolistas da actualidade" (ele e quantos mais?!). E aconteceu. Claro que José Veiga já reagiu, afirmando na capa do Record de hoje que "Temos alternativas melhores que o Tomasson". Devem ser mesmo muito bons - mas melhores do que um dos melhores? Talvez sejam - dinheiro para essas cavalgadas é que não há, pois não?
A verdade é que os dirigentes do SLB não conseguiram fazer nenhum negócio que permitisse investir na compra de jogadores com nível internacional. Desconheço o que é que um defesa-esquerdo brasileiro, com 30 anos e nenhuma experiência de futebol europeu poderá vir fazer no campeonato português. O novo central brasileiro parece ser um jogador razoável, mas não acrescenta nada de substancial. O russo corre e remata muito e é jogador para ter o mesmo destino do Karadas . O único que parece poder, pelo menos, ocupar um lugar no banco, é o brasileiro que veio do Beira-Mar. Apesar das promessas, o tal nº 10 e o "avançado de renome europeu" teimam em aterrar na Luz. Seria bom que o orelhas e o Veiga deixassem de mentir aos alegados 6 milhões de lampiões. Ou melhor, continuem, vende-se muito papel e até tem sido divertido.
O jogo Benfica-Chelsea acabou há minutos e a evidência da pobreza do plantel do SLB é tão flagrante que o Fernando Seara passou o jogo todo a elogiar o Beto, que é "o grande reforço deste ano". O resultado até nem foi mau porque só perderam por 1 golo. Mas da maneira que as coisas estão, a próxima época vai ser penosa e nem o Cunha Leal vos salva.

Sabem o que disse o Trapattoni ao LF Vieira?
"Toma, son! Embrulha!"
O site oficial do NEC tem a análise ao jogo, feita em neerlandês, como é natural, mas o mais importante é a excelente reportagem fotográfica do jogo. Cliquem aqui para verem os nossos craques em acção! Como é lindo voltar a ver aquela camisola em competição!
Record: "Dragões de Lucho"
A Bola: "Lucho de luxo"
O Jogo: "Grande Lucho"
Os títulos dos três desportivos não revelam grande originalidade, sendo previsível fazer o trocadilho fácil de Lucho/Luxo. Cuidado, pois durante a época vão precisar de mais títulos criativos e este começa a esgotar-se.
Postiga marcou um bom golo. Paulo Assunção recuperou a bola, deu a Jorginho e este desmarcou Postiga, que rematou forte, descaído sobre o lado direito da área.
Para início de época, foi um bom teste. E é importante começar a ganhar.

O site oficial do nosso adversário.
Ainda bem que os Srs. da NetCabo normalizaram a situação - eis-me de volta ao POBO! E o momento não poderia ser mais solene. Vem isto a propósito das declarações do LFV sobre o Miguel.
NOVELA MIGUEL
Aquela treta toda em torno do "nós somos gente séria" (sic) e "não negociamos com gangsters" já cheira a mofo, mas o que verdadeiramente faz chorar as pedras da calçada é o apelo pungente:
"MIGUEL, VOLTA, VAMOS FALAR, QUEM VAI RESOLVER A TUA VIDA SOU EU, ETC., ETC."
Até parecia o gajo do sketch do Gato Fedorento, que depois de ser violado e lhe cortarem um braço diz: "Urso, se me estás a ouvir, toma atenção, acho que o segundo lenhador não usava preservativo".
AS VENDAS DO SLB
Como toda a gente sabe, para lá desse pequeno contratempo do Miguel, o Benfica já realizou fantásticos negócios, que lhe vão permitir comprar todos os Tomassons, Dédés, Léos, Diegos e todo o género de craques. Entretanto, já rejeitaram um rapaz chamado Zenden (que assinou por um clube de segunda linha da zona de Liverpool) e o avançado brasileiro Ewerton, que depois de falhar na prestação de provas a que foi sujeito, acabou por rumar ao campeonato espanhol, o qual, como toda a gente sabe, é do pior que há.
Caso 1 - Luisão: depois de uma disputa acesa, que envolveu ameças de morte trocadas entre Florentino Perez e os presidentes de todos os clubes da metade superior da tabela da Série A italiana, o central brasileiro foi vendido ao Real Madrid por 30 milhões de euros e um centimo (Vieira insistiu no pormenor, para que fosse superado o valor da venda do Ricardo Carvalho).
Caso 2 - Petit: depois da aposentação do Mike Tyson, o boxe norte-americano ficou mais pobre, razão pela qual esteve quase consumado um negócio que envolvia a ida do médio defensivo para Los Angeles, recebendo o SLB em troca uma operação plástica para o orelhas. Todavia, o cirurgião da reputada clínica californiana não aceitou o desafio, tendo referido que era mais fácil reduzir o nariz ao Depardieu e à Barbara Straisand na mesma consulta do que reduzir o tamanho dos apêndices auditivos do LFV. Tendo em conta o impasse, Petit foi negociado para uma fábrica de anzóis dos arredores de Paris, tendo o SLB recebido 2 Km de fio de pesca para amarrar o Miguel.
Quanto a contratações, o Benfica já colocou um anúncio no Expresso e outro no Jornal do Incrível, com o seguinte conteúdo:
CLUBE DE RENOME PROCURA, PARA INTEGRAR A SUA EQUIPA DE FUTEBOL:
A) um "´número 10"; são condições preferênciais: ser mais rápido a correr com a bola do que o Zahovic e aguentar mais minutos em campo do que o Nuno Assis;
B) um "defesa esquerdo"; é condição eliminatória ser grego - de resto, serve qualquer um que diga que o "Benfica é grande" depois do jornalista da BOLA lhe ter repetido a pergunta 10 vezes;
C) um "ponta de lança de créditos firmados" - traduzindo, alguém que venha para cá jogar de graça e ainda empreste dinheiro ao clube; se possível, que não tropece na bola como o Nuno Gomes e seja tão bom quanto o Karadas a fazer-se aos penalties.
Oferece-se: condições remuneratórias acima da média (ver tabela de índíces salariais do Bangladesh), a 1ª fase da Liga dos Campeões (que a coisa não dá para mais), 7 capas da BOLA, 3 do RECORD e 1 no JOGO.
NOTA DO POBO - o SLB ganhou 2-1 ao Sion... tendo jogado contra 10 desde os 3 minutos de jogo! Há coisas que nunca mudam, em Lisboa ou na Suiça.

