Sobre o jogo propriamente dito, é claro que todos nós estávamos à espera de ganhar ao clube de Abramovich (ler último parágrafo). O Benfica tinha vindo de prestações tão medíocres, nomeadamente face ao CSKA que, mesmo com o FC Porto a recuperar lentamente do caos (que diferença com Maniche, Nuno Valente e McCarthy na equipa!), daria para vencer uma equipa que é banal. Simão mostrou mais uma vez que se apaga nos grandes jogos, Manuel Fernandes foi uma desilusão, só Nuno Assis mexeu com a equipa.
O que é certo é que empatámos e a minha paixão futebolística não me impede de considerar o resultado justo. McCarthy poderia ter começado a escrever a história de uma vitória mais cedo. Nuno Assis e Geovanni poderiam ter feito golo antes do McCarthy inaugurar o marcador. O sul-africano poderia ter adiantado novamente o FC Porto no marcador, primeiro num remate de cabeça, depois num livre à barra. O Benfica poderia ter feito o mesmo num remate de Nuno Gomes que obrigou Baía à defesa da noite. Maniche poderia ter acabado com o jogo num remate que obrigou Quim a 2ª defesa da noite. Houve na segunda parte muitas oportunidades para cada lado, e se as do FC Porto foram em maior número, há que reconhecer que também poderíamos ter perdido o jogo.
Há muito tempo que não se vivia um FC Porto-Benfica tão calmo no pós-jogo. Em parte, porque o único erro grave do árbitro prejudicou o FC Porto e a comunicação social logo de distanciou desse facto. Por outro lado, não se verificou a peixeirada que os dirigentes benfiquistas provocaram na primeira volta. Devem ter ficado satisfeitos por terem empatado no estádio do Campeão Europeu (como foi visível a alegria dos jogadores após empatarem um jogo que os fez baixar de 2º para 3º lugar!). Foi uma boa maneira de comemorarem o aniversário dos 10 anos sem ganhar o campeonato.
PS - Entretanto, A Bola de hoje já se multiplica em estudos estatísticos para concluir que quando o Benfica empata em cada do FC Porto, normalmente é campeão.
Publicado por guardabel em março 1, 2005 06:30 PM