
Foi por uma unha negra que
Maniche foi convocado para o
Euro
Ao contrário do que alguns querem fazer crer, a presença de Portugal na final do Euro 2004 não é uma derrota dos críticos de Scolari. Em primeiro lugar, na condição de português, ninguém deve sertir-se derrotado. Todos ganhamos pois todos queremos o melhor para a nossa equipa, e a nossa equipa é esta. Os que a criticam se calhar sofrem mais por ela, porque querem que seja melhor.
A chegada de Portugal à final só foi possível porque Scolari emendou a mão ainda a tempo, fazendo as modificações que os críticos, os chamados "detractores" exigiam, e que basicamente se prendiam com a saída de Fernando Couto, Rui Jorge e Rui Costa daquela que nos jogos de preparação tinha sido a equipa titular. Só por uma grave falta de lucidez se poderia negar a evidência de que estes três jogadores não têm "andamento" para uma exigente competição como esta. Scolari não é burro e sabia disto mesmo, mas preferiu por-se a salvo de uma qualquer rebelião do núcleo duro/pré-reforma da selecção (Figo-Couto-Rui Costa), o que, a verificar-se numa fase ainda pré-Euro, viria a "azeitar" demasiado com o esquema para o seu lado.
A saída da equipa dos jogadores acima referidos implicou logicamente (como diria Figo) a entrada dos jogadores que, em dois anos, fizeram parte da espinha dorsal de uma equipa que SÓ ganhou 2 campeonatos, uma Taça Uefa e uma Liga dos Campeões. Ao reconhecer a necessidade imperiosa desta mudança, e ao implementá-la, primeiro na segunda parte do jogo inaugural, depois já a título permanente, Scolari deu razão aos que são apelidados de "seus detractores", mas que, pelos vistos, percebem muito desta coisa esquisita que é o futebol.
Se o passado recente impunha a presença daqueles jogadores na equipa - e aos dos FC Porto acrescento Cristiano Ronaldo -, a prática veio confirmar que tínhamos razão. A selecção passou a jogar em bloco, mais ligada, mais solidária, recuperou mais bolas, foi mais rápida no ataque. Qualquer semelhança entre os jogos tristes e cinzentos da fase de preparação e os jogos do Euro (exceptuando o jogo inaugural) é pura coincidência.
Estou 100% de acordo.
Eu tb!
Muito bem dito!
Es o Mourinho das Crónicas pah!
só faltou a entrada do Miguel, mas por razões talvez obvias não é mensionada. É pena, seria mais um post brilhante mas pecou por omissão do Miguel (excelente em especial quando marcou Robben).
Afixado por: BeNNfica em julho 2, 2004 05:28 PMO Miguel nunca fez parte da "minha" selecção, porque considero o Paulo Ferreira melhor, mas reconheço que tem feito boas exibições, por isso acho que não há razões para mudar.
Já agora, aqueles que querem fazer do Paulo Ferreira o bode expiatório de todo o mal que nos aconteceu contra a Grécia, deviam pensar que foi esse mesmo Paulo Ferreira que pôs a bola na cabeça do Rui Costa, alguns minutos depois, num cruzamento excelente e que o Messias benfiquista desperdiçou, em situação frontal e sem marcação.