"Baía põe a bola para Sonkaya... o turco progride pela lateral direita, evitando Simão. Passa a Diego, que aguenta a carga de Petit... Tabela com Ibson e põe no lado direito, onde está Lucho para receber... Lucho tabela com Lisandro Lopez, vai à linha, entra na grande-área, passa a bola por baixo das pernas de Luisão, efectua o cruzamento rasteeeeeeeeeiro... McCarthy, o remate, ao posteeeeeeee! Recarga de Sokota, GOLO! GOOOOOOOOOOOOOOOOLO! Quim, vai buscá-la no fundo das redes!"
Num futuro próximo, numa rádio perto de si.
PS - É só para avisar que, se o McCarthy sair, é o Sokota quem remata ao poste e o Postiga quem marca na recarga.
A propósito do artigo do terceiro anel sobre as novas camisolas de alguns clubes europeus, o Xerxes já conseguiu, em primeira mão, a imagem da camisola da instituição para a época 2005/2006.
Afirmações de Beto (SCP): "Vou ter que mudar algumas coisas pois não quero prejudicar a minha equipa. Ao longo destes anos aprendi muito e cresci. Se calhar com 22 ou 23 anos reagia de uma maneira e agora já não reajo, apesar de em situações poder exaltar-me um pouco mais, como acontece naturalmente, não só comigo como também com outros jogadores. Mas, vou ter de me controlar minimamente."
Agora que vai ser o capitão do Sporting, sucedendo a Pedro Barbosa, é que o Beto põe a mão na consciência e diz que vai ter de se controlar. Só pode ser para rir, pois ao longo dos anos, se há jogador que sempre foi "protegido" pelos árbitros, esse jogador foi Beto. Apesar dos insultos e gestos com que sempre brindou, não só árbitros como também adversários, Beto, que me lembre, nunca foi expulso por isso, beneficiando de mão extremamente leve da parte dos senhores de preto. Agora, que vai ser capitão, diz que se tem de controlar. Ó Beto, agora, como capitão, até vais poder dar uns sopapos nos árbitros, que eles nada te fazem...
Antes de mais, uma boa notícia: Hugo Leal rescindiu. Sempre fui contra a contratação deste jogador, pois, pelo que conhecia dele, tinha a impressão de que nunca iria fazer a diferença no FC Porto. Infelizmente essa impressão confirmou-se totalmente na época passada e a passagem do jogador pelo clube terminou para bem das duas partes (e dos adeptos, já agora).
Hoje começou a era Co Adriaanse. Pobo do Norte dirigiu-se ao Olival para respirar um pouco do ambiente da nova época, das movimentações do adepto anónimo em busca do autógrafo. Pudemos presenciar a chegada de alguns jogadores, alguns daqueles em quem depositamos uma fé inabalável para a conquista de títulos.
Sokota chegou na companhia de Paulo Assunção e Helton, tendo sido bastante simpático ao corresponder aos pedidos de autógrafos dos miúdos. De resgistar, para grande consternação dos presentes, a ausência da esposa do croata. Mais tarde, Raul Meireles, Vítor Baía (de cabeça rapada), Pedro Emanuel, ... até que chegou Benni McCarthy. O sul-africano não parou, não abriu a janela do carro e mostrou cara de poucos amigos. Pode ser que os seus novos amigos para a próxima época estejam na equipa B. Diego atendeu aos pedidos de autógrafos e foi dos jogadores mais saudados. Depois seguiram-se Ricardo Costa e César Peixoto, tendo este último conseguido chegar ao Olival sem qualquer acidente.
Ah, e o Miguel não apareceu no Olival.
Cliquem nas imagens abaixo para verem as fotos em tamanho grande:
Vídeos dos reforços do FC Porto.
Vejam lá se esta introdução do Record ao texto principal da notícia não é uma pérola :-)
"Temos caso! E sério. McCarthy estará em Vigo mas já disse que está na África do Sul. Sem ter sido contactado durante as férias por qualquer responsável do FC Porto, o sul-africano está a esticar a corda. O seu empresário, Rob Moore, esse, já só atende jornalistas por marcação com a sua secretária. A tensão sente-se no ar."